Desde as primeiras horas da manhã desta terça-feira (17), educadoras e educadores de todo o Rio Grande do Sul ocuparam a frente da Assembleia Legislativa e do Palácio Piratini, em Porto Alegre, no Dia de Luta e Vigília pela valorização de toda a categoria. Com faixas, cartazes e palavras de ordem, as(os) trabalhadoras(es) da educação permaneceram mobilizadas(os) ao longo da manhã, pressionando parlamentares e exigindo respeito e reconhecimento para todos os segmentos da educação pública.

O Projeto de Lei 38/2026, que prevê reajuste de 5,4% no subsídio do magistério estadual, conforme portaria do governo Lula (PT), estava previsto para ser votado nesta terça-feira. No entanto, por falta de quórum na reunião de líderes, o projeto teve sua votação adiada para a próxima terça-feira (24).

Durante o ato, lideranças destacaram que a realidade nas escolas é de sobrecarga, adoecimento e desvalorização, atingindo não apenas o magistério, mas todo o conjunto de trabalhadoras(es) da educação. A exclusão de parte da categoria do reajuste, desconsidera essa realidade e penaliza parte importante da categoria – funcionárias(os) de escola que fazem as instituições funcionarem e parte das(os) aposentadas(os) que deram a vida pela educação pública gaúcha.

A presidente do CPERS, Rosane Zan, destacou que a luta por valorização sempre foi um marco histórico do CPERS. “Hoje enfrentamos um governo que maltrata, que desmonta a educação pública no Rio Grande do Sul e, pior, tenta nos dividir: entre professores e funcionários de escola, entre ativos e aposentados, entre contratados e efetivos, entre reenquadrados e não reenquadrados. Essa lógica de fragmentação é inaceitável. Sempre defendemos, com firmeza, que qualquer reajuste precisa ser linear, para toda a categoria. Não existe valorização real quando ela não alcança todos e todas”, afirma Rosane.

O secretário de Aposentados e Assuntos Previdenciários da CNTE, Sergio Antônio Kumpfer, criticou duramente a política de desmonte da educação pública estadual implementada pelo governo Eduardo Leite (PSD). “O que estão fazendo com os aposentados, o que fizeram com o nosso plano de carreira, o que estão fazendo com os funcionários e com toda a estrutura pública é um processo de precarização. Este é um governo privatista, contrário à educação pública. Por isso, está, passo a passo, condenando a rede estadual a uma morte lenta”, concluiu.

O CPERS segue mobilizado para garantir que esse percentual seja aplicado de forma linear a toda a categoria — professoras(es) e funcionárias(os), da ativa e aposentadas(os), com e sem paridade. Afinal, não há valorização real quando políticas salariais deixam parte da categoria de fora, aprofundam desigualdades e enfraquecem a luta coletiva.

>> Confira, no vídeo, o recado da presidente do CPERS, Rosane Zan:
>> Veja mais fotos do Dia de Mobilização:




'