CPERS protocola segundo pedido de impeachment do governador Sartori


Foto: Maia Rubim/Sul21

Na manhã desta segunda-feira (22), a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, protocolou, na Assembleia Legislativa, o segundo pedido de impeachment do governador Sartori. Já em 2016, o pedido estava embasado no crime de responsabilidade fiscal pelo descumprimento do artigo 35 da Constituição, ou seja, parcelamento dos salários dos educadores e demais servidores. Além da continuidade dos parcelamentos, o segundo pedido foi motivado também pelos apontamentos do TCE, que mostram que o governo tem descontado as contribuições dos servidores e não repassado ao IPE Previdência, pelas pedaladas fiscais em 2016 que obrigaram os servidores a fazer empréstimos no Banrisul para receber o 13º, pelo descumprimento da norma constitucional de reposição inflacionária aos vencimentos dos servidores, pelo descumprimento da aplicação dos 35% da receita líquida exigidos pela Constituição para a manutenção e o desenvolvimento do ensino e pelas graves denúncias de que Sartori recebeu R$ 1,5 milhão, oriundos de propina da JBS, por meio de Aécio Neves.
A presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, entregou o pedido ao chefe de gabinete da presidência da Assembleia, Elton Mariani, ressaltando as razões da entidade e observando que estará, junto com a categoria, acompanhando o andamento do processo. “Já estamos a 16 meses com nossos salários parcelados. A pedalada que foi feita no ano passado nos obrigou a recorrer a empréstimos no Banrisul. Além disso, nos preocupa o fato do governo descontar as contribuições dos servidores e não repassar ao IPE Previdência. Também trazemos nesse pedido uma averiguação do escândalo em que o governo do Estado teria sido eleito usando recursos da propina da JBS. O nosso pedido tem embasamento jurídico. Esperamos que a Assembleia faça a análise necessária para que se possa, acima de tudo, repensar o Rio Grande do Sul, respeitando os trabalhadores”, afirmou Helenir.
Mariani, recebeu o pedido e afirmou que a presidência da casa fará a tramitação devida.

VEJA AQUI O DOCUMENTO ENTREGUE PELO CPERS: DENÚNCIA PELA PRÁTICA DE CRIME DE RESPONSABILIDADE

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