CPERS mobiliza educadores para a luta em plenária em São Francisco de Assis


Luta, direitos, conjuntura política, informes jurídicos e defesa do IPE Saúde pautaram a Plenária de Mobilização do CPERS, que mobilizou professores(as) e funcionários(as) de escola – da ativa e aposentados(as) – de São Francisco de Assis (19º Núcleo), nesta quarta-feira (24).

Para a diretora do Departamento Administrativo, Sandra Regio, a categoria precisa estar unida e forte para firmar a luta, sobretudo neste ano eleitoral, que é decisivo para o futuro dos educadores(as) e da educação pública do Rio Grande do Sul e do Brasil.

“O poder de escolha está em nossas mãos. É fundamental dar um basta em governos que não priorizam a educação e os educadores. Nestas eleições, precisamos escolher projetos políticos que valorizem a categoria: professores e funcionários, da ativa e aposentados”, asseverou Sandra.

De acordo com a diretora do 19º Núcleo, Rosa Maria Agostini Dotta, o debate é essencial para dar um basta a tantos ataques e escolher quem – de fato – defende a educação nestas eleições.

“Os últimos governos atacaram duramente os nossos direitos e a educação, mas fizemos a luta e resistimos bravamente. Agora é hora de votarmos em quem está do nosso lado nas trincheiras”, afirmou.

Informes jurídicos

O advogado da assessoria jurídica, representada pelo escritório Buchabqui e Pinheiro Machado, Marcelo Fagundes, explanou sobre o confisco do salário dos aposentados(as) com a Reforma da Previdência estadual, o falso reajuste de 32% aos educadores(as), o vergonhoso “aumento” de 6% a servidores e as ações judiciais na defesa dos direitos da categoria.

Sobre a Reforma da Previdência no Estado, o advogado Marcelo explicou que se trata de uma medida inconstitucional. Em fevereiro de 2020, o CPERS e a União Gaúcha em Defesa da Previdência Social e Pública (UG) ingressaram com a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI).

“Este desconto faz muita falta para os aposentados pagarem as contas no final do mês. Seguimos aguardando a data do julgamento, que seria em janeiro deste ano se o governo não tivesse recorrido”, explicou.

Quanto ao reajuste imoral e não linear de 32%, a assessoria jurídica entrou com ação para garantir que o índice seja concedido para todos os educadores(as) gaúchos, e não apenas a uma pequena parcela da categoria.

O advogado também criticou o mísero índice de 6% a servidores(as). Em sua maioria, funcionários(as) de escola não sentiram no bolso o reajuste de 6% da revisão geral, concedido no início do ano, e vários tiveram UM CENTAVO de “aumento” no contracheque.

Para mais informações, entre em contato com a assessoria jurídica, representada pelo escritório Buchabqui e Pinheiro Machado, pelo telefone (51) 3073.7512

IPE Saúde

O sucateamento do IPE Saúde foi abordado pela diretora do Departamento de Saúde do Trabalhador e representante do CPERS no Conselho de Administração da entidade, Vera Lessês.

“Se os últimos governos tivessem dado a inflação anual como reposição salarial, esta crise do IPE Saúde seria menor do que é hoje. Estamos pressionando para que o Estado encontre saída para sanar o déficit atual do IPE Saúde”, afirmou Vera.

Atualmente, o IPE-Saúde deve mais de R$ 1 bilhão a prestadores de serviços, especialmente hospitais e clínicas, que registram a maior parte do passivo.

Para a diretora Vera, a crise do IPE Saúde é responsabilidade da má gestão que o Estado tem feito nos últimos anos. 

“O IPE Saúde está com o sexto presidente, o que demonstra uma alta rotatividade e falta de compromisso dos gestores com a qualidade do serviço para os segurados e dependentes. A verdade é que o Instituto é usado como casa de passagem de políticos que ficam na presidência até conseguirem um cargo na Assembleia”, frisou. 

“O CPERS fará toda a luta necessária para manter o IPE público e solidário, porque a nossa categoria precisa disso”, finalizou a diretora.

Também estiveram presentes a diretora do Instituto Estadual Salgado Filho, Roseli de Fátima Denardi Martins, a diretora do Núcleo, Margarete Ayres Machado, o suplente de 1/1000 do Núcleo, Fábio Dorneles, e o vice presidente do Sindicato dos Bancários e Presidente do Conselho Municipal de Saúde de Alegrete, José Luiz Machado de Andrade.

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