CPERS e governo debatem proposta de alteração nas carreiras e na previdência nesta quarta


Em abril, quando da instalação da mesa de negociação com Eduardo Leite – posteriormente interrompida pelo governo -, a presidente do CPERS entregou seu contracheque ao governador, com salário líquido de R$ 1.276,63.

“Tenho 30 anos de magistério, governador. Lhe pergunto: 28,78% é muito em cima disso?”, questionou Helenir na oportunidade.

Quase seis meses depois, a reposição reivindicada pela categoria permanece sem resposta, o atraso salarial atinge níveis recordes e as notícias não são boas: as carreiras e a previdência estadual estão na mira da tesoura do governo.

Nesta quarta (9), o CPERS participa de uma nova audiência com o governador, dessa vez para compreender e debater a proposta de Reforma Administrativa. O convite foi feito pelo gabinete do chefe do Executivo, e o encontro deve ocorrer no início da tarde, no Caff.

“Restam ainda muitas dúvidas. Vamos questionar exatamente qual é a proposta para comparar com o nosso plano de carreira e enviar para a base. Agora, não é possível que percamos absolutamente nada a mais do que já perdemos. É inadmissível, por exemplo, com o salário que temos, que haja uma maior alíquota previdenciária”, avalia Helenir.

Na última Assembleia Geral, a categoria deliberou por entrar em greve 72 horas após o envio dos projetos de alteração das carreiras e da previdência estadual para a Assembleia.

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