CPERS e FSP fortalecem a luta por valorização salarial e pelo IPE Saúde em plenárias estaduais


O CPERS e a Frente dos Servidores(as) Públicos (FSP) percorreram, nesta sexta-feira (2), as cidades de Cachoeira do Sul, Uruguaiana, Estrela, Camaquã e Nova Prata, encerrando a segunda semana de plenárias por todo o estado.

O projeto nefasto do governo de reformulação do IPE Saúde será votado em breve pelos deputados(as) na Assembleia Legislativa.

Os descontos mensais dos usuários do Instituto serão drasticamente elevados, representando uma séria ameaça ao orçamento das famílias mais necessitadas, que dependem deste serviço essencial para sua subsistência.

Durante plenária em Cachoeira do Sul, a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, foi enfática.

“Hoje nós não estamos conversando somente com os nossos colegas professores e funcionários de escola, nesta luta pelo IPE Saúde, todo servidor público passa a ser colega e parceiro da luta. Não aceitaremos nenhuma alteração no nosso Instituto, nossa luta é por salário digno, porque o grande causador dos problemas do IPE Saúde são os oito anos de arrocho salarial, que fomos submetidos em todas as categorias.”

De acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), diversas categorias, inclusive a educação, sofrem com perdas salariais alarmantes de 57,33%.

A falta de reajuste salarial é o ponto central do problema, resultando na crise financeira que afeta gravemente o Instituto. É urgente que o governo inicie um diálogo aberto com os trabalhadores(as) para debater uma revisão salarial justa e necessária.

“É essencial a participação massiva de todas as categorias, com pressão nas redes e nas ruas, com participação nas plenárias e audiências. A nossa pressão já deu resultado e o governo alterou a primeira versão do projeto, mas a segunda versão segue não nos servindo. Rechaçamos esse projeto e queremos política salarial para garantir a saúde e a estabilidade financeira do IPE Saúde”, frisou o 1º vice-presidente do CPERS, Alex Saratt.

Além de Helenir e Alex, participaram da mesa, em Cachoeira do Sul, a diretora do 4° Núcleo, Dina Marilu Almeida, além de Maria da Glória, do Sindicaixa, Saulo Bass, do Sindppen, Paulo Davenir, do Sincasul, e Paulo Sena, da Associação dos Policiais Militares.

Em Estrela, a secretária-geral do CPERS, Suzana Lauermann, ressaltou a relevância da união na batalha pela preservação do IPE Saúde e por valorização salarial.

“A defesa do IPE Saúde é extremamente necessária, porque se trata não só dos servidores públicos, mas também da população de todo o estado. Nós precisamos nos unir para garantir que o governo não ataque mais uma vez quem menos recebe”

“Estamos correndo o estado para alertar a sociedade de que o governo está tentando quebrar o IPE Saúde, o que vai fazer com que milhares escoem para o SUS, aumentando ainda mais o colapso da Saúde em nosso estado”, afirmou o presidente do Sindicaixa, Érico Correa.

O secretário-geral do Sindjus, Fabiano Zalazar, deixou claro que a política de Eduardo Leite (PSDB) é de morte dos servidores(as), sobretudo dos aposentados(as), os mais prejudicados com a reforma do IPE Saúde do governo.

“É fundamental resistirmos e lutarmos contra essa proposta injusta! Não podemos aceitar o aumento do abismo salarial entre servidores da base da ponta com aqueles que estão na ponta de cima. Nós, que trabalhamos duro, estamos há quase nove anos sem reajuste salarial. Os juízes, promotores, secretários do Estado e, até mesmo o governador e o vice, tiveram reajuste. É preciso defender incondicionalmente a revisão geral nos salários dos servidores”.

O evento também teve a participação da diretora do 8° Núcleo do CPERS, Eloede Conzzatti, do advogado da assessoria jurídica do Sindicato, Marcelo Fagundes, da diretora da Ugeirm, Magda Lopes, e do presidente Sintergs, Antônio Augusto.

A crescente dificuldade de lidar com as contribuições elevadas ao IPE Saúde poderá levar um número expressivo de servidores(as) a migrarem para o já sobrecarregado SUS. Isso comprova que a desestruturação do Instituto afeta negativamente toda a sociedade, amplificando os problemas no sistema de saúde.

Nova Prata e Camaquã também se mobilizaram na luta em defesa do Instituto e por valorização salarial.

A diretora do CPERS, Carla Cassais, que esteve em Nova Prata, cidade de abrangência do 12º Núcleo, destacou que as plenárias estão fortalecendo a união dos servidores(as), conscientes de que essa proposta prejudica os salários mais baixos.

“Estamos unidos e determinados em barrar esse projeto que representa um grande risco para a saúde de todo o Rio Grande do Sul, podendo levar o SUS ao colapso. As prefeituras e a sociedade estão se mobilizando com energia e determinação”, frisou.

Também estavam presentes em Nova Prata a diretora do CPERS, Juçara Borges, e o diretor do 12º Núcleo, Leonildo de Moura.

Em Camaquã, no CE Sete de Setembro, o diretor do CPERS, Cássio Ritter, destacou que há recursos para o governador garantir reajuste aos servidores(as) e trazer melhorias ao IPE Saúde, mas falta vontade política.

“É revoltante constatar que há recursos disponíveis, visto que o superávit orçamentário, as isenções fiscais bilionárias e os reajustes astronômicos dos salários mais altos são prova clara de que é possível e viável agir”, afirmou.

CPERS e FSP unidos na luta em Uruguaiana

Na sede do 21° núcleo, de Uruguaiana, a diretora do CPERS, Sandra Régio, foi incisiva ao afirmar que não aceitarão mais nenhum retrocesso nos direitos conquistados.

“Chega de ceder aos desmandos dos últimos governos! Eles são os verdadeiros culpados pela situação precária do Instituto, juntamente com as demais categorias, estamos na linha de frente para dizer um sonoro NÃO a qualquer projeto que venha retirar nossos direitos e dilapidar nosso suado salário”.

Quem também se pronunciou durante a plenária foi a diretora do Sindicato e representante da entidade no Conselho de Administração do IPE Saúde, Vera Lessês. Ela compartilhou a preocupação generalizada de todas as categorias do funcionalismo estadual em relação ao PLC 259/2023, o projeto de reestruturação do Instituto.

“Temos uma posição clara: lutaremos com todas as nossas forças para barrar o PLC em sua totalidade. Não podemos permitir que os servidores arquem com o preço dessa crise, que é uma responsabilidade do Estado. Precisamos reivindicar uma política salarial que compense as perdas que sofremos. Isso é essencial para equilibrar as contas do IPE Saúde e garantir um futuro justo e saudável para todos”.

Já a diretora Glaci Weber fez questão de expor a verdade por trás do projeto proposto por Leite, cujo objetivo é prejudicar severamente a saúde dos servidores(as) estaduais de menor renda.

“Nós, aposentados, somos os principais alvos desse projeto malicioso. Eduardo Leite quer que todos nós abandonemos o Instituto, transformando o IPE Saúde em uma máquina de lucro desumana. Mas não permitiremos isso. Vamos resistir e lutar pelos nossos direitos com toda a nossa energia”.

Além dos representantes do CPERS e da FSP, a plenária em Uruguaiana contou com a participação dos vereadores Marcelo Lemos e José Clemente da Silva Corrêa, que demonstraram seu apoio incondicional à causa.

É hora de nos unirmos contra essa iminente ameaça e proteger nossos direitos e a dignidade de todos os educadores(as) e servidores(as). Entre em contato com o seu núcleo e participe da plenária em sua região. Mobilize-se!

>> Confira as datas e horários das mobilizações da próxima semana

>> Confira o vídeo da presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer

       

                   

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