CPERS articula construção de frente de deputados(as) para reverter corte de ponto


Nesta terça-feira (18), a presidente Helenir Aguiar Schürer e a secretária-geral do CPERS, Candida Rossetto, percorreram gabinetes e bancadas da oposição e da base governista na Assembleia Legislativa.

Diante da intransigência de Eduardo Leite (PSDB), a intenção é articular a formação de uma frente pluripartidária de deputados(as) para reverter o corte do ponto de educadores(as) grevistas.

Mais de 27 mil profissionais sofreram pesados descontos em razão dos 58 dias de paralisação, mesmo com a recuperação dos dias letivos e a conclusão do ano escolar de 2019.

Embora o mérito legal da medida ainda esteja em disputa no Tribunal de Justiça, a gravidade da situação exige soluções urgentes. A situação é de calamidade e o Sindicato iniciou uma campanha de arrecadação para doar cestas básicas aos afetados(as).

“O corte é uma medida meramente punitiva, que desconsidera a situação de miséria imposta pelo próprio Estado a quem trabalha no chão da escola” explica a presidente Helenir. “O objetivo do governo é um só: usar os educadores de exemplo para sufocar a resistência e a luta coletiva”, conclui.

Além de construir as condições políticas para pressionar o governo a rever o corte, a articulação pretende pautar, ainda, o debate sobre a valorização salarial dos funcionários(as) de escola, segmento mais empobrecido da categoria e que foi alijado das emendas à Reforma Administrativa que garantiram reajuste a professores(as) a partir de 2021.

Outro ponto que o Sindicato tenciona discutir é o abono para participação de atividades sindicais, direito retirado pelo pacote do governo e sem qualquer repercussão financeira para o Estado. O CPERS entende que a alteração se constitui em mero ataque à organização sindical.

Audiências Públicas

Após conversar com deputados(as) e assessorias do MDB, PDT, Podemos, PP, PSB, PSDB, PSOL e PT, Helenir e Candida protocolaram ofícios solicitando a realização de duas audiências públicas à Comissão de Educação, presidida por Sofia Cavedon (PT).

As dirigentes foram recebidas por Maria Eulália, assessora da deputada. A intenção do pedido é trazer a lume o debate sobre o corte de ponto e a nova matriz curricular, questionada pelo CPERS e pelo Conselho de Educação junto ao Ministério Público.

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