Contra a covardia e a misoginia, violência política de gênero precisa ser combatida


O CPERS, por meio do Departamento de Gênero e Diversidade, manifesta a sua solidariedade à ex-deputada federal do Rio Grande do Sul e ativista na luta dos movimentos sociais, Manuela D’Ávila (PCdoB), à vereadora de Belo Horizonte, Duda Salabert (PDT), e à deputada Sâmia Bomfim, líder da bancada do PSol na Câmara de São Paulo.

Todas, mulheres que lutam pela igualdade social e de gênero na política brasileira, foram vítimas da covardia e misoginia escancaradas em práticas violentas e desumanas.

Na última segunda-feira (1º), Manuela denunciou em suas redes sociais uma série de ataques, violências e ameaças que ela e sua família vêm sofrendo. Entre as práticas mais graves, estão a exposição de sua filha Laura, de cinco anos, ameaçada de violência sexual, bem como ameaças de morte à Manuela e sua mãe.

No mesmo dia, Duda Salabert, única parlamentar trans de Belo Horizonte, anunciou ter recebido ameaças de morte de um neonazista por e-mail contra ela e sua família. 

Já Sâmia Bomfim revelou, em seu perfil do Twitter, nesta terça (2), que recebeu ameaças de morte com teor semelhante aos ataques recentemente direcionados à ex-deputada Manuela e à vereadora Duda.

É inaceitável e absurdo que, por motivações espúrias e disseminação de ódio gratuito, mensagens ameaçadoras tentem calar vozes femininas importantes na luta por igualdade social e por mudanças na sociedade brasileira.

Enraizada e apoiada no patriarcado, a violência contra a mulher está presente tanto no espaço público quanto na vida privada e precisa ser combatida permanentemente.

Na luta pela retomada da democracia no Brasil, é fundamental enfrentar o fascismo, que aliado à misoginia, ao racismo e à LGBTFobia, tem disseminado o ódio e a violência em nossa sociedade para constranger, calar ou eliminar quem luta por um mundo mais justo e menos desigual.

Nestas eleições, é preciso estar atento a quem combate os diversos tipos de ataques contra as mulheres e o feminicídio para que possamos construir políticas que erradiquem a violência de gênero no Rio Grande do Sul e no Brasil.

O CPERS seguirá vigilante, denunciando e exigindo que os crimes de ódio com motivação de gênero sejam punidos de forma exemplar. Exigimos justiça e a mais rápida apuração e responsabilização dos criminosos envolvidos.

Manu, Duda e Sâmia não estão sozinhas! Juntas iremos vencer este momento doloroso e vergonhoso da nossa história nacional. Todo o nosso carinho e solidariedade para estas guerreiras e suas famílias.

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