Com problemas elétricos e de estrutura, escola de Passo Fundo sofre com abandono do governo


Com sérios problemas elétricos há três anos, a EEEM Lucille Fragoso Albuquerque, de Passo Fundo, é mais um retrato do abandono e desrespeito de Eduardo Leite (PSDB) com a educação pública gaúcha.

A #CaravanaDaVerdade visitou, nesta sexta (11), a escola e constatou de perto a incompetência do governo em resolver problemas básicos. Interditada desde maio de 2019, os 370 alunos da instituição tiveram que ser transferidos para um antigo prédio do Senai, que estava desativado.

O local adaptado, que fica a 1Km da sede da escola, está muito longe de uma estrutura adequada de ensino. Pior: é praticamente um depósito.

A biblioteca, improvisada, funciona onde era uma sala de curso de mecânica, que exala forte cheiro de fuligem, prejudicando a concentração e aprendizagem dos alunos(as).

Outro problema enfrentado diariamente pelos educadores(as) e estudantes é a falta de luz, que cai a todo momento; o governo prometeu reformar o prédio, mas até agora nada foi feito.

Para resolver o drama enfrentado pela escola, seria necessário cerca de R$ 150 mil. Porém, após vândalos invadirem e depredarem o local – quebrando vidros e bagunçando o prédio administrativo -, o dinheiro é insuficiente.

“Agora, são necessários mais de R$ 200 mil só para reestruturar o que foi vandalizado, mais o valor da rede elétrica”, destaca a diretora escola, Solange Aparecida Rocha Martins.

As promessas vazias de Eduardo Leite com o Avançar na Educação

Contraditoriamente, a EEEM Lucille Fragoso Albuquerque é uma das escolas escolhidas pelo Avançar na Educação, programa de Eduardo Leite (PSDB) que contempla um plano de investimentos de R$ 1,2 bilhão para “escolas padrão” da rede estadual.

De acordo com o marketing do governo, as instituições receberiam reformulação de espaços, internet de alta velocidade e conectividade, salas de leitura e recursos, acessibilidade, e a padronização de espaços de convivência, como áreas esportivas, refeitórios, salas de professores(as) e cozinha.

Mas, até agora, tudo não passa de promessa. A direção da escola está constantemente em contato com a 7ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE), mas não obtém sequer uma resposta concreta de quando as obras serão retomadas.

“Esta semana, a Seduc nos disse que vai verificar onde o projeto parou. É extremamente triste ver que a promessa de nos tornarmos uma escola padrão ficou parada. Essa situação é inadmissível”, desabafa a diretora Solange.

 

“É muito triste porque a gente sofre junto com os colegas e os alunos. Estamos fazendo tudo que podemos. Estoura lâmpada, a gente repõe e assim vamos”, frisa a monitora Helena Bogóis.

O CPERS irá acompanhar de perto a situação da escola e cobrar da Seduc a urgência da resolução do problema para que tão logo os estudantes e professores(as) possam voltar à sede da instituição.

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