Em Assembleia Geral permanente desde 1º de abril, as(os) municipárias(os) de Porto Alegre reivindicam reposição salarial e fortalecimento do serviço público. No ano de 2023, Sebastião Melo (MDB) sancionou a lei que reajustou os subsídios do chefe do Executivo, do vice-prefeito, das(os) secretárias(os) e das(os) vereadoras(es) da capital, enquanto as(os) trabalhadoras(es) amargam nove anos de desvalorização e perda do poder de compra. 

O desmonte sistemático das estruturas do Estado iniciado por Nelson Marchezan Jr. (PSDB) e aprofundado por Melo evidencia o desprezo dos governantes eleitos pela tarefa insubstituível que cumprem servidoras(es) da saúde, da educação, da segurança e dos demais setores.

Não há escola pública de qualidade, atendimento ágil no posto de saúde, tranquilidade para andar na rua e sistema eficiente de escoamento da chuva sem o devido reconhecimento das(os) trabalhadoras(es). Para que o município mais populoso do Rio Grande do Sul avance, a solução não será investir em parcerias público-privadas, privatizações e concessões, mas sim empenhar recursos naquelas(es) que estão na base e na ponta da oferta dos serviços públicos. 

O CPERS manifesta total apoio ao Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa) e parabeniza todas as categorias que se uniram para mostrar à Prefeitura que a cidade não funciona sem as(os) municipárias(os). A resistência e a coragem de cada uma e de cada um inspiram outras(os) servidoras(es) a engajarem-se sindicalmente e a coletivizarem suas revoltas e angústias. Não é reposição, é dívida! Valorização já! 

Foto: Lia Ávila / Simpa

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Em reunião virtual realizada nesta terça-feira (8), aposentadas e aposentados de sindicatos filiados à CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação) discutiram estratégias para fortalecer a participação na Marcha da Classe Trabalhadora, marcada para 29 de abril, em Brasília, e também na 6ª Conferência Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa, que ocorrerá em novembro.

A diretora do Departamento das(os) Aposentadas(os) do CPERS, Sandra Régio, participou do encontro.

A Marcha da Classe Trabalhadora, organizada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) juntamente com as demais entidades que fazem parte do Fórum das Centrais Sindicais, tem o objetivo de reivindicar a redução da jornada de trabalho, com manutenção do salário, e a ampliação da justiça tributária, com a isenção total de Imposto de Renda para os valores da PLR (Participação nos Lucros e Resultados) e para quem ganha até R$ 5 mil, além de cobrança de imposto dos super-ricos e sobre as altas rendas. 

O ato faz parte de uma série de ações estratégicas que serão realizadas até 2026 para fortalecer a atuação do movimento sindical. 

“Queremos destacar, nessa marcha, o nosso velho tema e desafio, que é o fim do confisco. Essa é a nossa grande causa, a nossa grande dor de cabeça também nos últimos anos. Então, queremos levar para o centro de Brasília, para a marcha, que o confisco não é justo”, disse o Secretário de Aposentados e Assuntos Previdenciários da CNTE, Sergio Antônio Kumpfer.

Conferência da Pessoa Idosa: envelhecimento com direitos

Este foi outro tema destacado no encontro virtual e apresentado por Sérgio Kumpfer. O dirigente contextualizou as conferências da pessoa idosa já realizadas e ressaltou a urgência da sociedade se organizar para atender às demandas dessa população. “Temos um grande contingente de pessoas idosas que exigem políticas específicas. O envelhecimento deve ser abordado sob três pilares: multiculturalismo, democracia, equidade, direitos e participação ativa”, disse.

Quanto à estrutura das discussões, detalhou que, paralelamente às conferências distritais e estaduais, ocorrerão as Conferências Livres Nacionais. “A CNTE, em articulação com entidades das três esferas, está avaliando a realização de uma edição exclusiva para amplificar a voz dos educadores aposentados nesse processo”, disse.

>> Próximos passos:

> 29 de abril de 2025: Marcha da Classe Trabalhadora em Brasília

> De 5 a 8 de novembro de 2025: Conferência Nacional da Pessoa Idosa

Programação: Com o tema “Envelhecimento Multicultural e Democracia: Urgência por Equidade, Direitos e Participação”, a 6ª Conferência Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa compreenderá os seguintes eixos:

  • Eixo 1 – Financiamento das políticas públicas para ampliação e garantia dos direitos sociais;
  • Eixo 2 – Fortalecimento de políticas para a proteção à vida, à saúde e para o acesso ao cuidado integral da pessoa idosa;
  • Eixo 3 – Proteção e enfrentamento contra quaisquer formas de violência, abandono social e familiar da pessoa idosa;
  • Eixo 4 – Participação social, protagonismo e vida comunitária na perspectiva das múltiplas velhices;
  • Eixo 5 – Consolidação e fortalecimento da atuação dos conselhos de direitos da pessoa idosa como política do estado brasileiro.

Objetivos:

  • Promover a participação social para a proposição de ações que visem a superação de barreiras ao direito de envelhecer e à velhice digna e saudável;
  • Identificar os desafios do envelhecimento plural no País, tanto nos instrumentos legais quanto nas práticas exercidas, para a promoção e defesa dos direitos da pessoa idosa; e
  • Propor ações de equidade para a defesa, a promoção e a proteção dos direitos e da cidadania de pessoas idosas, a partir da articulação interfederativa.

Etapas:

  • Conferências Municipais: até o final de junho de 2025;
  • Conferências Estaduais/Distrital: até o final de agosto de 2025;
  • Conferências Livres: até o final de agosto de 2025;
  • Conferência Nacional: 05 a 08 de novembro de 2025.

Fonte: CNTE

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A EEIEF Adalírio Lima Siqueira, escola indígena localizada na Aldeia Goj-Júr, em Passo Fundo, segue enfrentando um cenário de total abandono por parte do governo Eduardo Leite (PSDB).

Em 2025, as(os) estudantes continuam tendo aulas em uma barraca de lona, sem iluminação e sob calor intenso e umidade constante, após o prédio principal — construído pela própria comunidade — ser interditado por risco de desabamento.

O problema se agravou durante as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em maio de 2024. Na tragédia político-ambiental, uma das vigas do telhado cedeu, levando à suspensão das aulas por mais de 20 dias. Após um período de atividades remotas, as(os) estudantes retornaram para uma tenda improvisada montada pela Defesa Civil — onde permanecem até hoje.

Ainda em 2024, o CPERS esteve na escola e constatou a precariedade da estrutura. Onze dias depois, participou de uma reunião com a Secretaria Estadual de Educação (Seduc), cobrando providências. Desde então, a única resposta concreta foi a instalação de um poste de energia, sem a expansão completa da rede ou solução para as demais demandas.

Em março de 2025, a Caravana do Sindicato retornou à instituição de ensino e constatou, com indignação, que nada mudou. Estudantes e educadoras(es) seguem enfrentando os mesmos problemas estruturais e a mesma negligência do Estado, um ano após o alerta inicial.

Apesar de a escola já dispor de R$ 60 mil, a burocracia do governo impede que os recursos sejam utilizados na construção de um novo prédio — permitindo apenas reformas.

A comunidade, no entanto, afirma que a reforma seria um desperdício de recursos, pois a estrutura está condenada. “O terreno é nosso, já está cedido e documentado, a aldeia é permanente. Está tudo certo. Mas, em vez de construir algo adequado, insistem em reformar. A estrutura atual está tão ruim que teria que ser quase tudo demolido”, assevera o cacique Jocemar Mariano.

A escola foi construída pela própria comunidade, com base em conhecimentos tradicionais e força coletiva. “Foi o nosso jeito de garantir um lugar digno para nossas crianças estudarem. Só assim conseguimos o credenciamento da escola”, frisa o cacique. Salas, banheiros e demais espaços foram erguidos por meio de mutirões, doações e muito esforço da população indígena local.

As consequências são sentidas diariamente por estudantes e educadoras(es). “A barraca é muito quente e úmida, e as crianças estão adoecendo. Já alertamos a CRE várias vezes. É um problema grave, mas parece que ninguém resolve”, desabafa o cacique Jocemar.

Além da precariedade física, a escola também enfrenta problemas de RH. De acordo com a direção, falta uma(um) professora(or) de Educação Física, uma(um) profissional de Secretaria e uma(um) professora(or) para atendimento educacional especializado.

“Estou priorizando resolver as questões burocráticas para atender às demandas mais urgentes. Primeiro, garantir o funcionamento adequado das turmas e a regularização do RH e, assim, focar na estrutura física da escola, que é fundamental para oferecer uma educação digna às nossas crianças”, explica a diretora da EEIEF Adalírio Lima Siqueira, Girley Ribeiro.

O descaso com a escola indígena escancara a negligência do governo Eduardo Leite (PSDB). “Lamentavelmente, não há nenhum encaminhamento concreto para resolver a situação da escola, que foi erguida com tanto suor pela comunidade. Cadê o respeito pelo trabalho da população indígena? Cadê o compromisso com as nossas crianças? Estamos cansados de promessas vazias!”, destaca a diretora do CPERS, Sandra Santos, que esteve presente na escola durante a passagem da Caravana pelo 7° Núcleo do Sindicato (Passo Fundo).

A comunidade da EEIEF Adalírio Lima Siqueira segue resistindo – com dignidade, força e sabedoria – diante do descaso do Estado, que insiste em negar o direito à educação pública de qualidade.

O CPERS reforça seu apoio à luta dessas(es) educadoras(es), estudantes e familiares, exigindo urgentemente a garantia de condições dignas de trabalho e o cumprimento do dever constitucional do poder público. A comunidade escolar quer e exige uma escola pública de verdade, com investimentos, valorização profissional e respeito à educação como direito fundamental.

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Durante a Caravana do CPERS, que se estendeu do dia 11 de março até o dia 4 de abril, a Direção Central da entidade visitou todas as regiões do estado, adentrando centenas de escolas e verificando de perto como estão as estruturas da educação pública do RS.

Porém, nenhuma região mostrou um cenário tão devastador quanto o que foi encontrado no Vale do Taquari, em cidades como Encantado, Arroio do Meio, Lajeado e Roca Sales. Foram dois reveses de grandes proporções para esta região, o primeiro, em setembro de 2023, com uma enchente. Já em maio de 2024, o segundo, com mais uma cheia.

Por lá, mesmo após mais de 11 meses da enchente de maio que assolou o estado, o cenário comprova que, embora o nível da água tenha voltado aos patamares normais, a vida, por sua vez, ainda não retomou à normalidade.

Em Encantado, estudantes dividem salas na UERGS

Na EEEF Antonio de Conto, 160 alunas(os) dividem salas de aula com o ensino superior em uma sede da UERGS. A escola está fora de casa desde setembro de 2023, quando uma cheia, que quase cobriu a antiga sede, obrigou todo o corpo docente, funcionárias(os) e estudantes a se deslocarem temporariamente para o município de Relvado. 


No local provisório da EEEF Antônio de Conto, o refeitório está exposto ao tempo.

Em maio de 2024, mais um duro golpe. Nas vésperas do início da reforma do local onde se instalava a escola, veio a nova enchente, que cobriu em mais de dois metros o telhado. Em junho de 2024, a escola passou a funcionar na sede da UERGS, em Encantado, de forma provisória, com alunas(os) do ensino fundamental, oriundas(os) de 12 comunidades do entorno do município, dividindo salas de aula, que no período da noite são ocupadas por estudantes do nível superior. 

A falta de um espaço próprio coloca a comunidade escolar da Antônio de Conto em uma posição de visitantes. Não há liberdade para modificar o espaço, para arranjar as coisas de uma forma diferente e até mesmo para buscar soluções para o refeitório, hoje, improvisado em um local exposto ao tempo, seja quente, frio ou chuvoso.

Atualmente, a escola aguarda a doação de um terreno para que seja construída uma nova sede, mas não há previsão de quando isso ocorrerá. 

Cenário na EEEB Padre Fernando, em Roca Sales, é desesperador

Ao entrar onde antes funcionavam salas de aula, refeitório, cozinha e sala de professoras(es) da EEEB Padre Fernando, em Roca Sales, constatamos cenas difíceis de serem assimiladas como realidade. É quase impossível acreditar que, mesmo 11 meses após as cheias de maio do ano passado, ainda seja possível passar por um local onde as paredes e os objetos mostram que, na verdade, a enchente ainda não passou.

Classes e cadeiras empilhadas e cobertas por um barro sólido, o chão, parte de madeira e parte de piso frio, agora, é uma mescla entre poeira, terra e detritos. O pátio está completamente coberto por um matagal, enquanto o que antes era forro do telhado se acumula em pilhas de entulho.

O cenário de destruição se explica quando constatamos que a escola fica a 10 metros de caminhada do Rio Taquari, corpo d’água que registrou o nível de 33 metros em maio de 2024. Hoje, na data de redação desta matéria, o Rio está em um nível considerado normal, batendo os 12 metros. 

Enquanto a antiga sede da escola fica esquecida às margens do rio, como um museu da tragédia que mudou para sempre o Rio Grande do Sul, a atual situação das(os) estudantes é preocupante.

Ocupando salas onde um dia foram ministradas aulas de catequese, em um anexo ao salão Paroquial da Igreja Matriz São José, 215 alunas(os) estão desamparadas(os) em um local sem a estrutura adequada para uma escola. 

Salas com 30 ou mais estudantes possuem somente uma basculante, enquanto as(os) alunas(os) dividem um único banheiro. Para auxiliar nesta demanda, dois banheiros químicos foram instalados no local.

Além de todo o problema estrutural, a escola também tem carência de educadoras(es). Faltam professoras(es) de química e física, profissionais dos setores de supervisão, orientação e limpeza.

Para sublinhar a situação de forma dramática, é preciso lembrar que boa parte das(os) trabalhadoras(es) da escola também foram atingidas(os) pelo desastre.

Três datas, três empreiteiras, nenhuma solução: o impasse do CE Castelo Branco

Uma escola tradicional, com 940 alunas(os), está aos pedaços! Também localizada próxima ao Rio Taquari, a pouco mais de 300 metros da margem, a escola foi invadida pela água em 2023 e, novamente, em 2024. Hoje, a CE Presidente Castelo Branco, em Lajeado, encontra-se em reforma, mas a obra não dá sinais de avanço.

Algumas das salas da escola estão sem assoalho, revelando um vão que dá para o porão. Outras, estão sem piso, retirado para a instalação de um novo. Na pintura, nada foi feito. No pátio, acumulam-se entulhos e restos de materiais.

O que mais assusta na situação da Castelo Branco é que a atual prevista para a entrega da obra, que já é a terceira data sinalizada pelo governo, é somente para agosto deste ano. Na visita do CPERS ao CE, apenas um trabalhador da empresa contratada para a reforma estava no local, sendo que esta é a terceira empreiteira que assume a obra. 

Alguns dos materiais entregues para serem utilizados na reestruturação do local já estão inclusive vencidos ou foram mal-acondicionados, tornando-se inutilizáveis. A empresa contratada segue a lógica dos editais do governador Eduardo Leite (PSDB), sendo baseada no Rio Grande do Norte e sem nenhum vínculo com a região do Vale do Taquari.

Hoje, as(os) alunas(os) estão realocadas(os) em espaços da Univates, uma universidade privada, onde a estrutura está longe do ideal. Por lá, as(os) educandas(os) não possuem um ginásio de esportes e nem laboratórios. Além disso, esse espaço provisório fica a 4 quilômetros do local da Castelo Branco, localizando-se em outro lado da cidade, afastando a comunidade escolar do bairro que sempre a abraçou.

As marcas nas paredes da EEEM Guararapes não deixam a enchente ser esquecida 

Severamente afetada pelas cheias, a EEEM Guararapes, em Arroio do Meio, ostenta até os dias de hoje as marcas da tragédia nas paredes do andar térreo da instituição. Piso, paredes, portas e janelas, além do muro da escola, foram afetados pela água. Na última semana, durante a visita do CPERS, foi publicado um edital para a realização dessas reformas, pendentes há quase um ano.

Além dos problemas estruturais, que não são poucos, a escola conta ainda com uma carência de profissionais, professoras(es) e funcionárias(os). As disciplinas de física, química, biologia e matemática não têm educadoras(es) suficientes, enquanto na limpeza, das três pessoas que deveriam estar realizando o trabalho, somente uma está no quadro da escola.

A situação da merenda é a mesma verificada em diversas regiões do estado. Funcionárias(os), que são terceirizadas(os), já tiveram salários atrasados em mais de 15 dias e também estão em número insuficiente.

As marcas do nível da água, os destroços e os espaços improvisados não permitem que a enchente seja superada

No olhar de cada educadora(or), em cada sala de aula deslocada de seu lugar original, em cada aluna(o) longe da escola que um dia foi a sua, em cada uma dessas pessoas e lugares é possível sentir a dor de uma tragédia.

A comunidade escolar de toda a região do Vale do Taquari está relegada ao esquecimento por parte do poder público. Agora, um ano depois, quando os holofotes estão longe da região, ficaram os problemas, as soluções improvisadas e as esperas por uma ajuda definitiva que nunca vem.

A Caravana do CPERS teve como meta alcançar essas localidades esquecidas pelo governador Eduardo Leite (PSDB), a fim de expor a dura realidade vivida por essas comunidades. É preciso buscar uma solução definitiva para essas escolas — não um paliativo ou um simples remendo. É necessário encerrar esse capítulo, para que, enfim, a enchente possa ser deixada para trás.

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Entre os dias 27 de fevereiro e 20 de março de 2025, o CPERS realizou um amplo levantamento sobre a realidade das escolas da rede estadual do Rio Grande do Sul. As respostas coletadas, por meio do Radar do CPERS, evidenciam um quadro de precariedade que contrasta diretamente com a narrativa oficial do governo Eduardo Leite (PSDB). Enquanto a administração estadual insiste em divulgar uma suposta normalidade, os dados colhidos apontam para um colapso estrutural e humano que afeta diretamente o aprendizado das(os) estudantes e as condições de trabalho das(os) educadoras(es).

Déficit de profissionais sobrecarrega a educação

O levantamento, voltado à comunidade escolar, revela que, nas escolas estaduais, faltam ao menos 1.634 profissionais, entre docentes, funcionárias(os) e especialistas. A ausência dessas(es) trabalhadoras(es) impacta diretamente a qualidade do ensino e sobrecarrega aquelas(es) que permanecem em atividade:

  • Falta de professoras(es): 660
  • Falta de funcionárias(os): 544
  • Falta de especialistas: 430

Entre as disciplinas com maior déficit de docentes, Inglês lidera a lista, com 58 vagas em aberto, seguida por Matemática (45), Educação Física (34) e Língua Portuguesa (27). Também estão entre as matérias com grande carência Artes (22), Física (18) e Geografia (18). Outras disciplinas fundamentais, como Ciências (15), História (15), Biologia (14) e Espanhol (11), também registram falta de profissionais, evidenciando um impacto direto na qualidade do ensino oferecido às(aos) estudantes da rede estadual.

Problemas estruturais graves

As condições precárias das escolas também são denunciadas através da pesquisa. Das 886 respostas, 472 relataram problemas estruturais graves, sendo os mais recorrentes:

  • Rede elétrica comprometida: 310
  • Telhados danificados: 241
  • Infiltrações: 177
  • Problemas hidráulicos: 142
  • Obras atrasadas: 121
  • Muro em risco de desabamento: 101

Além disso, quando questionadas(os) sobre a capacidade da rede elétrica para suportar o uso de equipamentos eletrônicos, 282 pessoas afirmaram que não suporta, e 143 disseram que suporta parcialmente. Ainda, 274 escolas possuem obras iniciadas e nunca finalizadas, evidenciando o descaso do governo com o patrimônio público e a segurança da comunidade escolar.

Onda de calor expôs a negligência com conforto e segurança nas escolas

Os meses de fevereiro e março foram marcados por temperaturas extremas, e o levantamento do CPERS revela que as escolas estaduais não possuem estrutura adequada para lidar com esse cenário. Sobre as condições de climatização:

  • Ventiladores:
    • 117 escolas não possuem nenhum equipamento; e
    • 143 possuem apenas em alguns espaços.
  • Ar-condicionado:
    • 242 escolas não possuem; e
    • 92 possuem apenas em alguns espaços.

A falta de climatização torna a permanência das(os) alunas(os) e educadoras(es) insuportável. Quando questionadas(os) se, em dias de calor extremo, é possível manter as aulas de forma adequada, 388 responderam que não, evidenciando um problema grave de conforto e saúde. Outro fator crítico é a falta de espaços de sombra e áreas de convivência:

  • Não possuem: 128
  • Possuem parcialmente: 171
  • Possuem espaços adequados: 191

Escolas atingidas pelas enchentes seguem abandonadas

A crise estrutural também se reflete nos danos causados pelas enchentes de maio de 2024. De acordo com os dados coletados, 63 escolas foram atingidas pelo desastre, e até o momento 17 ainda aguardam a conclusão de obras para recuperação. A morosidade do governo Leite (PSDB) agrava ainda mais a situação das(os) estudantes e trabalhadoras(es) da educação, que seguem convivendo com os impactos da tragédia.

A Caravana do CPERS, que percorreu escolas nas regiões dos 42 núcleos do Sindicato, entre os dias 11 de março e 4 de abril deste ano, evidenciou essa realidade. A EEEB Padre Fernando, de Roca Sales, é um exemplo: a instituição sofreu com duas enchentes, a primeira em setembro de 2023 e a segunda em maio de 2024. Hoje, a escola funciona em salas de uma igreja da cidade, locais onde antes ocorriam aulas de catequese. Cerca de 200 estudantes estão divididas(os) em pequenas salas, algumas com apenas uma janela basculante. No momento, a comunidade espera que o município encontre um terreno para que o Estado construa uma nova escola, mas segue à míngua, sem sinal de uma definição.

A verdade que o governo tenta esconder

O governo Eduardo Leite (PSDB) insiste em vender uma falsa realidade, ignorando as dificuldades enfrentadas no dia a dia das escolas estaduais. O Radar do CPERS comprova que a educação pública gaúcha está abandonada, enquanto professoras(es), funcionárias(os) e especialistas lidam com salários defasados, descontos abusivos, sobrecarga de trabalho e a constante ameaça das Parcerias Público-Privadas (PPPs), que representam um passo rumo à privatização da educação pública.

Diante desse cenário, o CPERS reforça a necessidade de mobilização e luta. No dia 11 de abril, a partir das 13h30, na Casa do Gaúcho, em Porto Alegre, será realizada uma grande Assembleia Geral de Mobilização para definir os próximos passos da resistência. Somente com unidade e ação coletiva será possível barrar os ataques e conquistar direitos. Unidas(os), somos mais fortes!

>> Clique aqui para saber como participar!

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Na última semana, a Caravana do CPERS, que percorreu os 42 núcleos do Sindicato para verificar a situação das escolas estaduais do RS, esteve na EEEF Desidério Torquato Finamor, localizada no bairro Partenon, em Porto Alegre (39º Núcleo). A instituição tem duas salas de aula interditadas devido a goteiras e enfrenta sérios problemas na rede elétrica, que está defasada.

Essa é mais uma entre as muitas instituições visitadas durante a Caravana que evidenciam o descaso do governo Eduardo Leite (PSDB) com a educação pública estadual. Apesar do discurso oficial de que tudo está sob controle, a realidade é outra: as escolas estão precarizadas, enfrentando problemas graves que frequentemente colocam em risco a integridade física de professoras(es), funcionárias(os), estudantes e de toda a comunidade escolar.

Atualmente, a Desidério Torquato Finamor atende cerca de 400 alunas(os) do 1º ao 9º ano, nos turnos da manhã e da tarde. Toda vez que chove, o segundo andar sofre com goteiras por todos os lados. No primeiro piso, uma das paredes chega a se transformar em uma verdadeira cascata de água. O refeitório, por sua vez, funciona somente parcialmente em dias de chuva, devido aos vazamentos que tomam conta do espaço.

Há quase 10 anos, a escola aguarda a reforma do telhado e a substituição da rede elétrica. Giany Rodrigues, diretora da instituição, relata que a Secretaria Estadual de Educação (Seduc) apenas entra em contato para saber se as aulas podem continuar, sem apresentar prazos para o início das obras. “Eles só dizem que estamos na lista de prioridades”, afirma Giany.

Com os problemas estruturais, a biblioteca acabou se tornando um depósito: o material retirado das salas interditadas é armazenado ali, reduzindo ainda mais o espaço disponível na escola. Por conta das infiltrações, tetos de salas e outros ambientes já apresentam sinais de mofo.

Como se não bastasse, uma terceira sala começa a apresentar falhas. Toda vez que o ventilador é ligado, sente-se cheiro de queimado. “Se essa sala for interditada, não teremos onde colocar os alunos”, alerta a diretora.

Giany lamenta a situação: ano após ano, nada é resolvido. Ainda assim, mantém a esperança de uma solução urgente. “A interdição das salas e as goteiras por toda a escola nos limitam em tudo. Há muitas coisas que gostaríamos de fazer e não conseguimos por falta de espaço. Só não é mais desesperador porque seguimos tocando a escola do jeito que dá”, desabafa.

A Caravana do CPERS percorreu 429 escolas estaduais em 153 municípios, entre os dias 11 de março e 4 de abril. Todas as instituições que apresentaram problemas estruturais ou falta de educadoras(es) serão incluídas em um dossiê que será entregue à secretária de Educação, Raquel Teixeira, além de ser encaminhado à imprensa do Rio Grande do Sul.

Chega de descaso, governador Eduardo Leite (PSDB)! Educadoras(es) e estudantes merecem dignidade, segurança e respeito!

>> Confira mais fotos da passagem do CPERS pela instituição: 

 

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Após quatro intensas semanas de estrada, o CPERS encerrou, nesta sexta-feira (4), uma Caravana histórica, que percorreu 429 escolas estaduais em 153 municípios, abrangendo todas as regiões dos 42 núcleos da entidade. Mais do que visitar instituições de ensino, a iniciativa teve como missão escutar, dialogar e mobilizar a categoria em defesa dos direitos das(os) educadoras(es) e de uma escola pública de qualidade para estudantes de todo o estado.

O cenário encontrado pela Caravana é alarmante. Estruturas comprometidas, obras prometidas e jamais iniciadas, salas com mofo, goteiras, janelas quebradas — o abandono é generalizado. Professoras(es) e funcionárias(os) adoecem sob o peso de salários defasados e exigências desproporcionais, enquanto mantêm, com coragem, a dignidade de ensinar.

A presidente do Sindicato, Rosane Zan, sintetizou com firmeza o que foi encontrado nos quatro cantos do RS: “A Caravana de visitas da Direção Central aos 42 núcleos do CPERS cumpriu um papel importante, tanto para comprovar, como para denunciar que as estruturas das escolas não são o faz de contas que o governo Leite/Raquel vem vendendo para a sociedade”.

Apesar de todas as adversidades, a educação pública não se curva. Professoras e professores, funcionárias e funcionários, da ativa e aposentadas(os), seguem de pé, organizando-se agora rumo à Assembleia Geral de Mobilização, marcada para o dia 11 de abril, em Porto Alegre.

“O que percebemos nesta Caravana é que a categoria quer discussão de salário. Não basta o Piso, é preciso valorização salarial. Há também as preocupações relacionadas às políticas educacionais e aos riscos oferecidos pelas PPPs. Por isso, acreditamos que essa será uma Assembleia representativa e qualificada no seu debate e na sua agenda de mobilizações”, reforçou o 1º vice-presidente do CPERS, Alex Saratt. 

O 2º vice-presidente do CPERS, Edson Garcia, destacou a importância das Caravanas realizadas pelo Sindicato. “Durante estas quatro semanas, fizemos uma discussão muito positiva, avaliamos os pontos que serão pauta da Assembleia Geral, ouvimos professores e funcionários e cada vez mais entendemos que deve ser fortalecida a prática de Caravanas. É uma forma de estarmos juntos da nossa base de trabalhadoras e trabalhadores, tirando dúvidas e trocando informações. Encerramos a Caravana com o sentimento de dever cumprido”. 

A partir dos relatos e situações encontradas no decorrer da Caravana, o CPERS publicará, em breve, um dossiê com as principais dificuldades encontradas nas escolas visitadas, atestando a incompetência do governo Eduardo Leite (PSDB).

Nesta sexta-feira, três regiões receberam os últimos roteiros da Caravana: Guaporé (3º Núcleo), Taquara (32º Núcleo) e Canoas (20º Núcleo). Em cada uma delas, a Direção Central do CPERS e as lideranças locais reafirmaram o compromisso com a denúncia, a escuta e a organização da base.

Escola ameaçada e estrutura histórica esquecida em Sapucaia do Sul

Em Canoas e Sapucaia do Sul, região do 20º Núcleo do Sindicato, as visitas às escolas evidenciaram a dura realidade vivida por educadoras(es) e estudantes da rede estadual.

Localizada no centro de Sapucaia do Sul, a EEEF Sapucaia do Sul está na lista do projeto de Parcerias Público-Privadas (PPPs) do governo Leite (PSDB) e seu terreno é historicamente ameaçado por interesses imobiliários.

A parte frontal do prédio é tombada pelo Patrimônio Histórico Estadual, mas não recebe reformas desde 2006 — o edifício foi erguido em 1937. Essa área apresenta infiltrações, telhado comprometido e rachaduras. Atualmente, apenas a parte administrativa e algumas áreas de convivência funcionam nesse espaço. Projetos musicais que ocorriam ali foram encerrados por falta de verba.

A escola também precisa de um transformador, que até hoje não foi entregue. Os aparelhos de ar-condicionado foram adquiridos com o esforço da comunidade escolar, mas a rede elétrica atual não tem capacidade para sustentá-los.

Na região, a Direção Central esteve representada por Edson Garcia (2º vice-presidente), Vivian Zamboni (diretora) e Amauri da Rosa (diretor). A direção do Núcleo local contou com Cleusa Werner (diretora-geral), Nilce Machado (secretária) e Tadeu Carpes (representante de aposentados).

Resistência em meio à precariedade: a luta das escolas no 3º Núcleo do CPERS

Na passagem pelo 3º Núcleo do CPERS, foram visitadas 14 escolas em oito municípios na região de Guaporé. Mesmo diante das dificuldades estruturais e da sobrecarga de trabalho, as escolas demonstraram força e disposição para resistir.

“É possível analisar de forma positiva essas quatro semanas de visitas nas escolas do Estado inteiro, onde podemos comprovar o abandono das estruturas físicas das escolas. Em algumas regiões as instituições até estão bem estruturadas, mas não graças ao governo, graças à comunidade escolar que abraça a escola e mantém ela”, denunciou a secretária-geral do CPERS, Suzana Lauermann, que acompanhou o roteiro na região. 

No CE Alexandre de Gusmão, localizado no município de Montauri,  há falta de funcionárias(os) da merenda, da limpeza e de professoras(es) de Português, Inglês e Artes. Em São Valentim, a EEEM Silvio Sanson, a carência de profissionais se repete: faltam monitoras(es), sobretudo para as séries iniciais, faltam professoras(es) de Educação Física e falta também vice-direção. Educadoras(es) relatam que estão sobrecarregadas(os), já que as demandas só aumentam e precisam trabalhar por mais de uma pessoa. 

A diretora do CPERS, Vera Lessês, frisou o absurdo de cenários como esse, que se repetem por todo o Estado: “É uma vergonha ainda encontrarmos escolas onde as equipes diretivas estão incompletas, mesmo meses após o início do ano letivo. Em cada escola visitada nesta Caravana podemos perceber a falta de comprometimento por parte da Seduc e por parte do governo do estado do Rio Grande do Sul em relação às condições de trabalho e à falta de profissionais para que a educação de fato se efetive em cada escola”.

Na região, a Direção Central foi representada por Suzana Lauermann (secretária-geral), Celso Dalberto (diretor), Vera Lessês (diretora) e Juçara Borges (diretora). A comitiva foi recebida pela direção do Núcleo, formada por Marili Grosselli Toldi (diretora-geral), Marisa Maria Girotto Lacerda (vice-diretora), Claudio Grando (tesoureiro) e Bertolina Emilia Miotto (diretora).

Precarização estrutural marca visitas a escolas de Taquara e região

Na serra gaúcha, região do 32º Núcleo do CPERS, foram visitadas 19 escolas, divididas entre os municípios de Canela, São Francisco de Paula e Taquara. Assim como em outros roteiros da Caravana, a precarização foi visível. 

No CE José de Alencar, por exemplo, o terceiro piso está totalmente interditado. Neste espaço, o cenário é precário, com problemas, principalmente, no telhado. As salas de aula e o auditório estão repletos de goteiras, e pombas se instalaram no local. Desde 2023, a estrutura apresentava problemas com interdições parciais, sendo totalmente interditada em 2024.

A obra teve início ainda no ano passado, mas está parada. Somente a parte elétrica foi concluída, faltando ainda a ligação por parte da RGE. Faltam também todas as etapas relacionadas ao saneamento e à cobertura do telhado.

“Com essa Caravana, pudemos mais uma vez verificar a precariedade das obras que o governo tem em andamento em algumas escolas. Esta é a realidade de grande parte da rede estadual”, expôs a diretora do CPERS, Sandra Silveira. 

Nesta região, a comitiva da Direção Central foi composta ainda por Alex Saratt (1º vice-presidente), Sandra Regio (diretora) e Leonardo Preto (diretor). Juntaram-se à direção do Núcleo, formada por Simone Goldschmidt (diretora-geral), Neuza Marques (tesoureira), José Nascimento (diretor) e Jeane Nunes (diretora).

Reforçamos que as vozes que ecoaram durante a Caravana do CPERS – com fortes denúncias de abandono estrutural, sobrecarga de trabalho e desvalorização das(os) profissionais da educação – não serão silenciadas. Elas agora ganharão ainda mais força na Assembleia Geral do dia 11 de abril, em Porto Alegre. É neste encontro que, juntas(os), vamos traçar os próximos passos da nossa luta por respeito, valorização e por uma educação pública de qualidade, livre das garras da privatização. Clique aqui e saiba como participar!

O fim desta Caravana não é um ponto final, mas um marco de virada. As denúncias colhidas e as forças somadas agora impulsionam um novo ciclo de luta. Porque nenhuma escola merece ruir, e nenhuma educadora ou educador deve adoecer por abandono do Estado. A educação pública gaúcha segue mobilizada — com coragem, dignidade e esperança. Porque quando a educação se levanta, ninguém a cala! 

>> Confira a lista de escolas visitadas nesta sexta-feira (4):

>> Guaporé (3° Núcleo): 

  1. EE de 1º e 2º Grau Vicente de Carvalho (Dois Lajeados)
  2. EEEM Silvio Sanson (São Valentim do Sul) 
  3. EEEF Dr. Félix Engel Filho (Guaporé)
  4. EEEM Bandeirantes (Guaporé)
  5. EEEM Frei Caneca (Guaporé)
  6. EET Agrícola Guaporé (Guaporé)
  7. EEEM Pe. Domenico Carlino (Putinga)
  8. EEEF Sagrado Coração de Jesus (Anta Gorda)
  9. CE Alexandre de Gusmão (Montauri)
  10. EEEF 1º de Maio (Serafina Corrêa)
  11. EEEF Geny Pinto Cadore (Serafina Corrêa)
  12. CE Carneiro de Campos (Serafina Corrêa)
  13. EEEF Maria Costa Marocco (Serafina Corrêa)
  14. EEEM Ricardo Francisco Gasparin (União da Serra)

>> Taquara (32° Núcleo): 

  1. EEEM Danton Corrêa da Silva (Canela)
  2. EEEM João Corrêa (Canela)
  3. EEEF Luiza Corrêa (Canela)
  4. EEEF Carlos Wortmann (Canela)
  5. EEEM Adolfo Seibt (Canela)
  6. EEEC Pedro Oscar Selbach (Canela)
  7. EEEF Orestes Leite (São Francisco de Paula)
  8. CE José de Alencar (São Francisco de Paula)
  9. EEEF Monsenhor Armando Teixeira (São Francisco de Paula)
  10. EEEF Professor Adelino Souza (São Francisco de Paula)
  11. EEEF Antonio Francisco da Costa Lisboa (São Francisco de Paula)
  12. EEEM Willibaldo Bernardo Samrsla (Taquara)
  13. EEEM Felipe Marx (Taquara)
  14. EEEF Rodolfo Von Pós (Taquara)
  15. EEEF Dr. Breno Oswaldo Ritter (Taquara)
  16. ETE Monteiro Lobato (Taquara)
  17. EEEM Dirceu Marilio Martins (Taquara)
  18. EEEF 27 de Maio (Taquara)
  19. EEEF Tristão Monteiro (Taquara)

>> Canoas (20° Núcleo): 

  1. EEEM Conego Jose Leao Hartmann (PPP) – Canoas
  2. CE Jussara Maria Polidoro (PPP) – Canoas
  3. EEEF Dr Victor Hugo Ludwig (PPP) – Canoas
  4. CE Tereza Fracescutti (PPP) – Canoas
  5. EEEM São Francisco De Assis – Canoas
  6. CE Guianuba (PPP) – Sapucaia do Sul
  7. EEEF Sapucaia Do Sul (PPP) – Sapucaia do Sul
  8. EEEM Cecilia Meireles (PPP) – Sapucaia do Sul
  9. EEEM Vila Prado – Sapucaia do Sul

>> Confira mais fotos das visitas desta sexta (4): 

>> Taquara (32° Núcleo): 

>> Canoas (20° Núcleo): 

>> Guaporé (3° Núcleo): 

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Sem cadeiras, classes ou quadros! Essa é a situação na retomada Nhen’engathu, localizada em Viamão, que atualmente abriga 60 estudantes indígenas Guaranis da Aldeia Nhen’engathu. O CPERS, por meio da Caravana do Sindicato, que percorre os 42 Núcleos da entidade, esteve no local na última quarta-feira (2).

Sem nenhuma estrutura, as(os) alunas(os) se dividem em duas barracas de lona para as aulas. “Quando o dia está bom as crianças têm aula embaixo das árvores”, explica Eloir de Oliveira, professor Guarani e líder indígena.

A situação da escola improvisada já dura há um ano e meio. Sem uma estrutura adequada e digna para as(os) estudantes, nem mesmo a merenda é oferecida pelo governo Leite (PSDB) e a Secretaria Estadual de Educação (Seduc) não sinaliza quando a escola será construída. “A Seduc apontou que conseguiria cinco módulos de um material mais resistente do que os da barraca, mas a Defesa Civil não deixou, pois pode pegar fogo com mais facilidade”, conta Eloir.

O líder indígena ressaltou que a Seduc está oferecendo contêineres como estrutura para a escola. “Se a Seduc está oferecendo, a gente vai aceitar. Mas o que a gente realmente quer é espaço para dar aula, ter estrutura para as nossas crianças” destaca o educador.

Além da falta de estrutura, também faltam profissionais de educação, como professoras(es) de Guarani, ciências e matemática, além de uma merendeira. Eloir aponta que a comunidade não está pedindo muito, apenas o básico para oferecer um pouco de conforto às(aos) estudantes Guaranis: “Estamos pedindo o mínimo de estrutura para atender nossos estudantes, quatro salas e um refeitório”.

CPERS na luta pelas escolas indígenas

Indignados com a situação encontrada nos territórios indígenas, o 1º vice-presidente do CPERS, Edson Garcia, e o diretor Leandro Parise marcaram uma audiência entre a Assessoria Jurídica do CPERS e o professor Eloir.

“Sem investimentos do governo, com crianças sem merenda escolar, tendo aulas dentro de barracas de lona, sem nenhum tipo de orientação real dada pela Secretaria da Educação, é um verdadeiro descaso. Vamos encaminhar essas questões para a Seduc para que atitudes e decisões sejam encaminhadas em relação a esse descaso com a educação pública, com nossos professores, funcionários e alunas e alunos dos povos originários”, afirma Edson.

“O governo do Estado usa marketing para promover sua política na área da educação, mas esquece do básico e do grande número de escolas que representam os povos originários. Queremos que a Seduc solucione esse problema o mais rápido possível”, reivindica Leandro.

Estavam presentes na visita a diretora-geral do 22° Núcleo (Gravataí), Rosane Jardim, a vice-diretora, Julia Monteiro, o secretário, Marco Sozo, e o diretor José Henrique Fontoura.

>> Confira mais fotos da triste situação na retomada Nhen’engathu:

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No penúltimo dia de sua Caravana pelo Rio Grande do Sul, o CPERS visitou, nesta quinta-feira (3), escolas das regiões de Passo Fundo (7° Núcleo), Montenegro (5° Núcleo) e Porto Alegre (38° Núcleo). O objetivo da iniciativa é ouvir, dialogar e mobilizar a categoria para a Assembleia Geral do dia 11 de abril, além de denunciar as condições precárias das escolas estaduais.

>> Clique aqui para saber como participar da Assembleia!

Durante as visitas, os representantes da Direção Central e Regional do Sindicato percorreram 26 instituições estaduais de ensino, constatando problemas como falta de educadoras(es), sobrecarga de trabalho, infraestrutura comprometida e condições insalubres para estudantes e trabalhadoras(es).

A presidente do Sindicato, Rosane Zan, alertou sobre a necessidade de fortalecer a luta pela educação pública: “A guerra é contra aquele que nos ataca. A luta não se faz só da Direção Estadual do CPERS, nem dos 42 núcleos. A luta se faz com toda a categoria”.

Já o 1º vice-presidente do CPERS, Alex Saratt, avaliou positivamente a Caravana: “Estamos quase encerrando essa jornada e temos um retorno muito positivo de professores, funcionários e aposentados. Acreditamos que nossa Assembleia do dia 11 será um marco importante para estabelecermos uma pauta de mobilização e luta, visando conquistas para a educação em 2025”.

Passo Fundo: sobrecarga de trabalho e infraestrutura precária

No Instituto Estadual Cecy Leite Costa, docentes e alunas(os) enfrentam dificuldades com a retirada do contraturno, que resultou na reestruturação da carga horária para seis períodos diários de 50 minutos. O aumento da carga de trabalho tem levado ao adoecimento das(os) educadoras(es), ao crescimento dos casos de burnout e à desistência de profissionais da educação. Alunas(os) também relatam cansaço e desmotivação, contribuindo para o aumento da evasão escolar.

“Nós exigimos que o governo do Estado reconheça a categoria e que faça uma revisão geral dos salários. Não é mais possível que o governo continue a retirar os direitos dos professores e funcionários, da ativa e aposentados”, destacou Celso Dalberto, diretor do CPERS, que acompanhou o roteiro na região. 

Na EEEF Adalirio Lima Siqueira, uma instituição de ensino indígena, o prédio construído pela comunidade corre risco de desabamento. Sem estrutura adequada, as(os) alunas(os) assistem às aulas em barracos de lona sem iluminação.

Apesar da destinação de R$ 60 mil pela Coordenadoria Regional de Educação (CRE), os recursos não podem ser utilizados para a reconstrução do prédio.

Outra situação preocupante foi encontrada na EEEF Anna Willig, onde um muro com risco de desabamento coloca em perigo a segurança da comunidade escolar e de pedestres: “Esse muro fica na parte da frente da escola, onde as crianças aguardam o sinal de entrada. Essas crianças, e até mesmo quem estiver passando pelo local, todos ali estão com a integridade física em risco”, alerta Sandra Santos, diretora do CPERS. 

As diretoras do CPERS, Juçara Borges e Vera Lessês, também acompanharam este roteiro representando a Direção Central. Pela direção do Núcleo, participaram: Elica Cavalheiro (diretora-geral), Lucia Rosemari Trindade (vice-Diretora), Rosa Maria Kuns (diretora), Orlando Marcelinho Filho (1/1000), Marilei Mesquita (1/1000), Norma Machado (1/1000) e Marcia de Medeiros (conselheira 1/1000). 

Porto Alegre: falta de funcionários e condições insalubres

Na capital, a EEEM Antão de Faria opera com apenas três funcionárias(os) na limpeza, enquanto o ideal seria um quadro de cinco profissionais para atender as(os) quase 600 alunas(os) matriculadas(os).

Na EEEF Professora Lea Rosa Cecchini Brum, a proximidade com uma área de ocupação sem saneamento básico gera um ambiente insalubre. Além disso, um muro que separa a escola da ocupação está visivelmente torto e em risco de desabamento.

Dentre as escolas visitadas nesta quinta (3), na capital, quatro estão na lista do projeto de Parcerias Público-Privadas (PPPs) do governo Leite (PSDB), um dos pontos que o Sindicato vem denunciando nesta Caravana.

“Nossas escolas ficarão 25 anos nas mãos de empresas privadas, que podem ser brasileiras ou estrangeiras. Quem vai fiscalizar essas empresas? Se hoje já não há controle sobre as empresas que administram as terceirizações, como vão fiscalizar essas empresas das PPPs?”, questiona o 2° vice-presidente do CPERS, Edson Garcia.

“As duas escolas que visitei estão na lista das PPPs e os colegas estão dispostos a organizar com a comunidade escolar e o Sindicato a resistência. São boas as estruturas, mas existe a falta de funcionários e pessoas nos setores”, reforça Vivian Zamboni, diretora do CPERS, que visitou as escolas Danilo Antônio Zaffari e Oswaldo Vergara. 

O 38° Núcleo do CPERS (Porto Alegre – ZN) encerrou seu roteiro com uma plenária destinada às(aos) funcionárias(os) de escola, que tratou sobre o Adicional de Penosidade e os descontos nos contracheques.

Relatos dolorosos a respeito da miserabilidade em que vivem as(os) trabalhadoras(es) marcaram o encontro, que aconteceu na sede do Sindicato, na capital. 

O diretor do CPERS, Amauri Pereira da Rosa, também acompanhou o roteiro representando a Direção Central. Pelo Núcleo, Terezinha Bulle da Silva (diretora-geral), Marivete Morais de Melo (vice-diretora) e Goretti Grossi (diretora), acompanharam as atividades do dia. 

Montenegro: falta de professores compromete ensino

A passagem da Caravana pela região do 5° Núcleo revelou a deficiência no quadro de educadoras(es).

No CE A.J. Renner, faltam docentes de química, espanhol e língua portuguesa. A EEEF Álvaro de Moraes enfrenta a escassez de professoras(es) de ciências, língua portuguesa e supervisão, além da carência de uma funcionária de serviços gerais. Situação semelhante ocorre na EEEM Jacob Hoff, em Harmonia, que sofre com a falta de professoras(es) de português, educação física e artes, além da ausência de um funcionário da manutenção.

Acompanharam o roteiro na região o 1° vice-presidente do Sindicato, Alex Saratt, e as diretoras Sandra Silveira e Sandra Régio, além da diretora-geral do Núcleo, Elisabete de Vargas Pereira, e Simone Garcia Nunes, vice-diretora regional. 

Nesta sexta-feira (4), o CPERS encerra a agenda de visitas nas regiões de Taquara (32° Núcleo), Canoas (20° Núcleo) e Guaporé (3° Núcleo).

>> Confira a lista de escolas visitadas nesta quinta-feira (3):

>> Passo Fundo (7° Núcleo): 

EEEM Ernesto Tocchetto (Passo Fundo)
CE Irmã Maria Margarida (Passo Fundo)
EEEF Jeronimo Coelho (Passo Fundo)
EEEM Profa Lucille Fragoso de Albuquerque (Passo Fundo)
EEEM Adelino Pereira Simões (Passo Fundo)
EEIEF Adalirio Lima Siqueira – Aldeia indígena Goj (Passo Fundo)
EEEF Anna Willig (Passo Fundo)
CE Joaquim Fagundes dos Reis (Passo Fundo)
EEEM Protásio Alves (Passo Fundo)
EEEB Nicolau de Araújo Vergueiro (Passo Fundo)
IE Cecy Leite Costa (Passo Fundo)
EEEF Wolmar Antonio Salton (Passo Fundo)
EEEF Gervásio Lucas Annes (Passo Fundo)

>> Montenegro (5° Núcleo): 

CE A.J Renner
EEEF Januário Corrêa
EEEF Manoel de Souza Moraes
EEEF Álvaro de Moraes
EEEF Tanac
CE Dr. Paulo Ribeiro Campos
EEEF Junto ao Núcleo Habit
EEEF Yara Ferraz Gaia
EEEF Dr Jorge Guilherme Moojen
CE Ivo Buhler- CIEP
EET São João Batista
EEEM Jacob Hoff (Harmonia)

>> Porto Alegre (38° Núcleo): 

EEEF Danilo Antônio Zaffari
EEEF Oswaldo Vergara
IE General Flores da Cunha
EEEM Antão de Faria
EEEF Professora Lea Rosa Cecchini Brum
IE Rio Branco

>> Confira mais fotos das visitas: 

>> Montenegro (5° Núcleo): 

>> Porto Alegre (38° Núcleo): 

>> Passo Fundo (7° Núcleo): 

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Na manhã desta quinta-feira (3), o CPERS se reuniu com o Diretor de Crédito do Banrisul, Ivanor Duranti, para tratar da situação de educadoras(es) que não receberam o salário na conta de portabilidade. O problema afetou diversas(os) profissionais da educação, gerando preocupação e mobilização por parte do Sindicato, que demandou a reunião realizada hoje.

No encontro, Duranti informou que o Banrisul se compromete a negociar diretamente com as(os) servidoras(es) impactadas(os) para resolver a questão da dívida e proceder com a restituição dos valores descontados indevidamente.

As(os) educadoras(es) que enfrentam essa situação devem procurar a agência do Banrisul na qual possuem conta para dar início ao processo de negociação.

Além disso, a Assessoria Jurídica do CPERS, representada pelo escritório Buchabqui e Pinheiro Machado, informa que acompanhará a situação e tomará medidas judiciais nos casos que não forem resolvidos administrativamente.

Aquelas(es) servidoras(es) que não aceitarem a proposta de negociação do Banrisul, o jurídico do Sindicato ficará à disposição para ajuizamento de ações individuais.

O CPERS segue atento e reforça seu compromisso em garantir que os direitos das(os) educadoras(es) sejam respeitados.

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