Nesta terça-feira (3), o Projeto de Lei 185/2025, que previa uma reposição de 8% sem retroatividade no Salário Mínimo Regional, foi aprovado por 46 votos a 4 na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (ALRS). 

As(os) auxiliares em administração escolar ficam na quarta faixa, cuja remuneração subiu para R$1.945,67. 

O 2º vice-presidente do CPERS, Edson Garcia, acompanhado de representantes de outras entidades sindicais, esteve presente na sessão plenária exigindo a votação da emenda que tornaria o reajuste retroativo. No entanto, a base aliada de Eduardo Leite (PSD) é maioria na ALRS e aprovou o texto original encaminhado pelo governador, desconsiderando as reivindicações das(os) servidoras(es) estaduais. 

“A aprovação deste projeto foi resultado de muita luta e disputa entre as instituições que representam os trabalhadores e trabalhadoras e o governo do Estado. Trata-se de uma vitória muito importante, apesar de comprovarmos que havia a possibilidade de o governo enviar o projeto com um percentual maior”, ressalta Edson.

Segundo análise do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o Estado tinha condições de conceder uma reposição mais alta, já que o PIB gaúcho foi elevado em 4,9% no último ano, e de garantir que o pagamento tivesse retroatividade, pois o próprio governo estadual havia estabelecido o dia 1º de maio como data-base do Piso Regional.

>> Leia também: CPERS e centrais sindicais exigem reajuste do Salário Mínimo Regional em 10,45%

De acordo com o 2º vice-presidente do Sindicato, a gestão de Leite tem levado as(os) trabalhadoras(es) a um constante empobrecimento, cerceando a qualidade de vida das(os) gaúchas(os) e de suas famílias. “Reconhecemos que tal aumento reflete em tudo, até mesmo na vida de nossos alunos e alunas, que são filhas e filhos dos trabalhadores e trabalhadoras, em sua maioria assalariados”, conclui. 

O CPERS seguirá mobilizado pela valorização salarial de todas(os) educadoras(es), sejam nomeadas(os) ou contratadas(os), da ativa ou aposentadas(os). A educação pública, bem como as(os) professoras(es), funcionárias(os) de escola e especialistas, exigem respeito! A luta continua, companheiras(os)! 

Com informações da CUT/RS
Fotos: Cecília Petrocelli/CUT-RS

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Na manhã desta quarta-feira (4), a diretora do CPERS e representante do Sindicato no Conselho Estadual de Educação (CEEd/RS), Sandra Silveira, entregou uma Carta que denuncia a situação da retomada Nhen’engathu, localizada em Viamão, à presidente do Conselho, Fátima Anise Rodrigues Ehlert, e à secretária de Educação, Raquel Teixeira. O encontro ocorreu no Auditório do Sinpro, durante a plenária presencial do CEEd.

No documento, o Cacique Eloir Guarani, líder da aldeia, relata a luta travada desde 14 de fevereiro de 2024 para garantir o acesso à educação a 62 crianças e jovens indígenas Guarani Mbyá. “Essa retomada foi um ato de resistência para manter nossa cultura indígena viva para as futuras gerações. Sempre zelamos pela convivência pacífica com outras culturas, mas as circunstâncias nos impõem muitas batalhas pelos nossos mais básicos direitos de sobrevivência”, destaca o Cacique em um trecho da Carta.

A escola indígena, esquecida pelo governo Eduardo Leite (PSD), foi visitada pelo CPERS durante a Caravana 2025 e vem sendo acompanhada de forma constante pelo 22º Núcleo do Sindicato (Gravataí) e pelo setor jurídico da entidade.

Sem qualquer estrutura, as(os) estudantes se dividem em duas barracas de lona para as aulas. Nem mesmo a merenda é fornecida pelo governo Leite (PSD), e a Secretaria Estadual de Educação (Seduc) não apresenta previsão para a construção da escola.

Eloir explica que tentou resolver a situação inicialmente com a 28ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE) e com a Seduc, sem sucesso, especialmente quanto à infraestrutura escolar. Desde então, o CPERS e seu jurídico têm oferecido apoio na luta por direitos. “É extremamente importante a ajuda e o auxílio do Sindicato, pois é uma ferramenta para nós, a ser usada em situações como essa, de descaso do Estado com a educação indígena. Esperamos que a mobilização de hoje traga retorno positivo. Estamos na expectativa. E nossa imensa gratidão ao Sindicato por essa força que tem nos dado”, concluiu.

“É importante a ação de hoje para que tanto o CPERS quanto o Conselho possam articular ações que garantam às crianças desta e de todas as escolas indígenas o direito à educação com qualidade e respeito à sua cultura”, ressalta a diretora do CPERS e conselheira Sandra Silveira.

O CEEd deverá realizar uma visita à retomada Nhen’engathu para verificar de perto a situação de negligência enfrentada diariamente pelas(os) estudantes e educadoras(es), com o objetivo de que novas medidas sejam adotadas.

Também estiveram presentes na entrega da Carta a diretora do CPERS, Sandra Santos, e a diretora do 22º Núcleo do Sindicato (Gravataí), Rosane Moreira Jardim.

O CPERS seguirá vigilante para garantir que as(os) alunas(os) indígenas da retomada Nhen’engathu tenham toda a estrutura necessária. Reafirmamos nosso compromisso com a defesa intransigente das escolas e estudantes indígenas, reconhecendo a importância fundamental dessas instituições na preservação das culturas, línguas e identidades dos povos originários. Lutamos por políticas públicas que assegurem investimentos adequados, valorização das(os) profissionais da educação indígena e a promoção de um ambiente escolar que celebre a diversidade e combata todas as formas de discriminação e preconceito.

>> Confira a íntegra da Carta:

>> Confira mais fotos da entrega do documento: 

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Faça chuva ou sol, calor ou frio, a luta das(os) servidoras(es) públicas(os) não para! Nesta terça-feira (3), o CPERS, em unidade com a Frente dos Servidores Públicos do RS (FSP/RS), protagonizou o primeiro Ato Público Regionalizado, que ocorrerá nos quatro cantos do Rio Grande do Sul. Centenas de educadoras(es) e demais servidoras(es) públicas(os) ocuparam a Praça do Brique, em Santo Ângelo (9º Núcleo), para exigir, com firmeza, que o governo Eduardo Leite (PSD) respeite o funcionalismo, com reposição salarial imediata de 12,14% para todas(os) as(os) servidoras(es) e investimentos urgentes no IPE Saúde, que agoniza diante do processo de sucateamento imposto pela atual gestão.

Educadoras(es) e funcionárias(os) de escola, da ativa e aposentadas(os), vindas(os) dos núcleos de Santa Rosa (10º), Santo Ângelo (9º), São Borja (16º), São Luiz Gonzaga (33º), Cerro Largo (36º), Três de Maio (35º), Três Passos (27º), Ijuí (31º), Cruz Alta (11º) e Frederico Westphalen (26º), somaram forças nesta mobilização combativa e necessária.

A presidente do CPERS, Rosane Zan, destacou que o governador Eduardo Leite (PSD), enquanto se coloca como pré-candidato à Presidência da República, faz marketing pelo Rio Grande do Sul, ao mesmo tempo que milhares de pessoas passam fome e vivem na linha da pobreza no Estado.

Rosane ressaltou ainda a importância da unidade entre as(os) servidoras(es): “Estamos aqui hoje para, cada vez mais, unificarmos a nossa força e organizarmos um grande ato estadual. É hora de mostrar quem é que faz a verdadeira Frente, de mostrar quem somos nós: os servidores do Estado do Rio Grande do Sul”, conclamou a dirigente.

Ela também reforçou quem é o verdadeiro inimigo das(os) educadoras(es) e demais servidoras(es): o governador Eduardo Leite (PSD). “É ele quem vem promovendo, nos últimos anos, a demonização do serviço público. Esses governos neoliberais atacam direitos, achatam carreiras e impõem reformas administrativas profundamente prejudiciais”, afirmou.

“É um tratamento cruel, injusto e desumano. Não conceder a reposição salarial aos servidores é um ato de crueldade. Eduardo Leite diz que presta um bom serviço à população, mas maltrata quem está na linha de frente, entregando corpo e alma para oferecer o melhor à sociedade gaúcha”, denunciou Marino Simon, representante do CPERS no Conselho Administrativo do IPE Saúde e diretor do 35º Núcleo do Sindicato (Três de Maio).

“Eduardo Leite quer destruir o serviço público, e precisamos expor isso à sociedade e à imprensa. Vamos mostrar que de moderno ele não tem nada, é autoritário e defasado. Não podemos aceitar que ele ande por aí tocando pandeiro e fazendo festa, enquanto o serviço público está sucateado. Delegacias destruídas, escolas abandonadas. É hora de nos unirmos, mostrar a verdade e conquistar a reposição de 12,14%”, apontou Fábio Castro, vice-presidente da Ugeirm.

Marcelo Santini, representante da Associação de Praças Policiais e Bombeiros Militares do Estado do Rio Grande do Sul (ASPRA-RS), alertou para a precariedade do IPE Saúde. “Nosso IPE está desmantelado. Não conseguimos uma simples consulta, e veteranos muitas vezes têm que fazer vaquinhas para pagar atendimento particular. Isso não é dignidade, nem com os heróis que servem a sociedade, nem com quem educa nossos filhos”, concluiu.

Após o ato, as(os) servidoras(es) saíram em caminhada pelas ruas de Santo Ângelo, denunciando o governo Eduardo Leite (PSD) à população e deixando claro que não aceitarão caladas(os) o desmonte do serviço público e a precarização de direitos historicamente conquistados.

Também estavam presentes na atividade a secretária-geral do CPERS, Suzana Lauermann, as(os) diretoras(es) do Sindicato: Andréa da Rosa, Juçara Borges, Leandro Parise, Sandra Régio, Sandra Santos, Sandra Silveira e Vera Lessês

Dia combativo para o funcionalismo público do RS

Pela manhã, a comitiva do CPERS — representada pela presidente Rosane Zan, pela diretora-geral do 9° Núcleo, Maria Celeste, e pela diretora do 10° Núcleo, Eloisa Womer —, acompanhada do presidente da Associação dos Policiais Militares das Missões, Paulo da Rosa, protocolou um ofício na prefeitura de Santo Ângelo. O documento solicita a adesão do município ao programa Facilitadores, do IPE Saúde, com o objetivo de garantir a instalação de um ponto de atendimento presencial do Instituto na cidade. A proposta visa oferecer mais agilidade e suporte às(aos) seguradas(os) da região. A comitiva foi recebida pelo assessor do prefeito, Carlos Kelm.

Em seguida, as(os) educadoras(es) se reuniram aos demais núcleos para realizar uma panfletagem na Praça do Brique, convocando a sociedade a se somar à luta em defesa do serviço público gaúcho e do IPE Saúde.

Ainda durante a manhã, dirigentes das entidades participaram de entrevistas nas rádios Sepé e Santo Ângelo, denunciando o descaso do governo Eduardo Leite (PSD) com as(os) servidoras(es), com os serviços públicos essenciais e com o IPE Saúde.

Próximo Ato Público Regional: dia 13 de junho, em Passo Fundo

O próximo Ato Público Regional acontecerá no dia 13 de junho (sexta-feira), às 14h, na Praça da Mãe (Av. Brasil Oeste, 1241 – Boqueirão), em Passo Fundo (7º Núcleo). A mobilização reunirá educadoras(es) dos núcleos de Caxias do Sul (1º), Guaporé (3º), Passo Fundo (7º), Estrela (8º), Bento Gonçalves (12º), Erechim (15º), Lagoa Vermelha (25º), Soledade (28º), Vacaria (30º), Carazinho (37º) e Palmeira das Missões (40º). Educadora(r), contate seu Núcleo e participe!

>> Confira mais fotos das atividades desta terça (3): 

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O CPERS manifesta sua profunda consternação e solidariedade diante da trágica perda da professora Silvaneide Andrade, ocorrida no Colégio Estadual Jayme Canet, em Curitiba, na última sexta-feira (30). O falecimento da educadora, em decorrência de um infarto após intensa pressão por questões burocráticas, evidencia a forma desumana com que o governo Ratinho Junior (PSD) trata as(os) educadoras(es) — prática também adotada pelo governo de Eduardo Leite (PSD) aqui no Rio Grande do Sul, que transforma a atividade pedagógica em um processo sufocante de controle e vigilância.

Neste momento de luto, reiteramos nossa defesa intransigente por condições dignas de trabalho, pelo respeito à vida das(os) educadoras(es) e por uma educação pública que valorize a autonomia, o acolhimento e a saúde de suas(seus) profissionais.

Abaixo, divulgamos a nota da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), que expressa com firmeza a indignação diante desse lamentável episódio, o qual expõe a sobrecarga de trabalho e a pressão psicológica a que estão submetidas(os) diariamente as(os) trabalhadoras(es) da educação nas escolas públicas estaduais.

>> Confira a nota da CNTE na íntegra:

Na última sexta-feira (30) uma tragédia se abateu sobre o Colégio Estadual Jayme Canet, em Curitiba: a professora de Língua Portuguesa Silvaneide Andrade foi chamada à sala de coordenação pedagógica da escola de gestão cívico-militar e, diante da cobrança de uma representante da Secretaria de Educação do Estado do Paraná sobre a falta na atualização do sistema de planificação eletrônica da plataforma educacional, sofreu um infarto e veio a óbito.

A trágica morte da educadora logo teve repercussão nacional por representar com muita exatidão toda a pressão que os(as) profissionais de educação de várias redes de ensino pelo país afora vêm sofrendo com esse processo incremental de plataformização da educação. A dor da família e de dos amigos e amigas da professora Silvaneide ganha contornos de denúncia de um modelo de educação que sufoca cada vez mais tanto os(as) profissionais do magistério como os(a)s trabalhadores(as) da gestão escolar, pressionados a deixar de lado o processo de aprendizagem para dar conta das tarefas de controle das plataformas.

Sob o argumento de racionalização dos processos de trabalho, essas plataformas educacionais exigem cada vez mais um dispêndio de tempo maior dos(as) profissionais para preenchê-las em detrimento, no fim das contas, da dedicação ao processo de ensino-aprendizagem. Isso não representa nenhuma racionalização! É, na verdade, esforço de controle e justificativa para vender essas plataformas educacionais.

Essas plataformas impostas às redes de ensino pelos governos são, na verdade, a ponta de lança do processo crescente de mercantilização da educação: o governo paga verbas milionárias às empresas amigas para o fornecimento desses softwares, escoando o dinheiro da educação pública para mãos privadas. E o impacto disso na vida dos(as) profissionais é enorme, com desdobramentos também muito sérios aos próprios estudantes.

Que a dor sentida hoje pelos familiares e amigos(as) da professora Silvaneide não seja em vão! Todo nosso pesar pelo falecimento trágico de uma companheira educadora que deixará saudades e fará muita falta! Continuaremos por aqui na luta por uma educação emancipadora e que seja espaço de liberdade e prazer, e nuca de controle, pressão e sinônimo de dinheiro de empresários e políticos ávidos a ganhar dinheiro às suas custas!

Brasília, 02 de junho de 2025
Direção Executiva da CNTE

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Junho começou no último domingo (1) com uma tarefa para todas(os) que acreditam nos direitos humanos e sonham com uma sociedade mais justa: exigir respeito à comunidade LGBTQIAPN+ e somar esforços nas mobilizações pelo direito de existir de cada indivíduo que compõe a sigla. São com esses compromissos firmados que o Departamento de Diversidade do CPERS inicia o Mês do Orgulho, celebrando as singularidades de gênero e sexualidade das(os) educadoras(es) e suas(eus) estudantes. 

Segundo o Censo de 2022, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 2,9 milhões de pessoas de 18 anos ou mais se declaram lésbicas, gays ou bissexuais no país. A esse número adiciona-se a população transgênero, intersexo, assexual, pansexual e não-binária, elevando ainda mais o contingente de pessoas queer. Fora das letras e dos algarismos, a comunidade tem resistido arduamente para sobreviver em uma das nações mais violentas para quem foge às lógicas patriarcais e cisheteronormativas. 

Um dos pilares para enfrentar a exclusão social e a intolerância é a educação. Especialistas, funcionárias(os) de escola e professoras(es) têm o dever de tornar o ambiente escolar seguro para colegas e alunas(os) LGBTQIAPN+, além de fomentar discussões sobre diversidade, respeito e empatia. 

A comunidade LGBTQIAPN+ existe, está presente nos mais variados espaços e merece ser reconhecida e considerada. Colocar-se alheio às discussões de gênero e sexualidade e empurrar para debaixo do tapete temas urgentes e contemporâneos, é um erro. É desconhecer a realidade que nos cerca, é invalidar as diferentes formas de estar no mundo. 

Que neste junho, e em todos os dias do ano, sigamos construindo espaços educativos livres de preconceito, onde o afeto, o respeito e a dignidade caminhem lado a lado com a educação. O CPERS reafirma seu compromisso com a luta por uma escola pública verdadeiramente diversa, inclusiva e transformadora! Por uma escola pública que acolha todas, todos e todes! 

#CPERSNaLuta #MêsdoOrgulho #JunhoLGBTQIAPN+

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Entre os dias 28 e 30 de maio, a direção central do CPERS esteve presente nas aulas do primeiro módulo do Curso de Comunicação Sindical e Educação Popular realizado pela Central Única dos Trabalhadores do Rio Grande do Sul (CUT/RS), com apoio do Instituto Integrar.

O 2º vice-presidente do Sindicato, Edson Garcia, as diretoras Daniela Peretti, Andréa Nunes, Sandra Santos e Vera Lessês e os diretores Amauri da Rosa e Guilherme Bourscheid estudaram técnicas para fortalecer a comunicação com a base e refletiram acerca do papel estratégico da comunicação sindical na luta de classes. 

Guiadas(os) pela Secretária de Formação da CUT/RS e ex-presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, e acompanhadas(os) do presidente da Central no estado, Amarildo Cenci, trabalhadoras(es) de diferentes categorias reuniram-se para qualificar sua atuação nos Sindicatos. 

A luta por valorização salarial, reconhecimento profissional, educação pública de qualidade e em defesa da democracia precisa ter continuidade. Para encantar as(os) educadoras(es), portanto, é preciso estratégia. 

O CPERS acredita que formar suas(eus) dirigentes é crucial para melhorar ainda mais o diálogo com professoras(es), funcionárias(os) de escola e especialistas, seja da ativa ou aposentadas(os), contratadas(os) ou nomeadas(os), compreendendo a realidade de cada trabalhador(a). Ciente da importância de mudar o que está posto e conectado com a vida real da categoria, o Sindicato fortalecerá a sua luta!

Informações: CUT/RS
Fotos: Matheus Piccini /CUT RS

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Na manhã deste sábado (31), o CPERS deu um passo importante na luta pela valorização das(os) profissionais contratadas(os) da rede estadual de ensino. De forma virtual, foi realizada a primeira reunião da Comissão de Contratos Temporários do Sindicato, um espaço permanente de escuta, organização e luta em defesa de milhares de professoras(es) e funcionárias(os) que atuam sob contratos emergenciais nas escolas gaúchas.

Com ampla participação de dirigentes sindicais e educadoras(es) dos 42 núcleos do CPERS, o encontro marca o início de uma construção coletiva e participativa, voltada à formulação de políticas concretas para este segmento da categoria. A Comissão nasce como resposta ao avanço das contratações temporárias sem garantias, realidade que se agravou sob a gestão Eduardo Leite (PSD), e se propõe a transformar indignação em mobilização.

Durante a reunião, foram compartilhados relatos preocupantes sobre assédio moral, sobrecarga de trabalho, ameaças veladas, crescente endividamento, além do adoecimento físico e mental enfrentados por contratadas(os). A Comissão assumiu o compromisso de intensificar o combate a essas práticas, acolher denúncias e acionar os canais institucionais e jurídicos do Sindicato.

Para Rosane Zan, presidente do CPERS, a criação da Comissão reforça a coerência de uma gestão que se comprometeu desde o início com a escuta da base e a defesa intransigente da categoria:

“Sempre estivemos na linha de frente pela valorização dos contratados. Este é um passo concreto na construção de políticas que enfrentem a precarização. Nossa luta é por concursos públicos, reposição salarial e condições dignas de trabalho. O governo quer nos dividir, mas nossa força está na unidade da categoria.”

Hoje, as(os) educadoras(es) enfrentam uma defasagem salarial superior a 70%. A luta pela reposição de 12,14% é uma pauta coletiva, que beneficia efetivas(os) e contratadas(os), e evidencia a postura do CPERS de não aceitar divisões impostas pelo governo Leite (PSD).

Participação da base e enfrentamento ao neoliberalismo

O coordenador da Comissão e 1⁰ vice-presidente do CPERS, Alex Saratt, reforçou o compromisso de elaborar propostas com base nas demandas da categoria:

“Este é apenas o começo. Precisamos construir a luta ouvindo quem está na linha de frente, no chão da escola. Esse espaço nasce com o compromisso de transformar escuta em ação, fragilidade em força coletiva.”

Outros membros da Comissão também pontuaram a urgência de resistir ao avanço do projeto neoliberal, que busca transformar direitos em mercadorias e desmontar o serviço público. Para o diretor Celso Dalberto, a luta vai além do concurso:

“Precisamos de políticas estruturantes. O neoliberalismo não é neutro: ele destrói, terceiriza e precariza. E nós temos que resistir — com unidade e organização.”

O diretor Amauri Pereira da Rosa defendeu que o CPERS siga firme em sua atuação combativa: “O contrato emergencial é precarizado. Lutamos por concurso, sim, mas também por respeito e valorização já.”

Já o diretor Leandro Parise apontou a importância de garantir espaços de escuta das(os) contratadas(os). “O CPERS é um instrumento de luta em defesa de toda a categoria, tanto contratados quanto efetivos. Vamos continuar ouvindo e lutando em defesa dos direitos dos nossos sindicalizados.”

Foi debatido, conforme decisão da Assembleia Geral, que serão realizados Encontros Regionais das(os) Contratadas(os), organizados pela Comissão de Contratos Temporários do Sindicato, que culminarão no Encontro Estadual das(os) Contratadas(os), reunindo representantes dos 42 núcleos do CPERS para aprofundar o debate e consolidar propostas de valorização, estabilidade, direitos e dignidade.

A presidente Rosane finalizou com um chamado à mobilização:

“Temos quase 80 mil sócios e um estatuto que é de todos nós. Essa Comissão tem um olhar diferenciado, comprometido com quem mais sofre os efeitos da precarização. Os encontros regionais vão culminar no Encontro Estadual dos Contratados. Essa é a nossa marca: ouvir, organizar e lutar — sempre com unidade.”

O CPERS reafirma seu compromisso com todos os segmentos da categoria, e lembra: não há avanço sem mobilização, e não há conquista sem pressão.

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Educadoras e educadores do 18º Núcleo do CPERS (Santa Cruz do Sul) reuniram-se, nesta quinta-feira (29), para o lançamento do Coletivo Regional de Igualdade Racial e Combate ao Racismo João Cândido, um importante espaço de articulação e fortalecimento da luta antirracista, que inicia na região.

A fundação desses coletivos regionais faz parte de uma estratégia maior, conduzida pelo Coletivo Estadual, com o objetivo de expandir a luta antirracista nas escolas e comunidades em todo o Rio Grande do Sul. A iniciativa busca inserir a discussão do racismo de maneira sistemática no ambiente escolar, político e social, envolvendo toda a comunidade na construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

“Nasce mais um Coletivo Regional espelhado na política desenvolvida pelo Coletivo Estadual de Igualdade Racial e Combate ao Racismo do CPERS. A instalação do Coletivo no Núcleo de Santa Cruz do Sul significa o fortalecimento da nossa luta ancestral em uma região que traz em sua história de lutas o combate às discriminações”, analisa Edson Garcia, 2º vice-presidente do CPERS e coordenador do Coletivo Estadual de Igualdade Racial e Combate ao Racismo do Sindicato.

Através dos coletivos regionais, o CPERS visa combater o racismo estrutural e promover a inclusão, buscando transformar a educação em um espaço efetivamente democrático e plural, onde o respeito às identidades étnico-raciais seja garantido e incentivado.

“Esse momento histórico representa uma das ações mais importantes dos últimos anos e pretendemos trabalhar no sentido de mostrar o valor, contribuições intelectuais e culturais do povo negro, colocando-os como protagonistas de muitas histórias”, destaca a diretora do 18º Núcleo, Cira Kaufmann.

Também participaram da atividade a vice-diretora do 18° Núcleo, Maria das Graças Correa, as representantes estaduais do Coletivo, Maria Rosangela da Rocha Spies e Elisabete da Silva, e os demais membros do Coletivo Regional: Lucas Flores Niederauer, Leonardo Goes e Yasmin Daniella d’Avila.

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Na noite desta terça-feira (27), o Departamento de Diversidade do CPERS, representado pelas diretoras Andrea da Rosa, Vera Lessês e pelo diretor Leonardo Preto, participou da sessão de encerramento da Mostra LGBTQIAPN+ do Cineclube Lanterninha Aurélio.

O Cineclube, iniciativa da Cooperativa dos Estudantes de Santa Maria (CESMA), é um dos mais tradicionais do país, com um histórico rico em formação crítica através do audiovisual. Esta mostra, que se estendeu durante todo o mês de maio, teve como temática central o gênero e a sexualidade, contando também com palestrantes para debates após as sessões de cinema.

Para encerrar a Mostra LGBTQIAPN+, as diretoras(es) que compõem o Departamento de Diversidade do CPERS foram convidadas(os) a participar da atividade. O convite, feito pelo Cineclube Lanterninha Aurélio, reconhece a relevância do Sindicato na luta por uma educação pública, democrática e inclusiva.

O filme escolhido para essa última sessão foi o documentário “Aqui en la frontera”, dirigido pela dupla Marcela Ulhoa e Daniel Tancredi. A obra trata de um tema tão atual quanto relevante: a imigração em áreas de fronteira.

Em uma sociedade como a brasileira, marcada por violências constantes contra pessoas LGBTQIAPN+, iniciativas como a do Cineclube Lanterninha Aurélio são fundamentais. Elas ampliam o debate e lançam luz sobre questões ainda silenciadas ou pouco discutidas.

O Departamento de Diversidade do CPERS parabeniza a iniciativa e deseja vida longa ao Cineclube! Que a arte do cinema siga suscitando debates tão importantes quanto este!

Fotos: Marcelo Cabala

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Na terça-feira (27), o CPERS, ao lado de outros sindicatos e das centrais sindicais, cobrou urgência na votação do Projeto de Lei 185/2025, que reajusta o Salário Mínimo Regional. Mobilizadas(os) na Praça da Matriz, em frente à Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, trabalhadoras e trabalhadores exigiram reposição de 10,45% – índice mais digno do que o proposto pelo governador Eduardo Leite (PSD). 

O 1º vice-presidente do CPERS, Alex Saratt, o 2º vice-presidente, Edson Garcia, e o diretor Celso Dalberto participaram da atividade.  

Apesar do Estado ter crescido economicamente no último ano com uma elevação de 4,9% no PIB gaúcho, o governo Leite (PSD) escolhe manter as(os) servidoras(es) à míngua, especialmente as(os) funcionárias(os) de escola excluídas(os) da reestruturação de carreiras. 

Segundo o levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), enquanto Paraná e Santa Catarina acumulam, entre 2019 e 2025, reajustes de 51,8% e 49,4% para seus pisos regionais, o Rio Grande do Sul aumentou a remuneração das faixas em apenas 33,9%

>> Clique neste link para conferir o estudo completo do Dieese.

De acordo com Alex, uma das únicas formas de muitas(os) educadoras(es) obterem algum ganho financeiro é justamente a partir do Salário Mínimo Regional. “Esse pedido de 10,45% ajudaria a recompor o valor original do Salário Mínimo Regional, mas o governo apresentou um projeto com 8%. No entendimento das centrais sindicais, há duas questões fundamentais: a garantia de que o projeto seja votado dentro do regime de urgência e de que tenha a retroatividade já prevista na lei anterior”, explica o 1º vice-presidente. 

No ano passado, o próprio governo estadual estabeleceu o dia 1º de maio como data-base do Piso Regional, contudo, o novo PL, encaminhado por Leite à ALRS na segunda-feira (26), descumpre essa regra e vale apenas a partir da sua publicação, sem qualquer retroatividade. 

Educadoras(es) empobrecidas(es), escola pública debilitada

Atualmente, 10.626 trabalhadoras(es) da educação da rede estadual, sendo 9.896 efetivas(os) e 615 contratadas(os), recebem tão pouco que precisam de um completivo salarial para atingir o valor do Piso Regional.

Vale destacar que, atualmente, 99% das(os) servidoras(es) públicas(os) do Estado que dependem dessa complementação, estão na educação, evidenciando que são as(os) funcionárias(os) de escola as(os) mais desvalorizadas(os).

Para o 2º vice-presidente do Sindicato, a luta pelo aumento do Piso Regional deve ser de toda a população, pois a estabilidade financeira, o bem-estar social e a satisfação no local de trabalho das(os) gaúchas(os) estão relacionados a esse salário. “Na educação, em especial, tem reflexo direto nas vidas e possibilidades das famílias de nossos alunos, que são filhos de trabalhadoras e trabalhadores atingidos por essa política. Não podemos deixar de registrar também que em um passado recente este aumento atingiria a realidade de todas as funcionárias e funcionários de escola”, destaca Edson. 

Com o Projeto de Leite (PSD), o valor do Salário Mínimo Regional subiria de R$1.801,55 para R$1.945,67. No entanto, se o reajuste fosse feito conforme a recomposição necessária de 17,3%, o valor correto seria de R$2.113,16

A votação do PL 185/2025 na Assembleia Legislativa está marcada para a próxima terça-feira, 3 de junho.

Não é de hoje que o CPERS alerta sobre o empobrecimento das(os) educadoras(es), efetivas(os) e contratadas(os), que estão no chão das escolas ou já aposentadas(os). A miséria para qual as(os) funcionárias(os) foram empurradas(os), aliada ao desamparo causado pelo sucateamento do IPE Saúde, retiram a dignidade das(os) trabalhadoras(es) e ameaçam a educação pública.

Uma recomposição justa do Salário Mínimo Regional não é uma exigência supérflua, é pela sobrevivência e qualidade de vida daquelas(es) que entregam para as(os) gaúchas(os) um serviço indispensável. Reajuste de 10,45% com retroatividade já! 

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