O governo Eduardo Leite anunciou nesta segunda (30) que a folha de setembro começará a ser quitada apenas no dia 15 de outubro. É o maior período sem pagamento já registrado desde o início dos atrasos, que já somam 46 meses desde o governo Sartori.

Trata-se de uma medida adequada ao slogan adotado pelo governo. Novas façanhas, velhas práticas.

A primeira faixa salarial será de R$ 2,5 mil. Quem recebe acima do valor terá os salários quitados pelo sistema de parcelas. A primeira será depositada no dia 16 no valor de R$ 1 mil. A próxima, somente no dia 12 de novembro, equivalente a R$ 3,5 mil. O saldo restante da folha deve ser quitado até o dia 13.

Na Assembleia Geral do CPERS, realizada na última sexta (27), a categoria aprovou a realização de um ato estadual no dia do professor, coincidentemente a data do primeiro pagamento (15), bem como a instalação de uma acampamento permanente na Praça da Matriz para pressionar o governo por pagamento em dia e reposição salarial.

Os educadores também deliberaram por cessar as paralisações no 1º dia útil do mês, substituindo a atividade por turnos reduzidos ou outras formas de manifestação e debate sobre a pauta salarial, construindo as condições para uma greve maciça da educação.

No dia 27 de agosto, o CPERS protocolou um pedido de inspeção extraordinária das contas do Estado no TCE, questionando a continuidade da política de atraso, parcelamento e congelamento salarial apesar do crescimento das receitas.

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Na manhã desta segunda-feira (30), educadores(as) e estudantes do CE Cândido Godói e da Escola Técnica Estadual Irmão Pedro protestaram contra as enturmações em curso nas instituições. Ambas as escolas foram notificadas pela 1ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE) para reduzir e fundir turmas do Ensino Médio.

Serão três turmas encerradas, uma cada em ano, nas duas escolas.

Uma comissão formada pelo diretor, educadores(as), estudantes do Colégio Cândido Godói, a deputada Sofia Cavedon, o coordenador do Departamento de Juventude do CPERS, Daniel Damiani e diretores do núcleo 38º foram recebidos pela coordenadora regional, Hilda Liana Silva Diehl.

Enquanto isso, os estudantes protestavam em frente a 1ª CRE, com cartazes e palavras de ordem e coletavam assinaturas das pessoas que passavam pela rua para o abaixo-assinado que visa a manutenção das turmas. Assine aqui e fortaleça a luta.

Para a estudante do 3º ano, Vitória Jemima o que o governo está fazendo é um absurdo. “Eles querem enturmar e diminuir a carga horária dos professores. Eles já recebem pouco e parcelado e ainda querem diminuir. Se juntar as turmas, as salas vão ficar lotadas, não tem como. Eu sou do 3° ano, vou me formar esse ano e vai complicar muito pra gente. É um direito nosso e vamos fazer de tudo para não fazerem isso conosco”, afirma.

“Isso é um crime contra a educação. Estamos indignados com essa posição que a coordenadoria tomou. Nós vamos lutar, vamos nos posicionar contra isso. E pode ter certeza que não vamos parar até conseguirmos o que queremos, que é uma educação de qualidade”, declara o estudante do 3º ano e presidente do grêmio estudantil do Godói, Peterson Santos da Silva.

Segundo o professor de educação física Guilherme Gil, o prejuízo pedagógico que isso vai acarretar é imenso, pois perderão muito tempo com atividades administrativas e isso reduzirá o tempo para passar e cobrar conteúdo. “Viemos aqui mostrar para a coordenadoria que a gurizada e a comunidade escolar não estão contentes com essa situação e esperamos alguma solução”, destaca.

Na reunião com a coordenadora da 1ª CRE, ficou decidido que as enturmações estão suspensas na escola até quinta-feira (3), dia em que visitará a escola para fazer uma avaliação. “Ficou bem claro que a intenção dela é levar adiante as enturmações, o que me preocupa bastante. Ela encerrou a reunião de forma abrupta, dizendo que não iria mais discutir, que já é assunto encerrado e que nós aguardássemos até a visita”, relatou Mario da Silva, diretor da escola.

Escola Técnica Estadual Irmão Pedro também é ameaçada

A estudante Isabele Santos, do 3º ano da Escola Técnica Estadual Irmão Pedro, esteve ao lado dos colegas em apoio aos estudantes do Godói. “Esse protesto organizamos pelo respeito que temos um com o outro. E essa enturmação faria muito mal para os alunos. Todo mundo se conhece, mas cada turma tem o seu diferencial. E fazer isso no final do ano, faltando 3 meses para acabar o ano é uma falta de respeito com o estudante e os professores que vão acabar sendo até demitidos”, concluiu.

De acordo com os educadores da Irmão Pedro, a escola também foi notificada do enxugamento sem qualquer diálogo com a comunidade. “Não foi feita nenhuma visita para conhecer a escola, o número de alunos, foi uma determinação de cima para baixo, sem reconhecer a realidade da escola. Estamos bem preocupados”, revela o professor de química da escola, Jardel Telles.

Telles conta que a escola tinha uma reunião agendada com a 1ª CRE para sexta-feira passada, dia 27, adiada para esta sem semana mas ainda sem data definida. “Estamos tentando uma reunião direto com a Secretaria Estadual de Educação, além de mobilizar a comunidade escolar para fortalecer  a luta contra essa medida autoritária”, destaca.

Política da tesoura

O CPERS tem denunciado a súbita explosão de casos de enturmações e multisseriações, bem como fechamento de escolas em toda a rede.

Em coletiva, o Sindicato comunicou a imprensa sobre a existência de planos para fechar até 5 mil turmas e implantar turno único em 480 instituições, reduzindo drasticamente a capacidade de atendimento da rede estadual.

Somente em Porto Alegre, nas últimas semanas, além do Cândido Godói e da Irmão Pedro, as escolas Julio de Castilhos, Emílio Massot, Santos Dumont e Padre Reus foram comunicadas pela Seduc sobre a ordem de reduzir turmas.

Já na escola Alvarenga Peixoto, a orientação é para unir as turmas de 6º e 7º ano do EJA, a chamada multisseriação – quando alunos de níveis diferentes de escolaridade têm aulas na mesma classe.

Apesar da tendência de queda no número de estudantes da rede estadual ao longo dos anos, 2019 aponta para uma possível reversão no quadro. De acordo com o próprio governo, 30 mil estudantes a mais se matricularam na rede para o atual ano letivo.

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Estudar o passado para compreender o presente, esse foi o objetivo da formação realizada durante o IV Encontro do Coletivo de Juventude do CPERS, neste sábado (28).

O professor Samuel Souza, da Escola DIEESE de Ciências do Trabalho, deu uma aula sobre a história do movimento sindical, desde a sua origem na Inglaterra no século XIX, passando pelas primeiras organizações sindicais no Brasil, até a redemocratização e o papel do movimento sindical nos dias atuais.

Jovens educadores(as) de todo o Rio Grande do Sul e estudantes universitários interessados no tema, tiveram a oportunidade de compreender a importância da atividade sindical e o seu papel na construção da democracia.

Durante a abertura do encontro, o diretor do departamento de Juventude do Sindicato, Daniel Damiani, disse acreditar que formações como esta, contribuem também para uma reflexão sobre a sociedade.

“Neste momento de ataques cruéis e de tentativa de retirada de direitos adquiridos ao longo de muitos anos de luta, as pessoas devem entender que precisam continuar lutando. Essa formação está sendo realizada com o Coletivo da Juventude exatamente por isso, precisamos compreender as realizações do passado, para seguirmos lutando por elas”, afirma Daniel.

Pela manhã, já no início de sua fala, Samuel questionou os jovens educadores(as) sobre o conceito de sindicato. Que tipo de instituição é essa? Que tipo de movimento é esse? Para que ele foi criado? Refletindo sobre o papel das organizações sindicais ao longo da história e o contexto histórico que levou a classe trabalhadora a se organizar dessa maneira, algumas respostas foram surgindo.

Os sindicatos surgem no período chamado Era das Revoluções para defender os interesses políticos e econômicos dos trabalhadores, quando as empresas não mais respondiam às demandas da classe trabalhadora”, disse Samuel.

O professor destacou também que momentos de crise impuseram a classe trabalhadora a desenvolver mecanismos mais sofisticados de resolução dos seus problemas. “A intenção das elites dominantes é cada vez mais conservar privilégios e acumular riqueza, enquanto a demanda da classe trabalhadora é cada vez mais se emancipar do processo de exploração do trabalho”, ressalta.

À tarde, na sequência da formação, Samuel apresentou uma cronologia da história do Brasil a partir do ponto de vista da classe trabalhadora. Foram apresentadas as formas de organização, os tipos de sindicatos criados em diferentes momentos, para atender a determinadas demandas e superar questões postas na luta de classes desses períodos. O evento encerrou com uma reflexão sobre o período atual e as atuais formas de luta.

“Em momentos de ataque a democracia é difícil entender de qual maneira essa batalha pode ser vencida, mas existe um alento nesse processo, como por exemplo, um encontro como o de hoje, que reúne jovens professores dentro da estrutura do sindicato para pensar alternativas, soluções e formas de resistir. Isso já demonstra que a superação desses tempos sombrios está sendo construída”, reflete Samuel.

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Na manhã desta sexta-feira, 27, representantes da direção central do CPERS, diretores(as) de núcleos, educadores(as), estudantes e pais reuniram-se com a presidente do Conselho Estadual de Educação, Sônia Veríssimo, para denunciar a ameaça de fechamento de cerca de dez escolas do campo pertencentes aos núcleos de São Luiz Gonzaga, Soledade, Santa Rosa e São Leopoldo.

O 2º vice-presidente do CPERS, Edson Garcia e a coordenadora do Departamento de Educação, Rosane Zan entregaram para Sônia um dossiê contra o fechamento das escolas do campo.

“Nós sabemos da importância das escolas do campo para esses educadores, estudantes e toda comunidade escolar. Quando se fecha uma escola, é decretado o fim da comunidade rural. Vamos lutar para que isso não aconteça”, afirmou Rosane.

Durante a reunião os educadores(as) relataram o que está ocorrendo em cada região. Muitas vezes sem ofício por escrito, a Coordenadoria Regional de Educação (CRE) comunica a direção das escolas sobre o fechamento, sem qualquer diálogo. Em todos os casos, a comunidade é contra o fechamento.

 A segurança das crianças não é preocupação para o governo

“O governo Leite não está preocupado com a segurança dessas crianças que em muitos casos terão que viajar cerca de 1h30 ou mais em estradas esburacadas e ônibus precários”, denunciou Edson.

Juventino Antunes, pai do estudante Samuel Antunes da EEEF São Francisco de Assis, de Roque Gonzales, preocupa-se com a locomoção do filho e dos mais estudantes caso a instituição feche. “O transporte é precário, a estrada é muito ruim. Imagina a criança ter que ir para a cidade estudar, fica difícil. A viagem dará 1h30 de ônibus. Isso judia muito da criança, ela já vai chegar cansada para estudar. Não tem porquê o governo fazer isso com as crianças”, diz.

Para o estudante Samuel, o fechamento representa uma grande perda. “Se a minha escola fechar vai ser muito ruim ter que viajar todos os dias nessas estradas esburacadas, sem falar que chegarei tarde em casa todos os dias. Vai mudar completamente minha rotina de estudos”, declara.

A professora Janaína Trindade leciona na escola São Francisco de Assis e conta que estudou na instituição, se formou e prestou concurso público para trabalhar na mesma. “Tenho um carinho especial pela escola. Na verdade ela é o coração da comunidade, porque tudo gira em torno dela. Fica aberta para a comunidade aos finais de semana, trabalhamos muito em parceria com todos”, afirma.

Atualmente a Escola São Francisco de Assis atende 20 estudantes do 1º ao 9º ano e conta com três professores(as).

Já em São Luiz Gonzaga, a EEEF Dom Jaime de Barros Câmara, que atende atualmente 25 alunos, foi informada pelo representante da 32ª Coordenadoria Regional de Educação sobre o encerramento das suas atividades no dia 20 de dezembro.

“O coordenador frisou que não adiantava a comunidade se manifestar, pois era uma ordem da Seduc e ele estava cumprindo seu trabalho.  Nós levamos um choque. E a comunidade não aceitou isso, e estamos reivindicando. Não aceitamos o fechamento da escola”, destaca a diretora da escola Maria Ivone.

A presidente do Conselho, Sônia Veríssimo após ouvir os diversos relatos explicou como é feito o processo de fechamento de escolas e se comprometeu em falar com a Seduc. “Alguns relatos aqui me surpreendem. Vamos levá-los até a Seduc, não prometo que vamos reverter os casos, mas vamos tentar”, finalizou.

Denúncia também na Assembleia Legislativa  

Logo após, os educadores foram recebidos na Assembleia Legislativa pela presidente da Comissão de Educação, Cultura, Desporto Ciência, Tecnologia, a deputada Sofia Cavedon, onde também entregaram o dossiê e relataram o que está ocorrendo.

Sofia se comprometeu em ajudar a reverter a situação e fazer audiências nos municípios onde as escolas estão sendo atacadas.

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Reunidos na noite desta quinta-feira (26), os conselheiros(as) do CPERS debateram e aprovaram os próximos passos da luta e as propostas de mobilização que serão votadas pela categoria na Assembleia Geral, que será realizada nesta sexta-feira (27) às 13h, na Casa do Gaúcho.

Na fala de abertura do Conselho, a presidente do Sindicato, Helenir Aguiar Schürer, fez uma recapitulação da conjuntura nacional e internacional e reforçou a importância da união neste momento de ataques brutais.

“Vivemos um momento de temor, por isso precisamos organizar a luta, mas não uma luta de alguns, a nossa luta só vai dar resultado se caminharmos em conjunto. Essa é a grande responsabilidade deste Conselho, o que vamos fazer para combater o medo da categoria? Precisamos construir boas propostas para fortalecer a nossa base”, afirmou Helenir. 

Após a aprovação da pauta do dia, o advogado Marcelo Fagundes, da assessoria jurídica do Sindicato, orientou os conselheiros(as) quanto a decisão do Conselho Estadual de Educação Física, que está solicitando o registro de todos os profissionais que atuam na área, após decisão de uma ação civil pública que foi julgada procedente. 

Agora, todo professor de educação física necessita de registro no órgão responsável para atuar. A orientação é que para todos os servidores(as) que estão sendo notificados devem procurar a assessoria jurídica do sindicato para verificar como proceder.

Outro ponto discutido no Conselho, e que contou com a orientação do setor jurídico, foi quanto ao mais novo ataque do governo Leite, as enturmações. Marcelo ressaltou que o Sindicato não tem legitimidade para entrar com uma ação sobre o tema, o caminho seria sensibilizar pais e alunos.

“Realizamos uma pesquisa avançada quanto ao tema e já localizamos decisões positivas que comprovam que a enturmação dificulta a aprendizagem do aluno. Estamos bem próximos dessa situação e vamos tratar desse assunto como prioridade”, enfatizou Marcelo.

Propostas aprovadas para votação na Assembleia Geral do CPERS:

  1. Construir a greve da categoria, discutindo recomposição salarial, 13º salário e pagamento de salário em dia. Caso o governo apresente proposta de reformulação do(s) Plano(s) de Carreira e/ou Previdência, deflagrar a greve após 72 horas;
  1. Acompanhar, na Assembleia Legislativa do RS a tramitação das emendas que buscam na LOA 2020 e no PPA o Piso Salarial para professores(as) e os mesmos reajustes aos(as) funcionários(as);
  1. Realizar Ato Estadual, no dia 15 de outubro, inaugurando a instalação do Acampamento da Educação na Praça da Matriz, que permanecerá até o final do ano letivo, com a realização de um Ato por mês. Participarão 4 Núcleos por semana no sistema de rodízio, com o mote: Reajuste Já!. Realizar ações criativas e diversificadas.Sugestões: um café da manhã com “leite azedo”, um varal do desabafo(frases e depoimentos que resumam os sentimentos e cotidiano da categoria), etc;
  1. Realizar a entrega de documentação com as denúncias de fechamento de escolas do campo, com a participação do Conselho Geral, no dia 27/09(6ª feira):
  • 9h – CEEd/RS – Conselho Estadual de Educação do RS;
  • 11h30min – Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do RS.
  1. Somar-se às atividades de mobilização nos dias 02 e 03 de outubro;
  1. Somar-se às atividades em Defesa da Petrobras no dia 03 de outubro;
  1. Suspender o dia de paralisação mensal e utilizar este dia para realizar atividades de discussão nas escolas, aulas cidadãs, períodos reduzidos, mobilizações no entorno das escolas,etc;
  1. Acompanhar e pressionar nas Audiências Públicas da Subcomissão da Assembleia Legislativa que irão tratar da situação do IPE-Saúde, a implementação da autarquia e a melhoria do atendimento no Estado;
  1. Realizar Moção de Repúdio à vereadora Claudia Jardim (DEM) pela iniciativa de protocolar uma solicitação de instalação de Escola Cívico-Militar na cidade de Guaíba.

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A comunidade escolar do CE Cândido Godói, de Porto Alegre, pede socorro. O governo comunicou, por meio de ofício da 1ª Coordenadoria Regional de Educação, o fechamento de três turmas – uma de cada ano do Ensino Médio – para “liberar carga horária” de professores(as).

A escola divulga um abaixo-assinado e pede assinaturas para apoiar a manutenção das turmas. Acesse aqui e fortaleça a luta!

Além de trabalhar com os salários atrasados e congelados, os educadores(as) serão brindados por Eduardo Leite com enturmações: salas de aula lotadas e prejudiciais ao processo de ensino e aprendizagem


O caso, denunciado pelo CPERS na última segunda-feira (23), foi abordado em reportagem do SBT. Para a imprensa, a Seduc nega ter estudos e metas para reduzir turmas. É mentira. O projeto tem até nome, e é irônico: “Aluno Presente”.

Trata-se de uma medida autoritária e tecnicista, que trata estudantes e educadores(as) como números. Na prática, o governo busca resolver a evasão escolar sem políticas para compreender e evitar o problema. Removendo as matrículas de infrequentes, o Estado maquia as taxas de reprovação, um dos índices que influenciam no IDEB.

O CPERS tem denunciado a súbita explosão de casos de enturmações e multisseriações, bem como fechamento de escolas em toda a rede.

Em coletiva na última segunda, o Sindicato comunicou a imprensa sobre a existência de planos para fechar até 5 mil turmas e implantar turno único em 480 instituições, reduzindo drasticamente a capacidade de atendimento da rede estadual.

Somente em Porto Alegre, na última semana, além do Cândido Godói, as escolas Julio de Castilhos, Emílio Massot, Santos Dumont e Padre Reus foram comunicadas pela Seduc sobre a ordem de reduzir turmas.

Já na escola Alvarenga Peixoto, a orientação é para unir as turmas de 6º e 7º ano do EJA, a chamada multisseriação – quando alunos de níveis diferentes de escolaridade têm aulas na mesma classe.

Apesar da tendência de queda no número de estudantes da rede estadual ao longo dos anos, 2019 aponta para uma possível reversão no quadro. De acordo com o próprio governo, 30 mil estudantes a mais se matricularam na rede para o atual ano letivo.

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Após sete anos cuidando e criando vínculos com os estudantes da escola Presidente Roosevelt, de Porto Alegre, a monitora Joil Braga passa por um processo forçado de despedida.

Sem diálogo com a comunidade ou justificativa plausível, a 1ª Coordenadoria Regional da Educação (CRE) ordenou a redução de carga horário de Lila – como é carinhosamente conhecida – de 40 para 20 horas. O restante da jornada seria cumprido na EEEF Willian Richard Schisler.

“A diretora da outra escola nos ligou dizendo que não solicitou a monitora. Ficamos sem entender por que querem retirá-la da nossa instituição”, afirma Marisa Marques da Silva, diretora da Presidente Roosevelt. A escola tem outra monitora 20h. Mas, com 1040 alunos, necessita de três profissionais.

Indignada com a decisão, a comunidade se mobilizou nesta quinta-feira (26) para exigir a permanência da funcionária. Estudantes, pais e educadores(as) protestaram em frente à escola e caminharam até a CRE para uma audiência. O CPERS também esteve presente por meio da diretora Sônia Solange Viana.


A redução da carga horária afetaria a segurança dos alunos e os cuidados dispensados aos nove estudantes com necessidades especiais. Conforme a diretora, é Lila que fica com eles até que os pais cheguem para buscá-los. “A outra monitora não está nesse horário, então só contamos com ela. Às vezes é 19h e ainda tenho alguns alunos aqui”, explica.

Afeto e cuidado

Lila e os estudantes se sentem abalados com a possível despedida. “Me apeguei muito aos estudantes. São uns amores de crianças, temos muita troca afetiva. Não podemos deixar essas crianças desassistidas. Não adianta tirar de uma escola e deixar a outra sem. Os pais também estão mobilizados, ninguém quer que eu saia daqui. Eles confiam os filhos deles a mim”, declara Lila,  emocionada.

O estudante Emannuel da Silva, 18 anos, desabafa: “ela é uma parceira, uma amiga, uma mãe, uma irmã que eu nunca tive. Muitas vezes, quando o professor não sabe responder, ela sabe. Se ela saísse eu não teria mais com quem conversar, pois tenho muita confiança nela”.

Para a aluna Letícia Camargo, 18, o governo deveria aumentar o número de monitores, e não reduzir. “A Lila é uma baita profissional e eu acredito que em nossa escola, ainda mais por ser pública, precisamos de várias monitoras. Já temos um número restrito. Muitos alunos acabam se dispersando pela falta de maturidade e a Lila está ali para ajudar”, diz.

“Ela é mais que uma monitora. Ela abraça todo mundo do colégio. Para nós, é literalmente aquela pessoa família que está de braços abertos quando precisamos, sempre à disposição para ajudar.”, observa a estudante Emanuele Santos Tavares, 19 anos.

Seduc promete solução, mas o destino de Lila é incerto

Após o ato público em frente à escola, docentes, estudantes e comunidade escolar seguiram em caminhada até a 1ª CRE. No local, uma comissão composta por representantes da direção, do Conselho Escolar e do CPM reuniu-se com a diretora do RH, Mari Sandra Giordani.

Após quase duas horas de reunião, a coordenadoria informou que buscará outro profissional para atender a escola Willian Richard, mas até lá, Lila será deslocada. A monitora deve se apresentar na nova escola já na próxima semana.

“Vamos continuar mobilizados e buscar mais assinaturas para o abaixo-assinado que pede a permanência da Lila nas 40 horas aqui na escola e levaremos este pedido ao Ministério Público”, afirma a diretora Mariza.

O vice-presidente do Círculo de Pais e Mestres (CPM) da escola, Antônio Saldanha, participou do protesto e reitera a importância da permanência da monitora. “A Lila é uma pessoa que conhece todos os alunos da escola, eles se identificam com ela. Nós tivemos, há algum tempo atrás, problemas de insegurança. Pessoas que não eram da escola, acabaram entrando aqui. E a Lila cuida muito bem isso”, relata Antônio.

Ele destaca ainda que a instituição está sem equipe pedagógica e secretário(a). “E agora recebemos mais essa notícia. Toda essa precarização está prejudicando o dia a dia dos nossos filhos”, destaca.

A professora de geografia Paola da Costa Silveira defende a colega: “todos nós gostamos dela. Ela tem este jeito carinhoso com todos, professores, funcionários e alunos. Os nossos estudantes a amam. Quando contamos para eles sobre a possibilidade de reduzir a carga horária dela aqui na escola, a gurizada se mobilizou. Logo lançaram a hashtag FicaLila nas redes sociais, mandaram e-mails para coordenadoria e pediram aos pais que também se mobilizassem”.

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Uma professora de matemática traça duas linhas paralelas no quadro negro. A lousa é dividida em três partes iguais, mas a aula não é de geometria. Cada terço apresenta conteúdos de grades diferentes; 3º, 4º e 5º ano do Ensino Fundamental. A educadora se desdobra para evitar a dispersão dos mais de 50 estudantes e ministrar três aulas em uma.

A escola fica em Porto Alegre e figurou recentemente no noticiário gaúcho. Mas a cena se repete em toda a rede estadual. Passados seis meses do início do ano letivo, a crônica falta de profissionais tem levado um número alarmante de instituições a adotar o expediente da multisseriação – quando alunos de anos desiguais frequentam a mesma classe.

No meio rural, essa é a forma de organização predominante. Dada a baixa densidade habitacional, professores com formação específica atendem alunos de diversas idades no mesmo espaço, ligados pelo senso de comunidade próprio a quem vive no campo.

Já nas escolas urbanas, a multisseriação é uma anomalia do sistema. Trata-se de uma dupla violação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB). Primeiro, uma ofensa ao Art. 62, que limita a 30 o número de alunos por turma do 2º ao 4º ano. Depois, um completo desprezo pela carga horária mínima prevista no ano letivo, de 800 horas para o Ensino Fundamental.

Em 45 minutos de aula, cada estudante receberá apenas 15 de conteúdo adequado ao seu nível de escolaridade. Isso no cenário fantasioso de partilha perfeita do tempo, com uma educadora sobrecarregada e uma classe superlotada de crianças. Convém acrescentar que o atendimento personalizado às necessidades de cada estudante é em absoluto comprometido.

Nas últimas semanas, temos presenciado uma explosão nos casos de enturmação: quando turmas do mesmo ano são aglutinadas para poupar recursos humanos. Aqui, também, a qualidade e as particularidades de cada classe é deixada de lado. Alunos separados por dificuldade de relacionamento são obrigados a conviver no mesmo ambiente, e o educador que se vire para equilibrar os diferentes níveis de apropriação dos conteúdos.

Essas medidas favorecem a evasão escolar, criando um ciclo vicioso. O Estado não tem políticas para evitar a infrequência, e usa os números para justificar novas enturmações e multisseriações. A verve neoliberal celebra a queda no número de alunos como catalisadora da redução da máquina.

Disfarçado de “racionalização e otimização de custos”, o brutal enxugamento imposto pelo governo Leite sufoca a qualidade da educação, desestrutura a organização pedagógica, onera profissionais e, em última instância, prejudica o aprendizado.

Quando o IDEB gaúcho apresentar um desempenho aquém do desejado, não faltará quem responsabilize os educadores. Nós, apesar dos salários atrasados e congelados, fazemos a nossa parte. E o governo, quando fará a sua?

Helenir Aguiar Schürer é professora do Estado há mais de 30 anos e atual presidente do CPERS Sindicato

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Eduardo Leite desembarcou em Pelotas nesta quarta-feira (25) para inaugurar uma reforma custeada pela Prefeitura, mas acabou sendo lembrado que tem compromissos como governador.

Educadores(as) do 24º Núcleo do CPERS aguardaram o governador na saída do Ginásio Municipal Pelotense para dar o recado: não suportamos mais o descaso, os atrasos, a precarização e o salário congelado por quase cinco anos.

Mauro Rogério Amaral, diretor-geral do núcleo, falou a Eduardo Leite: “não podemos mais esperar. Não somos os causadores da crise e as verdadeiras causas não são atacadas”, conta.

Em resposta, constrangido pelas vaias e as câmeras da mídia local, Leite repetiu o discurso costumeiro: não tem dinheiro para pagar em dia, quanto mais para reajuste.

De acordo com Carla Cassais, tesoureira do 24º, o governador argumentou que estaria conversando com outros poderes, que ganham mais do que o Executivo. Também afirmou que está tomando providências para combater a sonegação e “trabalhando insistentemente” para colocar o pagamento em dia.

“Como sempre, ele não se comprometeu com nada”, avalia Mauro.

Os educadores(as) entregaram um documento a Eduardo Leite com as reivindicações da categoria. Leia a íntegra aqui.

A próxima sexta-feira (27) é dia de Assembleia Geral do CPERS. Educadores(as) de todo o estado estão convocados a construir os próximos passos da luta por dignidade e salários justos. A primeira chamada é às 13h, na Casa do Gaúcho, em Porto Alegre.

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