O comando de greve do CPERS definiu, dentro do calendário de lutas, a realização de Assembleia Geral de mobilização com toda a categoria na sexta-feira (20), às 13h30, em São Leopoldo.

A participação de cada um é fundamental. Mobilize-se! Chame pais e estudantes. Contate seu núcleo do CPERS e PARTICIPE!

NINGUÉM SOLTA A MÃO DA EDUCAÇÃO!

1º Núcleo – Caxias do Sul – 54.3223.2431
2º Núcleo – Santa Maria – 55.3221.7262
3º Núcleo – Guaporé – 54.3443.1232
4º Núcleo – Cachoeira do Sul – 51.3722.3985
5º Núcleo – Montenegro – 51.3632 2654
6º Núcleo – Rio Grande – 53.3232.8685
7º Núcleo – Passo Fundo – 54.3313.2247
8º Núcleo – Estrela – 51.3712.1798
9º Núcleo – Santo Ângelo – 55.3312.3755
10º Núcleo – Santa Rosa – 55.3512.1564
11º Núcleo – Cruz Alta – 55.3322.3184
12º Núcleo – Bento Gonçalves – 54.3452.4775
13º Núcleo – Osório – 51.3663.1886
14º Núcleo – São Leopoldo – 51.3592.4968 / 51.37830812
15º Núcleo – Erexim – 54.3522.1637
16º Núcleo – São Borja – 55.3431.2647
17º Núcleo – Bagé – 53.3242.4122
18º Núcleo – Santa Cruz do Sul – 51.3713.1588
19º Núcleo – Alegrete – 55.3422.2944
20º Núcleo – Canoas – 3476.2656
21º Núcleo – Uruguaiana – 55.3412.2734
22º Núcleo – Gravataí – 3488.3712
23º Núcleo – Santana do Livramento – 55.3242.3654
24º Núcleo – Pelotas – 53.3225.2166
25º Núcleo – Lagoa Vermelha – 54.3358.2559
26º Núcleo – Frederico Westphalen – 55.3744.3441
27º Núcleo – Três Passos – 55.3522.1917
28º Núcleo – Soledade – 54.3381.1130
29º Núcleo – Santiago – 55.3251.2602
30º Núcleo – Vacaria – 54.3231.2308
31º Núcleo – Ijuí – 55.3332.9711
32º Núcleo – Taquara – 51.3542.1489
33º Núcleo – São Luiz Gonzaga – 55.3352.2859
34º Núcleo – Guaíba – 3480.3022
35º Núcleo – Três de Maio – 55.3535.1942
36º Núcleo – Cerro Largo – 55.3359.1440
37º Núcleo – Carazinho – 54.3331.3551
38º Núcleo – Porto Alegre – 3227.4143/3062.4146
39º Núcleo – Porto Alegre – 3221.2380
40º Núcleo – Palmeira das Missões – 55.3742.1373
41º Núcleo – São Gabriel – 55.3232.5860
42º Núcleo – Camaquã – 51.3671.5081

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A luta heroica dos educadores(as) e servidores(as) gaúchos registrou mais um capítulo inesquecível nesta terça-feira (17), na capital, após um mês de mobilização massiva e crescente em todo o Rio Grande do Sul.

No início da manhã, milhares de professores(as) e funcionários(as) de escola de todo o estado praticamente inviabilizaram o trânsito no Centro da cidade, realizando três marchas distintas partindo de pontos estratégicos: a sede do CPERS, na Av. Alberto Bins, o Colégio Julinho, próximo à João Pessoa, e a sede do IPERGS, na Borges.

As caminhadas convergiram na Praça da Matriz somando forças com trabalhadores(as) de diversas categorias: técnicos administrativos e científicos, saúde, obras, planejamento, Brigada Militar, Polícia Civil, Susepe e outras. Todos unidos pela derrubada do pacote de Eduardo Leite.

O recuo do governo no fim da tarde de segunda-feira não desmobilizou os atos agendados para a Matriz, tampouco a Assembleia Geral do CPERS, marcada para as 13h.

Restava a votação do PLC 503, que eleva alíquotas previdenciárias e é especialmente cruel com os aposentados(as) que recebem menos, atingindo em cheio professores(as) e funcionários(as).

Mal começou a sessão no Plenário, no entanto, o desembargador Rui Portanova, do Tribunal de Justiça do RS, deferiu liminar impetrada pela deputada Luciana Genro (PSOL), suspendendo a votação.

“Não se pode votar um projeto de lei complementar que depende uma PEC que ainda não foi votada para ser efetivamente constitucional. É flagrante a inconstitucionalidade desse processo legislativo”, declarou a deputada ao informar os manifestantes.

A derrota imposta a Eduardo Leite na sequência do recuo é humilhante e deixa às claras a desorganização do Executivo e suas dificuldades de articulação com o Legislativo, mas a vitória dos servidores(as) é parcial.

A base governista já anunciou que pretende retomar a votação nesta quarta, na expectativa de derrubar a liminar com o recurso da Procuradoria da casa.

Educadores(as) não arredarão pé da Praça. Centenas devem dormir acampados(as) ou pernoitar na sede do CPERS. Após o término da Assembleia, dezenas de barracas foram instaladas nas áreas internas da Matriz.

“Estamos bem apreensivas quanto à votação desse projeto absurdo do governo. O ideal seria que o governo retirasse. Gostaríamos de estar na sala de aula e não tendo que protestar por algo que é nosso direito. Todo trabalhador tem direito de receber seu salário e décimo terceiro em dia”, relatou a professora da escola Àlvaro Moreira, Elvira Swarowski.

O professor de História e Geografia da escola Cone Valente, em São Luiz Gonzaga, Décio Schnorrenderger, viajou oito horas, junto com seus colegas, para fortalecer a luta na capital. “Não está nada fácil. De cinco anos para cá piorou muito, tudo sobe e os nossos salários são pagos de forma parcelada e atrasados, fazendo com que nossas dificuldades aumentem. Cada vez mais é preciso termos consciência de luta”, observou.

Assembleia decide pela manutenção da greve

A greve da educação continua. “Amanhã, ninguém volta para a sala de aula”, afirmou Helenir Aguiar Schürer, presidente do CPERS. “Se a categoria retornar, estará ajudando Eduardo Leite a manter o corte de ponto. A continuidade da mobilização é essencial para a negociação do ponto. Quem não receber não vai trabalhar, e o ano letivo não será concluído”, explicou.

Outra liminar, obtida pelo Sintergs, Sindicato que representa os técnicos-científicos do Estado, também sacudiu a praça. A Justiça impediu o corte de ponto de grevistas da categoria. O despacho utiliza os mesmos argumentos que justificaram mandado de segurança semelhante do CPERS, indeferido pela mesma Justiça.

A liminar não vale para os educadores(as), mas aumenta a confiança de que o Pleno do TJ julgará favoravelmente o recurso do CPERS.

Helenir também anunciou a realização de nova Assembleia Geral da categoria para definir os próximos passo da luta após a mobilização e considerando o indicativo de votação dos demais projetos do pacote em convocação extraordinária no final de janeiro.

A Assembleia será no dia 20, sexta-feira à tarde, em local a ser definido.

“Governador, o senhor ainda era um bebê quando nós estávamos ajudando a derrotar a ditadura em nosso país. Somos de guerra, de luta. Estamos firmes, fortes e coesos. Essa categoria não permitirá que o governo acabe com nossos direitos. Querem deixar para votar os projetos em janeiro apostando na nossa desmobilização, mas estaremos aqui lotando esta praça novamente”, afirmou.

O ato desta terça foi a quinta grande mobilização da categoria desde o dia 14 de novembro. A greve reivindica o cumprimento das promessas de campanha de Eduardo Leite, que assumiu o compromisso de pagar em dia no primeiro ano de governo, e a retirada do pacote da pauta da Assembleia Legislativa.

O movimento também recebeu solidariedade nacional, com a presença de Heleno Araújo, presidente da CNTE. “O Acampamento da Resistência, do CPERS, já sinalizava que se o projeto fosse enviado à Assembleia Legislativa, a categoria ia fazer uma forte greve. Então, ele foi avisado com antecedência. Só que pensou que poderia passar por cima dos servidores e do povo do Rio Grande do Sul. Aqui, nesta praça, está a resposta”, disse.

Aposentadas são homenageadas

Após os ataques de Eduardo Leite, que classificou o segmento como “gasto” e “passado”, as professoras e funcionárias de escola aposentadas presentes no ato foram homenageadas. Uma jovem estudante e educadores(as) na ativa entregaram ramalhetes de flores a cada uma, simbolizando o respeito e a reverência por quem trabalhou a vida toda para construir o presente e o futuro do Rio Grande do Sul.

“Estamos bem apreensivas quanto à votação desse projeto absurdo do governo. O ideal seria que o governo retirasse. Gostaríamos de estar na sala de aula e não tendo que protestar por algo que é nosso direito. Todo trabalhador tem direito de receber seu salário e décimo terceiro em dia”, relatou a professora da escola Àlvaro Moreira, Elvira Swarowski.

         

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Foi deferida, na manhã desta terça (17), a liminar do Escritório Buchabqui e Pinheiro Machado que assegura a contratação do empréstimo do 13º junto ao Banrisul a todos os servidores(as) representados pelo CPERS.

A operação pode ser realizada independente de qualquer restrição, incluindo débitos pessoais ou ações ajuizadas contra o banco.

Clique aqui para baixar a liminar.

Segue trecho da decisão:

” (…) Desse modo, segundo o entendimento esposado, no sentido de que ‘ a atuação do Banrisul não deve se dar a partir de análises financeiras, cálculo de riscos de inadimplência, etc., mas sim dentro de um contexto de “serviço público”, no qual a principal finalidade a ser alcançada não é o lucro e sim o melhor interesse da coletividade’ o deferimento da antecipação de tutela é a medida que se impõe.

Defiro, pois, a antecipação de tutela vindicada.”

 

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A assessoria jurídica do CPERS interpôs, na tarde de sexta-feira (13), ação judicial com pedido liminar para garantir o empréstimo do 13º salário a todo o funcionalismo estadual no dia 20, independente de pendências individuais com o Banrisul.

A expectativa é obter uma liminar assegurando a operação de crédito junto ao banco sem exceções, a exemplo de decisão favorável em dezembro de 2018.

Diversos relatos dão conta de empecilhos à operação, em especial nos casos de restrição de crédito e inadimplência.

A política de arrocho e descaso do Governo leva servidores(as) a contraírem sucessivos endividamentos, já que muitos são obrigados a “comprar” a própria remuneração com juros no início de cada mês, esgotando suas opções de crédito junto ao banco.

Enquanto o governo empurra a categoria para o vermelho, o Banrisul registra sucessivos recordes de lucro, obviamente, às custas dos trabalhadores(as).

 

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Balanço dos movimentos grevistas, da conjuntura para a votação do pacote de Eduardo Leite e planejamento das ações dos dias 17, 18 e 19 de dezembro foram pautas da reunião da Frente de Servidores Públicos (FSP/RS) na manhã desta segunda (16).

O ponto alto do debate foram as estratégias de mobilização na Praça da Matriz para barrar os projetos do governo.

Na ocasião, a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, fez um balanço das últimas ações da frente e alertou sobre o momento importante dessa semana. “Estamos em um momento tão sério que temos que pesar todos os nossos movimentos. Nesses três dias temos que mostrar toda a força acumulada até aqui”, afirmou.

Um dos encaminhamentos do encontro é a realização de três marchas com concentração às 8h, em três locais diferentes de Porto Alegre, com destino ao Piratini. Confira os locais de partida:

  • CPERS/Sindicato: Alberto Bins 480
  • Colégio Estadual Júlio de Castilhos: Av. Piratini, 76, Santana
  • IPERGS: Av. Borges de Medeiros, 1945 , Praia de Belas.

Também foi definido que algumas entidades que estão em greve farão Assembleia Geral das suas categorias às 9h30 em frente ao Palácio do Piratini.

Já a Assembleia Geral do CPERS ocorre às 13h, na Praça da Matriz.

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Sempre que alguém disser que esta greve histórica, a mais forte do século XXI, é um movimento dos professores, peça licença para corrigir.

Esta é uma greve de todos os educadores(as), protagonizada, em igual medida, por funcionários e funcionárias de escola: merendeiras, serventes, secretárias e todas aquelas trabalhadoras sem as quais a educação pública jamais existiria.

É um dever de todos nós: Sindicato, mídia, professores(as), estudantes e os segmentos sociais que apoiam o movimento, combater a invisibilidade destas profissionais essenciais para o processo de ensino-aprendizagem.

Ao governo, interessa o esquecimento. Assim, Leite pode propor alterações – mesmo que fictícias – para contemplar apenas os professores(as). Enquanto isso, corta ainda mais fundo na carne dos funcionários(as), que estão entre as categorias mais empobrecidas do Estado.

Embora o pacote não altere o Plano de Carreira dos Funcionários de Escola – uma conquista da mobilização dos trabalhadores(as) junto ao CPERS, que data de 2001 -, a categoria é duramente afetada pelas mudanças previdenciárias e no Estatuto dos Servidores, a Lei 10.098.

Se as propostas passarem, funcionários(as) e demais servidores(as) públicos perderão vantagens temporais (triênios e quinquênios) e a incorporação de gratificações, sofrerão com a redução do abono permanência e do difícil acesso, contribuirão mais para a aposentadoria e se aposentarão mais tarde, com benefícios menores.

Terão, ainda, os contracheques congelados por tempo indeterminado, sem qualquer previsão de reajuste. Assim como os professores(as), perdem também o direito ao abono de falta para participarem de atividades sindicais.

É por isso que lutamos, todos, para derrubar o conjunto das medidas, assegurar a retirada do pacote e a abertura de uma mesa de negociação real, capaz de valorizar  todos que trabalham no chão da escola.

Nos dias 17, 18 e 19, estaremos todos de mãos dadas: funcionários(as) e professores(as), contratados e efetivos, na ativa ou aposentados. Ninguém solta a mão da educação!

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#Retira!
#éGUERRAéGREVE

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Eduardo Leite apresentou, nesta quinta-feira (12), sem dialogar com o CPERS ou a categoria, um novo material com alterações no projeto do Plano de Carreira do Magistério.

De saída, salientamos que o governador continua a ignorar a existência de funcionários(as) de escola, uma das categorias mais empobrecidas do Estado e que pode ser severamente prejudicada com as alterações na Lei 10.098.

Dito isso, apesar de trazer um quadro de subsídios com seis níveis, a proposta para o Magistério mantém os mesmos mecanismos de achatamento da carreira e de congelamento dos salários previstos no projeto original.

O CPERS não teve acesso ao texto do substitutivo. As lâminas apresentadas são imprecisas e não esclarecem, por exemplo, se os mecanismos de diferenciação entre os níveis da carreira, com percentuais definidos de evolução, constarão na Lei.

A possível inexistência desse gatilho acabaria com a carreira, levando ao achatamento e sobreposição dos níveis a médio e longo prazo, à medida que o Piso Nacional é reajustado.

Da mesma forma, a parcela autônoma gerada com a “sobra” das vantagens temporais continua a ser absorvida pelos reajustes anunciados pelo governador, condenando parte da categoria a não receber qualquer reposição nos próximos anos.

É fictícia, portanto, a informação contida no material de que haverá um aumento real de 19,8% em três anos. O aumento divulgado ficará limitado a um percentual mínimo de servidores(as), deixando de fora os aposentados(as) e o grande contingente dos educadores(as) que tem mais tempo de carreira.

O “aporte” anunciado à folha do Executivo, de R$ 676 milhões em três anos, também é falso.  A quantia é inferior ao crescimento vegetativo da folha – que o governo pretende eliminar com o fim das vantagens temporais –, em um ano, de R$ 741 milhões.

Ou seja: Eduardo Leite pretende economizar R$ 1,5 bi em três anos nas costas da categoria.

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A apresentação deste material, às vésperas do encerramento do prazo para votação do projeto e sem a demonstração pontual de cada alteração, prova que o Governo não se preocupa em discutir seus planos com a categoria.

O objetivo de Eduardo Leite é fazer valer a sua vontade na implantação de um projeto que penaliza quem já está na miséria sem atacar qualquer privilégio.

Seguimos em greve e mobilizados, exigindo a retirada do pacote e a abertura de uma mesa de negociação real para valorizar a educação e quem trabalha na escola pública, incluindo funcionários(as) de escola e os aposentados(as) que dedicaram a vida pela educação.

Nos dias 17, 18 e 19, a Praça da Matriz será tomada por educadores(as) e servidores(as) de todo o Rio Grande do Sul. Não aceitaremos continuar pagando a conta da crise do Estado.

#éGUERRAéGREVE
#Retira!

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Na tarde desta quarta-feira (11), representantes do Departamento de Aposentadas(os) do CPERS, protocolaram junto ao Palácio Piratini um abaixo-assinado com a assinatura – física ou digital – de quase oito mil educadoras(es) aposentadas de todo o Estado, solicitando a retirada do pacote desumano do governo Eduardo Leite.

A diretora do CPERS e coordenadora do departamento, Glaci Weber, acompanhada da diretora Alda Maria Bastos Souza e demais representantes do Sindicato, solicitaram uma auto-agenda com o secretário-chefe da Casa Civil, Otomar Vivian, porém não foram recebidas.


O documento foi então entregue no Protocolo Geral do Palácio e deve ser encaminhado ao governador nos próximos dias.

Os projetos de Eduardo Leite atingem em cheio os aposentados(as) estaduais com a PEC 285/2019 que, além de reduzir o valor do benefício e aumentar a idade mínima e o tempo de contribuição para a aposentadoria, quer aumentar a contribuição de servidores(as) ativos e aposentados(as), podendo chegar a 14%.

“Estamos aqui hoje para reforçar que não é só o projeto do magistério que deve ser retirado, mas o pacote em sua integralidade. O governador Eduardo Leite quer tirar dos aposentados o pouco que recebemos, depois de tantos anos de dedicação a educação pública gaúcha”, reforçou a diretora Glaci.

O CPERS já denunciou, com base em nota técnica do Dieese, que inativos lotados na folha da Seduc poderão responder por até 74% de toda a arrecadação do Estado com a incidência de alíquotas para quem recebe abaixo do teto do INSS.

Quem tem um vencimento de R$ 1,5 mil, por exemplo, perderá quase mil reais em um ano. Aposentados(as) que recebem R$ 3,5 mil, terão mais de R$ 4,5 mil confiscados em igual período.

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PRESSÃO NOS DEPUTADOS 

Aproveitando a visita ao Palácio Piratini, o grupo também entregou o abaixo-assinado a deputados e conversou com parlamentares sobre as sérias consequências que atingirão a categoria se o pacote do Executivo for aprovado.

Hoje, quem recebeu o grupo, foram os deputados(as) Juliana Brizola (PDT), Any Ortiz (CIDADANIA) e Neri o Carteiro (SOLIDARIEDADE).

Junto às assinaturas, foi entregue também a carta, lida e aprovada nos Encontros Regionais de Aposentadas(os), realizados nos 42 núcleos do CPERS. Confira abaixo a íntegra do documento: 

Carta das aposentadas e aposentados da rede estadual de educação sobre o projeto desumano de Eduardo Leite

Nós, educadoras e educadores aposentados(as) da rede estadual do Rio Grande do Sul, repudiamos com veemência o mais recente ataque de Eduardo Leite aos professores(as), funcionários(as) de escola e a todos os gaúchos(as) que dependem da educação pública para aprender, sonhar e crescer.

É com perplexidade e indignação que tomamos conhecimento dos projetos do governador para destruir a carreira do magistério – conquistada a duras penas em nossas lutas históricas -, aprofundar o arrocho salarial, retirar direitos e confiscar o dinheiro dos aposentados(as) que ganham menos taxando a Previdência.

Em toda nossa trajetória, jamais vimos um governo atacar com tanta violência seus próprios servidores(as). Não é nada menos do que inacreditável a disposição de cobrar alíquotas previdenciárias de quem ganha pouco mais de um salário mínimo. Não trabalhamos e lutamos a vida inteira para chegar à aposentadoria empobrecidos e sem dignidade.

Este é um projeto de morte, nocivo e cruel.  É nos ombros de quem recebe os menores salários que recairá a conta da má gestão, das desonerações fiscais bilionárias, da sonegação de grandes empresas e dos privilégios dos altos salários.

O governador quer sacrificar as nossas vidas em nome de um ajuste fiscal que não produziu qualquer resultado positivo em cinco anos de arrocho. Pelo contrário, Sartori legou aos gaúchos(as) o maior rombo dos últimos 16 anos nas contas públicas. Quem, como Leite, está a serviço deste projeto, não está a serviço do Rio Grande do Sul.

Somos dezenas de milhares que construímos o passado e o presente, educando gerações. Nossas lutas históricas fizeram do CPERS um dos maiores e mais combativos Sindicatos do Brasil. Enfrentamos o chumbo da ditadura e a insensibilidade de outros governantes.

Estaremos em todos os espaços, nas ruas, nas praças e nos piquetes em escolas, de mãos dadas com os colegas da ativa para barrar essa proposta nefasta e inaceitável. A greve da categoria tem nosso apoio total e irrestrito. Eduardo Leite passará, nossos direitos ficarão. Avante educadores, de pé!

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Na sequência da enorme demonstração de força da categoria nas ruas, na última terça, o Comando de Greve do CPERS reuniu-se nesta quarta-feira (11) para debater os próximos passos da luta dos educadores(as) gaúchos.

Faltando seis dias para o início da votação dos projetos de Eduardo Leite, a análise é de que a categoria permanece mobilizada e de pés firmes na greve, deflagrada no dia 18 de novembro.

Com a base completamente fragmenta na Assembleia Legislativa, anúncio de greve da Polícia Civil e aquartelamento da Brigada Militar, o cerco se fecha e Eduardo Leite corre contra o tempo para rearticular apoio ao pacote.

A próxima semana será decisiva para assegurar a rejeição às medidas de destruição da educação e dos serviços públicos.



Caso o governador não retire o pacote, os deputados(as) devem começar a apreciação dos projetos no dia 17, terça-feira. Mas o debate deve se estender até o dia 19.

Será preciso redobrar as forças e protagonizar uma das maiores mobilizações da história de Porto Alegre.

A estratégia passa pela convocação de Assembleia Geral da categoria no primeiro dia (17), às 13h, e mobilização permanente na Praça da Matriz ao longo dos três dias.

Educadores(as) devem se preparar para passar a noite acampados(as) e não recuar até a vitória.



Ainda na manhã do dia 17, diversas marchas devem tomar a capital em direção ao centro dos três poderes do Estado, parando a cidade.

Os três dias (17, 18 e 19) são, portanto, de buscar adesão total. Mesmo quem não puder vir a Porto Alegre deve fazer sua parte, ajudando a fechar escolas e parar o Rio Grande do Sul.



Outras deliberações do Comando de Greve dizem respeito à necessidade de reforçar a pressão nas Câmaras de Vereadores e lideranças locais para intervirem junto aos deputados, bem como novas estratégias de comunicação para dialogar com a sociedade.

Educadores(as) de todo o estado devem entrar em contato com os seus núcleos para garantir presença em Porto Alegre ao longo da semana:

1º Núcleo – Caxias do Sul – 54.3223.2431
2º Núcleo – Santa Maria – 55.3221.7262
3º Núcleo – Guaporé – 54.3443.1232
4º Núcleo – Cachoeira do Sul – 51.3722.3985
5º Núcleo – Montenegro – 51.3632 2654
6º Núcleo – Rio Grande – 53.3232.8685
7º Núcleo – Passo Fundo – 54.3313.2247
8º Núcleo – Estrela – 51.3712.1798
9º Núcleo – Santo Ângelo – 55.3312.3755
10º Núcleo – Santa Rosa – 55.3512.1564
11º Núcleo – Cruz Alta – 55.3322.3184
12º Núcleo – Bento Gonçalves – 54.3452.4775
13º Núcleo – Osório – 51.3663.1886
14º Núcleo – São Leopoldo – 51.3592.4968 / 51.37830812
15º Núcleo – Erexim – 54.3522.1637
16º Núcleo – São Borja – 55.3431.2647
17º Núcleo – Bagé – 53.3242.4122
18º Núcleo – Santa Cruz do Sul – 51.3713.1588
19º Núcleo – Alegrete – 55.3422.2944
20º Núcleo – Canoas – 3476.2656
21º Núcleo – Uruguaiana – 55.3412.2734
22º Núcleo – Gravataí – 3488.3712
23º Núcleo – Santana do Livramento – 55.3242.3654
24º Núcleo – Pelotas – 53.3225.2166
25º Núcleo – Lagoa Vermelha – 54.3358.2559
26º Núcleo – Frederico Westphalen – 55.3744.3441
27º Núcleo – Três Passos – 55.3522.1917
28º Núcleo – Soledade – 54.3381.1130
29º Núcleo – Santiago – 55.3251.2602
30º Núcleo – Vacaria – 54.3231.2308
31º Núcleo – Ijuí – 55.3332.9711
32º Núcleo – Taquara – 51.3542.1489
33º Núcleo – São Luiz Gonzaga – 55.3352.2859
34º Núcleo – Guaíba – 3480.3022
35º Núcleo – Três de Maio – 55.3535.1942
36º Núcleo – Cerro Largo – 55.3359.1440
37º Núcleo – Carazinho – 54.3331.3551
38º Núcleo – Porto Alegre – 3227.4143/3062.4146
39º Núcleo – Porto Alegre – 3221.2380
40º Núcleo – Palmeira das Missões – 55.3742.1373
41º Núcleo – São Gabriel – 55.3232.5860
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Em meio à agenda de lutas desta terça-feira (10), representantes das forças que compõem o Comando de Greve do CPERS foram recebidos pelo presidente da Assembleia Legislativa, Luís Augusto Lara (PTB), no início da tarde.



Em pauta, o pacote de Eduardo Leite, a ser apreciado em regime de urgência na próxima semana, a partir do dia 17.

Lara reforçou que está, assim como o conjunto da casa, atento às manifestações da categoria e dos servidores(as), e demonstrou preocupação com o andamento dos trabalhos. O presidente já havia se manifestado, na última semana, sobre o desejo de retirar o regime de urgência para dar mais tempo ao debate.



“Embora eu tenha ajudado a formar este governo, meu mandato é independente. Garanto que se ele colocar o projeto como está, vai haver problemas”, enfatizou.

A presidente do CPERS reiterou as críticas da categoria às medidas propostas pelo governo. “Querem retroceder para antes de 1974, quando a maioria dos professores tinha somente o Ensino Médio. O Plano de Carreira garantiu que buscássemos qualificação, e hoje temos orgulho de ter um dos mais elevados índices do Brasil de pós-graduados na carreira”, disse.


“A realidade é que o governador quer acabar com a escola pública e abrir mercado para o capital. E vai começar acabando com a nossa carreira”, complementou.

O comando também questionou Lara sobre a possibilidade de retirada do pacote da pauta, a principal reivindicação da categoria. A medida só pode ser tomada pelo próprio governador. Lara pontuou: “o meu movimento nesse momento é o que está dentro das minhas possibilidades, o movimento de pedir para desacelerar, para que parem e pensem”.


Helenir também pediu um posicionamento de Lara sobre a possível retirada do pedido de urgência na votação do pacote. Nesse momento, o presidente da Casa pediu a presença de Carlos Eugenio Grapiglia Cezar, Superintendente do Legislativo.

Carlos lembrou que mesmo que o governo retire o pedido de urgência, os projetos ainda podem ir para a pauta de janeiro. 

“Tirar a urgência não nos garante. Precisamos barrar esse pacote”, afirmou Helenir.

Lara garantiu compreender a situação e disse estar ciente das dificuldades. “Essa reforma do estado está recaindo sobre uns com maior peso do que outros. Cadê as demais categorias e os demais poderes?”, disse.

O Comando reforçou que é importante a oportunidade de diálogo com a casa, janela que Eduardo Leite nunca colocou à disposição da categoria. Mas deixou claro que a principal pauta dos educadores(as) – reajuste da inflação acumulada desde 2014 e salário em dia -, foi atropelada e ignorada pelo governador.

Ao fim da reunião, o presidente informou que pretende mediar uma conversa entre o CPERS e o Executivo. “Todos os meus esforços estarão voltados para retomar esse diálogo e solucionar o impasse. Eu vou chamar o chefe da Casa Civil neste primeiro momento e quero estar presente nas negociações”, disse.


 

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