O CPERS repudia a desastrosa declaração do ministro da Economia, Paulo Guedes, contra os servidores(as) públicos.

Na última sexta-feira, 7, durante evento realizado pela Escola Brasileira de Economia e Finanças, Guedes comparou funcionários(as) públicos a “parasitas” ao anunciar o envio da reforma administrativa ao Congresso Nacional.

Parasita, de acordo com o dicionário Michaelis, diz-se de um “organismo que vive em outro organismo (hospedeiro), dele retirando seu alimento e geralmente causando-lhe dano.”

Seria difícil encontrar metáfora melhor para classificar o próprio Paulo Guedes, banqueiro investigado pelo TCU por lucrar em cima do prejuízo de fundos de pensão de estatais. Seu banco, o BTG Pactual, possui filiais em dezenas de paraísos fiscais, conhecidos por esconder a sonegação de super ricos e grandes empresas, evadindo recursos que deveriam ser destinados a educação, saúde e segurança.

A intenção de Guedes é clara: fomentar as redes de ódio contra o serviço público, culpar o trabalhador(a) pelas mazelas do Estado, amplificar a realidade do custo e justificar sua terceirização a preço de banana para o capital internacional.

Captado o apoio popular à ideia rasa e obtusa, Guedes cria as condições para retirar a estabilidade do servidor(a). Sem estabilidade, os funcionários(as) passam a ser alvo fácil para o assédio e a pressão de superiores em cargos comissionados. Passam a servir aos interesses do governante, não ao da população.

Sua afirmação é uma afronta a quem trabalha diariamente para entregar serviços de qualidade ao povo brasileiro. Um ataque direto a nós, educadores(as), e a todos os outros profissionais que abraçaram a nobre tarefa de servir ao seu país, estado ou município.

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O CPERS e a União Gaúcha em Defesa da Previdência Social e Pública (UG) ingressam, na próxima semana, com Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIn) contra a Lei Complementar 15.429/2019, aprovada em dezembro na Assembleia Legislativa.

A Lei instituiu novas alíquotas previdenciárias, incluindo o desconto brutal de aposentados(as) que recebem abaixo do teto do INSS, além de adequar os parâmetros de aposentadoria à Reforma da Previdência do governo Bolsonaro.

As entidades signatárias serão representadas pelo escritório Ayres Britto, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

Além do CPERS e da UG, são signatários a Ajuris, Adpergs, Afisvc, AMPRS, ASJ, Asdep e Sindifisco.

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Confisco de aposentados(as)

Com a atualização do teto do INSS para 2020 (R$ 6.101,06), todos os aposentados com proventos até este valor serão taxados com alíquotas progressivas, que incidem sobre diferentes faixas salariais.

Na tabela abaixo, o Dieese apresenta cálculos já com a alíquota efetiva, demonstrando o confisco real que será realizado no contracheque de quem já trabalhou uma vida inteira.

Os valores são estarrecedores e muitos pagarão, em um ano, valores superiores ao salário de um mês trabalhado.

 

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Em reunião que durou cerca de duas horas na manhã desta sexta-feira (7), a direção do CPERS levou aos secretários e técnicos da Fazenda e da Educação uma série de questionamentos da categoria sobre o contracheque disponibilizado na última semana no sistema de recursos humanos do Estado.

Além do corte de ponto de grevistas – que deixou muitos trabalhadores(as) sem salário apesar da recuperação das aulas -, o governo alterou a forma de apresentar os proventos no demonstrativo, criando novos blocos e dividindo seções existentes.

“Não bastassem os salários parcelados e de todas as dificuldades do último período, essas mudanças geram uma imensa confusão no início do ano e insegurança na categoria”, afirma Solange Carvalho, 1ª vice-presidente do CPERS e presidente em exercício.

Edson Garcia, 2º vice-presidente, enfatizou: “solicitamos a audiência na expectativa de entender o que está acontecendo, pois são inúmeras as dúvidas da categoria. O governo precisa ser mais claro sobre as medidas adotadas.” A diretora Vera Lessês também participou da mesa.

De acordo com os técnicos do Tesouro, as mudanças se devem a uma adequação à nova legislação federal, que estabeleceu normas para a exibição das rubricas. Mas a incidência de descontos e a retificação da efetividade de dezembro após o fechamento da folha tornaram alguns casos especialmente complexos.

Além do contracheque, também estiveram em pauta o corte de ponto e questionamentos sobre as folhas suplementares. Abaixo, sintetizamos os encaminhamentos:

▶ Dúvidas sobre os valores e a organização do contracheque devem ser enviadas para o e-mail atendimento.dpp@sefaz.rs.gov.br ;

▶ Outro e-mail foi criado especificamente para educadores(as) não grevistas que sofreram descontos indevidos: efetividadedrh19@seduc.rs.gov.br ;

▶ O governo também se comprometeu com a elaboração de uma nota de esclarecimento até segunda-feira (10) acerca das alterações;

▶ Férias: de acordo com o governo, as férias estão sendo lançadas manualmente à medida que cada escola conclui o ano letivo. Quem não recebeu o terço de férias sobre 30 dias agora receberá na próxima folha. Já os 15 dias seguintes serão pagos na folha do recesso do meio do ano;

▶ De acordo com os secretários, quem aceitou o acordo individual com o governo recebeu o pagamento referente a novembro e dezembro em folha suplementar no dia 28. Já os dias de janeiro serão pagos em folha suplementar no dia 14. Já na folha seguinte começam os descontos de até 20% ao mês, ao longo de seis meses. Apenas 1.681 trabalhadores(as) aceitaram o acordo, num universo estimado pelo governo de 27,8 mil grevistas.

Corte de ponto

Com dados do Dieese, Solange questionou a arbitrariedade do governo em insistir no corte de ponto de educadores(as) mesmo após a recuperação das aulas. Somados, recursos extraordinários que ingressaram no caixa do Estado em janeiro chegam a R$ 1,5 bilhão. São valores advindos do ingresso do ICMS da cesta básica, do Refaz e da cessão onerosa do Leilão do pré-sal.

Já a folha da Seduc não passa de R$ 630 milhões. “Há recursos de sobra para pagar o que o Estado deve. Tenho esperança de que o governo ainda terá o bom senso de entender que não trabalhamos de graça”, asseverou a presidente em exercício.

Faisal Karam, secretário da Educação, lembrou que o governo assumira o compromisso de voltar a discutir o corte de ponto após o término do ano letivo, e sinalizou que uma nova rodada de negociação pode ocorrer em março. Em contraste com o posicionamento do secretário, Eduardo Leite (PSDB) reafirmou, hoje, no Jornal do Almoço, que não pretende pagar os dias parados.

Já o secretário da Fazenda, Marco Aurélio Cardoso, afirmou que os recursos extraordinários possibilitaram que o governo reduzisse o atraso da folha de janeiro, mas que a situação financeira do Estado continuava deficitária. Questionado, o secretário não se comprometeu com uma data para regularizar e pôr em dia o pagamento dos salários.

Anelise Manganelli, economista do Dieese, pontuou: “não questionamos que há déficit. Mas o déficit realizado é sempre menor do que o projetado. E em nome desse déficit anunciado que não corresponde à realidade, são tomadas medidas duras que prejudicam os serviços públicos e o Rio Grande do Sul”.

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Enquanto o governo se nega a pagar os dias parados, a questão do corte de ponto permanece judicializada. O CPERS aguarda o julgamento do pleno do TJ, que pode reverter a medida e assegurar o direito constitucional a greve. O Sindicato também se articula com deputados(as) para pressionar o governo.

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Reunidos na sede do 14º Núcleo, em São Leopoldo, diretores de escolas da região debateram, junto com representantes da direção central do CPERS e do jurídico do Sindicato, as ilegitimidades das portarias 293 e 312/2019, que impõem alterações significativas na Matriz Curricular da rede pública estadual. O encontro, realizado na manhã desta sexta-feira (7), teve o objetivo de esclarecer e orientar os educadores para impedir a efetivação destas portarias.

Distante das reais necessidades das escolas e sem dialogar com os principais interessados, o governo Eduardo Leite (PSDB) impôs mudanças extremamente prejudiciais na Matriz Curricular.

Entre as irregularidades estão a descontinuidade do aprendizado e dos conteúdos trabalhados em sala de aula, o enxugamento dos quadros escolares e a precarização do ensino em detrimento da qualidade da educação pública.

As Portarias também estão em desacordo com a legislação estadual e nacional e desrespeitam a realidade das escolas e o dia-a-dia de educadores(as), decretando exigências que não condizem com as especificidades de cada instituição e da comunidade escolar.

O diretor do CPERS, Cassio Ritter, lembrou que o projeto sobre a nova Matriz Curricular surgiu em dezembro. “Quando a categoria estava mobilizada para impedir a aprovação do pacote do Executivo, o governo lançou essas portarias que ferem a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e a Lei de Gestão Democrática das escolas. É fundamental respeitar as necessidades dos alunos, as características de cada instituição e da comunidade na qual está inserida. O Conselho Estadual de Educação, por unanimidade, rejeitou esta base curricular”, observou.

“Precisamos estar atentos, pois o próximo passo do governo Leite pode ser o de querer derrubar a Lei de Gestão Democrática. Não podemos permitir que isso ocorra”, ressaltou Ritter.

“O que está proposto é a desconstrução da escola púbica. Esse é o objetivo do governo. Por isso, é imprescindível que se faça esse debate com os alunos para que entendam as sérias consequências para a vida escolar deles”, observou o diretor do 14º núcleo, Luiz Henrique Becker.

“A maioria das escolas não está vendo o tamanho do problema que teremos logo ali adiante. Isso é preocupante, é preciso alertá-los”, destacou o professor Diego Pacheco.

A advogada Juliane Marchioro Leal, da assessoria jurídica do CPERS, representada pelo escritório Buchabqui e Pinheiro Machado, esclareceu que as portarias não são leis e que a revogação delas já foi solicitada pelo CEEd. “É preciso destacar que a Lei de Gestão Democrática ainda está em vigor e a portaria 293 não pode, de forma alguma, se sobrepor a ela”, afirmou.

“Se alguma escola quer manter a Matriz Curricular anterior aconselhamos a chamar o conselho escolar e registrar isso em ata, com a comunidade escolar em conjunto”, orientou Juliane.

Ao final da reunião ficou definido que será encaminhado um ofício e o parecer do CEEd ao Ministério Público local, além de dar início a debates com a comunidade escolar sobre as consequências da nova Matriz.

Na próxima terça-feira (11), a direção do CPERS terá uma audiência no Ministério Público (MP), em Porto Alegre, para denunciar as ilegalidades das portarias 293 e 312/2019.

Este foi o terceiro encontro do ciclo de debates que o Sindicato está realizando com as direções de escolas para alertar sobre a importância de impedir a efetivação da nova Matriz Curricular.

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Na próxima terça-feira (11), a direção do CPERS tem uma audiência marcada no Ministério Público (MP) para denunciar as ilegalidades das portarias 293 e 312/2019, que decretaram alterações profundas na matriz curricular da rede estadual.

O Sindicato e o Conselho Estadual de Educação (CEEd) pleiteiam a revogação das portarias, que representam uma drástica redução de carga horária e de recursos humanos, bem como a precarização da qualidade de ensino, privando estudantes de disciplinas e conteúdos essenciais para a sua formação.

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Cientes de que as direções escolares devem cadastrar suas matrizes no sistema da Seduc até sexta-feira (7), orientamos:

Procure o Ministério Público da sua cidade ou região para denunciar as irregularidades das portarias 293 e 312

Convoque o Conselho Escolar para construir em conjunto a matriz curricular mais adequada à realidade da escola e às necessidades da comunidade

A elaboração de uma matriz avalizada por representantes de toda a comunidade escolar resguarda o(a) diretor(a) de eventuais sanções administrativas, uma vez que a Lei de Gestão Democrática é superior a qualquer portaria

Somente homologue a matriz da sua escola após consultar o Conselho

Argumentos para embasar a denúncia aos MPs locais:

As portarias, impostas à revelia da comunidade escolar, desrespeitam a Lei da Gestão Democrática (Lei 10.576/1995), a autonomia do projeto político-pedagógico (PPP) de cada instituição e os regimentos escolares

No parecer nº 03/2019, o Conselho Estadual de Educação, órgão normativo responsável por avalizar as mudanças, defende a revogação das portarias apontando uma série de irregularidades e inconsistências nas diretrizes

A implantação das alterações em todos os níveis de ensino, sem um período de transição entre as séries, implica na descontinuidade do aprendizado e dos conteúdos trabalhados em sala de aula

As portarias contribuem para o enxugamento dos quadros escolares e a precarização do ensino, em detrimento da qualidade da educação pública. Ferindo, assim, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Ldben), que prevê o pleno desenvolvimento do educando e a garantia do acesso ao ensino público, bem como sua permanência e aprendizagem

Além do desacordo com a legislação estadual e nacional, as portarias desrespeitam a realidade das escolas e o dia-a-dia de educadores(as), impondo exigências incompatíveis com as particularidades de cada instituição e respectivas comunidades atendidas

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O Departamento de Gênero e Diversidade do CPERS repudia as declarações do presidente Jair Bolsonaro afirmando que “pessoas com HIV/Aids são uma ‘despesa’ à sociedade”.

Diante deste fato, que ocorreu na última quarta-feira (5), ressaltamos que as ações brasileiras à epidemia de Aids são uma política de Estado, e não uma política de governos ou partidos, amparada nos princípios do Sistema Único de Saúde (SUS) e na garantia dos direitos humanos, e que teve reconhecimento e destaque internacional.

Expressamos nossa repulsa diante desta desrespeitosa e preconceituosa abordagem dispensada às pessoas que vivem com HIV/Aids. As declarações rotulam e ofendem milhares de cidadãos e cidadãs brasileiros nesta situação, além de seus familiares e amigos.

Não podemos tolerar que passadas décadas de conquistas e de luta contra a discriminação sejam aceitos discursos ancorados em premissas  preconceituosas e equivocadas, que potencializam estigmas e processos de exclusão sociais ainda presentes no cotidiano das pessoas que vivem com HIV/Aids no Brasil.

Estas manifestações sem pé nem cabeça são estratégias adotadas pelo atual governo para desviar a atenção da população a respeito de problemas emergentes no país.

Cabe registrar ainda que ter HIV não é a mesma coisa que ter Aids. Há muitos soropositivos que vivem anos sem apresentar sintomas e sem desenvolver a doença.

Mas ainda assim podem transmitir o vírus a outras pessoas pelas relações sexuais desprotegidas, pelo compartilhamento de seringas contaminadas ou de mãe para filho durante a gravidez e amamentação, quando não tomam as devidas medidas de prevenção. Por isso, é sempre importante fazer o teste e se proteger em todas as situações.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), apenas em 2017, 940 mil pessoas morreram de causas relacionadas ao HIV e 1,8 milhão foram infectadas pelo vírus. Isso equivale a 5 mil novos casos todos os dias. Atualmente, 36,9 milhões de pessoas vivem com a doença no mundo. Destas, 1,8 milhão são crianças com menos de 15 anos de idade.

A OMS estima que 75% das pessoas que vivem com o HIV estão cientes de sua condição.

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) lidera e inspira o mundo para alcançar sua visão compartilhada de zero nova infecção por HIV, zero discriminação e zero morte relacionada à AIDS.

A saúde é um dever do Estado e um direito da população, o SUS é para TODOS e TODAS.

Cabe registrar ainda que faltam programas e políticas públicas voltadas a adolescentes e jovens, articuladas com ações de prevenção e de educação sexual e que considerem a vulnerabilidade social destes brasileiros. Infelizmente, as ações do atual governo estão equivocadamente baseadas em questões de cunho moral, sem a menor evidência científica.

É preciso apontar que somente com engajamento social será possível impedir que o obscurantismo e as ideias moralistas predominem.

 

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Em breve nas bancas, a obra A Conversa sobre Gênero na Escola amplia o tema das relações de gênero, pois o trata de forma multifacetada, o que a torna relevante para a formação continuada dos(as) professores(as) e de todos os atores sociais da escola.

É um debate extensivo aos pais e aos(às) profissionais que queiram se aprofundar nas questões jurídicas, raciais, de aplicação de conteúdo escolar sobre gênero – tema tão importante no desenvolvimento de crianças e adolescentes.

É importante saber que a diversidade e as questões de gêneros são um dos temas que mais causam conflitos (bulliyng), preconceitos e discriminação nos espaços escolares, fazendo com que muitos alunos e muitas alunas queiram abandonar a escola. O fato é que, muito se fala sobre gênero, mas poucas são as discussões que trazem à luz o verdadeiro significado deste tema, numa interface com as mais diferentes áreas do conhecimento. Este, inclusive, é o principal diferencial deste livro.

Organizador: Marcos Ribeiro
Editora WAK

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Levantamento elaborado pelo Dieese demonstra que os gastos de Eduardo Leite (PSDB) com divulgação promocional ou institucional em 2019 chegaram a R$ 40,2 milhões.

Os valores não incluem gastos com divulgação obrigatória. Trata-se, portanto, de uma opção da gestão, em franco contraste com o discurso de crise insolúvel e deserto de recursos.

O montante representa 84% a mais do que os R$ 21,8 milhões utilizados por Sartori no seu primeiro ano de governo (2015).

O valor é, também, superior ao último ano de governo do MDB (R$ 39,04 milhões).

Este é um dado especialmente alarmante, já que anos eleitorais são marcados pela elevação dos gastos em propaganda.

Escolas quebradas, agências lucrando

Causa perplexidade, diante da situação precária das escolas estaduais, o volume de recursos públicos destinados a propaganda.

Análise dos dados da Fazenda demonstra que o Estado investiu apenas R$ 79 milhões na manutenção de escolas no mesmo ano.

Levantamento realizado pelo CPERS em 2019, com 380 escolas de todo o estado, apontou 242 (63,6%) instituições com problemas estruturais e obras pendentes.

Propaganda enganosa

Além da óbvia contradição em gastar recursos públicos para afirmar que faltam recursos, as peças divulgadas pelo governo são – sem meias palavras – mentirosas.

No exemplo acima, aponta o Dieese:

1. O gasto com a folha de pagamento é de 47,2% da Receita Corrente Líquida de acordo com os relatórios oficiais do próprio Estado. Para chegar aos 82%, o Estado usa uma metodologia que não é autorizada pelo Tribunal de Contas (TCE) e nem mesmo pela Secretaria do Tesouro Nacional (este é, inclusive, um dos principais entraves para a adesão do Rio Grande do Sul ao Regime de Recuperação Fiscal).

2. De acordo com dados da Fazenda, a Seduc conta com 55 mil professores(as) ativos na sua folha de pagamento. Destes, 44 mil estão em sala de aula. Portanto, 80%, fração bem distante dos propalados 25%.

3. Quanto à afirmação de que 86% dos professores não conseguem progredir na carreira, basta observar que 96,4% dos professores ativos estão entre os níveis 5 e 6 (portanto no final da carreira). Outros 29,3% ocupam posições entre as classes B e F. Os dados foram obtidos através da Lei de Acesso à Informação.

Gastos contrariam recomendação da Justiça

A farra das agências também é uma afronta ao Ministério Público e ao Ministério Público de Contas. Em 2017, os órgãos recomendaram ao Executivo a restrição de gastos com publicidade enquanto perdurasse a crise financeira.

A Recomendação, assinada pelo promotor de Justiça Nilson de Oliveira Rodrigues Filho e pelo procurador-geral do MPC, Geraldo Costa da Camino, previa que o descumprimento das orientações pode acarretar em ajuizamento de ações penais e de improbidade administrativa.

Expressa o documento: “no cenário público e notório de crise financeira do Estado, o interesse da sociedade em receber as informações institucionais deve ser sopesado com os demais interesses, tais como o pagamento em dia dos servidores públicos, a melhoria na segurança pública e nos serviços públicos de educação e saúde.”

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O CPERS torna público seu apoio à luta dos petroleiros(as), que deflagraram greve no último dia 1º de fevereiro representados pelos sindicatos ligados à Federação Única dos Petroleiros (FUP).

Apesar da tentativa da mídia de invisibilizar o movimento, a greve já envolve mais de 8 mil trabalhadores(as) e 30 unidades em doze estados.

A entrega do petróleo brasileiro a grupos estrangeiros e o brutal desmonte da indústria nacional já justificariam o levante do setor. Mas o governo Bolsonaro aprofunda o esfacelamento: Os petroleiros protestam contra a demissão de mais de mil trabalhadores com o fechamento da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen-PR), subsidiária da Petrobras, e o descumprimento do Acordo Coletivo de Trabalho.

O Sindicato oferece todo apoio e solidariedade aos petroleiros(as), que enfrentam – além da constante ameaça de perder o emprego -, a precarização das condições de trabalho e de qualquer perspectiva de futuro. 

CPERS leva solidariedade a trabalhadores


Nesta quinta, no Rio de Janeiro, os diretores o CPERS participou de aula pública com o professor Gonçalves Junior em frente ao EDISE – edifício sede a Petrobrás. A diretora Valdete Moreira e militante do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), e o diretor Mauro Calliari, representando a CNTE em apoio aos grevistas, prestaram solidariedade aos cinco grevistas que mantém uma ocupação no prédio.

Na manhã desta quarta-feira (5), representantes da direção central do CPERS levaram apoio e solidariedade aos petroleiros na Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), em Canoas.

“Viemos aqui para dizer que estamos juntos na luta e o que precisarem de nós, estamos à disposição. Neste momento ninguém solta a mão de ninguém”, observou Solange Carvalho, 1ª vice-presidente do CPERS.

“Este é o momento de nos fortalecer, e isso que viemos aqui hoje trazer um pouco de força e resistência à luta de vocês”, frisou o segundo vice-presidente do Sindicato, Edson Garcia.

“O movimento nacional está crescendo. Apesar de ser um período complicado, pois estão de féria,s estamos aumentando o potencial do movimento aqui no Rio Grande do Sul e em todo país”, relata o presidente da Sindipetro/RS, Fernando Maia da Costa.

Preço justo para a sociedade

O diretor Édison Martins Terterola falou da ação que está acontecendo em todo o Brasil nesta terça-feira (5).  “Hoje estamos oferecendo um preço justo no botijão de gás de cozinha para a população em diversos estados. Nós estamos subsidiando o preço. É uma forma de dialogar com a sociedade e mostrar nossas reivindicações”, detalhou.

No Rio Grande do Sul, a ação foi realizada na cidade de Canoas, onde 100 botijões de gás foram vendidos pelo valor de R$ 40,00 para as 100 primeiras pessoas que comparecerem a partir das 16h  na Vila João de Barro.

O movimento também busca demonstrar que é possível vendar o gás de cozinha por um preço acessível, sem depender das flutuações do mercado internacional.

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