Em plena segunda-feira de carnaval, após uma semana marcada pelo salto de 22,5% nas internações e a chegada da cepa mais transmissível da Covid-19 no RS, o governador Eduardo Leite (PSDB) revogou a norma que limitava em 50% a ocupação de salas de aula durante a pandemia.

Mesmo em bandeira preta, as turmas poderão ter lotação máxima. Trata-se de algo inédito no mundo, sem paralelos na irresponsabilidade e no desrespeito à vida.

Não há mais restrições à circulação do vírus nas escolas, de resto já abandonadas à própria sorte pela falta de fiscalização, ausência de testagem, incompetência na entrega de EPIs e graves carências estruturais, financeiras e de recursos humanos.

Também já não temos governador. Inerte diante das imagens da folia macabra no litoral gaúcho, inepto na busca de vacinas e – como disse em dezembro – confiante na “liderança” de Bolsonaro para conduzir a imunização, Eduardo Leite quer presidir o país sem ter governado o próprio estado.

Agora, entrega a gestão da Secretaria da Educação ao sindicato patronal do ensino privado. O Sinepe/RS, autor do pedido esdrúxulo de flexibilização, fará a cogestão da pasta ao lado dos atuais ocupantes: fundações empresariais, traficantes de ensino e picaretas de toda sorte.

Enquanto isso, o principal jornal do estado noticia o fato com a naturalidade de um passeio no parque, reproduzindo a fundamentação kafkiana do procurador-geral do Estado, como quem relata decisão estritamente técnica e alheia à esfera da política. A blindagem ao governador – sequer citado, jamais questionado – impressiona.

Denise Garrett, epidemiologista, resumiu em artigo recente na Folha: a ciência, não a política, deve conduzir as decisões sobre como e quando reabrir escolas. Três dos cinco princípios fundamentais por ela listados já são desrespeitados aqui. A saber; baixa taxa de transmissão na comunidade, programas de testagem regulares e salas de aula bem ventiladas.

Agora, a intenção parece ser acabar com o veto a aglomerações. Em breve, o governador pretenderá terminar com a pandemia por decreto.

Nós, educadores(as), continuaremos lutando pelo direito ao principal bem resguardado pela Constituição: a vida. Exigimos vacinação imediata para todos os profissionais da educação, respeito e condições mínimas de segurança.

Sem vacina, sem testes, sem recursos, sem estrutura, sem profissionais, sem fiscalização, sem protocolos e sem governador – nem que seja para assumir a responsabilidade pelas mortes – não há como voltar.

#VacinaJáParaOsEducadores!

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Os usuários do IPE passarão a contar com maior número de médicos e serviços credenciados no interior e na capital.

Nos últimos seis meses, o IPE Saúde credenciou 232 novos profissionais para atendimento aos seus usuários. Deste total, 109 atenderão em Porto Alegre e 123 no interior do estado. Entre os médicos, houve a inclusão de 34 especialidades diversas.

Além disso, passam a integrar o guia de serviços do plano quatro novos fornecedores de órteses e próteses, sete clínicas de serviços, nove laboratórios de análises, nove centros clínicos de exames, seis extensões de contratos hospitalares e um novo contrato global hospitalar.

Os usuários do IPE Saúde passam a contar com 9.786 prestadores de serviços assistenciais em todo o estado.

O presidente do IPE Saúde, Marcus Vinicius Vieira de Almeida, relata que há um aumento na procura de médicos e estabelecimentos de saúde interessados em se credenciar ao sistema. De acordo com o presidente, isto se deve aos ajustes gerenciais, operacionais e financeiros, que, desde o processo de especialização da autarquia, estão em curso.

A partir de dezembro de 2020, o Instituto resgatou o pagamento em dia de quatro dos cinco grupos de contas assistenciais. As internações hospitalares e os serviços complementares passaram a ser pagos em 60 dias após o lançamento das faturas pelos hospitais e clínicas – prazo compatível com aquele praticado pelas operadoras privadas. Além disso, os pronto atendimentos são pagos em 30 dias e os honorários por consultas médicas são quitados em até 15 dias após a cobrança.

Para consultar os profissionais e serviços disponíveis pela rede credenciada do IPE Saúde, basta acessar o guia médico, no site do instituto (www.ipesaude.rs.gov.br), através deste link.

 

 

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Em reunião virtual na manhã desta terça-feira (9), a Comissão de Educação da Assembleia Legislativa debateu a importância da vacinação de todos os trabalhadores da educação como condição para o retorno às aulas presenciais.

A iniciativa contou com a participação de representantes do CPERS, do Ministério Público Estadual, do Conselho Estadual de Educação (CEEd), da Secretaria Estadual de Saúde, representantes dos estudantes e comunidade escolar.

O 2º vice-presidente do CPERS, Edson Garcia, destacou que só é possível pensar em retorno presencial às escolas priorizando a imunização de professores e funcionários.

“Quase nenhuma outra profissão lida com 40 pessoas em uma sala fechada que, muitas vezes, nem as janelas abrem. Durante os plantões nas escolas, educadores se contaminaram e inúmeros morreram. O governo precisa ter o bom senso de pensar que precisamos retornar com segurança e planejamento. Precisamos de vacinas, EPIs, recursos humanos, financeiros e estruturais e testagem em massa.”

“É Importante também lembrar da realidade das escolas, da falta de condições mínimas de trabalho, de uma categoria que está empobrecida e adoecida. O governo tem normalizado essa situação. Quero chamar a responsabilidade do Comitê de Combate à Crise e dos deputados que são da base do governo. Se queremos uma educação de qualidade e a promoção da saúde não podemos naturalizar que a categoria seja vítima dessa política”, complementou a secretária geral do CPERS, Candida Rossetto.

“Calendário da educação tem que estar vinculado ao da vacinação”

“A esperança da vacina está acompanhada de um aumento significativo de contaminação e mortes. O plano estadual de vacinação mostra que temos capacidade de vacinar 1 milhão de pessoas por dia, o gargalo é a disponibilidade das vacinas. O calendário da educação tem que estar vinculado ao calendário da vacinação para todas as redes de ensino”, observou a deputada Sofia Cavedon, presidente da Comissão.

“Se a educação é essencial, os professores têm que ter o mesmo direito dos médicos. Mas não é só boa vontade para adquirir, tem a produção e a disponibilidade de insumos que afetam essa questão. Temos avaliado todo cenário para ver como conseguiremos adiantar a vacinação dos educadores”, avaliou a diretora do Centro Estadual de Vigilância em Saúde, Cynthia Goulart Molina Bastos.

Secretária da Saúde afirma que estado tentará priorizar educadores

“Na próxima semana devemos encaminhar uma proposta ao gabinete de crise do governo para tentar priorizar a imunização dos trabalhadores em educação. É uma tentativa, que fique claro”, afirmou a secretária de saúde do Estado, Arita Bergmann durante debate realizado nesta manhã na Comissão de Educação da Assembleia Legislativa.

A secretária afirmou que um estudo sobre o número de trabalhadores em educação no Estado está sendo realizado para tentar antecipar a vacinação. “Um comitê está à frente dessa pesquisa para sabermos quantos profissionais atuam nas redes estadual, municipal e privada. Pediremos a antecipação e veremos qual será o grupo elegível”, afirmou.

De acordo com ela, na orientação do Ministério da Saúde constam 27 grupos para serem vacinados. Os professores do ensino médio à educação infantil estão no 17º grupo. “Encaminhamos um documento ao Ministério da Saúde insistindo para anteciparem. Existe a vontade política do governo, mas dependemos da quantidade de vacina disponível”, ponderou.

O diretor-geral da Secretaria de Educação, Paulo Magalhães, contou que a Seduc enviou ofício ao Ministério da Educação pedindo para antecipar a vacinação dos trabalhadores em educação.

Famurs divulgará resultado de pesquisa com prefeituras

A coordenadora de Educação da Famurs, Juçara Dutra Vieira, relatou que a entidade deve apresentar nesta quarta-feira (10), o resultado da pesquisa feita com os municípios sobre o planejamento do retorno às atividades escolares.

“Fizemos um intensivo de seminários para tratar da segurança sanitária e do calendário escolar. Amanhã apresentaremos o resultado em uma nova assembleia com as 27 regionais. Em seminário anterior, já elas condicionaram a volta às aulas à vacinação de todos os profissionais da educação. Imagino que esse posicionamento se mantenha amanhã”, afirmou.

Charles Santos, representante da União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação (UNCME) destacou que a insuficiência de vacinas piora as condições para a retomada das aulas presenciais.

“Se os profissionais da educação não forem vacinados haverá transformações constantes no planejamento do ano letivo. Precisamos fazer um movimento de vacinação que atinja a todos o mais rápido possível. A população em geral tem que ter acesso à vacina para termos segurança sanitária.”

Parlamentares se posicionam

“O que mudou? Essa é a pergunta que temos que fazer. Outros países retomaram as aulas quando a contaminação diminuiu e mesmo assim tiveram que suspender. Como não aprendemos com isso? Se queremos ser negacionistas, voltaremos às aulas sem vacina. A Assembleia Legislativa empenhou 55 milhões para as atividades remotas e em um ano não conseguimos atingir a comunidade escolar. Se as aulas voltarem vamos responsabilizar aqueles que expuserem a comunidade escolar”, ressaltou o deputado Fernando Marroni (PT).

O deputado Issur Koch (PP) relatou que enviou ao governo a solicitação para priorizar os professores na vacinação. “Nesse processo de retomada é muito importante que a gente garanta que os profissionais de educação não se tornem veículos de transmissão do vírus. E, claro, garantir que eles tenham tranquilidade quanto a sua saúde.”

“Protocolamos um projeto na Assembleia para que seja incluído no calendário o professor em sala de aula, porque os de grupo de risco já serão contemplados no calendário existente. Pensamos no professor que tem contato direto com os alunos. Não é priorizar todos os professores, mas priorizar quem está em sala de aula”, pontuou a deputada Zilá Breitenbach (PSDB).

O vereador Jonas Reis (PT) salientou que pesquisas comprovam que a contaminação no ambiente escolar pode ser avassaladora, mesmo seguindo todos os protocolos. “É preciso ter vacina. Protocolamos no dia 6 de janeiro um Projeto de Lei que determina dois quesitos para que as aulas presenciais sejam retomadas: vacinação de alunos, professores, funcionários e comunidade escolar e que o Conselho Escolar seja ouvido.”

Sinepe avalia que a retomada é viável, mesmo sem a vacinação

De todas as representações presentes na reunião, somente o Sindicato do Ensino Privado (Sinepe), representado por Carlos Milioli, afirmou que é possível voltar às aulas presenciais sem a vacinação dos educadores.

“Entendo todas as posições, mas trago a experiência das escolas privadas. No ano passado, conseguimos concluir o ano sem incidentes graves. Quando falamos em profissionais da educação temos que levar em consideração técnicos administrativos, gestores, diretores e todos os outros profissionais que atuam dentro das escolas. Estamos a tempo demais sem aulas, daqui a uns anos veremos esse reflexo no Ideb, por exemplo.”

Questionado pela deputada Sofia sobre a proposta que o sindicato levou ao governador para implementar a obrigatoriedade da presença dos alunos em sala de aula no ensino híbrido, Milioli se limitou a responder: “Vamos ver o que o Comitê de Crise irá determinar a respeito.”

Estudantes pressionam governo

Estudantes que representam movimentos estudantis (Uges, Uee, Une), protocolaram, na manhã de hoje, no Palácio Piratini, um documento solicitando que os profissionais da educação sejam imunizados prioritariamente. “A educação é uma atividade essencial. Defendemos que as aulas presenciais sejam retomadas sem risco para a saúde dos professores e funcionários. As entidades estudantis querem construir junto com o governo o retorno seguro das aulas. Não podemos colocar toda a comunidade escolar em risco”, destacaram.

Encaminhamentos

Ao final da reunião, foi definido o envolvimento de todos para o fortalecimento da compra das vacinas e para o início da vacinação dos profissionais da educação. “Temos que atuar para que o Brasil providencie as vacinas. Queremos construir essa priorização, para que os educadores sejam os próximos. Terminando os profissionais da saúde, que sejam vacinados os profissionais da educação”, posicionou Sofia.

A deputada ressaltou que neste sábado (13), ocorrerá reunião para construção da caravana que irá à Brasília para lutar pela vacinação de todos os educadores e pela volta segura ao retorno presencial das aulas.  “Todos os movimentos são válidos, pois estamos diante da vida e da morte”, finalizou a deputada.

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Em artigo que aborda a situação da EJA no RS sob o governo Leite, a professora Ana Maria Baldo, mestranda em Educação pela UERGS e pesquisadora do Grupo Interdisciplinar de Pesquisas em Educação de Jovens e Adultos e Educação Popular e do Observatório da Educação do Campo (UFRGS), traça um panorama desde a sua origem até a contemporaneidade.

>> Leia o artigo completo aqui

Após a breve contextualização histórica sinalizando os avanços significativos nas políticas educacionais para jovens e adultos, a pesquisadora analisa os retrocessos em curso desde o governo Sartori (MDB) e seu aprofundamento sob a gestão Eduardo Leite (PSDB).

A educação de jovens e adultos no RS: Eduardo Leite e as novas façanhas

Conforme o artigo, em janeiro de 2020, o governo realizou uma reestruturação da EJA nas escolas estaduais, deixando de ofertar a modalidade em diversas escolas a partir de 2020. 

Os dados referentes a essa “remodelação” não estão acessíveis ao público. Por meio de nota, a Seduc afirmou que a rede estadual contaria com 372 escolas com oferta de EJA, distribuídas em 244 municípios.

Esses números demonstram uma diminuição significativa na oferta para jovens e adultos, sendo que o Censo Anual de 2017 afirma que haviam 579 estabelecimentos de ensino estaduais com oferta de Educação de Jovens e Adultos na modalidade presencial, e 23 estabelecimentos com oferta de Educação de Jovens e Adultos na modalidade semipresencial. 

A partir deste ano, não houve mais publicações com os dados censitários da Educação Básica pelo governo e nem pela Secretaria de Educação. 

Fechamento de escolas em nível recorde

O governador Eduardo Leite também desenvolveu um processo de fechamento de escolas estaduais em nível recorde. Em apenas nove meses, de maio de 2019 a 11 de março de 2020, foram fechadas 61 escolas da rede estadual.

O fechamento de escolas como política governamental já havia sido iniciado no governo Sartori.

Conforme o Censo Escolar da Educação Básica, divulgado pelo INEP em 2020, em 2015, o Rio Grande do Sul possuía 2.571 estabelecimentos de Educação Básica da Rede Estadual; em março de 2020 o número caiu para 2.410 escolas.

Observa-se assim que durante o governo de José Ivo Sartori foram fechadas 94 escolas, já no período analisado pelo Censo, de 2019 a março de 2020, o Governador Eduardo Leite fechou 87 escolas. 

Uma média de 5,8 escolas fechadas ao mês, mas se observado o período de maior concentração dos fechamentos, de maio de 2019 a março de 2020, os números médios mensais são de 6,7 escolas fechadas mensalmente. 

Não obstante, em plena pandemia, com aulas remotas e acesso às mesmas via internet, Eduardo Leite proibiu a matrícula de novos alunos para EJAS, NEEJAS e escolas técnicas. 

Em agosto, 18 escolas protocolaram uma representação no Ministério Público denunciando a arbitrariedade do governador e pedindo providências. O documento também repudia a atitude do governo com relação à política de cancelamento de matrículas para alunos que perderam contato com a escola durante a pandemia.

Desmonte segue a todo vapor em 2021

Na abertura dos processos de matrículas das escolas estaduais do RS, em janeiro de 2021, as escolas tiveram uma nova surpresa. Ao acessar o sistema de cadastro de novas matrículas da rede, não se encontrava disponível a possibilidade de cadastros para alunos da Educação de Jovens e Adultos. 

Em entrevista ao Grupo A Plateia, a diretora da Escola Estadual Doutor Élbio, Daniela Torres, afirma que alguns alunos já haviam deixado na escola a documentação para realização das inscrições. 

“O que me surpreendeu ainda mais, além do fato de nossa escola não estar disponível para a realização da inscrição, a cidade de Sant’Ana do Livramento não estava com nenhuma entidade cadastrada para o EJA no nível Fundamental”.

Os dados referentes aos processos aqui tratados são escassos, sendo muitas vezes ocultados pelo Governo Estadual e pela Secretaria Estadual de Educação.

Em resposta ao Brasil de Fato, a Seduc confirmou que orientou ao governador do estado a suspensão de “novas inscrições nas modalidades de ensino que funcionam por regime semestral”.

O motivo seria “a pandemia de coronavírus e as dificuldades sociais impostas pelo contexto mundial”.

Segundo a Secretaria, a iniciativa teve o intuito de aumentar o prazo para que os alunos já matriculados pudessem se formar com tranquilidade.

Trata-se de um grande retrocesso no acesso à Educação de Jovens e Adultos no Estado do Rio Grande do Sul. É necessário, que muita luta seja feita para impossibilitarmos o governo se seguir caminhando rumo ao fim da Educação de Jovens e Adultos no Rio Grande do Sul. 

Leia também:

>> Exclusão: governo nega matrícula a 5,3 mil jovens e adultos em EJAs, Neejas e Cursos Técnicos
>> Mapeamento de matrículas e demanda de EJAs, NEEJAs e Cursos Técnicos
>> Desmonte da EJA: direções de Rio Grande e região denunciam impossibilidade de realizar matrículas

 

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O CPERS/Sindicato vem a público repudiar o ataque covarde, desinformado e digno de asco de Augusto Nunes, pretenso jornalista, contra os professores(as) brasileiros.

Lamentamos que, à maneira de seus pares bolsonaristas, Nunes despreze o factual e seja pago para emitir opiniões completamente desconectadas da realidade. Isso não é jornalismo, é delinquência remunerada.

Mais do que uma afronta, a afirmação de que educadores(as) em greve sanitária estariam exaustos por “excesso de descanso” e que “insistem em continuar recebendo salários sem dar aulas” é um sintoma do alto grau de desinformação da sociedade sobre o ofício.

Os fatos: pesquisa desenvolvida pelo CPERS e o Dieese demonstrou que 98% dos professores(as) trabalharam mais do que prevê o contrato durante o período de aulas remotas. À pandemia do coronavírus somaram-se várias outras: de assédio, estresse, sobrecarga e adoecimento físico e mental.

Enquanto dobra o expediente e tira recursos do próprio bolso para pagar Internet e equipamentos, a categoria recebe um dos piores salários do mundo de acordo com a OCDE.

São Paulo viverá agora o quadro que enfrentamos no Rio Grande do Sul desde novembro. Eduardo Leite (PSDB) insistiu em abrir as escolas sem oferecer condições mínimas. Negou-se a realizar testes, atrasou EPIs e não propôs soluções para os graves problemas estruturais, financeiros e de recursos humanos da rede.

O resultado foi a contaminação e, em muitos casos, a morte de valorosos colegas.

Mas se não há vacina para o descaso de governantes ou para a estupidez de Augusto Nunes, graças à educação de qualidade e à pesquisa brasileira há vacina para a Covid-19. Nada mais justo que os educadores(as), lançados à linha de frente da exposição ao vírus, sejam também prioridade na fila da vacinação. Nossas vidas importam.

#VacinaJáParaOsEducadores!

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“A nossa escola tem laboratório de informática, laboratório de ciências, nós equipamos todas as salas de aulas com ar-condicionado. Temos uma vasta horta, biblioteca com mais de 2 mil livros, banheiros adaptados, um ginásio enorme. Na outra escola não tem nada. Por que querem tirar os alunos dessa estrutura para colocar numa escola sem nada?”

O desabafo é de Marilene Beatriz Pinheiro Botega, diretora da EEEM Macedo Beltrão de Nascimento, localizada no interior de Capão do Cipó. Ela foi surpreendida com a notícia de que parte dos estudantes do Ensino Médio serão transferidos para uma escola municipal já neste ano.

O comunicado não partiu da Coordenadoria ou da Seduc. Marilene soube da informação por meio de uma entrevista do prefeito na rádio da cidade.


A Beltrão tem quase 70 anos de história e há duas décadas é a única que oferta Ensino Médio no Carovi, distrito de Capão do Cipó, no Noroeste do estado. 

O governo argumenta que a mudança é para melhorar as condições de ensino e combater a evasão. Mas faltou combinar com a comunidade escolar. Estudantes e familiares não foram consultados e não se sabe quais seriam os ganhos pedagógicos da transferência.

De acordo com a diretora, a escola do Município sequer possui alvará para funcionamento.

Descaso e ameaças

Alunos(as), pais e educadores(as) da Macedo Beltrão se uniram para impedir a medida. Mas a Seduc ignorou os apelos. A audiência com a Secretaria só veio após a pressão da comunidade junto a vereadores(as) e ao vice-prefeito.

De saída, a  secretária-adjunta Ivana Flores se recusou a receber um abaixo-assinado feito pela comunidade. Após insistência da diretora, o documento foi entregue mas a secretária informou que uma comissão já foi instaurada para tratar da transição.

“Ela disse que já estava decidido, pronto e acabado e que eu tenho que acatar as ordens. Eu tentei justificar que não achava certo, porque veio de surpresa e até em função da estrutura da nossa escola, mas ela disse que não, que isso não dependia de mim, que ela fez uma análise dos dados e que poucos alunos estão saindo do nosso Ensino Médio”, expõe Marilene. 

Ao enxergar apenas números, a Secretaria desconsidera as particularidades da realidade local. “Em nenhum momento ela considerou que a nossa demanda é de uma escola do campo, que recebemos alunos de todas as localidades. Que ali são granjeiros, são pessoas que trabalham em fazenda, outros que vem oriundos de mais longe, de assentamentos. Nós temos ex-alunos que hoje são enfermeiros, advogados, dentistas, como desconsiderar isso?”, completa a diretora.  

O diretor do 29º núcleo do CPERS (Santiago), Leandro Wesz Parise, presente na reunião, relata espanto com a decisão. “A escola possui uma estrutura impecável e a unidade para o qual querem transferir não tem nenhuma condição para receber os alunos. Fizemos reuniões com a comunidade e falamos com vereadores para que possam interferir nessa resolução do governo.”

O diretor ainda informa que até o momento o governo  não enviou nada para a escola e nenhum membro da comissão. “Na quinta tivemos audiência pública da comissão de educação da Alergs que encaminhará questionamentos à Seduc e ao conselho estadual de educação” salientou Leandro. 

Gastos duplicados

Além da justificativa infundada de que a mudança seria para melhorar o ensino, outro ponto causa estranhamento. 

Na reunião com a secretária-adjunta, os presentes questionaram sobre o ginásio, estrutura presente na escola e que a municipal não oferece. 

Ivana respondeu que não havia motivo para preocupação porque o governo daria o transporte e os alunos terão as aulas de educação física na Macedo Beltrão. Segundo ela, basta organizar os horários e realizar as atividades em horário inverso.

A proposta soa absurda. Por que os alunos se locomoverão 22 km para ter aulas de educação física, fora do horário, gerando um gasto extra para o Estado, se eles podem continuar na mesma escola? 

Para a diretora Marilene a resposta é simples: “Eles não conhecem a realidade da nossa escola ou da nossa comunidade e se conhecem não estão preocupados. Querem economia numa coisa e duplicam  os gastos com outra. Essa escola do município não tem nem o mobiliário, o Estado vai ter que fornecer tudo”.

Preocupação com o futuro

“Se dividirem os nossos alunos, consequentemente vão terminar com a nossa escola”. 

Esse é o apelo da diretora em nome de toda a comunidade da Macedo Beltrão. Como a escola funciona em três turnos, a diretora explica que enturmações e reduções de carga horária dos professores(as) serão necessárias. 

“Nós vamos ficar com turmas muito pequenas, vai ter que ser enturmado primeiro com segundo, segundo com terceiro ou até mesmo as três junto. E, consequentemente, os professores terão a carga reduzida e terão que se movimentar para outra escola para cumprir tudo”.

Carla Kuntz, mãe de aluno da escola, fez um apelo online pedindo que o governo reveja a decisão. 

Elizandra Ceolin, mãe de ex-aluno, está preocupada com o futuro da instituição. “Essa proposta irá prejudicar muito a nossa comunidade. Querem deixar metade dos alunos na Carovi e metade em Capão do Cipó. Vão acabar agrupando as turmas. Estamos preocupados. A escola é impecável e tem excelentes educadores. Meu filho estudou lá e hoje cursa uma faculdade federal”, observou.

“Eles dizem que a mudança não vai fechar a escola, mas no fim do ano, quando a quantidade de alunos não for a ideal para eles, vão nos fechar sim. Existe uma pesquisa onde dizem que se fecha uma escola, termina a comunidade. Termina porque vem a depressão, vem a angústia, porque termina a sociabilidade entre as pessoas”, ressalta Marilene.

Mobilizar a comunidade é fundamental

O CPERS orienta as comunidades de escolas ameaçadas de municipalização a mobilizarem-se para impedir a continuidade do processo.

Audiências públicas, reuniões com pais e estudantes para a organizar o apoio da sociedade, abaixo-assinados e pressão nos deputados, vereadores, secretários de educação e prefeitos são alguns dos movimentos recomendados.

O CPERS solicita que casos semelhantes de desmonte sejam comunicados pelo e-mail secgeral@cpers.org.br

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  • Para descobrir o código de autenticação acesse seu contracheque na página do RHE do Estado clicando nesse link.
  • Após acessar o contracheque o código aparece logo abaixo dos seus dados pessoais, conforme a imagem:

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Apresentada pelo governo Bolsonaro como uma modernização na forma de contratação do setor público, a Reforma Administrativa (PEC 32/2020) nada mais é que a institucionalização da precarização na administração pública e dos serviços públicos.

Em nota técnica, divulgada na última sexta (5), o Dieese elenca os principais impactos sobre os novos vínculos de contratação no serviço público propostos pela Reforma Administrativa.

>> Leia a nota completa aqui.

Conforme o documento, esses novos vínculos levam a uma analogia direta com a Lei 13.467/2017, a chamada Reforma Trabalhista.

A PEC 32/2020 prevê, entre outras alterações, a extinção do chamado Regime Jurídico Único no serviço público, com a instituição de uma série de novas formas de contratação pela administração pública.

Diz a nota: “Foram institucionalizados diversos vínculos de trabalho precários, muitos dos quais anteriormente constituíam a malfadada estrutura essencialmente informal de nosso mercado de trabalho privado. Ao propor a criação de vínculos sem estabilidade, com acesso feito sem a realização de concurso público e com possibilidade de aumento do peso das indicações políticas, a PEC 32/2020 traz para a administração pública problemas que hoje são típicos do setor privado, notadamente a rotatividade. E ainda pior: maximiza a possibilidade de que os interesses privados e de corporações se coloquem acima do interesse coletivo, ao ampliar a figura do contrato por prazo determinado e o leque de destinação dos cargos de liderança e assessoramento, em relação ao que hoje cabe aos cargos em comissão e funções de confiança”

O levantamento busca explicitar, de maneira sintética, quais serão essas novas formas de contratação e os possíveis impactos decorrentes dessas mudanças.

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Confira os principais impactos da reforma administrativa (PEC 32)

  • Fim da estabilidade: servidores(as) podem ser perseguidos politicamente e desligados
  • Todos os planos de carreira entrarão em extinção e cargos públicos podem ser ocupados por apadrinhados políticos sem qualificação profissional
  • Agentes privados podem assumir qualquer serviço público e o Estado cará apenas com o que não é lucrativo
  • Servidores(as) aposentados podem perder a paridade com reajustes da ativa
  • Menos servidores(as) vão contribuir para o RPPS, o que pode inviabilizar o pagamento de aposentadorias
  • Grevistas podem ser substituídos com contratos frágeis e temporários
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No dia 23 de setembro de 2019, em coletiva de imprensa na sede do Sindicato, o CPERS alertava que teve acesso a planos do governo Eduardo Leite (PSDB) para o enxugamento da rede estadual de educação:

“O Estado pretende fechar 2 mil turmas. Seriam 5 mil até o fim da gestão. Há, também, a previsão de implantar turno único em 480 escolas.”

Agora, dados do Censo Escolar analisados pelo Dieese mostram que a denúncia foi certeira. Entre o final de maio de 2019 e o dia 11 de março de 2020, o desmonte planejado levou ao fechamento de 1.889 turmas, número muito próximo da meta anunciada.

O número de turmas vem caindo ano a ano desde 2015, mas a política da tesoura de Eduardo Leite representa uma aceleração em relação a Sartori, que fechou em média 1,5 mil turmas ao ano.

Como o Censo Escolar 2020 reflete o período anterior à pandemia, não captura o violento desmonte em curso desde a suspensão das aulas presenciais.

O fechamento de turmas, muitas vezes associado a enturmações e multisseriações, reduz a capacidade de atendimento da rede, desagrega vínculos e desestimula estudantes, contribuindo para a evasão escolar.

Ao fragilizar a oferta, o Estado prenuncia cortes maiores, levando ao encerramento de turnos inteiros e ao fechamento de escolas.

>> Eduardo Leite fechou 61 escolas em apenas 9 meses, 3x mais rápido do que Sartori

Trata-se de um ciclo vicioso: o Estado incentiva a evasão e usa a redução anual de matrículas (queda de 5,5% em 2020) como justificativa para continuar o desmonte da rede.

Menos turmas também significam salas de aula lotadas e educadores(as) ainda mais sobrecarregados.

Para o CPERS, a intenção do governo é clara: cortar gastos a qualquer custo e precarizar a educação pública para abrir mercado ao ensino privado, priorizando interesses do empresariado e não do conjunto da sociedade.

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A assessoria jurídica do CPERS, por meio do escritório Buchabqui & Pinheiro Machado, vem obtendo sucesso na revisão da taxa de juros cobrada em contratos de empréstimo pessoal obtido com financeiras.

Muitos educadores(as) sofrem com taxas de juros mais elevadas do que a média do mercado e até 10 vezes mais altas do que as praticadas pelo Banrisul. 

  • BANRISUL: taxa de 4,9% ao mês e 77,63% ao ano
  • CEF: taxa de 3,18% ao mês e 45,58% ao ano
  • FINANCEIRAS: taxas de 11,88% a 19,25% ao mês e de 284,41% a 726,75% ao ano
  • MÉDIA DO MERCADO: taxa de 6,8% ao mês e 181% ao ano

Com a ação revisional, é possível reduzir as parcelas e o saldo devedor. Quem já quitou o saldo pode obter a devolução de valores pagos a mais. Se você possui contrato de empréstimo com financeiras, já quitado ou em andamento, confira no verso como proceder.

CONFIRA OS DOCUMENTOS NECESSÁRIOS PARA AJUIZAR A AÇÃO REVISIONAL

O cliente interessado deverá apresentar a seguinte documentação:

  • Cópia da identidade;
  • Comprovante de residência;
  • Cópia do extrato bancário dos últimos 3 meses;
  • Cópia do carnê de pagamento das parcelas (se houver) ou comprovante de pagamento das parcelas (se houver);
  • Procuração judicial outorgando poderes para ajuizar a demanda judicial;
  • Cópia do(s) contrato(s) assinado(s) com a instituição financeira; 

Caso o cliente não tenha os contratos, deverá protocolar pedido de apresentação dos contratos de empréstimos/financiamento. O pedido deverá ser levado ao banco ou financeira em duas vias e o banco deverá assinar/carimbar o documento a fim de confirmar o recebimento do pedido. A via do cliente deverá ser encaminhada ao escritório, pois tal documento será levado ao processo judicial em caso do(s) contrato(s) não serem apresentados pelo banco ou financeira no prazo estabelecido.

Caso o banco/financeira exija o pagamento de taxa para impressão e entrega da 2ª via do(s) contrato(s) ao cliente, o valor deverá ser pago e o comprovante de pagamento desta despesa deverá ser entregue ao escritório para comprovação, pois será anexado ao processo.

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