Nesta sexta-feira (13), a partir das 8h30min, a comissão especial da Câmara dos Deputados, que discute a Reforma Administrativa (PEC 32/2020), promove o “Seminário Estadual sobre a Reforma Administrativa”, no Auditório Dante Barone, da Assembleia Legislativa.

Por conta das restrições sanitárias, a atividade será presencial, mas com limite de participantes. Você pode acompanhar o debate ao vivo pelo Facebook do CPERS.

Esta será uma importante oportunidade para esclarecer a população sobre os reais efeitos da “reforma” e para pressionar os parlamentares pelo voto contrário à PEC.

Se aprovada, a Reforma Administrativa retirará direitos de servidores(as) e atacará o acesso dos trabalhadores(as) aos serviços públicos. 

A PEC 32 ainda acaba com a estabilidade, cria formas precárias de contratação – que servirão como um entrave para a garantia dos direitos dos servidores atuais – e abre as portas do setor público para o desmonte e a corrupção via privatizações – por exemplo, a partir das organizações sociais.

A audiência pública será mais um momento de pressão dentro de um calendário de lutas e ações contra a Proposta. Nesta quinta-feira (12), o CPERS e demais entidades que integram a Frente dos Servidores Públicos do Rio Grande do Sul, realizam um ato em Osório, base eleitoral do deputado Alceu Moreira (MDB).

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Na contramão do que recomendou o Comitê Científico de Apoio ao Enfrentamento à Pandemia da Covid-19, que orientou redobrar os cuidados diante da variante Delta, o governo emitiu novo decreto flexibilizando os protocolos de segurança.

Entre as medidas previstas na nota técnica publicada pelo Comitê no dia 9 de agosto, consta “Reforçar os cuidados em ambientes de sala de aula, em virtude do retorno presencial das escolas e instituições, em um cenário de cobertura vacinal baixa e incompleta.”

No dia seguinte (10), o governo reduziu o distanciamento mínimo entre as classes, em sala de aula, para apenas um metro. Uma decisão precipitada e, frente às incertezas trazidas pelo avanço da variante Delta, irresponsável.

De acordo com estudo recente da Rede de Pesquisa Solidária – que reúne mais de 100 pesquisadores de diversas universidades do país -, o Rio Grande do Sul está em 17º lugar em índice que mede a segurança das aulas presenciais.

Sem atender a protocolos básicos na rede pública, como a existência de um programa de monitoramento, salas bem ventiladas e máscaras de qualidade (PFF2), o governo abre mão das poucas medidas de segurança existentes para atender às reivindicações de empresários(as), que pretendem acabar com o rodízio de turmas alternadas no ensino privado.

Outro estudo, divulgado pelo Jornal da USP em julho, aponta que a conjunção de monitoramento, turmas alternadas, máscaras bem utilizadas e educadores(as) de PFF2 podem reduzir o aumento relativo de casos relacionados à abertura das escolas de 1141% para 10%. Nenhuma dessas medidas é prioridade para o Rio Grande do Sul.

O fato da flexibilização ocorrer sem o aval ou conhecimento do Comitê Científico do próprio Estado é revelador da falta de compromisso do governo com a saúde da comunidade escolar.

Leia aqui a íntegra da Nota Técnica do Comitê Científico

 

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Em audiência com a secretária da Educação, Raquel Teixeira, na manhã desta terça-feira (10), a Direção Central do CPERS buscou esclarecimentos a respeito dos impactos da reorganização curricular do Ensino Fundamental e do Ensino Médio na vida funcional da categoria.

Publicada no dia 6 de agosto no Diário Oficial do Estado, a portaria nº 163/2021 estabeleceu mudanças que passam a vigorar a partir do dia 23 deste mês, incluindo a diminuição da hora-aula de 60 para 50 minutos e um maior enfoque nos componentes de Língua Portuguesa e Matemática.

As alterações, propostas para suprir as carências de aprendizado que se aprofundaram durante o ensino remoto, inquietam a categoria – em especial professores(as) de outros componentes curriculares – e pautaram a agenda com o governo.

“Queremos, muito claramente, sair daqui com o entendimento de que esta mudança não fará com que sobrem educadores de disciplinas como História, Sociologia ou Filosofia”, questionou a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer.

De acordo com a secretária, não haverá impacto na carga horária dos profissionais. Cleusa Flesch, diretora do Departamento de Recursos Humanos da Seduc, explicou:

“Os dez minutos que sobram das demais disciplinas serão somados em novos períodos de Português e Matemática. Professores de outros componentes deverão usar estes minutos para trabalhar conteúdos remotamente, como reforço aos estudantes.”

Contratações temporárias

Com o aumento no número de períodos das duas disciplinas, a Seduc prevê contratar mais de 4 mil professores(as) de Português e Matemática. Tanto os novos profissionais quanto os atuais devem participar de uma capacitação voltada ao programa de reforço.

A direção do CPERS aproveitou a agenda para cobrar a realização de concursos públicos e um olhar especial para os funcionários(as) de escola, carentes de políticas de valorização e formação. “Estamos, também, solicitando a liberação da cedência dos dirigentes sindicais que estão atuando nas escolas”, complementou Helenir.

Mais uma vez, a secretária se disse aliada da pauta por reposição salarial da categoria. “Sou parceira da luta e dentro do governo vou fazer o que estiver ao meu alcance”, disse Raquel.

O tema da campanha salarial voltará ao debate na próxima reunião com a Casa Civil, em data ainda a ser definida.

Além de Helenir, esteve presente na audiência a Comissão de Educação do CPERS, representada pelo 2º vice-presidente Edson Garcia e os diretores(as),  Leonardo Echevarria, Rosane Zan, Sonia Solange e Vera Lessês. Stefanie Eskereski, secretária adjunta, e Letícia Grigoletto, diretora do Departamento Pedagógico, também participaram da reunião.


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É com profundo pesar que comunicamos o falecimento da professora Santina Rodrigues Dal Paz, fundadora do 7º Núcleo do CPERS (Passo Fundo), em 1974. A educadora faleceu na manhã desta terça-feira (10).

Santina, além de ajudar a fundar o núcleo, era pedagoga formada pela Universidade de Passo Fundo (UPF) e pós-graduada em Metodologia do Ensino de 2º Grau. Em 1980, recebeu o título de Destaque em Educação, pelo Diário da Manhã. Foi Coordenadora do Grupo de Estágio da EENAV e diretora do colégio estadual Cecy Leite Costa. Era integrante da Academia Passo-Fundense de Letras.

Sua perda é inestimável tanto para a categoria quanto para toda a sociedade  de Passo Fundo.

O velório ocorre até às 17h no Memorial Da Paz, sala Cristal, onde se dará o sepultamento. Nossos sentimentos à família e aos amigos da professora.

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O CPERS fez-se presente no 10º Encontro Nacional de Funcionários da Educação, organizado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), nesta sexta-feira (6), dia em que é celebrada e reconhecida a luta dos funcionários(as) em todo o país.

Com o tema “A Escola como espaço integral de educação: Funcionários/as são educadores/as”, o evento foi transmitido via plataforma Zoom.

Representando o Rio Grande do Sul, participaram cerca de 50 educadores(as) dirigentes e associados(as) do CPERS, como os diretores do departamento de Funcionários(as) de Escola Sonia Solange Viana, Juçara Borges e Edson Garcia, além de representantes dos 42 Núcleos.

“Nós, funcionários, precisamos assumir a condição que nos cabe de educadores que somos. Somos nós os primeiros a nos dar o devido valor. Só assim, os demais segmentos da comunidade escolar poderão nos olhar como educadores que somos”, asseverou a diretora Sonia Solange Viana.

Sonia também alertou para os retrocessos e ataques aos educadores(as) nos últimos governos.

“Há muitos retrocessos no pós golpe com o desmantelamento dos direitos aos educadores e à educação. Por isso, devemos combater com todas as forças a precarização das relações de trabalho, hoje aprofundada pela terceirização, a PEC 32 e demais ataques dos governos Bolsonaro e Leite”.

Na ocasião, Eduardo Ferreira, assessor Jurídico da CNTE, abordou o tema “Conjuntura e Reforma Administrativa”. Na avaliação dele há uma retração gigantesca do investimento na educação pública desde 2014, com perda de receitas do Ministério da Educação em torno de 37 bilhões de reais.

“O governo Jair Bolsonaro vem adotando uma política neoliberal de estado mínimo, com privatização e terceirização de serviços públicos. Nesse cenário, o objetivo é acabar com os servidores públicos, com a estabilidade e com direitos já conquistados”, alertou Eduardo Ferreira.

“Querem desindexar, acabar com os pisos salariais sobretudo no serviço público. No Congresso Nacional estão tramitando diversos projetos para acabar com pisos de várias categorias. Se o objetivo é acabar com o piso do magistério, como reivindicar um piso e carreira unificada para todos os trabalhadores em educação nesse contexto?”, questionou.

Sobre a Reforma do Ensino Médio, cuja previsão é ser implantada no início de 2022, Eduardo pontuou: “A base curricular foi fechada com a perspectiva de reduzir o tempo dos estudantes nas escolas com poucas matérias obrigatórias e muitas opcionais. Querem enxugar a contratação de profissionais, tanto de professores como de funcionários da educação. Tudo isso é um projeto”.

Em relação à Reforma Administrativa (PEC 32/2020) do governo Bolsonaro, que tramita no Congresso Nacional, Eduardo alertou:”O foco central da reforma é o Estado transferir recursos para o setor privado e deixar de ter nos seus quadros os servidores públicos.”

Além disso, reforçou: “O texto cria novas formas de avaliação de desempenho que vão induzir a demissão em massa dos servidores. É para induzir a demissão dos atuais servidores. Por isso é importante que todos os sindicatos se mobilizem no dia 18 de agosto para barrar essa reforma“.

Conjuntura Internacional

Combertty Rodriguez, coordenador geral do escritório regional da IEAL (Internacional da Educação para América Latina), também marcou presença falando sobre “Invisibilidade Social dos Funcionários da Educação”.

Ele abriu a palestra destacando que a CNTE é uma exceção na América Latina ao incluir os funcionários da educação em sua organização: “Isso não ocorre nos outros países da América Latina. Já a Internacional da Educação definiu por congresso uma política muito clara de apoio ao funcionário da educação em nível mundial”.

De acordo com o coordenador do escritório da IEAL, há um avanço internacional para incluir os funcionários da educação, com adoção de uma data comemorativa pela Unesco e Nações Unidas, mas isso não esgota os desafios colocados.

“Ainda não há uma consciência clara para incorporar os funcionários da educação dentro da estrutura sindical. A Internacional da Educação está providenciado um chamado para atender essa demanda que é um tema central para a vigência e o fortalecimento das organizações sindicais”.

Na avaliação de Combertty Rodrigues, há uma tendência, no plano internacional, de “plataformização” da educação pública, a exemplo do modelo de negócios do Uber, com pouca ou nenhuma regulação e direitos trabalhistas.

“A lógica clara é que se busca um educador global e virtual, que não necessite de infraestrutura física para atuar, busca-se famílias que comprem esses serviços, modelos educativos. Por isso é importante a reestruturação do movimento sindical. Se não incluir todos os setores da educação que podem reivindicar uma proposta alternativa a esse sistema educativo, o que vai acontecer é o desaparecimento do movimento sindical”.

O coordenador do escritório da IEAL concluiu: “Hoje há essa lógica de que tudo se soluciona sob o eixo associação público-privada onde o privado lucra com o dinheiro público. É um Estado violador de direitos e que elimina a possibilidade da organização de todo o setor social, em particular do setor sindical”.

Ele conclamou a categoria a valorizar e a incluir cada vez mais os funcionários da educação nessa luta: “A Internacional da Educação vai retomar isso com as organizações sindicais porque esse é um tema de fundo da estrutura sindical. O fortalecimento das organizações passam por assumir esses temas e incorporá-los dentro de uma perspectiva estratégica”.

Sobre o 10º Encontro

De acordo com o secretário de Funcionários da Educação da CNTE, José Carlos Bueno do Prado, viabilizar o encontro, principalmente no contexto de pandemia, é fundamental para debater e pensar no futuro.

“Foi de extrema importância a capacidade que o estados tiveram, por meio de seus coordenadores, de organizar suas bases para que houvesse grande número de adesão”, comemora. As atividades continuam no período da tarde.

A data do evento foi escolhida em função do Dia Nacional do Funcionário da Educação – 6 de agosto, em que o funcionário da educação foi reconhecido.

Essa regulamentação foi criada para fortalecer os trabalhadores que atuam nas escolas, da portaria à secretaria, que mostram todos os dias que educação não é apenas do professor em sala de aula.

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Solidariedade, carinho e apoio são os ingredientes presentes na campanha “Caixa Solidária” realizada pelo 33º Núcleo (São Luiz Gonzaga). Desde a semana passado o núcleo arrecada alimentos para auxiliar os educadores(a) que estão passando por dificuldades financeiras, já que há SETE ANOS os salários dos professores(as) e funcionários(as) de escola estão congelados.

“Infelizmente precisamos fazer essa campanha. Temos colegas que não estão conseguindo atender as suas necessidades básicas, em consequência do baixo salário, aumento do custo de vida, além do comprometimento do rendimento que tiveram ao longo desses sete anos sem reajuste. Estamos engajados nessa ação para melhorar a vida dessas pessoas”, afirma o diretor de São Luiz Gonzaga, Joner Alencar Marchi Nascimento.

Também pensando no próximo, o grupo de aposentadas do núcleo está realizando a campanha de arrecadação de agasalhos, desde o mês de junho. Já foram entregues três caixas solidárias para a Pastoral da Criança, de São Luiz Gonzaga.

“A ideia da ‘Caixa Solidária’ surgiu por sentirmos a necessidade de fazer algo, mesmo que uma pequena ajuda, para os colegas e pessoas que estão enfrentando dificuldades nesse momento tão difícil. Acredito que, com a união e ajuda de cada um, conseguimos auxiliar quem precisa”, explica Maria Helena Steigleder, representante dos aposentados do 33º Núcleo.

Os(as) professores(as) e funcionários(as) de escola pertencentes ao 33º núcleo que estão precisando de alimentos devem contatar o núcleo pelo whatsapp (55) 99943 3163 ou pelo telefone (55) 3352 2859.

Como posso ajudar?

Onde doar: Sede do núcleo (Rua São João, 1485, Centro, São Luiz Gonzaga). Para quem não pode levar até o sede as doações, entrar em contato que o núcleo busca.

O que doar: Alimentos não perecíveis, material de higiene, máscaras, cobertas e agasalhos.

Demais núcleos do CPERS estão realizando campanha de alimentos. Essas ações de solidariedade  serão mostradas nos meios de comunicação do sindicato.

 

 

 

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Após pressionar pela abertura de uma mesa de negociação, a Direção Central do CPERS reuniu-se, nesta quinta-feira (5), com o 1º escalão do governo para tratar da necessária e urgente reposição salarial da categoria.

A audiência foi o ponto de partida para uma série de encontros agendados para as próximas semanas a fim de discutir a pauta, além de debater questões como os descontos da greve e do vale-transporte.

“Após essas reuniões, o governador deverá receber o CPERS”, afirmou o secretário chefe da Casa Civil, Artur Lemos, que também foi enfático ao afirmar: “o regime de recuperação fiscal não impede o reajuste.”

Há sete anos, os educadores gaúchos amargam as consequências do salário congelado, além da perda de direitos, redução de adicionais, descontos, atrasos e parcelamentos.

Eduardo Leite (PSDB) não recebe o Sindicato pessoalmente desde a apresentação das reformas que atacaram duramente a categoria e resultaram em uma das maiores greves da história da rede estadual.

A presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, ressaltou as dificuldades financeiras enfrentadas por professores e funcionários de escola, além da perda de direitos.

“Apresentamos a situação extremamente preocupante da nossa categoria. Sem nada de aumento há tantos anos, muitos dependem da ajuda de outras pessoas. Não dá mais para esperar. É preciso que o governo valorize na prática os trabalhadores da educação.”

Além de Lemos, participaram da audiência o chefe de gabinete do governador, Marcelo Alves; a secretária de Educação, Raquel Teixeira; o procurador-geral do Estado,Eduardo Cunha da Costa, o subsecretário do Tesouro do Estado, Bruno Jatene e o subsecretário de Planejamento, Antonio Cargnin.

A Direção Central do CPERS foi representada pela presidente Helenir Aguiar Schürer, pelo vice-presidente, Alex Santos Saratt, pelo segundo vice-presidente, Edson Garcia e pelos diretores Alda Bastos Souza e Cássio Ritter.



Em campanha salarial
, o Sindicato tem elevado o tom a respeito da pauta em defesa da categoria, que amarga sete anos de salários congelados, direitos retirados, adicionais reduzidos, descontos e perdas diversas.

A pressão aumenta à medida em que se aproxima o prazo regimental da Assembleia Legislativa para aprovar a Lei Orçamentária Anual (LOA): 15 de setembro. A expectativa é incluir a reposição na previsão orçamentária.

No próximo dia 13 de agosto, educadores e educadoras de todo o estado desembarcam em Porto Alegre para um ato na Praça da Matriz. Neste dia, o Sindicato entregará ao governo e aos deputados as moções de apoio à reposição aprovadas em centenas de municípios gaúchos.

Próximas reuniões:

10/08

9h:  reunião com deputado Gabriel Souza, presidente do Legislativo

10h30: reunião com a secretária de Educação, Raquel Teixeira

11/08

10h: reunião com Secretaria da Fazenda

13/08

À tarde: reunião com Casa Civil

 

 

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Dirigentes do CPERS, do Sinepe e da UNCME/RS reuniram-se, na tarde desta quarta-feira (4), com a presidente do Conselho Estadual de Educação, Marcia de Carvalho, e a deputada estadual Sofia Cavedon (PT) para articular estratégias que assegurem a manutenção do veto do Executivo ao PL 170, que autoriza o Ensino Domiciliar no Rio Grande do Sul.

O projeto, aprovado no dia 8 de junho por 28 votos a 21 na Assembleia Legislativa, foi vetado pelo governador após pressão conjunta de diversas entidades representativas da educação. Mas o veto ainda deve ser analisado pelos deputados(as).

Para o CPERS, o chamado Homeschooling é um ataque frontal ao direito à educação de qualidade, além de um projeto inconstitucional, conforme entendimento da própria Procuradoria-Geral do Estado (PGE).

“É uma agenda que atende uma minoria em detrimento das reais necessidades da educação e da sociedade”, avalia Edson Garcia, 2º vice-presidente do Sindicato. “Se o veto for derrubado, teremos uma Lei que subverte o dever do Estado em prover educação e poderá ter consequências graves para o futuro do Rio Grande do Sul”, completa.

Na reunião, que também contou com a presença de Rosane Zan, diretora do CPERS, os presentes discutiram a necessidade de dialogar com os parlamentares para garantir a manutenção do veto. A Casa deve apreciar a pauta no dia 24 deste mês.

Oito razões para dizer NÃO à Educação Domiciliar

1. COMPROMETE O DIREITO DAS CRIANÇAS E ADOLESCENTES À CONVIVÊNCIA SOCIAL E AO ACESSO A CONHECIMENTOS CIENTÍFICOS E HUMANÍSTICOS E VISÕES DE MUNDO

Para além daquelas defendidas pelas doutrinas religiosas e políticas de suas famílias. Esse direito foi reafirmado pelo Parecer nº 34/2000 da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação(CEB/CNE) e pelas decisões históricas do Supremo Tribunal Federal em julgamentos de 2020, referentes a ações que tratam de leis inspiradas pelo movimento Escola sem Partido. As crianças e adolescentes não são propriedades de suas famílias

2. OCULTA E AUMENTA A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E A EXPLORAÇÃO SEXUAL

A não obrigatoriedade de frequência à escola inviabiliza a identificação e encaminhamento de casos e amplia as possibilidades de ocorrência de violência doméstica e sexual. Cerca de 70% dos autores de agressões contra crianças e adolescentes são integrantes da família. Em 2020, durante o isolamento social e o fechamento de escolas, acarretados pela pandemia, o Brasil atingiu o maior número de denúncias de violência contra crianças e o adolescentes desde 2013 por meio do Disque 100. Foram 95.247 denúncias, uma média de 260 novos casos a cada dia. A educação domiciliar não protege as crianças e adolescentes da violência.

3. AUMENTA A INSEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL

A pandemia evidenciou o papel da escola como a política pública mais capilar e cotidiana, estratégica para o acesso a outros direitos e o enfrentamento das desigualdades. O Programa Nacional de Alimentação Escolar é uma das mais relevantes políticas voltadas à garantia do Direito Humano à Alimentação e à Nutrição Adequadas via escola. Para muitos estudantes, é na escola que se faz a única ou a principal refeição do dia.

4. ROMPE COM A POLÍTICA DE EDUCAÇÃO ESPECIAL NA PERSPECTIVA DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA

A Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva foi uma conquista pela igualdade ao acabar com a segregação de estudantes em escolas e classes especiais prevendo como um direito das crianças e adolescentes com deficiência a frequência às escolas regulares. A aprovação da modalidade da educação domiciliar pode favorecer que crianças com deficiência sejam retiradas da escola e, com isso, do convívio social, ou, ainda, legitimar que instituições recusem a matrícula desses estudantes.

5. APROFUNDA AS DESIGUALDADES EDUCACIONAIS

A educação domiciliar não é uma alternativa viável para a maioria da população brasileira, já que requer condições de funcionamento indisponíveis em boa parte dos lares. Trata-se, assim, de um projeto elitista, sem interesse coletivo e com baixa demanda social. A escola é o local de oportunidades igualitárias para novas aprendizagens, de interação e respeito às diversidades.

6. ESTIMULA A EVASÃO ESCOLAR

Como forma de combater a evasão, a estrutura escolar prevê o acompanhamento e a busca ativa de estudantes com queda de frequência. Já a educação domiciliar aumentará o distanciamento entre estudantes e Estado, dificultando a identificação de evasão e a implementação de estratégias de busca ativa. Segundo pesquisa do Conselho Nacional de Juventude (2020), 28% dos jovens que evadiram em decorrência da pandemia não pretendem retomar os estudos quando houver retorno presencial. Neste contexto de aumento de evasão, a prioridade de alocação de recursos e pessoal deve ser o fortalecimento das escolas públicas e das políticas de busca ativa, não um distanciamento ainda maior Estado-estudante.

7. FRAGILIZA A DEMOCRACIA E A CIDADANIA

A pandemia evidenciou a importância da escola e dos espaços de socialização de crianças e adolescentes. A escola é um espaço fundamental para a construção de uma sociedade democrática ao possibilitar o convívio social. É nela que estudantes aprendem a reconhecer e respeitar as diferenças e a conhecerem outras visões de mundo. Privar crianças e adolescentes do direito à escola é restringir o exercício da cidadania.

8. ONERA OS COFRES PÚBLICOS PARA UMA BAIXA CAPACIDADE DE ATENDIMENTO DE DEMANDA

A educação domiciliar não pode ser encarada como economia aos cofres públicos. Sua regulamentação demanda uma estrutura de avaliação e de fiscalização de ambientes domésticos, com difícil capilaridade e alto custo para o Estado. Regulamentar a educação domiciliar demandará provisionar recursos para o custeio da sua operacionalização: acompanhamento de matrículas, aplicação de avaliações externas, contratação de supervisores, além de novas demandas não dimensionadas para conselhos tutelares e escolas. Trata-se de situações não mensuradas nos projetos em debate no Congresso e sequer passíveis de solução dentro da constitucionalidade.

Confira quem votou a favor e contra o PL 170

Votos favoráveis :

  • Rodrigo Maroni (PMB)
  • Aloisio Clasmann (PTB)
  • Elizandro Sabino (PTB)
  • Luís Augusto Lara (PTB)
  • Eric Lins (DEM)
  • Dr. Thiago Duarte (DEM)
  • Adolfo Brito (PP)
  • Ernani Polo (PP)
  • Frederico Antunes (PP)
  • Marcus Vinícius (PP)
  • Sérgio Turra (PP)
  • Ruy Irigaray (PSL)
  • Tenente Coronel Zucco (PSL)
  • Vilmar Lourenço (PSL)
  • Fran Somensi (Republicanos)
  • Sérgio Peres (Republicanos)
  • Gaúcho da Geral (PSD)
  • Beto Fantinel (MDB)
  • Carlos Búrigo (MDB)
  • Tiago Simon (MDB)
  • Vilmar Zanchin (MDB)
  • Mateus Wesp (PSDB)
  • Elton Weber (PSB)
  • Franciane Bayer (PSB)
  • Fábio Ostermann (Novo)
  • Giuseppe Riesgo (Novo)

Votos contrários

  • Edegar Pretto (PT)
  • Fernando Marroni (PT)
  • Jeferson Fernandes (PT)
  • Luiz Fernando Mainardi (PT)
  • Pepe Vargas (PT)
  • Sofia Cavedon (PT)
  • Valdeci Oliveira (PT)
  • Zé Nunes (PT)
  • Eduardo Loureiro (PDT)
  • Gerson Burmann (PDT)
  • Juliana Brizola (PDT)
  • Luiz Marenco (PDT)
  • Luciana Genro (PSOL)
  • Neri O Carteiro (Solidariedade)
  • Kelly Moraes (PTB)
  • Issur Koch (PP)
  • Clair Kuhn (MDB)
  • Gilberto Capoani (MDB)
  • Faisal Karam (PSDB)
  • Pedro Pereira (PSDB)
  • Zilá Breitenbach (PSDB)

 

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Já está disponível em PDF e, em breve, na casa dos sócios aposentados(as), a edição de agosto da Sineta.

A publicação traz como chamada principal a necessária e urgente reposição salarial da categoria, que sofre com as árduas consequências de sete anos sem um centavo de aumento e do descaso do governo Leite com a educação.

O Novo Ensino Médio também está em pauta, destacando os riscos de precarização do trabalho e do ensino, o aprofundamento da desigualdade e o avanço da mercantilização da escola pública.

Já a contracapa apresenta os principais impactos da Reforma Administrativa (PEC 32) para a categoria e a sociedade, destacando a importância da luta coletiva para barrar a sua aprovação.

Leia abaixo ou baixe o arquivo da sineta aqui

 

 

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