O CPERS presta total solidariedade aos vereadores e vereadoras da Câmara Municipal de Porto Alegre, que no último dia 20 sofreram ataques violentos por um grupo de manifestantes antivacina.

Após invadirem o plenário da Casa, durante sessão que votaria o veto do prefeito Sebastião Melo (MDB) ao passaporte vacinal, obrigatório no Estado;  uma sucessão de ofensas discriminatórias, machistas e racistas foram deferidas contra os parlamentares, especialmente aos que compõem a bancada negra. Além das ofensas verbais, houve violência física e grande tumulto.

É inadmissível que atitudes como esta ocorram e passem impunemente. É preciso denunciar e desmascarar os agressores, além de exigir as devidas punições. É urgente tornarmos a luta antirracista uma tarefa cotidiana de todos.

Racismo, discriminação e apologia ao nazismo são apenas alguns dos crimes nos quais o grupo de manifestantes pode ser enquadrado.

Repudiamos os atos de extrema violência realizados na Câmara Municipal e prestamos nosso apoio a cada um dos vereadores e vereadoras que sofreram as agressões.

A Mesa Diretora da Câmara de Vereadores(as) não pode tolerar a apologia ao ódio. O Legislativo deve fornecer todas as gravações que permitam à Polícia e ao Ministério Público a identificação dos criminosos para os devidos processos de responsabilidade penal.

Seguiremos nos somando à luta pelo respeito à democracia, por uma sociedade mais justa e igualitária e por vacina para todos e todas.

 

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O Comando “Fora Bolsonaro – Impeachment já!” repudia as práticas criminosas que ocorreram no parlamento municipal e exige providências legais para a punição dos(as) agressores(as) e medidas para que não se repitam situações que atacam às instituições do Estado, vereadores(as) e o Estado Democrático de direito.

Negacionistas, incitados(as) e convocados por vereadores(as) da base do Prefeito, vieram a Câmara Municipal de Porto Alegre no dia 20/10/2021 protestar pela manutenção do veto ao passaporte vacinal. Mas transformaram o direito democrático de protesto numa sucessão de crimes: violência física, racismo e apologia ao nazismo.

O prefeito, que já tentou distribuir kit covid para a população, antes da vigência do decreto estadual que exige o passaporte da vacina para ingressar em locais de grande circulação, vetou a exigência da comprovação de vacinação para ingresso em locais de grande circulação. E mesmo com um decreto em vigor para todo o RS, o prefeito manteve o tensionamento de votar o veto, como se Porto Alegre fosse uma ilha e não tivesse que cumprir o que vale para o resto do Estado.

O prefeito Sebastião Melo vai cumprir o decreto do passaporte vacinal ? A cidade de Porto Alegre quer saber se o seu governante defende ou não a vida da sua população.

Durante o debate sobre o veto do prefeito Melo, manifestantes verberaram o ódio dos que negam a vacina e minimizam as mais de 600 mil mortes por Covid-19 no Brasil – que deixaram mais de 110 mil crianças e adolescentes órfãos -; que defendem o Kit Covid e a imunidade de rebanho.

Esse grupo cometeu graves crimes dentro do Plenário Otávio Rocha:
1- Ostentação de cartaz com apologia ao Nazismo;
2- Agressões físicas a vereadores(as) e assessorias;
3- Discurso fundamentado o racismo estrutural chamando uma vereadora de empregada doméstica e a outra vereadora de lixo. As duas parlamentares são mulheres negras, configurando crime de racismo.

As falas revelam o racismo e o preconceito e discriminação com a classe das trabalhadoras domésticas, que durante toda a pandemia não deixaram de trabalhar e garantir a prestação de serviços em milhares de lares gaúchos.

É inadmissível que a Câmara de Vereadores(as) autorize a apologia ao ódio. As práticas criminosas cometidas pelo grupo bolsonarista que invadiu o Legislativo Municipal são inaceitáveis. Vereadores que tenham estimulado ou apoiado tais práticas precisam responder perante a Comissão de Ética.

O Legislativo deve fornecer todas as gravações que permitam à Polícia e ao Ministério Público a identificação dos criminosos para os devidos processos de responsabilidade penal.

Fora Bolsonaro impeachment já!
Fascistas, racistas, machistas não passarão!

Porto Alegre, 22/10/2021

Assinam as entidades, Centrais Sindicais, partidos e movimentos sociais que compõe este comando
Afronte
ASERGHC
ASSUFRGS
CTB/RS
CUT/RS
Centro Acadêmico de Políticas Públicas (CAPP)
Coletivo Alicerce
Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro
Coletivo Juntos
Coletivo Outros Outubros Virão
Coluna Vermelha do Inter
CONAM
CPERS Sindicato
CSP Conlutas
DCE UFRGS
Elo Nacional de Mulheres da Rede Sustentabilidade
Executiva Nacional do PDT
Fórum Sindical e Popular
Frente Brasil Popular RS
Frente Nacional de Mulheres na Política
Frente Povo Sem Medo
Grêmio Antifascista
Grupo Desobedeça LGBTI
Intersindical Central da Classe Trabalhadora
Intersindical – Instrumento de Luta e Organização da Classe Trabalhadora
Kizomba
Levante Popular da Juventude
Liderança da Bancada do PDT na Assembleia Legislativa
MMM/RS
Movimento Luta de Classes (MLC)
Movimento de luta nós bairros, vilas e favelas – MLB
Movimento de Mulheres Olga Benário
MNLM
Movimento Fé e Política RS
MPA
MST/RS
MTST
OCUPE – Juventude Socialista
Parada Livre de Porto Alegre
Parada de Luta LGBTI de Porto Alegre
PCB
PCdoB/RS
PDT/POA
PSOL/RS
PT/RS
PT/POA
REDE Sustentabilidade POA
Resistência/PSOL
SindiCaixa
Sindisaude-RS
SindisprevRS
SindSepe/RS
Sintergs
Somos – Comunicação, Saúde e Sexualidade
Subverta RS – PSOL
UBES
UBM
UCB
UEE/RS
UJS
UNE/RS
UNEGRO
Unidade Popular pelo Socialismo
UPS (Unidade Popular e Sindical)/RS

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Em mais uma prova do total desconhecimento da realidade das escolas estaduais e do autoritarismo do governo Leite (PSDB), o Conselho Estadual de Educação (CEEd) – composto em sua maioria por representantes do Estado – aprovou, na última quarta-feira (20), o parecer que institui o Referencial Curricular Gaúcho para o Ensino Médio (RCGEM).

Com a aprovação, a partir de 2022, o RCGEM passará a nortear a etapa final da educação básica e suas modalidades nas instituições dos Sistemas Estadual e Municipais de Ensino do RS.

Elaborado sem o envolvimento da comunidade escolar e repleto de elementos que aceleram a mercantilização do ensino e facilitam a entrada de agentes privados nas instituições públicas, o projeto ainda suprime componentes clássicos dos currículos.

A pandemia aprofundou problemas que há anos assolam o ensino público no Brasil. Criar mais uma ruptura pedagógica através do RCGEM, sobrecarregando educadores(as) e direções, é desumano e insensível.

Qualquer currículo que não seja debatido no chão da escola, que desrespeite a gestão democrática e a autonomia dos educadores(as) para desenvolver seus projetos pedagógicos coloca em risco a perspectiva de uma educação universal, laica, de qualidade e socialmente referenciada.

O CPERS segue na resistência contra a forma abrupta de implantação do RCGEM, através do PDL 611/21 da Deputada Rosa Neide (PT-MT), que pede a suspensão da implementação do novo Ensino Médio em todo o Brasil.

O descompasso na regulamentação curricular não é bom para a organização da etapa final da educação básica, sobretudo porque interfere no acesso dos estudantes no ensino superior, podendo prejudicar o desempenho de muitos jovens no Exame Nacional do Ensino Médio – ENEM e nos vestibulares.

O Sindicato é contra à implementação deste projeto, reivindicando o adiamento da implementação do novo Ensino Médio – que seria a partir de 2022 – para que os entes federados possam regulamentar suas normativas em situação de tranquilidade (superada a pandemia), propiciando aos sistemas de ensino mais tempo para se planejar.

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O CPERS participou, nesta quinta-feira (21), da audiência pública realizada pela Assembleia Legislativa sobre o reajuste do salário mínimo regional do Rio Grande do Sul. A entidade expôs seu repúdio aos irrisórios 2,73% de aumento proposto pelo governo, após dois anos sem reajuste.

Hoje, o valor do piso regional é de R$ 1.237,15. Se o texto do Executivo for aprovado, o salário, em sua primeira faixa, passará de R$ 1.237,15 para R$ 1.270,92 – uma diferença de apenas R$ 33,77.

O sindicato defende o índice de 10,3% colocado pelas centrais sindicais e que, conforme o Dieese, corresponde à variação do INPC em 2019 e 2020.

Antes da audiência ter início, assim como fazem todas as semanas desde julho, representantes do CPERS, estavam na Praça da Matriz reivindicando o justo aumento de 47,82% para a categoria, que está há sete anos está sem aumento. No mesmo momento, as centrais protestavam pelo reajuste de 10,3% para o mínimo regional.

A presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, destacou, durante a audiência, que para os funcionários de escola que recebem o salário base (R$ 620,72) terem aumento real em seus salários, é necessário que o governo conceda 10,73% de reajuste. “Mesmo que o governador conceda os 47,82%, os nossos funcionários de escola ainda estariam recebendo abaixo do salário mínimo e do piso regional”, explicou.

Ela também lamentou o alinhamento das políticas do governo Leite com Bolsonaro. “O objetivo deles é o mesmo, enriquecer cada vez mais os quem têm muito e empobrecer ainda mais os trabalhadores.”

Helenir destacou ainda a união com as centrais sindicais para denunciar os parlamentares que se colocarem contra os trabalhadores. “Vamos fazer a pressão em cima dos deputados e alertar: quem não votar a favor dos 10.3% não volta. Vamos visitá-los em suas bases e cobrar.”

Indignidade: 2,73%

Presidente da Comissão de Economia, Desenvolvimento Sustentável e Turismo, o deputado Zé Nunes (PT), conduziu a organização do debate. Em sua fala de abertura relatou que a reunião realizada entre as centrais sindicais e as entidades empresariais, nessa quarta-feira (20), não obteve os resultados esperados. “É lamentável o que vemos no Rio Grande do Sul. Negam aos trabalhadores a condição mínima de ter o reajuste da inflação e isso diante de todos os desafios e dificuldades de uma pandemia”, ponderou.

O proponente da audiência, deputado Fernando Mainardi (PT), classificou como uma indignidade o percentual de aumento proposto pelo governador. “A ideia de terminar com o piso regional nos dá a entender que um dia poderemos ter o fim do salário mínimo. Somente este ano a inflação já foi superior aos 10% e a cesta básica cresceu mais de 30%. E o governador propõe apenas 2,73%. Está fazendo o mesmo que faz com os educadores, que estão a sete anos sem reajuste”, frisou.

Mainardi deve apresentar parecer com uma emenda para tentar garantir o reajuste de 10,3%.

Exemplo do Paraná

Suélen Glinski Rodrigues dos Santos, chefe do Departamento Estadual do Trabalho e de Estímulo a Geração de Renda do Paraná (DET-SEJUF) e presidente do Conselho Estadual do Trabalho, Emprego e Renda (CETER-SEJUF) falou sobre a criação, em 2011, do piso salarial estadual do estado.

Segundo ela, foi construído um grupo de Trabalho Tripartite para a valorização do Piso Salarial para facilitar as negociações. Por meio de um acordo ente os trabalhadores e o governo, o piso mínimo regional do Paraná foi reajustado para os anos de 2014 e 2015. Também foi aprovada a previsão para os anos seguintes, até 2020.

“Desde 2017, a data base do nosso piso salarial vendo sendo reajustado pelo mesmo percentual aplicado para o reajuste pelo salário mínimo nacional. Hoje, devido a pandemia, consideramos o valor do salário mínimo nacional acrescido de 0,55% . Basicamente damos 6% de aumento”, explicou.

“É uma política importante de emprego e renda, que foi construída ao longo dos anos. Sempre nos preocupamos em, além de dar a reposição da inflação, conceder o aumento real, que também impacta na economia e nas negociações da data base”, enfatizou.

10.3% é o mínimo

Ricardo Franzoi, diretor técnico do Dieese, observou que o governo tem utilizado as mesmas falsas justificativas que as entidades empresariais usaram na época da implantação do piso regional no Estado, em 2001.

Segundo ele, os argumentos do governo para propor o reajuste de 2,73% são os de que não querem destruir a economia e nem diminuir a competitividade do Estado, além de afirmarem que a majoração excessiva do piso causaria aumento do desemprego e da informalidade. “Esses argumentos não condizem com a realidade, pois a taxa de desemprego caiu, a informalidade diminuiu e a inflação não subiu mais de 4 ou 5%.

Franzoi também ressaltou que é inadmissível o Executivo falar em equilíbrio fiscal quando aprova a reforma administrativa e as privatizações, que são demandas das entidades empresariais, e concede apenas 2,73% para os trabalhadores. “Há também as renúncias fiscais, que somam mais de R$ 20 bilhões por ano”, acrescentou.

Pressão aos deputados

“Esse percentual é miserável. Conceder os 10.3% é o mínimo. Precisamos criar uma política permanente para o piso regional. Esta é uma necessidade que se impõe, pois o trabalhador é essencial e insubstituível”, observou Nelson Wild, da Fetag.

Para Antônio Güntzel, da CUT, o justo aumento do piso regional é um desafio que deve ser enfrentado de maneira unitária. “Esse modelo de gestão, financiado por boa parte dos empresários, significa a concentração de renda para eles e a pobreza para nós. Basta ver a quantidade de pessoas morando nas ruas. Precisamos fazer pressão aos deputados.”

Guimar Vidor, presidente da CTB, pontuou que o salário mínimo regional é destinado exatamente aos trabalhadores que não têm acordos seletivos e sentenças normativas, por exemplo. Ou seja, aos que menos ganham e mais precisam. “O governo teve a capacidade de apresentar 2,73%, após dois anos sem reajuste. Essa proposta é imoral porque tira a comida da mesa do trabalhador. Ano que vem vai ter eleição e nós vamos marcar na paleta esses deputados que falam uma coisa e fazem outra”, conclamou.

“De 40% a 60% dos trabalhadores dependem do mínimo regional. Sempre dissemos: saúde não quebra, não desemprega. Reconhecer o mínimo regional é atender grande parte dos trabalhadores da saúde que atendem em setores como a higienização, a alimentação e a segurança, que não pararam nessa pandemia”, ressaltou Júlio Cesar Jesien, presidente do Sindisaúde.

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O CPERS Sindicato torna público o seu repúdio ao fato ocorrido na tarde desta quarta-feira (20), durante a votação do veto do prefeito Melo ao Passaporte Vacinal na cidade.

Um grupo contrário ao passaporte vacinal interrompeu a sessão da Câmara Municipal de Porto Alegre, causando confusão generalizada e praticando atos de violência. Entre os participantes, indivíduos carregavam referências ao nazismo e dirigiram palavras agressivas e racistas contra a bancada negra.

É inaceitável que após 604 mil vidas perdidas para a Covid-19 no Brasil, a obrigação do passaporte vacinal ainda seja pauta de discussão. E da mesma gravidade, em um país que enfrenta uma realidade de extrema violência com a população negra, que se presencie episódios de racismo explícito no legislativo municipal.

Recentemente, durante vigília do Sindicato, educadores haviam sido interpelados com agressividade por integrantes do mesmo movimento.

Atos violentos, racistas e fascistas como os de hoje devem ser combatidos firmemente, evitando qualquer forma de cumplicidade. Infelizmente ainda temos representantes políticos que insistem em corroborar com atitudes desprezíveis como esta.

Vacina salva vidas! Racismo é crime! Exigimos que sejam tomadas as devidas providências, no sentido de punir os agressores, que podem ser identificados pelas imagens publicadas na imprensa e câmeras de segurança internas do prédio.

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O CPERS segue mobilizado, nas ruas e nas redes, em defesa dos serviços públicos, dos servidores(as) e direitos da população.

A direção do Sindicato está em Brasília para mais uma semana de pressão nos deputados(as) a favor da PEC 32 ou que ainda não declaram voto.

Você também pode ajudar na pressão mandando mensagens aos(às) deputados(as) gaúchos(as) para que digam NÃO à PEC da destruição e da privatização.

Clique nos links e deixe o recado: #VotouPEC32NãoVolta!

ALCEU MOREIRA (MDB)

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MÁRCIO BIOLCHI (MDB)

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MARCEL VAN HATTEM (Novo)

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GIOVANI CHERINI (PL)

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Twitter: https://twitter.com/giovanicherini

LUCAS REDECKER (PSDB)

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Twitter: https://twitter.com/LucasRedecker
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BIBO NUNES (PSL)

E-mail: dep.bibonunes@camara.leg.br
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Twitter: https://twitter.com/bibonunes1
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MARCELO BRUM (PSL)

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NEREU CRISPIM (PSL) 

E-mail: dep.nereucrispim@camara.leg.br
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SANDERSON (PSL)

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MARCELO MORAES (PTB)

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MAURÍCIO DZIEDRICKI (PTB)

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CARLOS GOMES (REPUBLICANOS)

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Twitter: https://twitter.com/carlosgomesdep

GIOVANI FELTES (MDB)

E-mail: dep.giovanifeltes@camara.leg.br
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Instagram: https://www.instagram.com/giovanifeltes/
Twitter: https://twitter.com/GiovaniFeltes
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OSMAR TERRA (MDB)

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MARLON SANTOS (PDT)

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AFONSO HAMM (PP)

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COVATTI FILHO (PP)

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JERÔNIMO GOERGEN (PP)

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PEDRO WESTPHALEN (PP)

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LIZIANE BAYER (PSB)

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PAULO VICENTE CALEFFI (PSD)

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DANIEL TRZECIAK (PSDB)

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Whatsapp: 53 999459045

AFONSO MOTTA (PDT)

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POMPEO DE MATTOS (PDT)

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HEITOR SCHUCH (PSB)

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FERNANDA MELCHIONNA (PSOL)

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BOHN GASS (PT)

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HENRIQUE FONTANA (PT)

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MARCON (PT)

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Whatsapp: 51 97991355

MARIA DO ROSÁRIO (PT)

E-mail: dep.mariadorosario@camara.leg.br
Facebook: https://www.facebook.com/DeputadaMariaDoRosario/
Instagram: https://www.instagram.com/_mariadorosario/
Twitter: https://twitter.com/mariadorosario
Whatsapp: 51 991399518

PAULO PIMENTA (PT)

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Abandono. Esta é a palavra que pode resumir a realidade da escola Escola Estadual Indígena de Ensino Fundamental Nhamandu Nhemopu’ã, localizada em Itapuã – no município de Viamão. A estrutura, pequenas salas de madeira adaptadas na casa que era do fundador da aldeia, está longe de ser a adequada e impede o retorno presencial às aulas.

A biblioteca é o único espaço que possui estrutura de concreto, pois foi construída através da doação de recursos por uma empresa privada. Porém, os enormes buracos no telhado de sapê já trouxeram prejuízos.

“Sofremos com a falta de estrutura há anos. A biblioteca está com goteiras, com rombos no teto. Já perdemos vários livros. Fizemos o pedido para o reparo, mas foi negado pelo governo”, explica o diretor da escola Leandro Subtil Moura.

A instituição atende a educação infantil, ao ensino fundamental e médio e ao EJA, totalizando 84 alunos.

De acordo com Moura, o governo fez um repasse em 2014 que foi destinado para a construção de um “puxadinho”, conforme denomina o diretor, onde ficam os três banheiros da instituição.

O pedido para a construção de um prédio, que contemplaria salas de aula, cozinha, refeitório e escritório está com o governo desde 2019. “Também solicitamos, de modo emergencial, a construção de uma sala para atender o terceiro ano do ensino médio e a reforma da cozinha e da biblioteca. Mas foi negado”, relata.

Precariedade impede aulas presenciais

Salas de aula inadequadas, sem espaço suficiente para manter o distanciamento previsto nos protocolos de segurança para evitar o contágio da Covid-19, são algumas das questões que impedem o retorno ao ensino presencial.

“Não temos condições seguras para receber nossos alunos. Não voltamos por total falta de estrutura. Estamos bem desassistidos”, desabafa Moura.

Para que os estudantes sigam com aulas, os 15 professores entregam as atividades para as famílias, que depois retornam para a correção das questões.

Na última terça-feira (19), o diretor do CPERS, Cassio Ritter, ciente dos problemas enfrentados pela escola foi até o local para verificar de perto a situação. “ É necessário a construção de um outro prédio, que seja adequado para as atividades escolares. O que eles têm hoje é uma moradia adaptada. A reforma da biblioteca também é urgente.”

Com o intuito de auxiliar os educadores e a comunidade escolar, o CPERS encaminhou o pedido para uma audiência pública com a Coordenação de Políticas Específicas para a Educação (CPE), da Seduc, na qual irá expor e cobrar a urgente solução dos problemas enfrentados pela escola.

“A impressão é a de que estão esquecidos e que a própria existência deles incomoda. Não podemos admitir esse descaso”, considerou.

 

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Mobilizar, resistir e construir a luta por valorização dos educadores(as) e pela educação pública de qualidade. Esses são alguns dos pontos que pautaram a terceiro Encontro Macrorregional da Conferência Nacional Popular de Educação (Conape), no Rio Grande do Sul, na sexta-feira (8).

A reunião online, promovida via plataforma Zoom, debateu o Eixo IV: Valorização dos Profissionais da Educação: formação, carreira, remuneração e condições de trabalho e saúde. Participaram os núcleos de Santa Maria (2º), Cachoeira do Sul (4º), Santa Cruz do Sul (18º), Cruz Alta (11º) e Ijuí (31º).

“O propósito da nossa atividade é estar fazendo o trabalho de mobilização, divulgação e construção desse instrumento que é a Conape”, explicou o 1º vice-presidente do CPERS, Alex Sarratt, que também integra a Coordenação Colegiada da Conferência no RS.

“Trata-se de uma formatação de resistência do movimento educacional e pedagógico frente aos ataques gerados pela ascensão do golpe de extrema direita. As políticas neoliberais vêm destruindo as conquistas históricas do movimento popular brasileiro”, completou Alex.

Unidade na luta contra os ataques à educação

Para Heleno Araújo, membro da Coordenação Executiva do Fórum Nacional Popular de Educação (FNPE) e presidente da CNTE, é imprescindível a unidade para fazer o enfrentamento a todos os ataques dos últimos anos.

Aos presentes, ele destacou alguns trechos de nota publicada pela FNPE, que faz referência a Paulo Freire, patrono da educação demasiadamente atacado pela extrema-direita e o bolsonarismo.

“Paulo Freire nos dizia: ‘A conjuntura não permite reforçar um espaço tomado por um Golpe. É que, para os autoritários, a democracia se deteriora quando as classes populares estão ficando demasiado presentes nas escolas, nas ruas, nas praças públicas, denunciando a feiura do mundo e anunciando um mundo mais bonito'”, destacou o presidente Heleno.

Conforme Heleno, esse pensamento de Freire se encaixa com a conjuntura atual.

Antes do golpe de 2016, que culminou no impeachment de Dilma Rousseff (PT), a Conferência Nacional de Educação (Conae) trazia mais de 4 milhões de educadores(as), estudantes, gestores e agentes públicos para debater sobre o Plano Nacional de Educação.

Durante três anos e meio, quase 3 mil emendas entraram na pauta dos debates; havia propostas e ideias de como desenhar as políticas educacionais do país. “Conseguimos colocar quatro metas, voltadas para os profissionais da educação, dentro do Plano, incluindo a valorização profissional e o Piso para todos os educadores na Lei da Constituição Federal”, garantiu.

Após o golpe, já com Michel Temer (MDB) na presidência, foi quebrado esse processo de participação. Primeiro, com a Emenda Constitucional (EC) 95, que cortou bruscamente investimentos em educação; depois, com a portaria nº 577, que ataca o Fórum Nacional de Educação.

De forma unilateral e autoritária, em 2018, o governo revogou as portarias anteriores aquele ano da Conae, o que dissolveu o espaço de estado plural e representativo, reduziu para 24 entidades a coordenação do Fórum de Educação e também a participação da sociedade civil, ampliando a atuação do MEC e de setores privados.

Para resistir aos ataques, o FNPE realizou, no mesmo ano, a primeira Conape.

Daí saiu uma Conferência vitoriosa e vigorosa compatível com as plataformas de luta pela educação, a favor de mais direitos e contra os retrocessos e desmontes: “Trata-se de uma conferência popular com o projeto estratégico de reconstruir o país com gestão pública, laica e de qualidade social para todos e todas”, pontuou.

Para Heleno, todas as políticas sociais estão em xeque desde o golpe de 2016 com a EC 95, reformas trabalhistas e da previdência, e agora com a Reforma Administrativa (PEC 32), de Bolsonaro (sem partido) e Guedes: “Temos que fazer uma luta muito forte para revogar EC 95 e todos os direitos retirados e derrotar o governo Bolsonaro”, finalizou.

Valorização dos profissionais da educação

Para discutir valorização, conforme José Valdivino Moraes, da Secretaria Executiva da CNTE, é necessário fazer um fortalecimento de entendimento do campo de atuação dos profissionais para compreender a sua relação com a educação.

“Não dá mais para a gente imaginar que qualquer formação é suficiente para atuarmos na educação. Temos que, cada vez mais, fortalecer a ideia de que a formação tem que ser específica”, afirmou.

Para Valdivino, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) também destaca as carreiras.

“Eu trabalho com a ideia de fazer a transição entre as carreiras que já construímos entendendo o que é uma carreira transitória para, assim, pensarmos em criar um cargo novo, que chamaria de definitivo. Precisamos avançar na criação de um cargo definitivo nos próximos concursos públicos e romper com as terceirizações”, declarou Valdivino.

Ele compartilhou aos presentes dois textos de sua autoria que tratam da valorização dos educadores(as), por meio das legislações e de seu papel social.

>> Leia aqui os textos de José Valdivino: “EDUCAÇÃO: QUEM FAZ? O QUE ESPERAR DOS EDUCADORES” e “ROTEIRO PARA DEBATES NO SEMINÁRIO JURÍDICO CNTE”

“Quando nos desdobramos para o desenvolvimento psicológico, sabemos que uma funcionária pode compreender as dificuldades e as frustrações das crianças que chegam nas escolas. Os funcionários contribuem para o desenvolvimento psicológico e afetivo de quem chega nas instituições de ensino”, explicou Valdivino.

“O desenvolvimento social é estabelecido no pátio da escola. Essas relações sociais, muitas vezes, são construídas por esses educadores”, completou.

Sobre as questões legais, ele destacou que a valorização dos profissionais da educação foi pautada no artigo 206 da Constituição como carreira de Estado. Já pelo artigo 214, fixou-se o Plano Nacional de Educação.

Por fim, ele defendeu a imprescindível luta contra a PEC 32, que ataca os profissionais da educação e os serviços públicos, e escancara as portas para as terceirizações e precarização do trabalho.

Política de Bolsonaro sufocou a educação pública

Quantos aos incessantes ataques do governo Bolsonaro à educação, a secretária de Políticas Educacionais do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), Francisca Pereira, foi enfática: “Bolsonaro – tanto do ponto de vista ideológico quanto financeiro – foi um verdadeiro sufocador da educação”

Ela citou a EC 109, que com o argumento de reduzir os gastos públicos, congelou salários e suspendeu concursos, o que representou uma antecipação da PEC 32, precarizando ainda mais as condições de trabalho dos servidores(as) e serviços públicos.

“Quem não perdeu algum conhecido, amigo ou familiar nesta pandemia? É muito triste perder alguém para o negacionismo. Por isso, precisamos defender, além da educação pública, o SUS e todos os serviços públicos”

Francisca também explanou sobre a brusca mudança na forma de trabalhar imposta aos educadores(as) em meio à pandemia. “Nós fomos jogados no desafio de mudar completamente a nossa relação de trabalho. O governo não nos ofereceu internet de qualidade e equipamento algum”, criticou.

“O sonho dos privatistas é que o ensino presencial fique no passado”, completou Francisca.

Para ela, a realização da Conape é a resposta de resistir à destruição do Estado brasileiro.

“A gente não sossega nunca, temos que estar vigilantes a toda hora”, finalizou.

Também estiveram presentes os dirigentes da Comissão de Educação do CPERS, Edson Garcia, Sonia Solange e Vera Lessês, além da diretora do Sindicato Juçara Borges.

 

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Nesta segunda-feira (19), a Comissão de Educação do CPERS promoveu o quarto e último Encontro Regional sobre a Lei de Gestão Democrática. 

Com o intuito de alertar a comunidade escolar sobre a importância do processo de eleição das direções escolares, as reuniões ocorreram de forma virtual e contaram com a participação de representantes dos 42 núcleos do Sindicato.

Este encontro final reuniu educadores(as) de Porto Alegre, Guaíba, Canoas, São Leopoldo, Taquara, Montenegro, Osório, Gravataí e Camaquã.

A diretora Sônia Solange Viana, que representa os funcionários de escola na Comissão Estadual de Eleição de Diretores, ressaltou que nestes tempos difíceis de constantes ataques aos direitos da categoria, garantir que as eleições sejam realizadas, é assegurar a gestão democrática no chão das escolas.

“Se o projeto do atual governo permanecer, corremos o risco de não termos mais eleição de direções nas escolas estaduais. Estados que revogaram a Lei de Gestão Democrática já não realizam mais esse processo, precisamos garantir que essa não seja a última eleição para direção de escola”.

Baixe aqui a íntegra da Lei de Gestão Democrática.

Sônia ainda destacou que recentemente o CPERS publicou uma cartilha visando mobilizar a categoria sobre a Gestão Democrática e a importância das eleições de diretores e vice-diretores.

“Sabemos que o objetivo do Eduardo Leite é a privatização e o fim da escola pública, por isso, precisamos eleger representantes que defendam os interesses da comunidade e uma educação pública de qualidade para todas e todos”.

As eleições de direções e a autonomia das escolas 

A advogada Gabriela Sebben, da assessoria jurídica do CPERS, realizou uma breve apresentação do histórico da Lei e sua importância, já que nasceu das lutas e de muita mobilização dos sindicatos. 

“Muitos municípios já não contam mais com esse importante dispositivo, então o desafio é fazer a legislação valer e envolver cada vez mais a comunidade escolar na Gestão Democrática da escola”, destacou Gabriela. 

A advogada ainda apresentou um resumo das atribuições da equipe diretiva e a importância da escolha ser da comunidade escolar, além de informações sobre o processo das eleições, como quem pode se candidatar ou votar e a importância dos conselhos escolares, que são compostos por alunos, pais, membros do magistério e servidores. 

“A lei não garante a efetivação da gestão, temos ameaças em todas as esferas, então precisamos de envolvimento de todos para fazer frente a isso”, enfatizou. 

Eleição de diretores e vice-diretores

O pleito ocorrerá simultaneamente em todas as escolas nos dias 30 de novembro e 1º de dezembro deste ano.

A portaria 203/2021, publicada recentemente pela Secretaria Estadual de Educação (Seduc), estabelece os procedimentos e as orientações para a realização do processo de indicação para as funções de diretor e vice-diretor das escolas.

Confira a íntegra da portaria aqui.

 

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Professores e funcionários de escola da rede estadual do Rio Grande do Sul são constantemente atacados pela política neoliberal dos governos de Jair Bolsonaro (sem partido) e Eduardo Leite (PSDB). A educação pública passou a ser a grande inimiga destes governos que têm como meta o estado mínimo, privatizações, vendas de patrimônio público e a destruição dos serviços públicos.

Os educadores(as) gaúchos enfrentam uma das piores, se não a pior, fases da categoria. Já são sete anos de salários congelados, somando 47,82% de perda salarial.

Honrar as contas, ter alimento na mesa e um teto sobre a cabeça está cada vez mais difícil para os trabalhadores(as) em educação. Acompanhar o aumento dos preços e ter uma vida digna é um desafio constante. A reposição salarial é necessária e imprescindível para a sobrevivência dessa categoria tão valorosa e necessária em nossa sociedade.

Acompanhe os relatos de seis educadoras(es) que lutam constantemente pela valorização da classe e para mudar esta triste realidade.

Maria Barbosa, professora de português e literatura, 24º núcleo (Pelotas)

“O reajuste faz falta. Com nosso salário defasado não compramos mais nada. Agora na pandemia trabalhamos o dobro e ganhamos uma miséria. Carne na mesa do professor é difícil, não existe mais. Estamos ficando doentes de tanto trabalhar e não sermos devidamente valorizados.”

Israel Silva do Nascimento, funcionário da escola, 14º núcleo (Novo Hamburgo)  

“Estamos há sete anos sem receber um centavo a mais. A reposição é muito importante para garantirmos alimentação e bem-estar para a nossa família. Nossa situação está cada vez mais difícil.”

Maria Angélica Damigno,  funcionária de escola, 10º núcleo (Santa Rosa)

“Nós funcionários de escola e professores merecemos salários melhores. Para melhorar a nossa vida em todos os sentidos, para termos uma vida digna. Estamos cada vez mais desvalorizados e atacados pelo governo Leite. Estou sempre junto nas lutas do sindicato, pois só assim venceremos com união e força.”

Confisco dos aposentados e precariedade do IPE Saúde 

Em dezembro de 2019, através da Lei Complementar 15.429/2019, aprovada na Assembleia Legislativa, Eduardo Leite (PSDB) instituiu novas alíquotas previdenciárias. Os aposentados e aposentadas passaram a contribuir novamente com a previdência, um desconto brutal que faz falta diariamente na vida desses professores e funcionários de escola.

Além dos educadores ativos e aposentados enfrentarem perdas salariais, ainda lutam para assegurar um atendimento de qualidade no IPE Saúde. O Instituto vem fechando várias agências pelo interior do estado, o descredenciamento de médicos é constante e faltam profissionais qualificados. Como se isso não fosse o suficiente, o governo Leite ensaia aumentar a contribuição do segurado principal de 3,1% para 3,6% ou taxar por dependentes.

Elida Marlene Schroeder, psicopedagoga aposentada do 6º núcleo (Rio Grande)  

“O aumento na contribuição do IPE é impossível neste momento. O atendimento do IPE não é ruim, mas muitas vezes temos um médico de confiança e do nada ele sai do IPE. Muitas vezes temos que viajar 80Km até Pelotas, para ter um atendimento melhor. Com o confisco da previdência eu perdi R$540 do meu salário. Isso faz muita falta para um aluguel, uma moradia melhor.”

Jussara Domingues, professora aposentada, 39º núcleo (Porto Alegre)

“Com o desconto da previdência perdi 400 reais no meu orçamento. Isso em 10 meses dá 4 mil reais, é muito dinheiro. Todo dia é um saque.  Leite ao invés de valorizar os educadores, ele retira nossos direitos. Ele é sádico, quanto mais tira, mais feliz fica.”

Bernadete Seixas, professora aposentada há 15 anos, 24º núcleo (Pelotas)

“Nossa situação é muito difícil. O fechamento das agências do IPE pelo estado é lamentável. E ainda por cima querem aumentar nossa contribuição, sendo que estamos há sete anos com os salários congelados. Voltamos a contribuir com a previdência no ano retrasado, e esse dinheiro faz muita falta para nossos remédios, lazer e até para a alimentação.”

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