O ataque de Eduardo Leite (PSDB) aos educadores(as) aposentados(as) vem desde a aprovação da Lei Complementar 15.429/2019, na Assembleia Legislativa.

A Lei instituiu novas alíquotas previdenciárias, incluindo o desconto brutal de aposentados(as) que recebem abaixo do teto do INSS, além de adequar os parâmetros de aposentadoria à Reforma da Previdência do governo Bolsonaro.

Com esta nova legislação, o governo Leite passou a confiscar R$ 340,00 milhões ao ano dos educadores(as) inativos(as), deixando quem contribuiu uma vida inteira sem ter até o que comer.

Em fevereiro de 2020, o CPERS Sindicato ingressou com uma Ação de Inconstitucionalidade no TJ contra o projeto que assalta o salário dos aposentados(as) por meio de contribuições previdenciárias.

2022 iniciará com data marcada para um novo passo desta luta.

A assessoria jurídica do CPERS Sindicato, o escritório Buchabqui e Pinheiro Machado Advogados Associados, informa que foi pautado para o dia 24/01/2022, às 14hs, o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade que trata a respeito da cobrança de contribuição previdenciária sobre os proventos dos servidores(as) aposentados(as).

O processo, que tramita sob nº 70083852905, foi assinado pelo escritório de advocacia do ex-Ministro e ex-Presidente do Supremo Tribunal Federal Carlos Ayres Britto, e possui como autores, além do CPERS, diversas entidades de servidores públicos, tais como a União Gaúcha e a AJURIS.

Basta de assalto nos contracheques dos educadores(as) aposentados(as)!

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Para que a educação pública não sofra ainda mais perdas, representantes da direção central do CPERS somam-se à luta da CNTE, em Brasília, contra as PEC`s 13, 23 e 32 e também ao PL 3.776/08.

Mobilizações e atos ocorrerão a partir de hoje, dia 15, até sexta-feira (17) para impedir a aprovação destas propostas. A intenção da Câmara dos Deputados é de a de legitimar os PL´s ainda este mês.

Além das PECs, que atacam brutalmente a educação pública e afetam cruelmente a valorização dos trabalhadores em educação, há a Marcha dos Prefeitos. A iniciativa tem o objetivo de pressionar os deputados a aprovarem a mudança no reajuste do piso salarial profissional do magistério para o INPC (PL 3.776/08). Ou seja, se aprovada, a medida irá anistiar os gestores à não cumprirem com o investimento constitucional mínimo em educação durante a pandemia.

Ao longo desta quarta-feira, os diretores Cássio Ritter, Carla Cassais, Juçara Borges e o segundo vice-presidente do CPERS, Edson Garcia, participaram dos atos realizados pelas entidades.

“Estamos novamente no front das importantes lutas em defesa dos direitos dos professores e funcionários de escola. Hoje, manifestamos nosso repúdio a PEC 32, que destroi os serviços públicos e as carreiras dos servidores”, destacou o 2º vice-presidente, Edson Garcia.

Copie e cole a mensagem a seguir e envie por e-mail para os/as deputados/as – baixe aqui a lista de contatos.

 

Sr.(a) deputado(a), vote pela promoção da educação pública e contra mais retrocessos!

Neste fim de ano, muitos projetos afetos à educação pública e à valorização de seus profissionais tramitam na Câmara dos Deputados, e é preciso garantir os avanços necessários rumo à concretização das metas do Plano Nacional de Educação (Lei 13.005), impedindo mais cortes orçamentários e outras medidas que prejudiquem a oferta educacional no país.

A pandemia e a ausência de recursos tecnológicos fez com que quase 20 milhões de estudantes não conseguissem acompanhar adequadamente os conteúdos escolares entre 2020 e meados de 2021. Além disso, mais de 4,5 milhões de crianças e jovens não retornaram às escolas nas atividades presenciais, além de outros 2,5 milhões que já não vinham frequentando a escola por diversas razões, especialmente pelo trabalho precoce.

Para que esse cenário seja revertido e não sofra mais prejuízos, e para que as escolas sejam de fato espaços inclusivos e de aprendizagem dos cerca de 40 milhões de brasileiros em idade escolar e de outros que não tiveram acesso na idade apropriada (mais de 60 milhões de pessoas!), requeremos dos(as) nobres parlamentares os seguintes compromissos:

  1. Rejeição imediata da PEC 32 (reforma administrativa): a proposta em debate na Câmara Federal não dialoga com a necessidade de expansão da educação pública (básica e superior), promove ampla privatização dos serviços básicos (saúde, educação, entre outros), precariza amplamente as condições de trabalho dos(as) educadores(as) e tende a promover mais exclusão socioeducacional no país.2. Rejeição do PL 3.776/08 (critério de reajuste do piso do magistério): o magistério da educação básica no Brasil continua com defasagem salarial frente a outras categorias profissionais com mesmo nível de escolaridade (meta 17 do PNE) e ocupa a última posição remuneratória entre as mais de 40 nações avaliadas anualmente pela OCDE (pesquisa Education at a Glance). E retirar a possibilidade de ganho real do piso do magistério comprometerá ainda mais a situação de penúria de nossos(as) professores(as).3. Rejeição da PEC 23/21, destacando os precatórios do Fundef: o calote nos precatórios e o furo parcial do teto de gastos penalizam credores, abalam a confiança de investidores e mantêm a carestia num cenário de intenso descompromisso do Estado com as políticas públicas de qualidade. A EC 95 precisa ser revogada imediatamente! Contudo, dado que um dos objetivos da PEC já foi alcançado e promulgado (criação do Auxílio Brasil visando à reeleição do atual presidente), requeremos a ratificação do acordo que garante a destinação integral e imediata dos precatórios do Fundef aos estados e municípios, com subvinculação mínima de 60% dos valores para os profissionais do magistério, tal como definiu a EC 14/1996.4. Rejeição da PEC 13/21: os recursos da educação precisam ser investidos anualmente nas ações de manutenção e desenvolvimento do ensino, inclusive na valorização dos
    profissionais da educação. Pouquíssimos são os municípios que ainda não atingiram o percentual mínimo de MDE (25%) esse ano, sendo que parte significativa dessa condição anormal se deve ao reajuste zero (nulo) do piso do magistério em 2021 e à LC 173 que impediu reajustes e progressões nas carreiras dos servidores das três esferas em 2020 e 2021. Portanto, tal como se aprovou no PL 3.418/21, na semana passada, poderão os gestores com eventuais sobras de recursos proceder ao rateio desses valores entre os profissionais da educação (em parcela única), sem necessidade de flexibilizar a regra constitucional da vinculação de impostos para a área educacional. O estado de São Paulo e outros entes da federação estão adotando esse mecanismo, tornando inócua a PEC 13.5. Aprovação do orçamento federal sem cortes na educação: a marca indelével do atual governo tem sido os cortes nas áreas sociais, sobretudo na educação. Isso ocorre seguidamente, desde 2019, sendo uma questão de prioridades e não necessariamente de falta de recursos. E cabe ao Congresso Nacional mudar o rumo dessa trajetória que fomenta a exclusão social, mais mortes na pandemia e que compromete o desenvolvimento do país. Para tanto, é preciso aprovar o orçamento federal com os recursos necessários para as universidades, os institutos federais, a pesquisa, a ciência, a cultura e a saúde. Chega de negacionismo e de obscurantismo!

 

 

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Na última semana, o governador Eduardo Leite (PSDB) enviou para a Assembleia Legislativa o PL 467/2021, que prevê o reajuste do Piso do Magistério para os educadores(as) do Rio Grande do Sul de forma NÃO LINEAR.

Caso a proposta não tenha o texto alterado, 40.931 professores(as) aposentados(as) – 30.933 com paridade + 9.998 inativos e pensionistas sem paridade -, 162 professores ativos e 24.664 funcionários de escola, ativos e inativos, não terão nenhum reajuste.

Além disso, 33.820 professores(as) em sala de aula não ganharão o índice fixado pela Lei do Piso Nacional do Magistério (31,3%).

A artimanha matemática está aqui: na proposta o governo pretende absorver a parcela de irredutibilidade no subsídio, fazendo com que quanto mais antigo e com maior tempo na carreira, menor a valorização do servidor(a). Ou seja, Leite (PSDB), quer pagar o reajuste do Piso com o dinheiro dos próprios educadores(as).

A alegação do Executivo para a exclusão de parte da categoria é a falta de recursos. A proposta atual tem um impacto anual de R$ 650 milhões na folha.  Segundo cálculos do DIEESE, para garantir o reajuste no vencimento subsídio/básico e não absorver a parcela de irredutibilidade, incluindo aposentados(as) sem paridade e servidores(as) de escola, seria necessário o investimento de mais R$ 68 milhões mensais.

Dinheiro tem!

Buscando soluções para garantir a valorização de toda a categoria, o CPERS Sindicato apurou a seguinte informação: no Demonstrativo do Comprometimento da Receita Líquida de Impostos e Transferências com a Manutenção e Desenvolvimento do Ensino disponibilizado pela CAGE em 31 de outubro de 2021, o Rio Grande do Sul conta com um saldo financeiro do FUNDEB de R$ 674.999.545,91 (Tabela 1).

Trata-se de um valor significativamente mais alto do que em anos anteriores. Em 31 de outubro de 2020 o saldo financeiro do Fundeb era negativo (R$ -342.862.667,08) e em 31 de outubro de 2019 de R$ 172.686.925,78.

Conforme dados do mesmo relatório, os indicadores do 5º bimestre de 2021, apontam que o estado aplicou 91,36% (R$ 4,1 bilhões) da receita recebida do fundo em 2021 com a remuneração dos profissionais da educação enquadrados como elegíveis, superando o limite mínimo de 70% (Tabela 2).

Com relação à manutenção e desenvolvimento do ensino (MDE), o estado aplicou em 2021 R$ 8.978.439.994,89, o que equivale a 24,74% do total dos impostos próprios e transferências gastos com educação, sendo o mínimo constitucional de 25% e o mínimo previsto na Constituição Estadual (35%).

Com essas informações podemos observar que existem rubricas concretas para que o governo do Estado garanta o reajuste linear de 32% para toda a categoria, que já teve redução salarial de 52,6% pelo não repasse da inflação (INPC/IBGE) desde 2014.

Ou seja, acabar com a matemática imoral do PL 467/2021 não impõe disputa por orçamento para o ano de 2022. O estado tem recursos em caixa suficientes para não fazer os servidores(as) mais antigos pagarem do próprio bolso o reajuste obrigatório de 2022, conforme prevê a Lei do Piso do Magistério.

Dinheiro tem! Basta Eduardo Leite valorizar o que importa.

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Funcionárias(os) de escola e aposentadas(os), dois segmentos tão importantes da categoria, foram prejudicados na matemática imoral do Projeto de Lei nº 467/2021 (Reajuste do Piso do Magistério), enviado pelo governador Eduardo Leite (PSDB) para a Assembleia Legislativa na última quarta-feira (8).

A situação destes educadores é de emergência. Os funcionários(as) de escola têm salário base de R$ 620,00 e representam 90% das piores remunerações do estado. Já os aposentados(as), vêm sendo saqueados(as) pelo governo Leite desde a última reforma, com um confisco de R$ 340 milhões ao ano nos salários, que já foram corroídos em 52,6% pela inflação.

Caso a proposta não tenha o texto alterado, 30.933 professores(as) aposentados(as) e 24.664 funcionários de escola não terão nenhum reajuste.

O CPERS está na luta para que a valorização salarial seja estendida para TODA a categoria.

Fortaleça a pressão: Clique aqui e envie mensagens de WhatsApp para os deputados de sua região.

Confira a opinião de sete educadoras (funcionárias e aposentadas) sobre a proposta excludente de Eduardo Leite:

“É um absurdo, estamos há quase 8 anos sem reajuste e quando o governo apresenta uma proposta de reposição salarial, nos deixa de fora. Hoje em dia eu não consigo pagar todas as minhas contas. Todo meu salário fica no Banrisul, de tanto empréstimos que faço. Todos os meses faço um sorteio para ver qual conta vou pagar. Se continuar assim, não vamos ter como sobreviver.” Elisabete Barbosa da Silva, 22º núcleo (Gravataí).

“Os funcionários(as) nunca têm direito a nada, só a trabalhar. O governo Leite é o pior governo que tivemos, está nos deixando na miséria.”  Solange Ribeiro, funcionária de escola, 38º núcleo (Porto Alegre).

“Anos e anos lutando e agora lutamos para não perder o que conquistamos com tanto esforço.  E também para dar força para as nossas colegas da ativa. Temos que continuar a luta e exigir reposição salarial para todos.” Fani Rodrigues, professora aposentada, 23º núcleo (Santana do Livramento).

“Essa proposta de reajuste do governo Leite é um desrespeito com todos funcionários(as) e aposentados(as). Todos temos que receber reajuste, funcionários, aposentados, professores. Nossa categoria está empobrecida.” Rosemeire Gomes, professora aposentada, 23º núcleo (Santana do Livramento).

“Nós funcionários(as) temos direito ao reajuste. Sem o funcionário(a), a escola não funciona. Nós trabalhamos muito e somos nós que todos os dias estamos ali para o bom funcionamento da escola. Somente com muita luta vamos conseguir o nosso reajuste.” Neila Oliveira da Silva, funcionária de escola, 11º núcleo (Cruz Alta).

“Essa proposta de reajuste é completamente desumana, depois de anos de trabalho, é isso que recebemos. Além de voltarmos a pagar a previdência, não temos direito a reposição salarial.” Geneci Duarte, professora aposentada, 13º núcleo (Osório).

“Os funcionários(as) não podem ficar fora da reposição salarial.  Sem funcionário a escola não anda.  O funcionário é o esteio da escola. Merecemos o mesmo reajuste dos professores(as), nós também somos educadores(as)”, Maria de Oliveira, funcionária de escola aposentada, 33º núcleo (São Luiz Gonzaga).

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Após o ato em frente do Palácio Piratini, a direção central do CPERS Sindicato esteve reunida com a bancada do PDT sobre o PL 467/2021, do reajuste do Piso do Magistério.

Na ocasião, a presidente do CPERS Sindicato, Helenir Aguiar Schürer, defendeu que a valorização salarial seja estendida para toda a categoria de educadores(as): professores(as), funcionários(as) e aposentados(as)

“Viemos procurar a bancada do PDT para seguirmos com essa relação estreita na luta pela educação pública. Defendemos o reajuste, mas para todos”, afirmou a presidente.

Helenir colocou que uma das distorções é que PL prevê que a parcela de irredutibilidade seja absorvida pelo subsídio, fazendo com que quanto mais anos de trabalho, menor o reajuste real. Ou seja: o educador irá tirar dinheiro do próprio bolso para que o governo pague o piso.

“Somente dos aposentados(as), após as últimas reformas, Eduardo Leite (PSDB) já confiscou R$ 340,00 milhões ao ano, deixando quem contribuiu uma vida inteira sem ter até o que comer. Recebemos diariamente queixas sobre a situação de miserabilidade e agora, se o projeto não for alterado, 30.933 professores(as) aposentados(as) não terão nenhum reajuste. Além disso a proposta exclui 24.664 funcionários de escola”.

Presente na reunião, o deputado Gerson Burmann (PDT), garantiu que os parlamentares do partido irão pressionar o governo para avançar na proposta.

“Sabemos que os educadores já perderam mais de 50% do seu poder de compra, que os aposentados estão sendo descontados na previdência e da situação dos funcionários, que não podem ficar de fora do projeto. Podem contar conosco”, garantiu.

A chefe de gabinete da liderança da bancada do PDT e vice-presidente nacional da sigla, Miguelina Vecchio, assegurou que a educação é um compromisso histórico dos trabalhistas. “Nosso partido carrega uma história política de defesa dos educadores(as) e da escola pública”.

Também estiveram presentes na reunião, os diretores do CPERS, Alda Maria Bastos Souza, Amauri Pereira da Rosa, Cássio Ritter, Glaci Weber, Leonardo Echevarria, Rosane Zan e Vera Lessês, além da chefe de gabinete da deputada Juliana Brizola, Eliaine Rodrigues.

Pressão

Nos últimos dias, a direção do CPERS também esteve reunida com as bancadas do PSOL e PT. O Partido dos Trabalhadores já protocolou 2 emendas ao PL 467/2021, propondo que o reajuste de 32% seja aplicado também sobre a parcela autônoma e sobre a parcela de irredutibilidade e que a mesma não seja absorvida pelo reajuste e que a valorização seja estendida aos servidores de escola. O projeto poderá ser apreciado pela Assembleia Legislativa a partir da próxima terça-feira (21).

#ReposiçãoJá para TODA a categoria: Clique aqui e envie mensagens de WhatsApp para os deputados de sua região.

 

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O mau tempo não impediu que centenas de educadores fossem à Praça da Matriz, na manhã de hoje (14), para reivindicar reposição salarial para toda a categoria. A proposta do governo Eduardo Leite (PSDB) para o reajuste do Piso do Magistério (PL 467/2021), exclui funcionários de escola e deixa de fora a imensa maioria dos aposentados. O PL deve ir à votação no próximo dia 21.

Há sete anos enfrentando um arrocho salarial extremo, professores e funcionários de escola já têm seus salários reduzidos em 52,6% pelo não repasse da inflação.

“Somos uma categoria só. Queremos valorização, mas sempre deixamos claro que a reposição tem que ser para todos educadores”, pontuou a presidente do sindicato, Helenir Aguiar Schürer.

Através de um cálculo imoral, o PL do governo pretende que os educadores paguem seu próprio Piso. De forma impiedosa, prevê que a parcela de irredutibilidade seja absorvida pelo subsídio. Ou seja,  quanto mais anos de trabalho, menor o reajuste real.

Na prática, apenas 14% da categoria receberá o índice do reajuste fixado pela Lei do Piso Nacional. Conforme análise do Dieese, 55,8% dos professores em sala de aula não receberão o reajuste de 31,3 em 2022.

“A política de destruição da educação pública tem o DNA de Sartori e Leite. A nossa pauta é uma só, reposição já para toda a categoria. Seguiremos firmes fazendo toda a pressão necessária”, ressaltou o vice-presidente do CPERS, Alex Saratt.

Eduardo Leite abandona os educadores aposentados

Após uma vida dedicada à educação, o reconhecimento que os educadores aposentados recebem do governo é o esquecimento. Mais de 30 mil não receberão qualquer reajuste.

A diretora do Departamento dos Aposentados do CPERS, Glaci Weber, lembrou que após as últimas reformas o governo já confiscou R$ 340,00 milhões ao ano, desta parcela valorosa da categoria.

“Estamos completamente indignados com o desmonte do plano de carreira. Deixar os aposentados sem nenhum centavo de reposição é desumano. Lembraremos à população os nomes de todos aqueles que apoiarem essa injustiça”, afirmou.

Funcionários de escola são esquecidos

Com vencimento básico de R$ 620,72 (40 horas). os funcionários de escola não recebem sequer o suficiente para cobrir os custos de uma cesta básica, que atualmente, na capital, é de R$ 685,32. Conforme o Dieese, eles representam 90% dos piores salários do estado.

Nem isso sensibilizou o Executivo, que não os contemplou na rotina das escolas, no projeto de reajuste.

“Não somos invisíveis. Somos educadores reconhecidos pela LDB, profissionais com formação, ocupando, inclusive, o cargo de diretores eleitos pela comunidade. Seguiremos firmes na luta por respeito e valorização”, afirmou a diretora do Departamento dos Funcionários de Escola do CPERS, Juçara Borges.

Pressão segue forte e novo ato ocorrerá na próxima semana

Com a possibilidade do PL 467/2021 ser votado na próxima terça-feira (21), o sindicato orientou a todos para seguirem com a pressão aos deputados e também aos vereadores.

“Quem leva os nomes dos deputados para as nossas cidades são os vereadores. É importante pressionarmos para que peçam aos deputados que coloquem uma proposta digna para a categoria”, enfatizou Helenir.

Novo ato será realizado na próxima semana para exigir do Executivo e dos parlamentares que a proposta do reajuste do Piso Salarial do Magistério contemple toda a categoria.

“Na semana que vem estaremos aqui de novo. Se precisarmos acampar nessa praça fincaremos o pé. Não nos pararão até que os nossos direitos sejam respeitados”, afirmou Helenir.

Fique atento: as informações sobre o horário da próxima mobilização serão postadas nas redes sociais do sindicato e também podem ser obtidas com os núcleos do CPERS, que organizarão a vinda à capital.

Entenda a proposta excludente

  • O CPERS sempre exigiu um reajuste para TODA a categoria, que já teve seu salário reduzido em 52,6% pelo não repasse da inflação desde novembro de 2014;
  • Em dezembro de 2021, o governo Leite (PSDB) apresentou uma proposta de reajuste de 32% NÃO LINEAR, deixando de fora a maioria dos aposentados(as), ignorando funcionários(as) de escola e diferenciando o percentual dos professores(as);
  • A proposta de reajuste de 32% se utiliza de uma matemática perversa. O PL prevê que a parcela de irredutibilidade seja absorvida pelo subsídio e apresenta uma relação de proporção inequívoca: quanto mais anos de trabalho, menor o reajuste real. Ou seja: o educador irá tirar dinheiro do próprio bolso para que o governo pague o Piso.

A matemática imoral de Eduardo Leite (PSDB)

Professores(as) na ativa:

  • 33.820 professores(as) na ativa NÃO receberão o índice do reajuste fixado pela Lei do Piso Nacional em 2022 (31,3%).
  • 23.269 professores(as) na ativa NÃO receberão nem o INCP do período do governo Leite.

Aposentados(as)

  • 94.212 professores(as) inativos(as) NÃO receberão o índice do reajuste fixado pela Lei do Piso Nacional em 2022 (31,3%).
  • 93.089 professores(as) inativos(as) NÃO receberão NEM o INPC do período do governo Leite.

Funcionários(as)

  • 24.664 funcionários(as) de escola, ativos(as) e inativos(as) não estão contemplados de forma alguma na proposta.

Clique aqui e envie mensagens de WhatsApp para os deputados de sua região.

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O Projeto de Lei n.º 467/2021, enviado pelo governador Eduardo Leite (PSDB), NÃO contempla toda a categoria de educadores(as) do Rio Grande do Sul, que está há mais de SETE anos sem valorização salarial.

A proposta de reajuste de 32% se utiliza de uma matemática perversa. O PL prevê que a parcela de irredutibilidade seja absorvida pelo subsídio e apresenta uma proporção cruel: quanto mais anos de trabalho, menor o reajuste real. Ou seja: o educador irá tirar dinheiro do próprio bolso para que o governo pague o piso.

Somente dos aposentados(as), após as últimas reformas, o Executivo já confiscou R$ 340,00 milhões ao ano, deixando quem contribuiu uma vida inteira sem recursos até para comprar os remédios.

Os funcionários(as) de escola, educadores(as) essenciais que ficaram totalmente de fora da proposta, têm salário base de R$ 620,00 e representam 90% dos piores salários do estado.

📲 Clique nos links abaixo e deixe o recado aos deputados(as): quem apoia a educação, apoia #ReposiçãoJá para TODA a categoria! Dinheiro tem, basta valorizar o que importa!

⏭️ MDB

▶️ Beto Fantinel – beto.fantinel@al.rs.gov.br
▶️ Carlos Búrigo –
▶️ Clair Kuhn –
▶️ Gabriel Souza –
▶️ Gilberto Capoani – gilbertocapoani@al.rs.gov.br
▶️ Patrícia Alba –
▶️ Tiago Simon –
▶️ Vilmar Zanchin – zanchin@al.rs.gov.br

⏭️ PP

▶️ Adolfo Brito – ajbrito@al.rs.gov.br
▶️ Ernani Polo –
▶️ Frederico Antunes –
▶️ Issur Koch –
▶️ Marcus Vinícius – marcus.vinicius@al.rs.gov.br
▶️ Sérgio Turra – https://bit.ly/31MLVjC

⏭️ PSDB

▶️ Faisal Karam – faisal.karam@al.rs.gov.br
▶️ Mateus Wesp – https://bit.ly/3EUnlvp
▶️ Pedro Pereira – gab.pedropereira@al.rs.gov.br
▶️ Zilá Breitenbach – https://bit.ly/3ENawCZ

⏭️ PSL

▶️ Capitão Macedo –
▶️ Ruy Irigaray – https://bit.ly/3oQCdFv
▶️ Tenente Coronel Zucco – https://bit.ly/3oOrhrY
▶️ Vilmar Lourenço – https://bit.ly/3oPrQ4x

⏭️ PSB

▶️ Dalciso Oliveira –
▶️ Elton Weber – https://bit.ly/3ylz6s6
▶️ Franciane Bayer – https://bit.ly/3yr8bvg

⏭️ PTB

▶️ Aloísio Classmann – deputadoclassmann@gmail.com
▶️ Dirceu Franciscon – https://bit.ly/3yntjT0
▶️ Elizandro Sabino – elizandrosabino@gmail.com
▶️ Kelly Moraes – kelly.moraes@al.rs.gov.br
▶️ Luís Augusto Lara – luisaugusto.lara@al.rs.gov.br

⏭️ NOVO

▶️ Fábio Ostermann –
▶️ Giuseppe Riesgo – https://bit.ly/321xxn1

⏭️ PL

▶️ Airton Lima – airton.lima@al.rs.gov.br
▶️ Paparico Bacchi – https://bit.ly/3dNlHjm

⏭️ DEM

▶️ Dr. Thiago Duarte – dr.thiago@al.rs.gov.br
▶️ Eric Lins –

⏭️ REPUBLICANOS

▶️ Fran Somensi – https://bit.ly/3GKitcN
▶️ Sergio Peres – https://bit.ly/3mndGGz

⏭️ PSD

▶️ Gaúcho da Geral – https://bit.ly/30moCfA

⏭️ SOLIDARIEDADE

▶️ Neri o Carteiro – https://bit.ly/3GxeUXg

⏭️ PV

▶️ Rodrigo Maroni – rodrigo.maroni@al.rs.gov.br

⏭️ CIDADANIA

▶️ Any Ortiz – https://bit.ly/3yoscSZ

⏭️ PDT

▶️ Eduardo Loureiro – eduardo.loureiro@al.rs.gov.br
▶️ Gerson Burmann – gerson.burmann@al.rs.gov.br
▶️ Juliana Brizola – mandato@julianabrizola.com.br
▶️ Luiz Marenco – luiz.marenco@al.rs.gov.br

⏭️ PSOL

▶️ Luciana Genro –

⏭️ PT

▶️ Edegar Pretto – https://bit.ly/3EUWMGf
▶️ Fernando Marroni – https://bit.ly/33rjR5I
▶️ Jeferson Fernandes – https://bit.ly/3dOWTY8
▶️ Luiz Fernando Mainardi – https://bit.ly/320bixL
▶️ Pepe Vargas – https://bit.ly/3rZSYjl
▶️ Sofia Cavedon – https://bit.ly/3dP5hXu
▶️ Valdeci Oliveira –
▶️ Zé Nunes – https://bit.ly/3oPu1VL

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Senhor governador Eduardo Leite,

Nós, educadores aposentados do Rio Grande do Sul, indignados com mais um ataque aos nossos direitos, expressamos nossa total desaprovação por sermos ignorados no projeto de reposição salarial do piso nacional do magistério, enviado à Assembleia Legislativa. É inadmissível que esta parcela tão valorosa da categoria seja esquecida.

Ao não nos incluir no projeto, o senhor desconsidera o trabalho que exercemos por anos. Dedicamos uma vida inteira à educação e agora, justamente quando mais precisamos, em um momento em que temos maiores despesas com medicações e consultas, somos ignorados.

Há sete anos não temos nenhum centavo de reajuste, vemos nossa irrisória aposentadoria minguar diante da constante alta de preços. Vários de nós precisam recorrer a ajuda dos filhos ou outros familiares para poder sobreviver. Inúmeros não têm com quem contar. O senhor já parou algum instante para pensar como fazem para viver?

Se não bastasse esses ataques brutais, as mudanças no Plano de Carreira da categoria, orquestradas pelo senhor, impuseram que voltássemos a pagar a previdência, após termos contribuído por anos. Além de rebaixar nossos níveis historicamente conquistados com muita luta.

Nessa fase da vida, em que pensávamos que após termos nos dedicando tanto a formação de milhares de cidadãos, teríamos o mínimo de dignidade para viver, somos atacados brutalmente.

Os(as) educadores(as) aposentados(as) merecem respeito e uma vida digna. Não é possível admitir tamanha crueldade de sua parte.

Diante do exposto, convocamos a todos(as) educadores aposentados para o Ato Público que ocorre nesta terça-feira (14), às 9h, em frente ao Palácio Piratini.

Professora Glaci Weber, responsável pelo Departamento dos Aposentados do CPERS

Porto Alegre, 13 de dezembro de 2021.

 

 

 

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Senhor governador Eduardo Leite,

Nós, funcionários de escolas, nunca fomos tão desrespeitados e excluídos como servidores, como acontece em seu governo. Ao enviar à Assembleia Legislativa um projeto de reajuste do piso nacional salarial do magistério, o senhor desconsiderou que também somos educadores e desempenhamos funções essenciais no dia a dia das instituições. E, mais ainda, preferiu ignorar que recebemos como salário base o valor irrisório de R$ 620,72.

A verdade, é que o senhor enviou o projeto apenas porque a lei federal exige que se cumpra a lei do piso.

Nós somos educadores(as) e nos empenhamos para proporcionar uma educação de qualidade para todos e todas. Temos formação e compromisso com a educação. Caso o senhor não saiba, lhe informarmos algumas das nossas funções dentro das escolas.

Os secretários(as) de escola têm a responsabilidade de fazer a efetividade de  todos os profissionais da escola, inserir  as notas dos alunos no sistema, fazer as matrículas, atender aos pais e executar toda a parte administrativa. São profissionais competentes.

As merendeiras(os) são responsáveis pelo preparo dos alimentos oferecidos aos educandos, com toda a responsabilidade que o manuseio da alimentação exige, e preparam os almoços e lanches com todo o carinho e cuidado. São profissionais competentes.

Os funcionários(as) que atuam na parte da infraestrutura (limpeza) são aqueles  que higienizam a escola para o bem-estar dos educandos e de todos que trabalham  na escola. Tornaram-se ainda mais imprescindíveis durante a pandemia. São profissionais competentes.

Os porteiros(as) são aqueles funcionários de escola  que recebem os alunos e toda a comunidade que vai à escola. São profissionais competentes.

Os monitores(as)  são aqueles funcionários que estão sempre ajudando  os alunos  que precisam de algum auxílio e que cuidam da segurança das crianças e jovens durante o recreio. São profissionais competentes.

Governador, saiba que quando os alunos precisam de algo ou ralam o joelho é para nós que eles correm para pedir ajuda. Somos profissionais capacitados, com qualificação e amor pelo que fazemos.

Também para sua informação, senhor governador Eduardo Leite, exercemos o cargo de diretores de escola eleitos pela comunidade para administrar as instituições.

Somos funcionários de escola, temos plano de carreira, integramos a folha de pagamento da secretaria da educação. Merecemos e exigimos a nossa justa reposição salarial.

Somos cientes de nossa importância no ambiente escolar.

Não somos invisíveis! Nos respeite como profissionais que somos.

Por fim, deixamos um questionamento: como o senhor acha que as escolas ficariam sem o trabalho dos funcionários de escola?

Ressaltamos, através desta carta, o registro da nossa indignação e revolta em nome de todos(as) funcionários(as)  de escolas do  Rio Grande do Sul.

Juçara de Fátima Borges

Diretora do departamento dos(as) funcionários(as)  de escola  do CPERS Sindicato.

Porto Alegre, 13 de dezembro 2021.

 

 

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Leia o depoimento, elaborado por professores(as), funcionários(as), pais e alunos(as) do Rio Grande do Sul, sobre a proposta de reajuste do governo do Estado, que deixa grande parte da categoria de fora.

No dia 14 de dezembro às 9h vamos juntas e juntos em frente ao Palácio Piratini por #ReposiçãoJá para TODOS(AS)!

“Senhor governador Eduardo Leite, nós professores aposentados nunca fomos tão desrespeitos por um governante.

Todos os nossos direitos adquiridos durante uma vida dedicada à educação estão sendo usados para não nos dar aumento. Fomos excluídos, assim como os funcionários. Nunca vimos tamanha insensibilidade!

O seu governo não enxerga pessoas. Vê os professores aposentados como fardos, ou seja, “os aposentados que sucumbam!” No momento em que os professores mais gastam com saúde, usam os direitos adquiridos com o trabalho de uma vida para não conceder o aumento.

O objetivo é dividir a classe dos professores, em aposentados e os da ativa? Age como se os aposentados fossem menos, parece que somos meras máquinas de produzir, que quando passa do tempo, não tem mais valor.

Somos professores com muito orgulho sim. Orgulho da nossa história, de alfabetizar, de amar nossos alunos, de buscar educá-los, de dar esperança e prepará-los para construírem um mundo mais justo. Educamos também, com o nosso exemplo. Não somos perfeitos, mas acreditamos nas pessoas e sempre amamos o que fizemos. Somos vocacionados!

Cada professor tem histórias para contar, todas ricas de significado. Muitos encerraram carreira andando de Kombi, mais de 100 km, atendendo alunos do 1º ao 5º numa única turma e felizes por terem alfabetizado a todos. Muitos trabalhando dois turnos com alunos em sala de aula, mas agora porque ficamos velhos aposentados, querem nos deixar de fora do aumento.

Não desmerecemos nenhum profissional, todos devemos ser respeitados e todos temos o direito de nos indignar com injustiças.
Governador! Parece que no seu governo falta um olhar para o humano, falta empatia.

O seu governo está a serviço de quem? Vossa Excelência vai dizer que “é de todos”, é claro! Mas na prática não se percebe isso. Está a serviço do capitalismo? Por que será que são sempre os professores o alvo? Estão nos desrespeitando!!!

E os deputados que deveriam sair em defesa de uma causa tão nobre, onde estão? Sabemos que existem deputados que enxergam os professores com respeito e consideração. Está na hora de sair em defesa de cada professor aposentado deste estado, e não se render à mera vontade desse governo, que parece vaidoso e insensível.

Este governo vai entrar para a história como o pior governo para os professores, que além de tirar nossos direitos, usa como estratégia nos dividir, porque nos desrespeita e nos desvaloriza.

Senhores deputados! Querem ficar conhecidos como aqueles que foram contra os professores? Será que não desenvolveram carinho e respeito pelos seus professores?

Qual foi a marca que seus professores deixaram em vocês? Foi positiva? Foi negativa?

Acham que, porque envelhecemos não podem ter nossos salários preservados? Não acham que já tiraram demais dos professores?
Não vemos a hora de chegar as eleições, porque parece que só somos respeitados na hora de votar.

Pedimos desculpa por invadir este espaço para expressar nossa indignação. Nos despedimos, emitindo nossos respeitos e consideração a cada aluno(a), a cada colega professor(a), funcionário(a) e familiares de alunos que se solidarizam com nossa causa.”

Professores, funcionários, pais e alunos.
11 de Dezembro de 2021, Rio Grande do Sul

 

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