Serviço de saúde público e solidário de grande importância para a categoria, o IPE Saúde consolidou, em 2021, os meios digitais como novo canal de acesso aos usuários do Instituto.

Entre janeiro e dezembro, o total de atendimentos prestados nesta modalidade foi de 108.361. O segundo semestre do último ano também marcou a implantação do Programa Facilitadores, que contabilizou  2.723 atendimentos prestados por parcerias com diferentes municípios do Rio Grande do Sul, entre outubro e dezembro de 2021.

A ação oferece auxílio presencial a pessoas que têm dificuldades com questões digitais a realizar o encaminhamento de demandas junto à autarquia, em diferentes cidades gaúchas.

O atendimento presencial foi retomado somente no mês de setembro, em função da pandemia – e,  a contar deste período até o final do ano, foram atendidas 4.482 pessoas de forma presencial na sede, em Porto Alegre.

Já por telefone, foram realizados quase 40 mil atendimentos de junho a dezembro de 2021. Vale lembrar que, enquanto a chamada está sendo efetuada, o usuário(a) deve aguardar na linha para ser atendido.

Em função do aumento recente dos casos de infecção por covid-19, o atendimento presencial na capital se encontra temporariamente suspenso.

Em relação aos atendimentos oferecidos através do Programa Facilitadores do IPE Saúde, é preciso verificar diretamente com cada prefeitura sobre o funcionamento.

Os serviços do IPE Saúde seguem disponíveis e podem ser acessados pelo Atendimento Digital, clicando aqui. Informações sobre os diferentes canais de atendimento ao usuário IPE Saúde podem ser encontradas no site por este link ou na Cartilha do Segurado.

O CPERS segue pressionando para que o governo Eduardo Leite (PSDB) repasse, dentro do prazo correto, a contribuição previdenciária patronal e do segurado(a).

Os atrasos já alcançam R$ 911 milhões a hospitais e clínicas credenciadas que prestam serviço. Com a demora frequente dos repasses do Estado, o IPE Saúde “agoniza”. Falta de atendimento em hospitais e clínicas devido ao não repasse de verbas e fechamento de agências são exemplos.

É preciso resistir ao projeto de desmonte do IPE Saúde, iniciado no governo Sartori (MDB) e continuado por Eduardo Leite (PSDB). A luta em defesa do Instituto é essencial para garantir um serviço público de qualidade e de excelência para todos os seus beneficiários(as).

Informações: IPE Saúde

Leia também

>> Sucateamento: situação financeira do IPE Saúde é tema de Audiência Pública na Assembleia Legislativa

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Na última segunda-feira (31), o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas (Inep) divulgou informações do Censo Escolar 2021, expondo a realidade das escolas no período da pandemia.

Os dados do Rio Grande do Sul confirmam o que o CPERS já alerta desde o início do governo Eduardo Leite (PSDB): há um projeto em curso de desmonte das escolas públicas gaúchas, iniciado com o governo Sartori (MDB), e perpetrado pela atual gestão – que quer entregar a educação pública para a iniciativa privada.

O Dieese analisou os dados do Inep e alguns pontos acendem um alerta sobre o futuro das escolas estaduais no estado.

>>> Clique aqui para conferir o estudo completo.

Número de matrículas e escolas segue em decaída na rede estadual 

Assim como em 2020, o número de matrículas na rede estadual de ensino registrou queda em 2021. Foram cerca de 43 mil matrículas a menos, o que representa queda de 5,4%. A média no Rio Grande do Sul ficou bem acima da nacional, que fechou em 1,2%.

Outro dado preocupante é quanto a diminuição do número de instituições, que vem caindo anualmente. Em 2021, foram registradas 2.386 escolas estaduais, quando em 2020 eram 2.410, ou seja, uma redução de 24 (-1%). De 2016 a 2021, verifica-se o fechamento de 171 escolas da rede no RS.

Consequentemente, com a queda do número de escolas, caiu também o número de turmas. Em 2020, eram quase 37 mil; já 2021, fechou em cerca de 36 mil, variação de 1,7%.  De 2016 a 2021, o número de turmas reduziu em 16,9%, são cerca de 7 mil turmas a menos. 

O fechamento de turmas, muitas vezes associado a enturmações e multisseriações, reduz a capacidade de atendimento da rede, desagrega vínculos e desestimula estudantes, contribuindo para a evasão escolar.

Ao fragilizar a oferta, o Estado prenuncia cortes maiores, levando ao encerramento de turnos inteiros e ao fechamento de escolas.

Desvalorização causa redução no número de professores da rede

O ano passado registrou uma queda de quase 1.400 professores estaduais, 3,4% menos na comparação com 2020. De 2016 a 2021, já são quase 11 mil docentes a menos em regência de classe na rede, o que representa uma redução de 22,4%. 

A queda drástica é consequência também dos mais de sete anos sem reposição salarial e da diminuição do poder de compra da categoria, reduzido em mais de 50%. 

Dados acendem alerta sobre futuro da EJA no RS

Dentre os pontos analisados pelo Dieese, um dos mais preocupantes está na diminuição das matrículas na Educação de Jovens e Adultos (EJA).

Em 2019, o Rio Grande do Sul contava com mais de 71 mil matrículas e, em 2020, caíram para cerca de 42 mil, uma queda de 40,9%. Em 2021, o número de matrículas foi de aproximadamente 31 mil, ou seja, em relação a 2020, mais uma queda de 25,6%. De 2019 a 2021, são -56% (-40 mil matrículas). 

Vale destacar que em 2021 milhares de jovens e adultos padeceram com a espera na homologação de suas matrículas na EJA. A liberação das mesmas só foi realizada após muita pressão do Sindicato e das instituições de ensino. 

Para o CPERS, o sucateamento das escolas estaduais – comprovado pela Caravana do CPERS – aliado a política de enxugamento de matrículas e escolas, evidencia a intenção do governo: precarizar para abrir mercado ao ensino privado, priorizando interesses do empresariado, e não da comunidade.

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Sem medidas para conter o contágio da Covid-19, impulsionado pela variante ômicron, e com a vacinação das crianças ainda na fase inicial, cresce a preocupação com o retorno às aulas presenciais, previsto para o dia 21 de fevereiro. 

 Nas últimas 24 horas, o Brasil ultrapassou mais de mil mortes por Covid-19  – desde agosto do ano passado o país não registrava um número tão alto – e mais de 298 mil pessoas infectadas.

Para a infectologista pediatra do hospital Moinhos de Vento, Fernanda Varela, as famílias e as escolas devem ficar atentas e reforçar os cuidados através de orientações como o uso de máscara, atentando para a colocação e a retirada corretas;  a higiene das mãos e também para que não ocorra o compartilhamento de lanche com os colegas.  “Elas estão apenas iniciando sua vacinação e sabemos que ela terá seu impacto quando tivermos um grande número do público infantil com a vacinação completa, sem esquecer que ainda permanecemos com os menores de cinco anos não imunizados”, observa. 

Ano letivo iniciará com vacinação infantil ainda em andamento

O Rio Grande do Sul foi o último estado a iniciar a vacinação infantil, em 19 de janeiro, fato visto com preocupação por especialistas, ainda mais com a previsão de aumento dos casos nas próximas semanas. 

Em entrevista ao jornal Correio do Povo, o gerente de Risco do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, Ricardo Kuchenbecker, afirmou que o crescimento de infecções no estado ainda deve se estender pelas próximas três semanas. 

Para diminuir a circulação do vírus, o especialista reforça a importância da imunização: “A essa altura do campeonato a gente tem vários motivos para vacinar as crianças. Primeiro porque com a vacinação dos adultos as crianças passaram a ser uma população vulnerável. E isso, em especial no contexto da ômicron, fez subir muito as infecções em crianças”.

Para o chefe do setor de infectologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, Eduardo Sprinz, o retorno das atividades presenciais pode causar um aumento ainda maior do número de casos. 

“Aumentando a mobilidade e a exposição das crianças, com o agravante de que temos uma cobertura vacinal ainda pequena, corre-se o risco do aumento significativo de casos”. 

Para o especialista o ideal seria adiar o início do ano letivo de 2022: “Por isso, uma medida mais prudente seria adiar o início das aulas por umas duas semanas para podermos proteger nossas crianças. Temos que pensar que elas que irão socializar mais e que o retorno das aulas gera maior circulação. Isso servirá como um combustível a mais para a pandemia”, avalia. 

Falta de estrutura e EPI’s insuficientes também geram apreensão

A flexibilização total das medidas de prevenção, a imunização ainda incompleta das crianças e o número considerável de escolas sem a estrutura adequada para garantir a segurança sanitária de estudantes e educadores(as), como denunciou a Caravana do CPERS em novembro do ano passado, agravam o cenário que já é preocupante. 

“Com o cenário atual, onde há registro de milhares de novos casos em um dia, é imprescindível oferecer toda a segurança possível aos educadores e à comunidade escolar”, frisa a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer.

Inúmeras escolas públicas estaduais esbarram na falta de condições para garantir um retorno presencial seguro. Muitas estão com obras inacabadas e que demandam tempo para a conclusão, outras não possuem estrutura adequada, como salas de aula pequenas que não possibilitam o distanciamento entre as classes, por exemplo. 

Além disso, é urgente que o governo repasse para as direções de escolas orientações para evitar o contágio e reforce distribuição de EPI´s e álcool. 

Quanto as máscaras, vale ressaltar que o item foi fornecido apenas uma vez e deixou a desejar quanto à qualidade. Atualmente, a categoria adquire a proteção com recursos próprios. 

O Sindicato também reafirma a importância da realização da testagem e da vacinação em massa para garantir um início de ano letivo com maior segurança para professores(as), funcionários(as) de escola, estudantes e comunidade.

Estado e municípios não agem para conter avanço de casos

O sistema 3As de monitoramento, (Aviso, Alerta e Ação) estruturado pelo governo Eduardo Leite (PSDB), tem se mostrado ineficaz. Porto Alegre, por exemplo, recebeu Alerta pela terceira semana consecutiva, mas a prefeitura não tomou nenhuma medida efetiva para conter a propagação de casos. Sendo que, pelo sistema, os municípios têm 48 horas para apresentar um plano de ação.  

“Com o atual cenário da pandemia são necessárias medidas mais enérgicas. Os prefeitos passaram a ser co-responsáveis e co-gestores das políticas de combate. Mas até o momento, nem o governo do Estado, nem as municipalidades têm tomado qualquer atitude e isso é preocupante”, avalia o 1º vice-presidente do CPERS, Alex Saratt. 

No dia 21 de janeiro, o Ministério Público do Rio Grande do Sul lançou uma nota técnica, manifestando-se pela obrigatoriedade da vacinação contra a Covid-19 nas crianças de cinco a 11 anos.

Já no dia 31 do mesmo mês, o Executivo Estadual emitiu uma nota que ignora o cenário atual e desconsidera as recomendações do MP e de especialistas. 

O CPERS seguirá vigilante ao andamento da vacinação do público infantil, bem como a todas as ações necessárias para conter a transmissão da Covid-19. “Defendemos a vacinação das crianças, pois a ciência já comprovou que os imunizantes são seguros. Não podemos arriscar. O covid mata, vacinas salvam vidas”, destaca Helenir.

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Alex Saratt (*)

Houve um tempo em que ouvíamos, cabisbaixos e graves, a canção de Gilberto Gil e Caetano Veloso como signo funesto de nossa chaga espiritual. Haviam executado 111 apenados – quase todos pretos –, quase todos pardos e outros quase brancos – e não foram raras as manifestações de satisfação e regozijo pela mortandade, pelo assassínio.

Talvez resquícios ainda frescos e latentes da “longa noite que durou 21 anos”, o fato era que o fascismo e os bordões de “direitos humanos para humanos direitos” e de que “bandido bom é bandido morto” habitavam corações e mentes envenenados pela ideologia que impede a sensibilidade e o senso.

Mais do que isso: a ideia de que pretos, pobres, favelados são um “retrato falado” – expressão pura de um racismo que desafiava e debochava da prescrição constitucional que o tipificava como crime – era mostra inconteste do enraizamento do preconceito, discriminação e exclusão racial na nossa sociedade.

De lá pra cá, muita coisa mudou, nada mudou. A sentença encerra não só uma contradição, mas também o histórico de lutas, para que enfrentássemos e superássemos, não sem esforço, a trágica e malfadada herança escravocrata e racista que reduzia a humanidade africana a coisa, peça, objeto.

E não foram poucas as lutas. Nem poucos foram os conflitos e polêmicas. A afirmação da identidade particular e geral, a das ancestralidades negras e africanas e a da contemporânea brasilidade, exigiu debate, argumento, mobilização, políticas, leis. Reparação histórica, ações afirmativas, promoção de igualdade étnico-racial foram a tônica de um país que ainda se recusava a olhar nos espelhos – o retrovisor e o reflexivo.

Inúmeras foram as situações em que a africanidade, a negritude e o espaço social igualitário se defrontaram com o racismo. E também foi numerosa e polvorosa a reação contrária: desde velhos chavões sem lastro na realidade – “os próprios pretos são racistas entre eles” – até as novidades “sociológicas” que apontavam para um “racismo reverso”, ignorando que o racismo é um sistema e uma estrutura de dominação, opressão, exploração, exclusão e violência histórica, cultural, econômica, política e jurídica.

O fato é que a ascensão do fascismo (desde antes do Golpe) e o repique do neoliberalismo trouxeram à tona (ou colocaram à frente) como discurso, narrativa e prática hegemônicas toda sorte de excrescência política e ideológica e é nesse cenário que se inscrevem os sucessivos e crescentes crimes de natureza racista.

O assassinato vil e covarde do trabalhador imigrante refugiado encarna num só turno o racismo, a xenofobia, o neoliberalismo, o bolsonarismo e a certeza de que a sociedade reagirá de forma fria e a Justiça garantirá a impunidade.

Möise Kabagambe escapou de muitas mortes, mas infeliz e desafortunadamente a morte o encontrou num país que lhe parecia porto seguro e lugar livre dos males que a herança colonialista e intervenção imperialista legou à sua terra. A putrefação moral e civilizatória, chave-mestra do racismo, capitalismo e fascismo, não perdoou sua existência e resistência.

A cor da pele, a exigência de seu justo direito como trabalhador e a idolatria ao ódio e à violência fizeram mais uma vítima. Se nos Estados Unidos a luta social proclama que “Black Lives Matters”, aqui na pátria tupiniquim ainda ecoa a voz melancólica e desesperada da heroína Elza Soares que gritava “a carne mais barata do mercado é a carne negra”.

E, como no passado recente, mentalmente cantamos em letras rubro-negras, uma versão da tragédia cotidiana atualizada: “o Haiti não é aqui, o Congo é aqui”
Justiça para Möise Kabagambe.

 

(*) Professor das redes públicas municipal e estadual em Taquara. 1° vice-presidente estadual do Cpers. Secretário de Comunicação da CTB RS. Secretário Adjunto da CNTE

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Todos e todas sabemos, já há muito tempo, que a grande mídia trabalha a serviço do capital e dos interesses de quem está no poder. Não poderia ser, ou não esperávamos que fosse, diferente no caso da mentira contada por Eduardo Leite (Governador do RS pelo PSDB) sobre os tais 32% de reajuste salarial “dados” por ele aos educadores e educadoras gaúchos.

Obviamente, a grande mídia comprou o discurso tucano e saiu revendendo-o para a população, com direito a entrevistas de Eduardo e de sua Secretária de Educação, Raquel Teixeira. Estes, logicamente, fizeram seu discurso mentiroso sobre o “aumento de 32%” e a grande mídia não fez o mínimo esforço para buscar o contraditório e dar vez à categoria dos trabalhadores e trabalhadoras em educação do Estado do Rio Grande do Sul, seja na voz dos próprios educadores e educadoras, seja na de seus e suas representantes através de seu sindicato. Dentre as muitas técnicas e táticas utilizadas pela grande mídia, a mais comum (e que sempre funciona) é dar “a última palavra” ao governo durante a programação; assim, o governo rebate o que foi dito anteriormente e mente ainda mais para fazer valer a sua versão dos fatos: uma versão mentirosa e perversa.

Sendo assim, me utilizo desta mídia alternativa e comprometida com a classe trabalhadora para dar luz a fatos não ditos, ou melhor dizendo: escondidos, pela grande mídia e pelo governo tucano.

O CPERS, Sindicato que representa os trabalhadores em educação do Estado do Rio Grande do Sul, analisou os verdadeiros resultados do tal “reajuste salarial de 32%”, e segundo o Sindicato, na realidade, a imensa maioria da categoria dos trabalhadores e trabalhadoras em Educação não obteve o reajuste de 32%: apenas 14% dos educadores recebeu esse reajuste (mesmo assim abaixo do valor estipulado pela Lei do Piso). Além de apenas 14% dos educadores ter recebido o reajuste de 32%, o governo retirou o aumento dos demais educadores e educadoras da parcela de irredutibilidade – sim, parece piada, mas não é; no RS a maioria dos educadores está pagando seu próprio “aumento”. 86% dos educadores gaúchos não recebe o reajuste salarial de 32% tão divulgado pelo governo e pela grande mídia. Ainda, segundo o CPERS, “cerca de 25 mil funcionários(as) de escola e quase 10 mil aposentados(as) sem paridade foram totalmente excluídos do projeto”.

Enganam os trabalhadores em Educação e enganam a população através da mídia – grande parcela da população inclusive manifestou-se achando abusivo e exagerado um reajuste salarial de 32% para os educadores e educadoras. Mal sabem eles que 86% destes pagarão seu próprio “aumento”, e muitos mais sequer foram “lembrados” pelo governador.

Mais uma coisa que todos e todas sabemos: Eduardo Leite não dá ponto sem nó, e suas estratégias têm muito mais objetivos do que simplesmente mentir para a população sobre um reajuste que abrange uma minoria de trabalhadores. Eduardo Leite pretende, e seu partido tem isso como política desde sempre, desmotivar, desmobilizar, e dividir a categoria dos trabalhadores e trabalhadoras da educação.

Porém, se ele tem a mídia, o governo e estratégias para tentar destruir os sindicatos combativos; mal sabe ele que nós temos a força e a coragem da classe trabalhadora, que educa os filhos e filhas da classe trabalhadora, e que está e seguirá organizada junto ao seu Sindicato lutando por uma educação e por uma sociedade mais justa. É como a tentativa de matar a flor, o que jamais deterá a primavera. Um piá desses jamais apagará mais de sete décadas de história e de luta. Se Eduardo tem a mentira a seu lado, os trabalhadores e trabalhadoras em educação têm a verdade, e não se calarão.

Porque não há mal que dure para sempre, e nem mentira que não seja, um dia, desmascarada.

Texto originalmente publicado no Portal 247.

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Nesta segunda-feira (31), o CPERS encaminhou ofício para a Seduc e a Sefaz cobrando explicações e providências quanto ao atraso no pagamento do ⅓ das férias.

Nesta quinta-feira (3), novamente o Sindicato cobrou a Sefaz quanto aos valores não recebidos e foi comunicado que os educadores(as) que não receberam o valor do ⅓ devem encaminhar, com o máximo de urgência, o seu contracheque para o email da Sefaz atendimento.dgf.te@sefaz.rs.gov.br para que o pagamento seja efetuado até o dia 6 de fevereiro.

Os sócios(as) do Sindicato que tiverem dificuldades de acesso e envio do email podem contatar o seu núcleo do CPERS. Confira os contatos aqui!

O Serviço de Atendimento aos Sócios (SAS) do CPERS também está disponível para auxiliar com questões funcionais pelo WhatsApp (51) 9569.0465 ou (51) 9663 5699, de segunda a quinta, das 9h às 17h.

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No último dia 27 de janeiro, foi deferido pelo Tesouro Nacional o pedido de inclusão do Rio Grande do Sul no Regime de Recuperação Fiscal (RRF). Vendido com um viés de salvação pelo governo Eduardo Leite (PSDB), na prática, o RRF condenará futuras gerações à miséria.

Em nota técnica, o Dieese apresenta as razões para o Rio Grande do Sul não aderir ao RRF.

>>> Clique aqui e confira o estudo completo.

Isso significa que será permitido o congelamento de investimentos em educação, segurança, saúde, assistência e todas as demais áreas de atuação do poder público, condenando o Estado ao subdesenvolvimento por até dez anos.

O regime impõe uma série de vedações e obrigações aos gaúchos(as) e os efeitos recairão sobre os educadores(as), demais servidores(as) públicos, além do serviço público e, consequentemente, toda a sociedade gaúcha.

Um exemplo é a proibição de realização de concurso público e de contratação de pessoal, o que implicará, a longo prazo, na impossibilidade de atender a demanda da população de maneira correta, além da sobrecarga de trabalho dos servidores(as).

Soma-se a isso, o fato de que esses servidores(as) sobrecarregados não poderão ter reajuste salarial e nem melhoria nas suas respectivas carreiras, o que pode levar ao aumento da saída de trabalhadores(as) do serviço público.

“Não basta Eduardo Leite governar por quatro anos com a tesoura na mão. É preciso condenar futuras gerações à miséria. Governados pela austeridade, aguardando um crescimento que nunca chega, nossa vida só piorou. Os gastos só aumentam, nosso poder de compra só diminui. Trabalhamos mais e recebemos menos. Precisamos reverter tanta injustiça”, declara a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer. 

Hoje, os servidores(as) já acumulam perdas salariais superiores a 50%. O governo, com a adesão ao Regime de Recuperação Fiscal, atesta que reduziu praticamente pela metade os salários dos trabalhadores(as) e que não pretende corrigir isso.

É importante destacar que nenhum outro Estado aprovou esse regime até o momento.

“Precisamos dizer não a essa política de morte, projetada para proteger bancos e herdeiros com o lombo do trabalhador. Sociedade, servidores e educadores precisam enfrentar esses governos neoliberais no plano eleitoral. Essa é a única saída”, reforça a presidente Helenir.

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Ao cobrar o pagamento de R$ 200 por um serviço prestado durante dois dias como ajudante de cozinha em um quiosque no Rio de Janeiro, Moïse Kabamgabe, jovem congolês de apenas 24 anos, foi brutalmente assassinado pelo gerente do local e mais quatro pessoas.

A violência contra o corpo de Kabamgabe, refugiado de guerra do Congo no Brasil, escancara a faceta de um país vergonhosamente racista e xenofóbico, bem como expõe um cenário crescente de precarização do trabalho.

Mas essa barbárie vai além e evidencia a violência e o preconceito sofrido diariamente pela população negra no país, que enfrenta as consequências do racismo estrutural enraizado em nossa sociedade.

O desafio de uma educação antirracista se coloca cada vez mais como pauta central e urgente no Brasil. Não podemos tolerar a leniência com que vem sendo tratado esse caso pelas autoridades. Urge, em primeiro lugar, prender imediatamente os responsáveis já identificados.

O CPERS, por meio do Coletivo Estadual de Igualdade Racial e Combate ao Racismo, está em luto e soma-se às inúmeras vozes que clamam por justiça pelo bárbaro assassinato de Moise Kamgabe. Não podemos nos calar diante desta atrocidade.

Exigimos que as autoridades sejam ágeis em tomar as providências necessárias para que os responsáveis por esse ato monstruoso sejam responsabilizados e punidos, conforme prevê a lei. Racismo é crime! Tortura é crime!

#JustiçaPorMoïse

Arte da capa: Thais Trindade

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A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) repudia as descabidas e criminosas orientações publicadas na nota da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) logo após a divulgação do Piso Salarial do Magistério anunciado pelo Ministério da Educação (MEC).

A CNTE formalizará denúncia ao Ministério Público (MP) para que as condutas do dirigente e da entidade sejam devidamente apuradas. Caso haja omissão ou demora do MP, ou não havendo retratação da CNM e de seu dirigente em relação à referida nota, a própria CNTE acionará a justiça.

Há tempos que o destempero, o revanchismo e a irresponsabilidade tomaram conta dessa entidade municipalista, que age frequentemente fora dos limites da lei.

>> ACESSE AQUI A NOTA PÚBLICA COMPLETA DA CNTE EM RESPOSTA À CNM

 

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Na tarde desta segunda-feira (31), a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, prestigiou a posse do novo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Valdeci Oliveira (PT) e da nova Mesa Diretora.

A presidente destaca a importância de um partido de esquerda estar assumindo a casa no atual cenário político.

“Está assumindo na Assembleia um deputado que sempre votou contra os projetos que tiravam direitos dos trabalhadores estaduais. Nesse momento de ataque constante à nossa categoria e quando precisaremos pressionar pelo reajuste para todos, é um alento contar com um apoiador como o Valdeci”, declarou.

Durante sua posse, o deputado afirmou que trabalhará pela defesa do serviço público: “Vou trabalhar para que, neste Parlamento, se faça o debate amplo e não reducionista sobre o papel do Estado. O sucateamento do serviço público não gerou desenvolvimento em lugar nenhum”, disse Valdeci.

O CPERS estará vigilante durante esse novo momento da Assembleia e pressionando para que os direitos da categoria sejam assegurados.

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