“É uma vergonha, humilhante, um deboche, desrespeitoso e desumano. Não tem fundamento o que foi feito. Eu espero, que não só o servidor público, mas a população tenha conhecimento disso e tome uma providência nas urnas e votem em candidatos que governem para a população, não para determinada camada da sociedade”. Esse é o apelo de Marcio Tavares de Almeida, agente educacional (cozinheiro) na EEEB Osmar da Rocha  Grafulha – CIEP, em Pelotas, que teve a ingrata surpresa de receber o aumento de UM centavo neste mês de junho.

A farsa do reajuste não é novidade na gestão Eduardo Leite / Ranolfo Vieira Júnior (PSDB), que mais uma vez vende para a sociedade uma ilusão, assim como a farsa dos 32%. Desta vez, funcionários(as) de escola foram enganados e pagaram do próprio bolso o reajuste de 6% prometido pelo governo.

Em janeiro deste ano, Leite/Ranolfo já haviam deixado quase 22 mil servidores(as) de escola de fora do reajuste concedido ao magistério, esta foi a primeira vez que um governo estadual optou por não estender o aumento para todos os profissionais da educação. Agora, esse mesmo governo retira o reajuste de 6% para os funcionários e funcionárias da parcela completiva.

A parcela em si já é uma vergonha, visto que, servidores(as) que recebem o salário base de R$ 620,75 precisam do completivo para chegar ao valor do salário mínimo regional para estabelecimentos de ensino – R$ 1.419,86). Dos quase 22 mil funcionários(as) de escolas estaduais, mais de 12 mil recebem o completivo, ou seja, esses funcionários(as) não receberam nada de reajuste salarial. Como se não bastasse a cara de pau e o descaso do governo estadual, a folha suplementar rodou para conceder R$ 0,01 (um centavo) de reajuste salarial para esses educadores(as).

O CPERS mais uma vez desmascara a maldade do governo Leite/Ranolfo e traz relatos de cinco funcionárias(os) que comprovam a mentira do reajuste salarial. São histórias de pessoas que vivem com menos de um salário mínimo, que fazem acrobacias para honrarem as contas no final do mês, muitas vezes sem conseguir  pagar o básico para uma vida digna.

Luta pela subsistência

Valdirene Costa dos Santos, higienizadora na EEEF Portão Velho, em Portão Velho, está há oito anos na profissão e nunca recebeu reajuste salarial. A educadora conta que recebe R$ 1.300,00, mas por ter empréstimos no Banrisul, no final do mês recebe míseros R$ 870,00. Com esse salário, Valdirene sustentou a casa sozinha por dois anos, enquanto o marido estava desempregado. Com dois filhos a saída era, e ainda é, escolher as contas que serão pagas no final do mês. “Eu priorizo água, luz e a comida”, afirma.

A funcionária de escola, que mora em uma casa financiada pela Caixa Econômica Federal, conta que as parcelas estão em atraso. “O financiamento está com as parcelas atrasadas, já que tenho de escolher o que pagar no final do mês.”

Valdirene fazia faxina por fora para honrar as contas mensais, mas devido à pandemia de Covid-19, ficou sem a segunda renda improvisada.

Para ela, o reajuste salarial não é um luxo e sim uma necessidade. “Quero quitar minhas contas que estão muito atrasadas. Me sinto muito desmotivada às vezes, até para trabalhar. Nós funcionárias somos desvalorizadas demais”, desabafa.

Já Cassia Luana de Oliveira, também higienizadora na EEEF Portão Velho, passa pela mesma situação da colega, há cinco anos trabalhando em escola estadual nunca teve nenhum reajuste.

Cassia estava cursando licenciatura em história, mas teve que trancar a faculdade para limitar as despesas da casa: “Me formaria em janeiro de 2023, mas tive que optar por pagar as contas mais necessárias da casa, ou as mais vencidas”.

Com o salário de R$ 1.260,00 para 40h, mas recebendo R$ 870,00 devido a empréstimo bancário, Cássia já tem destino certo para quando tiver reajuste salarial de verdade. “Vou poder desafogar meu marido com as despesas da casa”, garante.

A educadora frisa que está difícil a vida financeira já que tudo aumenta, menos o salário, que está defasado há quase oito anos. “Me sinto desvalorizada, desmotivada. Está tudo caro, tudo aumenta, menos o salário da gente”, frisa.

A agente educacional l na EEEM Nove de Outubro, Joselaine Lara da Rosa, sobrevive com um salário de R$ 1.288,00 por 40h, mas também devido a dois empréstimos, recebe liquido R$ 841,00.

A educadora tem duas filhas e gostaria de poder oferecer mais conforto para as meninas, mas, infelizmente, o salário não deixa. “Deixo de comprar muitas coisas necessárias para as minhas filhas e a família. Gostaria também de estudar, mas não posso, pois não tenho como pagar.”

Joselaine explica que a indignação é o sentimento que persiste entre os colegas funcionários(as). “Como se nosso trabalho não tivesse valor. Somos humanos, precisamos de reajuste como os outros, também temos necessidades básicas que nosso salário não alcança. Estamos trabalhando só por amor a profissão, mas amor não paga as contas”, define Joselaine.

“É extremamente decepcionante, na verdade. Se tivéssemos o reajuste, estaria honrando com os meus compromissos mensais com mais dignidade, deixando de escolher quem não pagar”, garante Marcio, funcionário que abriu essa matéria.

Para ele, os governos de Sartori (MDB) e Leite (PSDB) foram os piores para a educação pública. “Nós, moradores de Pelotas e conterrâneos do Eduardo Leite avisamos ao Estado inteiro sobre como foi o governo dele aqui, mas não adiantou. Leite segue mentindo que colocou o RS nos eixos, acabou com as dívidas, colocou salário em dia, tudo uma mentira. Ele só destruiu nossas carreiras, destruiu com o nosso IPE. É cada vez pior, esses governos, governam sempre para quem tem e não para quem precisa”.

Marcio ressalta que o governo deve ter gastado muito mais em rodar a folha suplementar do que mesmo com o reajuste de um centavo.

“É só decepção, não temos esperança de melhoria para nada na educação pública. Ganhar um centavo de aumento é decepcionante e muito triste”, apontou Neusa Maria Soares Ferreira, agente educacional I (manutenção e infraestrutura), colega de Marcio.

O CPERS segue firme na luta, em todos os espaços, pela merecida valorização salarial dos funcionários(as) de escola, servidores(as) indispensáveis para o funcionamento das instituições de ensino. Se para o governo os funcionários(as) são invisíveis, para o Sindicato são essenciais!

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Em meio a um cenário caótico na educação estadual, na última sexta-feira (3), a Secretaria Estadual de Educação (Seduc) foi uma das promotoras do evento “Crie o Impossível”, organizado pela ONG Embaixadores da Educação, que visa “inspirar” alunos(as) de Ensino Médio da rede pública. 

Amplamente divulgado pela grande mídia gaúcha como “a maior aula aberta” do Brasil, o evento esconde em seu escopo uma propaganda descabida do novo Ensino Médio e seus ideais de empreendedorismo. 

Durante a ação, onze palestrantes contaram suas trajetórias e como ao empreender, “venceram” na vida. O empreendedorismo, caminho para um mercado precarizado e sem garantias, consta nas competências gerais da reforma do Ensino Médio.

Com uma formação básica ainda mais esvaziada – História do Brasil, por exemplo, não aparece no currículo que é repleto de menções ao marketing – o que percebe-se é um ensino cada vez mais voltado para a vontade dos empresários e a criação de mão de obra barata. Os egressos do novo Ensino Médio formarão uma massa trabalhadora acrítica e apática, que não questionará a sua condição social.

Além da ONG Embaixadores da Educação e do Sebrae, diversas entidades representantes de movimentos que mascaram intenções privatistas, com ideais de filantropia e empreendedorismo social, estão por trás do “Crie o Impossível”.

O evento deixa claro o objetivo da gestão atual: repassar funções e responsabilidades que seriam do governo para instituições do terceiro setor. As próprias formações dos professores(as) que ministram o novo currículo já são promovidas pelo Sebrae, em um cenário onde o Sistema S ganha cada vez mais espaço na educação que deveria ser pública.

Até o momento, o CPERS tem conhecimento de um gasto em torno de R$ 171 mil de verba pública com o evento. Dinheiro esse que poderia estar sendo investido em alguma obra emergencial, dentre as várias necessárias na rede pública.

O que percebe-se é que o evento serviu para mostrar aos alunos(as) das escolas estaduais que um futuro empreendendo é mais valioso que o investimento em uma universidade.

Em recente reportagem publicada pelo Sindicato, conversamos com estudantes e educadores(as) das escolas piloto do projeto e a conclusão é somente uma: o Novo Ensino Médio se trata de uma reforma inadequada, apartada do contexto social e da realidade das instituições de ensino estaduais e coloca em risco o futuro dos estudantes. 

“Na minha turma, alunos que estudavam desde o Ensino Fundamental pediram transferência para outra escola que ainda não implantou esse novo Ensino Médio. O principal motivo foi pela retirada de algumas disciplinas que  são consideradas importantes para quem visa fazer um vestibular como o Enem”, explica a aluna do 3° ano do Ensino Médio do CE São Patrício, escola-piloto de Itaqui, Larissa Serres Espinosa.

O CPERS defende a revogação do novo Ensino Médio e a construção de uma nova proposta com ampla discussão do tema com a sociedade através da instalação de Conferências Municipais, Estaduais e Federais para a construção de uma proposta educacional nacional.

É urgente envolver toda a comunidade escolar, incluindo pais e alunos(as), na defesa de uma educação pública, gratuita e de qualidade, com gestão democrática e comprometida com a formação integral do cidadão. 

Para criar o impossível, é preciso uma política real de redução das desigualdades, com investimentos constantes na manutenção e qualificação dos equipamentos públicos que compõem a rede, bem como na valorização dos educadores(as).

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O CPERS Sindicato carrega em seu histórico ser uma entidade pioneira na proteção de direitos fundamentais. Honrando este reconhecimento, iniciou o seu processo de adequação à Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais – LGPD.

A LGPD, Lei nº 13.709, de 14 de agosto de 2018, é um marco jurídico regulatório inédito no Brasil, e veio para regulamentar o tratamento de dados pessoais em meios digitais e analógicos, por pessoa natural e jurídica de direito público e privado, intuindo proteger os direitos fundamentais de liberdade, privacidade e do livre desenvolvimento da personalidade da pessoa natural.

Nesta conjuntura, criou-se o Comitê de Privacidade de Dados Pessoais do CPERS (CPDP), composto por SANDRA REGIO, EDSON GARCIA, LEONARDO PRETO, estes em conjunto com o escritório HTC Advocacia, serão os responsáveis pela definição e execução de ações de adequação da entidade à LGPD. Esse comitê, através de um grupo de trabalho, desenvolverá um processo objetivo e transparente no campo da privacidade de dados pessoais.

Assim, qualquer dúvida ou requisição sobre à LGPD, deverá exclusivamente ser encaminhada para: cpers@htcadvocacia.adv.br

Em breve, nesta página, será apresentado a Política de Privacidade do Sindicato que se preocupa com o seu futuro!

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O CPERS solidariza-se à educadora da rede municipal de Campo Bom, vítima de ataques racistas deferidos por alunos(as) em sala de aula

Após atos contínuos de racismo vindos de estudantes, a professora registrou um Boletim de Ocorrência denunciando o crime de injúria racial.

Um dos últimos atos praticados pelos estudantes consistia em imitar o som de macaco quando a educadora virava de costas.

Em entrevista ao Portal Geledés, a professora desabafou e disse já ter chegado ao seu limite. “Estou tentando me manter calma, mas como se a sociedade nos coloca para baixo? Sou educadora há 24 anos. Fiz concurso para professora e estou apta a trabalhar, mas não me permitem. Vivo isso. Estou muito acuada, no meu limite”.

É preciso que a escola busque, urgentemente, as providências necessárias em reparação ao ocorrido para que situações inadmissíveis como essa não se propaguem.

Torna-se imprescindível lembrar que a injúria racial está prevista no artigo 140, parágrafo 3º, do Código Penal, que estabelece a pena de reclusão de um a três anos e multa, além da pena correspondente à violência para quem cometê-la.

Em geral, o crime de injúria está associado ao uso de palavras depreciativas referentes à raça ou cor com a intenção de ofender a honra da vítima, que foi o que ocorreu diretamente com a professora.

O CPERS, através do Coletivo Estadual de Igualdade Racial e Combate ao Racismo, atua fortemente para impedir situações como a vivenciada pela professora.

“Repudiamos as atitudes racistas manifestadas contra a professora e reforçamos a importância da luta contra qualquer tipo de preconceito, principalmente o racial. Nas escolas públicas estaduais, o que mais se apresenta é a diversidade racial, de credo ou de gênero. Exigimos respeito às diferenças e ao papel do professor em sala de aula”, destaca o 2º vice-presidente do CPERS e diretor do Coletivo Estadual de Igualdade Racial e Combate ao Racismo, Edson Garcia.

A escola possui papel fundamental para a desconstrução do racismo, que além de ser criminoso, não pode ser tratado como uma pauta identitária, mas sim social. Somente assim, será possível enfrentarmos e assimilarmos este tão importante debate.

A luta de todas e todos deve ser por igualdade de oportunidades e de ponto de partida, fortalecendo o combate ao racismo e o exercício da democracia de fato e de direito.

Imagem destaque: CUT Goias

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A atual crise do IPE Saúde, uma das mais graves da sua história, demonstra o descaso com o plano, iniciado no governo de José Ivo Sartori (MDB) e perpetrado pela gestão de Eduardo Leite/Ranolfo Vieira Júnior (PSDB). O plano, que garante atendimento a quase um milhão de servidores(as) e dependentes no Rio Grande do Sul, está sob ameaça e o governo precisa assumir essa conta.

O CPERS – em parceria com as demais entidades do funcionalismo gaúcho – vem realizando diversas ações de alerta e pressão para a solução dos históricos problemas.

Mesmo entendendo que as atuais ações não dão conta do todo, a adoção de medidas que visem uma melhor gestão do IPE Saúde e o seu equilíbrio financeiro precisam ser reconhecidas. A implantação de uma tabela própria de remuneração por medicamento, os ajustes nas diárias de internação, com aumento de 15%, e majoradas as taxas pagas por infusões em procedimentos oncológicos são ações que devem ser respeitadas, conforme as normas vigentes para todos os planos de saúde.

É importante salientar que a crise financeira do IPE Saúde é de responsabilidade dos governos Sartori e Leite. Os oito anos sem reajuste no salário dos servidores(as) públicos e os altos índices de inflação no período criaram uma grande defasagem nas contas do próprio IPE Saúde.

O Sindicato reitera a importância da manutenção do IPE Saúde público para que haja a garantia de atendimento a todos os segurados(as) e dependentes e que os profissionais credenciados sejam valorizados e atendam de acordo com as normas do Instituto, garantindo a saúde e a qualidade de vida dos segurados(as).

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Foi rejeitado pelo plenário do Senado, nesta quinta-feira (2), a emenda número 4 ao Projeto de Lei 2486/2021, que trata da regulamentação das atividades do profissional de educação física.

De autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), a emenda visava que profissionais da educação física com atuação nas escolas públicas brasileiras, da educação básica, ficassem fora do escopo de regulamentação que abarca os sistemas de regulação profissional, no caso o Sistema CREF/CONFEF.

Desde o início da tramitação da matéria, na Câmara dos Deputados, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) vem se posicionando a favor da emenda. No entendimento da entidade, o/a professor/a de educação física que atua nas escolas já segue legislação específica e não pode ser obrigado/a a se filiar a um conselho profissional para exercer suas funções.

De acordo com o presidente da CNTE, Roberto Leão, o PL inviabiliza que profissionais de educação física exerçam livremente a profissão. “Trata-se de um projeto caça-níquel, já que os profissionais de educação física já são regulamentados pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional [LDB]”, defendeu.

Para Leão, o projeto de lei encontra o mesmo caminho de pautas que visam desorganizar a educação brasileira, como a escola sem partido, a educação domiciliar e a militarização nas escolas.

Segundo a CNTE, incluir professores escolares e universitários nos Conselhos de Educação Física é ilegítimo, contraproducente e estimula a mercantilização da profissão docente no Brasil. “A aprovação do PL 2.486/21, sem a referida emenda nº 4, ocasionará prejuízos não apenas para os professores de educação física, mas para todos os sistemas de ensino do país, que submeterão parte de seus profissionais a regras mercantilistas de autorização para o exercício da profissão docente escolar e universitária, podendo essa regra nefasta se estender para outras áreas de conhecimento educacional (química, física, matemática, biologia) que possuem ou que venham a instituir conselhos profissionais. Esses, por sua vez, devem limitar suas áreas de atuação às atividades liberais, que não contam com regramento e fiscalização direta do Estado”, afirma a Diretoria Executiva em nota.

Para a Confederação, a luta pela valorização da educação pública brasileira deve ser por garantias de condições estruturais e respeito e valorização à carreira. “Quem está na escola todos os dias sabe avaliar se o profissional atua corretamente ou não. Os professores de educação física das escolas públicas têm formação superior e são concursados e, portanto, já estão habilitados.”

O texto do PL 2486/2021, sem a emenda nº 4, vai à sanção presidencial.

 

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A EEEF Luiz de Azambuja Soares, de Porto Alegre, enfrenta há 10 anos os mesmos problemas estruturais: muro caindo, refeitório com goteiras, paredes descascando, além de tomadas elétricas deterioradas e sem funcionamento.

Conforme a diretora Kátia Bueno Laner, os problemas não são resolvidos por falta de verba da mantenedora. “A Seduc enviou verba, mas não atende a todas as necessidades da escola”, destaca.

Para amenizar o risco de queda do muro, a escola precisou colocar uma fita isolando o espaço.

A instituição, que atende 280 estudantes, também está com o refeitório insalubre para as refeições, com goteiras, teto e paredes descascando e mofados pela umidade.

“Como diretora, penso que passam os governos e nenhum atende as demandas da educação. Sucateando assim toda a estrutura, tanto pessoal, quanto material”, desabafa Kátia.

Além dos problemas estruturais, a escola também enfrenta falta de recursos humanos, como monitor(a) e orientação educacional.

O CPERS segue acompanhando e denunciando o descaso do governo Eduardo Leite/Ranolfo Vieira Júnior (PSDB) com a educação pública gaúcha e com os professores(as) e funcionários(as) de escola. É urgente que a atual gestão providencie as reformas necessárias para garantir um ambiente de aprendizagem seguro e adequado a educadores(as) e estudantes.

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Diante das dúvidas da categoria quanto ao pagamento dos valores retroativos da revisão geral dos 6%, o CPERS reuniu-se com a representante da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz), Juliana Debaquer, para esclarecimentos.

De acordo com ela, os educadores(as) vinculados ao Regime Geral da Previdência Social-INSS (contratados) irão verificar em seus contracheques a descrição de uma única rubrica, denominada Regularização de Ato Publicado, e visualizarão apenas o valor líquido a receber. O detalhamento deve ser solicitado às Coordenadorias Regionais de Educação (CREs) de cada região.

Já os servidores efetivos, ligados ao IPE Previdência, têm acesso ao contracheque detalhado disponibilizado no portal do servidor.

Os funcionários(as) de escola que recebem o completivo não tiveram repercussão financeira, visto que a indexação de seus salários ocorre sob o Salário Mínimo Regional.

Para os pensionistas, o IPE realizará o pagamento dos valores retroativos a partir do dia 18.

Novamente, os educadores(as) pagam pela desorganização e omissão do governo Leite/Ranolfo (PSDB), que mais uma vez relega os servidores(as) do Rio Grande do Sul à espera.

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A Câmara dos Deputados aprovou na última semana, a toque de caixa, sem qualquer debate com os estados, municípios, DF e sociedade civil organizada, o PLP 18/2022, que altera a Lei nº 5.172/1966 e a Lei Complementar nº87/1996, para considerar bens e serviços essenciais os relativos aos combustíveis, à energia elétrica, às comunicações e ao transporte coletivo.

O projeto de lei, que agora aguarda votação no Senado Federal, cria um teto de 17% de incidência do ICMS sobre os novos bens e serviços essenciais e estima reduzir em R$ 0,60 (sessenta centavos) o litro da gasolina para o consumidor final.

A alta dos combustíveis é um problema mundial, sobretudo no Brasil, contribuindo com a espiral inflacionária que corrói o poder de compra da população. Mas não será com medidas açodadas e que desprezam outras questões que impactam no preço dos combustíveis que o problema será devidamente solucionado. Reduzir o preço da gasolina em
R$ 0,60, em média, num contexto de preço médio ao consumidor entre R$ 7,00 e R$ 8,00, afetando drasticamente a arrecadação de impostos que financiam as políticas públicas essenciais (educação, saúde, segurança etc), é contraproducente e de custo-benefício quase desprezível.

O governo Bolsonaro e a Câmara dos Deputados insistem em transferir aos estados a culpa pela alta excessiva dos combustíveis no Brasil, a qual se deve, incontestavelmente, à política de preços estabelecida pela Petrobras, desde o governo ilegítimo de Michel Temer, que atrelou o custo nacional ao mercado internacional (em dólar). Desprezou-se
assim a quase autossuficiência energética de petróleo alcançada após a descoberta do Pré-sal, com o único objetivo de manter os lucros dos acionistas da Petrobras (poucos e a maioria do exterior).

Ao considerar combustíveis, energia elétrica, comunicações e transporte coletivo bens e serviços essenciais, o governo e o Congresso deveriam de fato agir sobre toda a cadeia de preços das commodities e demais serviços, gerando amplo impacto positivo para a população. Ao contrário disso, pretende-se dar com uma mão (redução de R$ 0,60 no litro da gasolina) e retirar com a outra, gerando mais retração nos investimentos públicos. Segundo dados do Comsefaz, a educação deverá perder cerca de R$ 21 bilhões anuais com a medida descabida de redução drástica do ICMS, que é o principal imposto de arrecadação dos estados, com impacto nos municípios e no Fundo da Educação Básica. Este último, por sua vez, contará com menos complementação federal, pois a base de cálculo dos fundos estaduais será menor. Ou seja: o Fundeb será penalizado duplamente!

A CNTE tem grande preocupação com o controle da inflação e com a garantia de direitos do povo brasileiro, em especial com o acesso à educação pública, gratuita e de qualidade, razão pela qual não concorda com a alternativa proposta no PLP 18/22, podendo, alternativamente, além da necessária mudança na política de preços da Petrobras, serem estipuladas alíquotas mínimas e máximas para o ICMS, a depender do preço médio dos combustíveis e demais serviços públicos. Essa medida gerará mais estabilidade na arrecadação dos impostos, evitando bolhas superavitárias que também comprometem a organização do orçamento público ao longo do tempo.

Pela imediata revisão da política de preços da Petrobras, o que, de fato, garantirá a redução significativa nos preços dos combustíveis!

Pela alteração do PLP 18/22, no Senado, a fim de garantir não só a redução dos preços de combustíveis, da luz elétrica e do transporte coletivo, mas a efetiva prestação dos demais serviços púbicos essenciais, sem perdas para a população!

Brasília, 2 de junho de 2022.
Diretoria da CNTE

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Nesta quarta-feira (1º), educadores(as) dos núcleos de Caxias do Sul (1º), Guaporé (3º) e Bento Gonçalves (12º) reuniram-se no Encontro Regional dos Aposentados(as) do CPERS. A atividade ocorreu no  auditório da EEEF Gal. Bento Gonçalves da Silva em Bento Gonçalves.

O evento vai percorrer os quatro cantos do Rio Grande do Sul, levando até os professores(as) e funcionários(as) aposentados(as) dos 42 núcleos do Sindicato, informações jurídicas, conjuntura política, lutas e mobilizações da categoria, além de muito entretenimento através da música, dança e declamações poéticas.

O diretor do 12º núcleo, Leonildo da Luz de Moura, o diretor do 1º núcleo, David Orsi Carnizella, a secretária do 3º núcleo, Marisa Maria Girotto Lacerda fizeram a abertura do evento juntamente com a diretora Departamento dos Funcionários(as) do CPERS, Juçara Borges.

Juçara falou da satisfação de rever os colegas e explicou a ausência da presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, no evento. “Helenir se afastou ontem do sindicato, conforme lei eleitoral demanda, para concorrer a cargo eletivo, mas ela mandou um recado: se eleita, não deixará o CPERS, em outubro ela retorna e permanece até o final da gestão dela, em 2024”, frisou.

Glaci Weber, diretora do Departamento de Aposentados(as) do CPERS, fez uma breve análise dos ataques dos governos de Jair Bolsonaro (PL) e Eduardo Leite / Ranolfo Viera Júnior  (PSDB) aos aposentados(as) e a categoria. “Nós aposentados estamos pagando o pato, os governos decidiram que nós devemos pagar. Nenhum de nós aqui presente ganhou os 32% de reajuste salarial e nós ainda passamos a pagar o desconto da Previdência. Mexeram em nosso plano de carreira. Esse desrespeito ao idoso, nós não podemos aceitar”.

Outro assunto abordado pela educadora foi quanto ao reenquadramento dos professores(as) que tiveram suas aposentadorias de 40h transformadas em subsídios de 20h, problema que afeta em sua maioria educadores(as) com mais de 70 anos.

“Estamos aqui com o abaixo-assinado para reverter essa situação, o abaixo-assinado também está em nosso site para que todos participem desta luta. Entregaremos as assinaturas e um manifesto contra o reenquadramento para o governo”, afirmou Glaci.

Rosane Zan, diretora do Departamento de Educação do CPERS, fez uma breve saudação aos colegas presentes e falou da importância da valorização de toda categoria – aposentados(as), funcionários(as) de escola e professores(as). “Nós temos sim que valorizar toda a nossa categoria. Temos que lembrar que quando nos aposentamos não temos fundo de garantia e tantos outros benefícios. Então temos que lutar pelos nossos direitos tão duramente conquistados e não permitir que nos retirem ainda mais”.

Informações jurídicas

O advogado Marcelo Fagundes falou sobre o assunto que mais indigna os aposentados(as), o desconto da Previdência, que os aposentados(as) voltaram a pagar desde 2019. “Os aposentados que estão pagando a conta, sabemos que esse dinheiro está fazendo falta no remédio, na comida e nas contas no final do mês”, apontou.

Na visão da assessoria jurídica do CPERS, esse desconto é inconstitucional, por isso o Sindicato ingressou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), junto com a União Gaúcha dos Servidores Públicos, a Ajuris e outras entidades, no Supremo Tribunal Federal (STF).

“Vamos precisar muito de vocês nessa luta. Vamos precisar da mobilização de vocês nas redes sociais pressionando o judiciário”.

Outro assunto debatido pelo advogado foi a mudança no plano de carreira dos educadores(as) e a mentira do último reajuste salarial. “Muitos educadores nem olharam seus contracheques, o que ganharam ou não com o reajuste salarial do governo. A maioria pagou seu próprio reajuste, o qual saiu da parcela de irredutibilidade. ”

A vida após a aposentadoria

A psicóloga Aline Garziera falou sobre a vida dos educadores(as) após a aposentadoria, destacando que muitas vezes nos vemos somente como profissional, esquecendo da família, lazer e sexualidade.

“Vivemos a vida profissional tão intensamente que acaba tomando mais tempo das pessoas. Levamos trabalho para casa. Às vezes perdendo hora de lazer com a família ou outras vivências”.

Aline explica que, mesmo depois de aposentados(as) é importante manter as amizades e os grupos com interesses em comum: “Como aqui, vocês pertencem a um grupo, os aposentados do CPERS”, destacou.

E continuou a explicar: “O grupo que eu pertenço conhece as minhas dores, as minhas lutas. Eu tenho empatia pelo outro. Nossas lutas são as mesmas.”

A psicóloga defende que os aposentados(as) devem participar de algum grupo ou atividade que lhe dê bem-estar. “Quanto mais citocina e adrenalina, meu corpo produz, menos dores eu vou sentir e minha autoestima vai aumentar”, finalizou.

Dança, música e entretenimento

Diversas atividades culturais foram realizadas durante o evento,  o Coral do 12º Núcleo (Bento Gonçalves) emocionou os presentes. A educadora Bertolina Mioto declamou poemas do livro de poesias “Maturidade em Belos Versos”, fruto do concurso realizado em 2015 pelo Departamento dos Aposentados(as) do CPERS. O coral do 3º núcleo (Guaporé) também se apresentou para os colegas.

Nas próximas semanas serão realizados Encontros Regionais dos Aposentados(as) em diversos outros núcleos do CPERS, como preparação para a etapa estadual que deve acontecer nos dias 29 e 30 de agosto deste ano.

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