O professor universitário Neylson Oliveira foi brutalmente assassinado, nesta quinta-feira (11). Ele foi encontrado já sem vida com ferimentos pelo corpo e marcas de estrangulamento em um matagal, no bairro Laranjeiras, em São Luís-Maranhão.

A polícia já prendeu três suspeitos, que confessaram a tortura e o assassinato do educador.

Além de professor, Oliveira era militante do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), sindicalista e LGBTQIA+. Enquanto sindicalista, o professor esteve à frente da última greve que ocorreu no ano de 2021 no município de Açailândia.

Diante de mais um crime bárbaro, que escancara os tempos de intolerância e a escalada de violência política, racial e homotransfóbica no país, o CPERS solidariza-se aos familiares, amigos e alunos do educador.

É imprescindível que as autoridades policiais atuem com a máxima celeridade e transparência nas investigações e punir com o rigor da lei os envolvidos.

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A atual gestão do governo do Estado fechou o ano com superávit de R$ 2,5 bilhões, ou seja, o RS apresentou resultado positivo em todas as receitas e despesas.

Mas, na prática, conforme aponta levantamento do Dieese, estes resultados não melhoraram a vida dos trabalhadores(as) gaúchos, sobretudo dos funcionários(as) de escola, que estão há mais de oito anos sem reposição e tiveram seus salários corroídos para mais da metade da inflação, mesmo considerando o “aumento” de míseros 6%.

O Salário Mínimo Regional atinge justamente as categorias de trabalhadores mais frágeis, como as domésticas, moto-boys, entre outros. São mais de 1,5 milhão de trabalhadoras e trabalhadores que dependem deste reajuste.

>> Confira aqui o estudo do completo do Dieese.

Diante das inúmeras dificuldades e o descaso do governador, o CPERS, junto a centrais sindicais, cobra a urgência do reajuste do Salário Mínimo do Rio Grande do Sul.

Em documento enviado ao governo do Estado, as entidades representativas reivindicam 15,58% no reajuste do mínimo regional a contar de fevereiro de 2022. Trata-se da inflação de 2019 e 2021 que não foram repassadas no reajuste anterior.

Reajuste impacta no salário dos funcionários(as) de escola

Muitos funcionários(as) de escola não receberam nem a revisão geral (6%) devida a todos neste ano. Isso porque seu salário é tão defasado que mensalmente o governo paga um completivo para atingirem o Salário Mínimo Regional (bruto de R$ 1.419,86) para carga horária integral de 40 horas semanais.

Vale lembrar que a miséria dos 6% foi abatida deste mesmo completivo e há funcionários(as) que receberam UM CENTAVO de “reajuste”. Sem contar que o governo apura o valor do completivo descontando avanços, vantagens e gratificações, como o adicional de Local de Exercício, o que é uma aberração.

Um servidor(a) de escola que recebe salário de R$ 657,97 deveria receber completivo do Salário Mínimo Regional no valor de R$ 761,89, contudo o governo abate verbas pecuniárias, gratificações e outros.

Além da sobrecarga de trabalho pela falta de servidores(as) nas instituições de ensino, trabalhadores(as) que cuidam da limpeza, da alimentação e todas as áreas de apoio na educação padecem por estarem entre os que menos ganham na estrutura salarial do estado.

Enquanto isso, o Rio Grande do Sul arrecadou R$ 51,3 bilhões, sendo o 4º estado com maior volume de arrecadação de tributos estaduais (ICMS, IPVA, ITCD e outros), totalizando um crescimento de 26,7%.

Dos 13 mil servidores(as) que recebem vencimentos abaixo do Piso, 91% destes estão lotados na Secretaria de Educação (Seduc). O PIB do estado pode ter aumentado, a arrecadação teve bom desempenho, as contas públicas fecharam no azul, mas a renda média do trabalhador caiu (no setor público e privado) e o governador contribuiu para isso.

O atual governo, por longos três anos, brigou contra o piso regional, na contramão do que fez os demais estados do sul do Brasil.

Somente ao final de 2021, concedeu 5,53% sobre os salários daqueles que menos ganham no estado (seja do setor público ou privado), mesmo sabendo das perdas do poder de compra causado pela forte aceleração dos preços dos alimentos da cesta básica, do gás e da energia elétrica nos últimos dois anos que acumulam altas acima de 35%. 

Há estudos que comprovam que se a economia estiver crescendo, o emprego tenderá a aumentar mesmo com o aumento dos salários.

Além disso, em um mercado de trabalho cada vez mais desestruturado, informal e desigual, a valorização de um piso resulta em elevação do nível salarial nos mercados de trabalho “secundários” – trabalhadores informais, trabalhadores independentes, entre outros -, os mais dependentes de políticas públicas.

Se o atual governo se preocupasse com a educação e com os que menos ganham (no setor público e privado) o Salário Mínimo Regional já teria sido aprovado.

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A PEC 274, de autoria do deputado Eric Lins (PL), está em debate na Assembleia Legislativa desde o mês de maio. A polêmica proposta prevê a modificação na redação do art. 216 da Constituição Estadual, para que as escolas gaúchas não precisem mais oferecer o Ensino Fundamental completo.

A PEC, que representa mais um ataque à educação pública do estado, foi publicamente defendida pela secretária de Educação, Raquel Teixeira, que defende que a responsabilidade por essa etapa seja somente dos municípios. 

Sem qualquer fundamentação pedagógica ou debate com as comunidades escolares, a proposta promove a fragmentação e a descontinuidade da aprendizagem dos alunos(as) e abre brechas para as terceirizações de escolas, como aconteceu nas redes municipais, e também para a voucherização de estudantes com vagas nas privadas.

>> Saiba por que a PEC 274 é mais um retrocesso à educação pública gaúcha

A oferta do Ensino Fundamental completo pelas escolas estaduais precisa ser planejada e executada de forma coesa, como dispõe a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), e que obviamente faz muito mais sentido se ocorrer dentro de uma mesma unidade administrativa.

O presidente em exercício do CPERS, Alex Saratt, ressalta que o Sindicato tem acompanhado de perto o trâmite da PEC 274 e exposto sua contrariedade aos deputados(as).

“A proposta abre caminho para uma série de situações das quais nós não temos concordância, desde as municipalizações até a compra de vagas no ensino fundamental em instituições privadas. Insistimos na defesa da escola pública e dos investimentos estatais para subsidiar a educação pública”, destaca Alex.

O presidente ainda salienta que: “Essa é uma importante etapa do ensino, especialmente para as crianças. É essencial que elas possam passar por essa fase da sua formação escolar sem necessidade de deslocamento para outras escolas. É fundamental fortalecer e defender a escola pública e contamos com a compreensão dos nossos deputados para que essa PEC seja rejeitada”.

Para o vice-presidente do CPERS, Edson Garcia, um dos riscos da PEC 274 está no fato que a proposta deixará escolas do campo ainda mais desprotegidas.

“A PEC 274 é um retrocesso para a educação gaúcha. É um prejuízo ao direito à educação. Ela abre espaço para a oficialização de falta de investimentos, além de permitir a criação e o descredenciamento de escolas de Ensino Fundamental incompleto, prejudicando alunos não só das zonas urbanas, mas também das rurais, que muitas vezes são desprestigiados por não terem uma escola de ensino fundamental completo acessível”.

O CPERS tem ido à Assembleia Legislativa para apresentar sua posição contrária à proposta sempre que a pauta é debatida, inclusive para a própria secretária Raquel. Para o Sindicato, a PEC 274 terá consequências sistêmicas, educativas e sociais incalculáveis.

É fundamental discutir a garantia da manutenção das escolas, promover o debate junto às comunidades escolares, além de salário e condições dignas de trabalho aos educadores(as).

Os deputados(as) precisam honrar seu compromisso com os gaúchos(as) e valorizar, de fato, o ensino público. É preciso unidade para resistir a mais esse ataque!

Ajude o CPERS na luta contra a PEC 274, clique aqui e envie mensagens aos parlamentares. Deputado(a) que defende a educação, diz #NãoàPEC274!

Na próxima terça-feira (16), estaremos novamente na Assembleia Legislativa pressionando os deputados(as) para que rejeitem esta proposição que retrocede a um modelo que favorece a fragmentação e a descontinuidade da aprendizagem dos alunos(as).

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No momento em que 33 milhões de brasileiros estão passando fome, a emenda parlamentar à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) que prevê o reajuste de 34% ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), aprovado em julho pelo Congresso Nacional, foi vetada pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), nesta quarta-feira (10), alegando que a proposta é “contrária ao interesse público”.

Movimentos sociais já classificaram Bolsonaro de inimigo da alimentação escolar e iniciaram uma mobilização nacional para pressionar o Congresso Nacional a derrubar o veto nas próximas semanas. O prazo regimental para colocar a proposta de derrubada do veto é de 30 dias corridos.

“O veto é feito sob o argumento de que contraria o interesse público e aumenta a rigidez orçamentária, o que não valeu pra ampliar o Auxílio Brasil com finalidade eleitoreira e reajustes ao salário de policiais federais. Bolsonaro não está preocupado com o enfrentamento da fome, ele é inimigo da alimentação escolar”, declarou Mariana Santarelli, coordenadora do Observatório da Alimentação Escolar.

Com cerca de cinco anos de defasagem no orçamento, o Congresso Nacional aprovou o reajuste de 34% ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) para ser incluído na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2023, passando de R$ 3,96 bilhões para, pelo menos, 5,53 bilhões. Quando o Congresso aprovou o reajuste, poucos acreditavam que Bolsonaro podia vetar a proposta, mas sabiam que, pelo histórico do presidente, haveria riscos de retroceder a conquista.

O Observatório da Alimentação Escolar divulgou uma nota lamentando profundamente o veto da LDO, que prevê o reajuste dos valores per capita do PNAE pela inflação (IPCA), que não acontecia desde 2017. “Denunciamos, mais uma vez, o descaso do atual governo com o direito humano à alimentação e à nutrição adequadas”.

Sobre o PNAE

O PNAE beneficia 41 milhões de estudantes da educação básica pública, através da transferência de recursos para complementar o orçamento de 27 estados e 5,5 mil municípios para a compra de merenda escolar na educação básica das escolas públicas, instituições filantrópicas e comunitárias sem fins lucrativos. A mesma norma também determina que 30% dos repasses sejam usados para aquisição de produtos provenientes da agricultura familiar, como programas do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST). Os valores per capta são executados e gerenciados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

O Observatório lembra que a aprovação do reajuste do PNAE pelo Congresso Nacional foi resultado de forte pressão da sociedade civil, e do compromisso de parlamentares de diferentes partidos, mobilizados em função da perda do poder de compra do PNAE, diante da crescente inflação dos alimentos. “A insegurança alimentar grave (fome), em domicílios com crianças menores de 10 anos, subiu de 9,4% em 2020 para 18,1% em 2022. Com o veto, esta sendo negado o direito à alimentação para crianças que têm na alimentação escolar uma das mais importantes refeições do dia”, revelou a instituição.

Insegurança

O Observatório da Alimentação Escolar também alerta que sem o reajuste no orçamento não há como assegurar a oferta de alimentação escolar adequada, o que agrava o risco de evasão escolar e amplia as dificuldades de desenvolvimento cognitivo advindas da má alimentação. “São prejudicados também agricultores e agricultoras familiares que fornecem ao PNAE, e que têm nesse mercado institucional uma importante fonte de renda”.

O veto também atinge nutricionistas, cozinheiras, professores e demais profissionais que vivenciam cotidianamente a falta de recursos para garantir o básico de uma alimentação escolar de qualidade, tal como previsto em lei.

A alimentação escolar deve ser uma bandeira de mobilização de toda a sociedade!

É urgente derrubar o veto ao PNAE para garantir alimentação de qualidade nas escolas.

Fonte: Mídia Ninja
Foto: Agência Brasil

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No Dia do Estudante, celebrado nesta quinta-feira, 11 de agosto, o CPERS uniu-se a milhares de estudantes de escolas e universidades públicas, tomando as ruas de Porto Alegre para defender a democracia, o sistema eleitoral brasileiro e eleições livres. A manifestação marcou o Dia Nacional de Mobilização, convocado por movimentos estudantis, centrais sindicais, movimentos populares e entidades da sociedade civil.

“O CPERS, historicamente, sempre esteve nas lutas em defesa da democracia e hoje, mais do que nunca, precisamos fazer essa defesa. Estamos juntos, nas ruas, com essa energia da juventude, que não se furtou em demonstrar a cara e defender a educação em um momento tão decisivo para o nosso país. É imprescindível elegermos governos e parlamentos que realmente defendam os trabalhadores da educação, a educação pública e a democracia”, enfatizou o presidente em exercício do CPERS, Alex Saratt.

O vice-presidente do Sindicato, Edson Garcia, frisou a importância da luta unificada. “Estudantes, trabalhadores em educação e sociedade em uma só luta que é a defesa intransigente da educação pública. Os governos que aí estão querem o desmantelamento da educação, mas nós não vamos permitir. Esse ato é uma prova disso, da nossa força que só vai crescer em defesa da educação.”

“Essa é uma importante caminhada, pois vivemos um momento em que a democracia está sendo severamente atacada. Além disso, temos um presidente que corta recursos fundamentais para a educação, deixando claro seu objetivo de destruí-la. Não permitiremos”, afirmou o diretor Leonardo Preto Echevarria.

“Mais uma vez estamos nas ruas ao lado dos estudantes para defender a educação pública. Um dia, sem dúvida, muito importante não apenas para os educadores e os alunos, mas para toda a sociedade”, frisou a secretária-geral Suzana Lauermann.

Caminhada da educação tomou as ruas da capital

Após concentração em frente ao Colégio Júlio de Castilhos, o Julinho, os manifestantes saíram em marcha pelas ruas de Porto Alegre até o Palácio Piratini para dar o recado ao governador Ranolfo Vieira Júnior (PSDB).

No local, representantes de centrais sindicais e estudantis enfatizaram a importância da luta pela manutenção do Estado Democrático de Direito.

“Hoje é um dia histórico em defesa da democracia. A nossa luta conecta-se a dos professores, pois são eles que constroem a escola que precisamos e defendemos e seguem firmes lutando para desenvolver o país.  A educação é o ponto central da reconstrução que o Brasil precisa”, destacou o presidente da União Estadual dos Estudantes (UEE), Airton Silva.

“Hoje é um dia simbólico de lutas. Estamos aqui para reafirmar a democracia como um elemento fundante essencial para que possamos pensar em qualquer desenvolvimento econômico, político e social do país”, disse o presidente da CUT/RS, Amarildo Cenci.

Dia histórico: carta pela democracia é lida em diversas universidades públicas do Brasil 

Após a caminhada, os manifestantes se reuniram em frente à Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), onde foi lida a “Carta às Brasileiras e aos Brasileiros em defesa do Estado Democrático de Direito”, que já possui quase um milhão de assinaturas. A leitura ocorreu simultaneamente em diversas cidades do país.

>> Assine a Carta aqui!

O documento, elaborado por um grupo de ex-alunos(as), da Faculdade de São Paulo (USP), faz referência aos 45 anos da “Carta aos Brasileiros”, de 1977, quando um movimento liderado pelo professor Goffredo da Silva Telles Júnior denunciou a ilegitimidade do governo militar. Até a noite dessa quarta-feira (10),  já contava com cerca de 900 mil assinaturas.

O CPERS segue firme em defesa da democracia e das eleições livres, tão ameaçadas por aqueles que cultuam a ditadura e não respeitam os direitos sociais, políticos e humanos. Estado Democrático de Direito Sempre!

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A #CaravanaPelaDemocracia desembarcou, nesta quarta-feira (10), na região do 14° Núcleo do CPERS (São Leopoldo).

Dirigentes do Sindicato e do Núcleo visitaram rádios e instituições de ensino para conversar com professores(as) e funcionários(as) de escola sobre a atual conjuntura política e sobre qual futuro almejar para a educação e os educadores(as) do Rio Grande do Sul.

O presidente em exercício do CPERS, Alex Saratt, destacou as consequências dos ataques à educação e aos educadores(as), bem como a importante análise da atual conjuntura: “É preciso dar um novo rumo para o país e para o Estado. É fundamental observar com atenção em que projeto depositar o voto para governos e parlamentos, ver quem apoia e defende a educação”.

Para o diretor do CPERS, Amauri Pereira, o momento exige vigilância e unidade na escolha de representantes que – de fato – defendam a educação pública, laica e de qualidade social e os direitos de quem trabalha no chão da escola.

“A nossa Sineta traz um comparativo dos últimos quatro governos, mostrando o que ganhamos e o que perdemos em cada um. Temos que observar os projetos de cada candidato. Não estamos aqui para dizer em quem votar, mas, nós funcionários públicos, temos que votar em quem vai nos representar”, destaca Amauri. 

A tesoureira do CPERS, Rosane Zan, ressalta que a desvalorização dos educadores(as), perpetrada pelos últimos governos estaduais e federais, causou a redução no número de professores(as) e funcionários(as) de escola da rede.

“Cada vez menos pessoas estão querendo ser docentes. Pela falta de valorização, pela falta de investimento, se não houver uma revolução na educação, não teremos mais professores e funcionários de escola.  Alguma coisa tem que ser feita, precisamos ter nos governos federal e estadual candidatos que vejam a educação e os serviços públicos como prioridade”, expõe Rosane.

Durante as visitas nas escolas da região, a diretora e representante do CPERS no Conselho de Administração do IPE Saúde, Vera Lessês, relatou aos educadores(as) a situação da autarquia e ressaltou que o Sindicato segue fazendo a pressão necessária para a garantia de um atendimento de qualidade à categoria.

“Estamos atentos e sempre atuantes cobrando da direção do IPE Saúde o maior comprometimento com os segurados, mas precisamos garantir que a próxima gestão tenha mais comprometimento com o IPE. Desde a sua criação, no governo Sartori, o IPE Saúde está em seu sexto presidente, que em sua maioria são indicados políticos, o que demonstra uma alta rotatividade e falta de compromisso dos gestores com a qualidade do serviço para os segurados e dependentes”, destaca Vera.

Desvalorização dos funcionários(as) impacta o dia a dia das escolas estaduais

Na passagem da caravana pela EEEB Professor Mathias Schütz, em Ivoti, os dirigentes constaram os impactos da desvalorização dos funcionários(as) no chão das escolas gaúchas.

A instituição, que atende cerca de 500 alunos, nos três turnos, conta com apenas duas funcionárias para a limpeza. Como o número é insuficiente para a demanda, os alunos(as) têm ajudado na limpeza das salas, após o término das aulas.

Na EEEM Guilherme Exner, em Presidente Lucena, também faltam funcionários(as) para a limpeza. No momento, a escola conta com somente uma servidora, que está em delimitação de função.

O Círculo de Pais e Mestres (CPM) da escola juntou dinheiro e pagam uma pessoa para ajudar uma vez por semana e por lá os estudantes também auxiliam limpando as salas de aula.

Para a diretora do Departamento de Funcionários(as) do CPERS, Juçara Borges, os funcionários(as) de escola estão na miséria, recebendo salário vergonhoso e acumulando dívidas. Por isso, há tanta dificuldade na contratação de pessoal.

“Hoje os funcionários de escola recebem um salário base de 650 reais e ganham um completivo para atingirem o salário mínimo regional, porque ninguém pode receber menos que isso no estado. O reajuste de 6% foi retirado desse completivo. Temos colegas que receberam um centavo no contracheque.  O governo rodou a folha para pagar um centavo, isso é um absurdo”, destaca Juçara. 

Acompanharam as visitas na região o diretor do 14º Núcleo, Luiz Henrique Becker, a representante municipal do CPERS, Teresinha Klein, e o tesoureiro do 14° Núcleo, Matheus Rodrigues.

O CPERS segue na estrada, até o dia 9 de setembro, visitando  escolas das regiões dos 42 Núcleos do Sindicato para mobilizar a categoria e fortalecer o projeto de futuro que queremos para a educação pública gaúcha e brasileira.

Clique aqui e confira o roteiro das próximas semanas. Organiza teu núcleo, chama os colegas e vamos somar na mobilização em defesa da democracia e da educação.

>> Confira abaixo as escolas visitadas na #CaravanaPelaDemocracia nesta quarta-feira (10) na região do 14º Núcleo do CPERS (São Leopoldo): 

EEEF Humberto de Campos (Estância Velha)
CE 8 de Setembro (Estância Velha)
EEEM Walter Hermann (Lindolfo Collor)
EEEB Professor Mathias Schütz (Ivoti)
EEEM Guilherme Exner (Presidente Lucena)
IE de Sapiranga (Sapiranga)
IE Coronel Genuíno Sampaio (Sapiranga)
IE Mathilde Zatar (Sapiranga)
ETE 31 de Janeiro (Campo Bom)
EEEF Ildefonso Pinto (Campo Bom)
EEEM Bernardo Petry (Vale Real)
EEEM Monsenhor José Becker (Bom Princípio)
EEEF Maria Saturnina Ruschel (Feliz)
CE Professor Jacob Milton Bennemann (Feliz)

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Os cortes no ensino público e as ameaças golpistas do presidente Jair Bolsonaro (PL) à democracia tornam cada vez mais difíceis a implementação da gestão democrática nas escolas do Brasil. Estabelecida na Constituição Federal de 1988, a gestão democrática no ensino norteia a educação brasileira, como indica a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB – Lei nº 9.394, de 1996). Mas o que tem ocorrido nos espaços das escolas são ameaças à liberdade, cortes de verbas, militarização nas escolas e piora nos indicadores do ensino que quebram essa ideia de gestão democrática.

“A democracia está sendo atacada em todas as instâncias da sociedade e não seria diferente no chão da escola”, avalia Guelda Andrade, secretária de assuntos educacionais da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE). Segundo a dirigente: “A gestão democrática tem sido barrada pelos gestores das escolas e desrespeitada por parte do presidente. Isso tem reflexo nos estados e nos municípios e consequentemente reflete no processo democrático da escola”.

Mas afinal, o que seria uma gestão democrática nas escolas?

Segundo especialistas, ela é um modelo de organização que deve priorizar a participação do coletivo que inclui gestores, professores/as, funcionários/as, pais, alunos/as e todos os envolvidos na comunidade escolar, com o objetivo de tornar o ambiente escolar mais democrático e aberto ao diálogo.

No Brasil, as discussões sobre a gestão na escola estão centradas em três pontos: gestão democrática, financiamento e valorização da educação. Esses três vértices são considerados fundamentais para uma educação de qualidade, para promover uma escola inclusiva. Na prática, não é bem assim que acontece na gestão escolar, como afirma a dirigente da CNTE.

“São os elementos que fortalecem esse processo democrático no espaço da escola, e a gente tem visto todo esse movimento ser cerceado pelos gestores”, denuncia Guelda. Ela explica que esses elementos são: o exercício do conselho deliberativo da escola, as assembleias, as reuniões pedagógicas, a participação dos pais, a reunião de pais de estudantes, o grêmio estudantil.

Uma das exigências para a implementação da gestão democrática é a forma pela qual os dirigentes escolares são escolhidos. No país, é comum que as indicações sejam feitas pelo chefe do poder executivo local, parlamentares da região e dirigentes educacionais. Mas ocorre que, mesmo a pessoa não tendo vínculos diretos com a educação, são indicados por outros critérios e sem concurso público.

“O que a gente tem visto é a indicação de diretor de escola, daí esse diretor, que é indicado, que não é eleito pela comunidade escolar, ele está a serviço da secretaria de educação. Não promove, não respeita o processo democrático. Isso é muito ruim para todos nós, para comunidade escolar e para a sociedade como um todo”, critica a dirigente.

Participação inclusiva

A LDB determina, também, alguns pontos para a gestão democrática no ensino, dentre os quais: a participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto pedagógico da escola e a participação das comunidades escolar e local em conselhos escolares ou equivalentes. A partir da legislação federal, os sistemas de ensino estadual, federal e municipal constituem normas próprias.

Guelda reforça: “Quando a gente pensa o projeto pedagógico, trazemos todos esses atores para pensar sobre esses desafios da escola e isso exige um processo democrático, a participação popular. Não existe gestão democrática sem a comunidade escolar”.

Democracia nas escolas

Para Roberto Leão, presidente em exercício da CNTE, a Confederação defende a democracia porque suas decisões são tomadas de em âmbitos democráticos, nos seus congressos, com delegados e delegadas eleitos democraticamente pela base a partir de discussões apresentadas por todos os grupos organizados.

“Como a CNTE é democrática, ela não combina com o Estado autoritário. É preciso estar sempre defendendo a democracia, seja na nossa entidade, nas cidades, nas escolas e até em nosso país”, ressalta o dirigente.

Ele explica que “democratizar não passa simplesmente pela busca da eficiência, como é preconizado pelo neoliberalismo, mas pela formação de uma cultura política sólida, que se baseia na construção de relações cada vez mais democráticas na esfera pública e com investimentos públicos nos setores sociais”.

Fonte: CNTE

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Nesta terça-feira (9), o CPERS visitou escolas e rádios do 32° Núcleo, na região de Taquara.

A #CaravanaPelaDemocracia tem o objetivo de debater a atual conjuntura política com professores(as) e funcionários(as) de escola, somando forças para a construção de um projeto de futuro para a educação pública e os educadores(as).

A secretária-geral do CPERS, Suzana Lauermann, e o diretor, Amauri Pereira da Rosa, acompanhados pelo educador José Luís Lemes do Nascimento, visitaram escolas de São Francisco de Paula.  

Em diálogo com a categoria, os dirigentes  alertaram que este é um ano decisivo para o futuro da educação pública do Rio Grande do Sul e do país. Para mudar o cenário de descaso, tanto com os educadores(as) quanto com a educação, sustentaram que é fundamental observar em quem o voto será confiado.

“Como vamos usar as plataformas adquiridas pelo governo por milhões se em escolas como esta não há internet e para os educadores não há investimentos? Este ano é decisivo para o futuro da educação pública do estado e do país”, ressaltou a secretária-geral Suzana. 

“Nós não vamos, de forma alguma, dizer em quem vocês têm que votar. O que trazemos são informações importantes para que vocês reflitam sobre em quem confiar o voto para que nós, educadores, sejamos valorizados, assim como a educação pública”, observou o diretor Amauri.

Resistência pela democracia nas escolas, nas ruas e nas urnas

A Caravana pela Democracia também busca alertar que os direitos básicos dos trabalhadores(as) da educação correm sério risco diante das ameaças dos atuais governos e resistir é preciso. 

“É necessário analisar os governos que tivemos para comparar com qual avançamos e qual resistimos. O último período foi o que mais tivemos perdas e retrocessos na educação.  Eu vejo as eleições deste ano como as eleições das nossas vidas, um momento de refletir para fazermos a escolha certa, para um futuro melhor para a educação e os educadores”, ressalta a tesoureira e representante da Comissão de Educação do CPERS, Rosane Zan.

O diretor do CPERS, Cássio Ritter, destacou sobre a importância da resistência para evitarmos a perda de ainda mais direitos. 

“Estamos vivendo anos de resistência, seguimos resistindo para não perder mais direitos. Nestas eleições, temos que mudar isso, votar em projetos que tenham a educação pública, os serviços públicos e os educadores como prioridade para avançarmos na luta”, asseverou Cássio. 

“Existem gestores que tu consegues avançar e discutir. Com outros, a gente só resiste e, mesmo assim, ainda perde direitos. O que faz com que os governos se movam é a nossa força, ir para as ruas, gritar e se mobilizar. É a nossa união que faz o Sindicato” , conclama a diretora do 32° Núcleo (Taquara), Simone Goldschmidt.

“Os governos que temos hoje fizeram um acordo de nos matar como servidores públicos, mas nós, como lutadores, prometemos que não vamos morrer e lutaremos até o final”, afirmou a diretora Juçara Borges.

Colégio de São Francisco de Paula está com dois andares interditados devido à morosidade do governo 

O CE José de Alencar, em São Francisco de Paula, está com o 3° andar, onde se encontra o auditório da escola, completamente interditado devido a problemas no telhado. 

O pedido de reforma está na Seduc desde 2018, mas a Secretaria alega que a demora é culpa do processo burocrático para a realização da reforma. 

Já o 2° andar está com sete salas de aula e alguns banheiros interditados; a rede elétrica dos banheiros está severamente defasada. Em junho deste ano, ocorreu um princípio de incêndio no disjuntor. No momento, o engenheiro elétrico está fazendo o projeto, que será futuramente encaminhado para a Seduc. 

Também acompanharam as visitas os educadores(as) Marisa Barth e José Luis Lemes do Nascimento.

O CPERS segue na estrada, até o dia 9 de setembro, visitando  escolas das regiões dos 42 Núcleos do Sindicato para mobilizar a categoria e fortalecer o projeto de futuro que queremos para a educação pública gaúcha e brasileira.

Clique aqui e confira o roteiro das próximas semanas. Organiza teu núcleo, chama os colegas e vamos somar na mobilização em defesa da democracia e da educação.

>> Confira abaixo as escolas visitadas na #CaravanaPelaDemocracia nesta terça-feira (9): 

> Taquara (32° Núcleo):

EEEF Cristino Ramos (Barragem do Salto, São Francisco de Paula)
EEEF Olímpio Soares Pinto (Tainha, São Francisco de Paula)
EEEF Antônio Francisco da Costa Lisboa (São Francisco de Paula)
EEEM José de Alencar (São Francisco de Paula)
EEEF Monsenhor Armando Teixeira (São Francisco de Paula)
EEEF Orestes Leite (São Francisco de Paula)
EEEF Professor Adelino Souza (Campo do Meio, São Francisco de Paula)

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Já está disponível em PDF e, em breve, na casa dos sócios(as) do CPERS, a edição de agosto da Sineta.

A publicação traz como chamada principal a luta do CPERS pela democracia: nas escolas, nas ruas e nas urnas.

Nestas eleições, nossa principal missão é derrotar o fascismo e o neoliberalismo. Estes projetos querem acabar com tudo que é público no Brasil, não podemos permitir! Precisamos de governos que recuperem as agendas da democracia, da economia solidária e sustentável e do fortalecimento do Estado como promotor do bem viver.

Visando propiciar uma reflexão sobre as ações dos últimos governadores(as) do Rio Grande do Sul, o CPERS lança também nesta Sineta os comparativos das últimas quatro gestões. O objetivo é que os educadores(as) possam aproveitar esse material com os cenários vivenciados e as possibilidades diante das eleições que se aproximam. Recordar o passado e analisar o presente é fundamental para se decidir o futuro!

Junto à Sineta, também foi disponibilizado um encarte apresentando a vergonhosa situação dos vales-transporte e refeição dos educadores(as) e o absurdo reajuste de UM centavo verificado por diversos funcionários(as) de escola do Rio Grande do Sul. Baixe o encarte clicando aqui!

Leia abaixo ou baixe o arquivo da sineta aqui.

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A resposta às ameaças de golpe à democracia brasileira lideradas pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), que ataca o sistema eleitoral e os ministros das cortes superiores, e contra sua política de desmonte de direitos e incentivo à violência será dada nas ruas de todo o país, nesta quinta-feira (11).

Em um chamado em defesa da democracia e por eleições livres, entidades estudantis, centrais sindicais e a CNTE convocam a população para  participar dos Atos em Defesa da Democracia, do Sistema Eleitoral Brasileiro e por Eleições Livres.

As mobilizações serão realizadas no Dia do Estudante e na mesma data a Carta aos brasileiros(as) em defesa do Estado Democrático de Direito será lida na faculdade de Direito da UFRGS. 

Em Porto Alegre, o ato está marcado para as 8h, com concentração em frente ao Colégio Júlio de Castilhos, o Julinho.

Até o momento, o documento já conta com mais de 1 milhão de assinaturas e foi redigido em resposta à reunião de Jair Bolsonaro (PL) com embaixadores(as) de vários países, ocasião em que o presidente e pré-candidato promoveu um show de desinformação e ataques ao sistema eleitoral.

A retomada das manifestações populares nas ruas é parte de uma grande frente de toda a sociedade contra os constantes ataques à ordem democrática no Brasil.

O CPERS ressalta que esta é a oportunidade da categoria dar um basta na política de ódio do governo Bolsonaro e também denunciar as políticas desastrosas do governo Eduardo Leite/ Ranolfo Vieira Júnior (PSDB) aos educadores(as) e à educação gaúcha.

“Participaremos da mobilização nacional em defesa da democracia e das eleições livres. Reuniremos com o movimento estudantil, os movimentos sociais, as centrais sindicais e, principalmente, com a cidadania brasileira que quer encontrar nas urnas um caminho para discutir o presente e o futuro do país”, destaca o presidente em exercício do CPERS, Alex Saratt.

Confira os locais dos atos pelo Brasil:

AL 

Maceió: Praça Centenário, 8h

AM 

Manaus: Praça da Saudade, 15h

BA

Salvador: Praça do Campo Grande, 9h

CE

Fortaleza: Praça da Bandeira, 9h

DF

Brasília: Congresso Nacional, 15h

ES

Vitória: Praça Costa Pereira, 10h

GO

Goiânia: Praça Universitária, 17h

MA

São Luís: Praça Deodoro, 16h

MG

Belo Horizonte: Praça Afonso Arinos, 17h

MS 

Campo Grande: Câmara Municipal, 10h.

PB

João Pessoa: Lyceu Paraibano, 14h

PE

Recife: Rua da Aurora, 15h

PI

Teresina: Praça Rio Branco, 8h30

PR

Curitiba: Praça Santos Andrade, 18h30

Cascavel: Redondo da Unioeste, 11h30

Londrina: Calçadão do lado do BB, 17h00

RJ

Rio de Janeiro: Candelária, 16h

RN 

Natal: Midway, 14h30

RS

Porto Alegre: Colégio Júlio de Castilhos, 8h  

SC

Florianópolis: Praça da Alfândega, 17h

SP

Santos: Praça dos Andradas, 10h

São Paulo: MASP, 17h

Ribeirão Preto: Esplanada do Teatro Pedro II, 17h

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