O Brasil registra avanços na alfabetização, na escolarização das crianças e jovens e no nível de instrução das pessoas de 25 anos ou mais, entre 2016 e 2018. No entanto, as desigualdades persistem – é o que aponta a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua de 2018 (PNAD).

A falta de investimento é um dos fatores que impede que a educação avance com qualidade para todos. Em 2022, o orçamento da Educação teve corte de R$ 802,6 milhões. Só o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) ficou sem R$ 499 milhões.

“A educação pública não é prioridade e vem ao longo desse governo federal sendo abandonada. Os cortes sucessivos de recursos no momento pós pandemia – em que deveria duplicar, triplicar investimentos – demonstra a intenção de destruir a escola pública e privatizar o ensino”, afirma a professora Ana Cristina Guilherme, secretária executiva da CNTE e presidenta do Sindiute de Fortaleza/CE.

Segundo a professora, as escolas públicas brasileiras padecem de falta de infraestrutura, de recursos didático pedagógicos, de valorização aos trabalhadores e de falta de acesso à internet. “Nós sabemos que é a falta de educação de qualidade que permite o mundo desigual, que mantém as injustiças. A educação pública precisa de ser universalizada, de investimentos para construí-las, precisa manter as existentes, equipá-las, valorizar os/as professores/as com uma carreira atrativa, com formação continuada. Sem investimentos é a falência”, sintetiza.

Desigualdade

O Brasil é um dos países com maior desigualdade de aprendizagem entre os estudantes considerados ricos e pobres, segundo os critérios da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Em leitura, o Brasil ficou em terceiro lugar na lista de países mais desiguais entre alunos de família de alta e baixa renda, abaixo apenas de Israel e Filipinas. É o que aponta o levantamento de dados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa, na sigla em inglês).

“Hoje, a cada 100 alunos que ingressa ao ensino fundamental, 70 chega ao final ensino médio. Eles chegam com um resultado satisfatório? Não. Mas é incomparável com o que já tivemos.”, disse, durante entrevista à CBN, o jornalista Antônio Gois, autor livro ‘O ponto a que chegamos: duzentos anos de atraso educacional e seu impacto nas políticas do presente’. Na avaliação dele, o país perdeu sucessivas oportunidades, em tempos ditatoriais e democráticos, de ampliar o financiamento em momentos mais favoráveis.

“Ao contrário do que muitas vezes é dito, também avançamos em qualidade. Mas foi insuficiente para reverter o quadro de atraso frente aos países desenvolvidos. Em resumo, o atual quadro é resultado de um longo histórico de descaso e equívocos, que cobram um preço alto hoje”, explica Antônio Gois. “É possível e urgente termos uma educação pública universal de qualidade”, assegurou o jornalista.

Educação como prioridade

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) lançou um documento com vários pontos em defesa da educação pública como prioridade para as eleições de 2022. “Inspirados em Paulo Freire, patrono da educação brasileira, façamos das eleições 2022 um espaço de conquistas e de escolhas de representantes comprometidos com a Escola Pública, Gratuita, Democrática, Emancipadora, Popular, Laica, de Qualidade Social e para Todos/as!”, diz trecho da nota.

“Sabemos que temos que ser resistência, temos que exigir melhores condições, fazendo o melhor com o que temos, pois precisamos que o filho da classe trabalhadora tenha o direito e o acesso à leitura do mundo, para transformar esse mundo”, conclui a secretária executiva da CNTE, Ana Cristina Guilherme.

Fonte: CNTE
Foto: Chico Bezerra/Prefeitura Municipal do Jaboatão dos Guararapes

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“Estamos realizando essa caravana para convidar os colegas a um exercício de reflexão. Precisamos refletir sobre o que nos afeta, o que nos interessa, o que nós queremos. Estamos convidando os educadores para refletir sobre o passado, o presente e o futuro. Uma reflexão sobre discurso e prática”, asseverou o presidente em exercício do CPERS, Alex Saratt, durante a passagem da #CaravanaPelaDemocracia pela região de Santana do Livramento (23º Núcleo).

Nesta quinta-feira (4), além de visitar cidades de abrangência do 23º Núcleo, a Caravana percorreu municípios da região de Cerro Largo (36° Núcleo). 

Dirigentes do Sindicato debateram a luta pela educação pública de qualidade nas escolas, nas ruas e nas urnas. Também constataram de perto o descaso do governo Eduardo Leite/ Ranolfo Vieira Júnior (PSDB) com os educadores(as) e as instituições de ensino, denunciando à sociedade em rádios locais.

Quadra de escola de Porto Xavier está há quatro anos sem telhado decente

Em setembro deste ano completará quatro anos que a EEEM Coronel Antônio Fioravante, em Porto Xavier (36° Núcleo), aguarda pela reforma no telhado do ginásio de esportes. Após um vendaval que atingiu a região em 2018, o telhado ficou com diversos buracos. Com o tempo, a chuva que entra no local danificou também o piso e comprometeu a rede elétrica. 

“Ano passado fizeram licitação, mas, no total, três empresas desistiram. Está muito perigoso, com risco de curto circuito”, desabafa o diretor da instituição, Valdetar Flores da Veiga. 

Há poucos dias, a 32° Coordenadoria Regional de Educação (CRE) informou que uma empresa venceu a licitação, mas não informou quando será o início das obras.

Enquanto isso, a comunidade escolar se vira como pode, principalmente quando chove, e acaba sendo obrigada a usar outros espaços para não interromper as atividades ou correr o risco de alguém se machucar.

O ginásio só pode ser usado quando o tempo está bom e mesmo assim com cuidado para que ninguém se machuque devido às péssimas condições do piso. “Acabamos usando muito o pátio da escola”, relata o diretor Valdetar. 

Mas os problemas não param por aí. Todo o segundo andar da  escola está com infiltrações no teto.  “Já tivemos que chamar eletricista para trocar as chaves”

Para piorar, outro problema causado pela infiltração é o chão do auditório  que está danificado.

Além disso, devido à falta de funcionário(a), a biblioteca da instituição está fechada.

Para o vice-presidente do CPERS, Edson Garcia, a situação vivenciada pela comunidade escolar é inadmissível.

“Isso é muito ruim e muito difícil quando não se tem um aporte financeiro para poder resolver esses problemas. O ginásio parece uma piscina com a chuva tamanho o descaso do governo. O piso fica todo danificado. É absurdo!”, afirmou Edson.

Confira o vídeo!

Em dia de chuva, escola de Rosário do Sul sofre com as goteiras 

Refeitório alagado, infiltrações e aulas em meio a baldes e esfregões. Essa é a realidade da EEEM Padre Ângelo Bartelle, de Rosário do Sul, quando chove. 

A #CaravanaPelaDemocracia visitou a instituição e constatou dificuldades semelhantes das vivenciadas pela EEEM Coronel Antônio Fioravante, de Porto Xavier. O descaso do governo Eduardo Leite/ Ranolfo Vieira Júnior (PSDB) é o mesmo.

A diretora da Padre Ângelo Bartelle, Cristiane Roquete, relata que tenta resolver o problema do telhado há anos, mas cada vez encontra mais dificuldades. 

“Essa é a minha segunda gestão e desde a primeira venho pedindo a obra do telhado. Eles vêm, colocam placa anunciando a obra e toda vez eles só fazem um remendo e segue chovendo dentro da escola”, desabafa Cristiane. 

No ano passado, a instituição de ensino foi contemplada com a verba do Agiliza do governo estadual, mas o recurso não pôde ser utilizado para as principais demandas da Ângelo Bartelle: “Além da reforma do telhado, precisamos de um muro urgente, porque  a escola fica vulnerável sem e já foi até invadida, mas a verba do Agiliza nao pode ser utilizada para grandes obras, então seguimos sem, mesmo tendo o dinheiro para fazer”, relata a diretora.   

Atualmente, a escola conta com a ajuda da comunidade e realiza atividades para conseguir resolver questões mais urgentes.  

“Os pais colocaram os ares condicionados nas salas, mas a rede elétrica não comportou e eles tiveram que comprar o gerador”, explica a diretora Cristiane.

Para a tesoureira do CPERS, Rosane Zan, este ano é crucial para que os educadores(as) decidam o futuro da educação elegendo quem defende os direitos da categoria.

“A atual conjuntura política, dominada por governos autoritários e neoliberais, exige resistência. Nossos direitos foram conquistados ao longo de décadas de lutas e enfrentamentos com os mais diversos governos e estão ameaçados. Neste ano, nossa principal missão é derrotar quem quer acabar com os nossos direitos”, afirmou.

A #CaravanaPelaDemocracia segue na estrada, até o dia 9 de setembro, visitando  escolas das regiões dos 42 Núcleos do Sindicato para mobilizar a categoria e fortificar o projeto de futuro que queremos para a educação pública gaúcha e brasileira.

Clique aqui e confira o roteiro das próximas semanas. Organiza teu núcleo, chama os colegas e vamos somar na mobilização em defesa da democracia e da educação.

Confira abaixo as escolas visitadas na #CaravanaPelaDemocracia:

> Santana do Livramento (23º núcleo)

IEE Professor Liberato Salzano Vieira da Cunha
IEE Dr. Carlos Vidal de Oliveira – CIEP
EEEB General Neto
EEEF Rivadavia Correa
EEEF Vitelio Gazapina
IE Professor Liberato Salzano Vieira da Cunha
IEE Dr. Carlos Vidal Oliveira
EEEF Maurício Cardoso
EEEM Professor Chaves
EEEM Plácido de Castro (Rosário do Sul)
EEEM Padre Angelo Bartelle ( Rosário do Sul)
EEEF Dr. Roberto Osório Júnior (Quaraí)
CIEP (Quaraí)
EEEM Dargtanhan Tubino (Quaraí)

> Cerro Largo (36º núcleo)

EEEB Eugênio Frantz
EEEM Carlos Bratz
EEEF Sargento Silvio Delmar Hollenbach
EEEM Coronel Antônio Fioravante (Porto Xavier)
IEE São Francisco Xavier (Porto Xavier)
CE Athayde Pacheco Martins (Ubiretama)
CE Professor Pedro José  Scher (São Pedro do Butiá)
EEEB Prof Francisco Jose Damke (São Paulo das Missões)

 

 

 

      

        

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Educadores brasileiros repudiam o crescimento do discurso de ódio no Chile propalado por Pedro Pool, empresário e líder do movimento de rechaço ao novo texto constitucional do país

No último dia 28 de julho, o empresário chileno Pedro Pool, líder do movimento Rechazo de Osorno, província do sul do Chile, que luta contra a aprovação do novo texto constitucional apresentado ao Presidente Gabriel Boric e que será objeto de plebiscito popular no próximo dia 4 de setembro, fez mais um de seus discursos de ódio e fomento à violência política. Não foi a primeira vez e, se não contido, não deverá ser a última. Sem qualquer pudor, Pool ameaçou de morte professoras e professores chilenos em uma entrevista que está viralizando nas redes sociais de todo o mundo.

Acusando os profissionais do magistério de seu país de serem doutrinadores de esquerda, ameaçou fuzilar a todos se, assim, tivesse oportunidade para fazê-lo. Trata-se de mais uma manifestação de ódio desse senhor. Ainda no final do mês de julho desse ano, ele ameaçou também fuzilar os constituintes chilenos que defendem o texto aprovado para a nova Constituição do país. Em função de sua declaração, já foi denunciado com uma queixa-crime no Juizado de Garantias de Osorno, que solicitou medidas cautelares contra Pool, como
sua própria prisão.

Não satisfeito, e em uma clara de demonstração de acirramento e ataque aos preceitos basilares de qualquer regime democrático, atacou agora os professores chilenos. Por meio de suas instituições constituídas, é fundamental que o povo chileno barre de forma contundente o crescimento e o fomento da violência política como esses que Pool vem fazendo de forma recorrente.

O Brasil conhece de perto a experiência de ter deixado prosperar o discurso de ódio em um passado muito recente, sem ter conseguido impor uma contenção política necessária à sua disseminação. Quando o atual presidente brasileiro promovia ataques aos direitos humanos e de minorias, de forma quase que caricatural quando exercia o seu mandato parlamentar na Câmara Federal do país, ninguém deu a devida atenção e tampouco existiu qualquer repreensão às suas falas. Hoje, na Presidência da República do Brasil, ele instituiu no país um clima político de violência que, no limite, já causou até vítimas fatais.

É imperioso que o povo e as instituições chilenas contenham este senhor que, como líder de um movimento que luta contra uma nova Constituição do país, defendendo a  permanência de um texto legal ainda dos tempos da ditadura sanguinária de Augusto Pinochet, alimenta um discurso de ódio e de violência que não pode nunca ser naturalizado e aceito como liberdade de expressão.

Os educadores brasileiros se somam ao desejo regional de vários países e povos do mundo em enterrar de forma definitiva o entulho autoritário de uma Constituição que não garante direitos, como essa de Pinochet. Todo apoio à aprovação do texto da nova Constituição chilena!

Brasília, 03 de agosto de 2022
Direção Executiva da CNTE

Fonte: CNTE

Foto: José Pereira

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Nesta quarta-feira (3), ocorreu o Encontro Regional dos Aposentados(as) do 13º Núcleo (Osório) do CPERS. Reunidos no auditório da Câmara de Vereadores do município, educadores(as) receberam informações da assessoria jurídica, do IPE Saúde, de luta e mobilizações, além da análise da conjuntura política.

A diretora do 13º Núcleo, Marli Aparecida de Souza, fez a abertura do evento dando as boas-vindas aos presentes.

Logo após, os educadores(as) assistiram à apresentação “Escolinha do Professor Raimundo” dos estudantes da Escola Rural de Osório, turma 204.

O advogado Marcelo Fagundes, da assessoria jurídica do CPERS, representada pelo escritório Buchabqui e Pinheiro Machado, destacou as ações mais importantes para a categoria, além de sanar dúvidas dos participantes.

Luta, saúde e mobilização

Pela parte da tarde, a diretora do Departamento dos Aposentados(as) do CPERS, Glaci Weber, fez uma análise dos ataques dos governos federal e estadual e ressaltou a importância da escolha dos candidatos(as), que tenham a educação pública como prioridade, nas eleições deste ano.

“Este é um ano decisivo para o futuro da educação pública e para a nossa tão necessária valorização. Precisamos estar atentos e depositar nosso voto em quem nos respeita e quer uma educação pública de qualidade”, frisou.

A diretora do Sindicato, Alda Souza, ressaltou as perdas da categoria e destacou a importância do voto consciente nas eleições que se aproximam. “Temos que mostrar nas urnas a nossa indignação e eleger somente candidatos que tenham compromisso com a educação pública e com os trabalhadores.”

A diretora do Departamento de Saúde do Trabalhador e representante do Sindicato no Conselho de Administração do IPE Saúde, Vera Lessês, analisou a atual crise financeira do Instituto e a relação com os prestadores de serviço, além de destacar a importância da mobilização em defesa do IPE Saúde.

“Temos que continuar unidos na luta por um IPE Saúde público, solidário e de qualidade, que atenda as necessidades de todos os segurados(as) e dependentes”, concluiu Vera.

Os Encontros Regionais são uma preparação para a etapa estadual do Encontro dos Aposentados(as), que ocorrerá nos dias 29 e 30 de agosto, em Bento Gonçalves.

 

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Manifesto da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) lido e aprovado por unanimidade pela assembleia de sócios da entidade, durante a 74ª reunião anual, na Universidade de Brasília (UnB), a Carta de Brasília alerta para a ameaça sem precedentes à educação e à ciência no Brasil e conclama a população a votar, em outubro, “com confiança, serenidade e consciência”, para que representantes do Executivo e do Legislativo defendam, efetivamente, os interesses legítimos da sociedade.

A entidade conclama, ainda, todas as entidades e instituições dos diversos setores da sociedade civil para se unirem na firme defesa da realização das eleições livres e no respeito aos resultados do pleito.

“Nossos jovens têm que poder sonhar com um Brasil no qual possam viver condignamente e do qual possam se orgulhar. As próximas eleições serão fundamentais para isto.”

“Nossa Constituição Federal garante o acesso à educação, à ciência e tecnologia, à saúde, ao meio ambiente e o respeito aos direitos humanos e às liberdades democráticas. Nossos jovens e o conjunto da população brasileira têm direito a uma educação inclusiva e de qualidade. As eleições de outubro próximo serão decisivas. Nelas, teremos chance de mudar os rumos do país. É fundamental que possamos implementar, a partir de janeiro, políticas públicas que revertam o dramático quadro social, político e econômico no qual estamos imersos.”

O documento pode ser acessado neste link.

Desde a publicação da Carta de Brasília, em 29 de julho, sociedades científicas das mais diversas áreas do conhecimento e de todas as regiões do país manifestaram apoio aos termos do documento e solicitaram a inclusão de seus nomes entre os signatários.

Confira a lista das entidades que já endossaram a Carta de Brasília

Associação Brasileira de Ciência Ecológica e Conservação (ABECO)
Associação Brasileira de Ciência Política (ABCP)
Associação Brasileira de Ciências Farmacêuticas (ABCF)
Associação Brasileira de Editores Científicos (ABEC Brasil)
Associação Brasileira de Educação em Engenharia (Abenge)
Associação Brasileira de Enfermagem (ABEn)
Associação Brasileira de Ensino de Biologia (SBEnBio)
Associação Brasileira de Estudos de Defesa (ABED)
Associação Brasileira de Estudos Populacionais (ABEP)
Associação Brasileira de Limnologia (ABL)
Associação Brasileira de Linguística (ABL)
Associação Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências (Abrapec)
Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional (Abrapee)
Associação Brasileira dos Estudos Sociais das Ciências e das Tecnologias (Esocite Br)
Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Música (Anppom)
Associação Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Psicologia (Anpepp)
Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Turismo (Anptur)
Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração (ANPAD)
Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (ANPED)
Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Geografia (Anpege)
Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Letras e Linguística (Anpoll)
Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Planejamento Urbano e Regional (ANPUR)
Associação Nacional de Pós-Graduação em Filosofia (ANPOF)
Federação Brasileira de Associações Científicas e Acadêmicas da Comunicação (SOCICOM)
Federação das Sociedades de Biologia Experimental (FeSBE)
Sociedade Astronômica Brasileira (SAB)
Sociedade Botânica do Brasil(SBB)
Sociedade Brasileira de Administração Pública (SBAP)
Sociedade Brasileira de Biofísica (SBBf)
Sociedade Brasileira de Bioquímica e Biologia Molecular – SBBq
Sociedade Brasileira de Ecotoxicologia (Ecotox Brasil)
Sociedade Brasileira de Eletromagnetismo (SBMAG)
Sociedade Brasileira de Engenharia Biomédica (SBEB)
Sociedade Brasileira de Estudos Clássicos (SBEC)
Sociedade Brasileira de Farmacognosia (SBFgnosia)
Sociedade Brasileira de Farmacologia e Terapêutica Experimental (SBFTE)
Sociedade Brasileira de Física (SBF)
Sociedade Brasileira de Genética (SBG)
Sociedade Brasileira de Geologia (SBG-Geologia)
Sociedade Brasileira de Geoquímica (SBGq)
Sociedade Brasileira de História da Ciência (SBHC)
Sociedade Brasileira de História da Educação (SBHE)
Sociedade Brasileira de Matemática (SBM)
Sociedade Brasileira de Matemática Aplicada e Computacional (SBMAC)
Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT)
Sociedade Brasileira de Ornitologia (SBO)
Sociedade Brasileira de Ótica e Fotônica (SBFoton)
Sociedade Brasileira de Paleontologia (SBP)
Sociedade Brasileira de Protozoologia (SBPZ)
Sociedade Brasileira de Química (SBQ)
Sociedade Brasileira de Telecomunicações (SBrT)
Sociedade Brasileira de Virologia (SBV)
Sociedade Brasileira de Zoologia (SBZ)
União Latina de Economia Política da Informação, da Comunicação e da Cultura (Ulepicc-Brasil)

Por Correio Braziliense – Eu Estudante (02/08/2022)

Fonte: CNTE

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Por projetos políticos que defendam a educação e os educadores(as), o CPERS pegou – mais uma vez – a estrada com a “#CaravanaPelaDemocracia: nas escolas, nas ruas e nas urnas”, nesta quarta-feira (3).

Dirigentes do Sindicato visitaram instituições de ensino e rádios das regiões de Alegrete (19º) e São Luiz Gonzaga (33º) para debater a conjuntura com professores(as), funcionários(as) de escola e a sociedade.



Para o presidente em exercício do CPERS, Alex Saratt, o momento exige vigilância e unidade na escolha de representantes que – de fato – defendam a educação pública, laica e de qualidade social e os direitos de quem trabalha no chão da escola.

“Historicamente, o CPERS sempre realizou movimentos intensos e dirigidos de discussão e de mobilização com a categoria, a comunidade escolar e a sociedade. No ano passado e no início deste ano, realizamos outras caravanas que nos permitiram ter um alcance mais próximo aos nossos colegas trabalhadores da educação e que foram fundamentais para debater a educação e as pautas que afligem a categoria”, asseverou.

Saratt também explicou o principal objetivo desta edição da Caravana: “precisamos fazer o debate político educacional e pedagógico a respeito da condição da educação pública, então nada mais propício do que fazer isso no chão da escola. O CPERS tem uma tradição de sempre estar presente nas grandes lutas e debates que envolvem a sociedade e acreditamos que a escolha dos futuros governantes – nas urnas – é essencial para a garantia das reivindicações dos trabalhadores da educação e o caminho para a qualificação da escola pública”, afirmou.

Na atual conjuntura, é fundamental a participação massiva da categoria nos movimentos que garantam eleições democráticas em todo o país.

No dia 11 de agosto, o CPERS convoca os educadores(as) a se somarem à  “Mobilização nacional em defesa da democracia e por eleições livres” e contra a política de desmonte de direitos protagonizada pelo governo de Jair Bolsonaro (PL).

“Estamos visitando as escolas para conversar com a nossa categoria sobre a importância da participação dos funcionários e dos professores, da ativa e aposentados, nas eleições de outubro. Temos a responsabilidade de escolher entre dois tipos de projetos: um que reza na cartilha do mercado financeiro e que retira direitos e vende tudo que é nosso e outro que defende os direitos sociais e dialoga com a categoria e o sindicato. O poder de decisão está em nossas mãos”, destacou a diretora Sandra Regio.

Escola do campo de Alegrete luta para garantir o direito à educação

Por onde a #CaravanaPelaDemocracia passa, denúncias quanto ao descaso do governo Eduardo Leite/Ranolfo Vieira Júnior (PSDB) com a educação e os educadores(as) também são escancaradas.

É o caso da EEEF Arthur Hormain, de Alegrete, escola do campo que atende cerca de 130 alunos(as) da região rural da cidade, única próxima o suficiente para atender esses estudantes e que cada vez mais está sentindo os efeitos do enxugamento da atual gestão. 

Angelisa Kulmann Alves, diretora da instituição, relata que nos últimos anos os problemas se intensificaram. 

“Tiraram um turno da nossa escola. Agora, temos aula somente pela manhã, por essa razão eu não tenho mais vice-direção, já que o governo insiste que escolas que atendem um único turno não necessitam. Eu estou exausta, não consigo tirar férias porque aproveito o recesso para fazer a prestação de contas da escola e dar conta de todas as demandas da CRE e da Seduc”.  

A diretora destaca que, além das dificuldades na gestão, a retirada de direitos também dificulta o dia a dia. 

“Nós possuíamos 100% de Difícil Acesso e agora ficamos com somente 35% do Local de Exercício. Os alunos têm o transporte garantido, mas os educadores estão com dificuldades de chegar à escola e pagando o transporte do próprio bolso, já que o valor pago pelo governo é insuficiente”. 

A escola aguarda há anos a reforma de um dos prédios que tem goteiras e a cobertura da quadra. 

“Nós recebemos cerca de 1500 reais da verba de manutenção e 650 da verba permanente mensal, todo mês eu tenho que fazer malabarismos para manter a escola com esses valores”. 

Apesar das dificuldades, Angelisa não desiste: “eu persisto por amor a essa escola e pelo que faço, porque se depender do governo nós não temos apoio, já que não reconhecem as necessidades das escolas do campo”.

Desmonte da escola pública é um projeto de governo

A tesoureira do CPERS, Rosane Zan, criticou a falta de investimento do governo Eduardo Leite/ Ranolfo Vieira Júnior (PSDB) com a educação, cuja real intenção é sucatear para privatizar o ensino público.

“Há muito dinheiro para as fundações e não há o mínimo de recursos para os investimentos tão necessários à educação pública. Fica evidente que os governos que aí estão priorizam o capital. Por isso, é essencial levarmos essa análise para o chão da escola para que possamos eleger projetos que valorizem e priorizem os funcionários, os professores e a qualidade da  educação pública”, destacou Rosane. 

Para a diretora do Departamento dos Funcionários(as) de Escola do CPERS, Juçara Borges, o projeto instalado no Rio Grande do Sul é de terceirização: “o estado favorece a iniciativa privada em detrimento do servidor. Isso precariza cada vez mais a educação. Agora, quando iniciarem as campanhas eleitorais, todos vão dizer que a educação é prioridade; precisamos ficar muito atentos”, pontuou.

Também acompanharam as visitas o diretor do 33° Núcleo  (São Luiz Gonzaga), Joner Alencar Marchi Nascimento, e a diretora do 19° Núcleo, Rosa Maria Agustini Dotta, além dos educadores(as) Delci Griebler, Ilara Culpo e Viviane Cattelan, do 33º Núcleo, e Maria Izete Pare Rhodes, Maria Marlene Pereira Menezes e Eric Gediel Vargas, do 19° Núcleo.

A #CaravanaPelaDemocracia segue na estrada, até o dia 9 de setembro, visitando  escolas das regiões dos 42 Núcleos do Sindicato para mobilizar a categoria e fortificar o projeto de futuro que queremos para a educação pública gaúcha e brasileira.

Clique aqui e confira o roteiro das próximas semanas. Organiza teu núcleo, chama os colegas e vamos somar na mobilização em defesa da democracia e da educação.

Confira abaixo as escolas visitadas na #CaravanaPelaDemocracia:

➡️ Alegrete (19º Núcleo)
EEEF Ecilda Alves Paim
EEEM Demétrio Ribeiro
CE Emílio Zuñeda
EEEM Tancredo Neves
EEEF Salgado Filho
CIEP
EEEF Arthur Hormain
EEEM José Bonifácio (Polivalente)
IEE Osvaldo Aranha
EEEF Marquês de Alegrete
EEEF Gaspar Martins
EEEF Eduardo Vargas
EEEB Dr. Lauro Dornelles

➡️ São Luiz Gonzaga (33º Núcleo)
IE Rui Barbosa
IEE Professor Osmar Poppe
ETE Cruzeiro do Sul
EEEM São Luiz
EEEB José Adolfo Meister (Caibaté)

                   

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O CPERS, por meio do Departamento de Gênero e Diversidade, manifesta a sua solidariedade à ex-deputada federal do Rio Grande do Sul e ativista na luta dos movimentos sociais, Manuela D’Ávila (PCdoB), à vereadora de Belo Horizonte, Duda Salabert (PDT), e à deputada Sâmia Bomfim, líder da bancada do PSol na Câmara de São Paulo.

Todas, mulheres que lutam pela igualdade social e de gênero na política brasileira, foram vítimas da covardia e misoginia escancaradas em práticas violentas e desumanas.

Na última segunda-feira (1º), Manuela denunciou em suas redes sociais uma série de ataques, violências e ameaças que ela e sua família vêm sofrendo. Entre as práticas mais graves, estão a exposição de sua filha Laura, de cinco anos, ameaçada de violência sexual, bem como ameaças de morte à Manuela e sua mãe.

No mesmo dia, Duda Salabert, única parlamentar trans de Belo Horizonte, anunciou ter recebido ameaças de morte de um neonazista por e-mail contra ela e sua família. 

Já Sâmia Bomfim revelou, em seu perfil do Twitter, nesta terça (2), que recebeu ameaças de morte com teor semelhante aos ataques recentemente direcionados à ex-deputada Manuela e à vereadora Duda.

É inaceitável e absurdo que, por motivações espúrias e disseminação de ódio gratuito, mensagens ameaçadoras tentem calar vozes femininas importantes na luta por igualdade social e por mudanças na sociedade brasileira.

Enraizada e apoiada no patriarcado, a violência contra a mulher está presente tanto no espaço público quanto na vida privada e precisa ser combatida permanentemente.

Na luta pela retomada da democracia no Brasil, é fundamental enfrentar o fascismo, que aliado à misoginia, ao racismo e à LGBTFobia, tem disseminado o ódio e a violência em nossa sociedade para constranger, calar ou eliminar quem luta por um mundo mais justo e menos desigual.

Nestas eleições, é preciso estar atento a quem combate os diversos tipos de ataques contra as mulheres e o feminicídio para que possamos construir políticas que erradiquem a violência de gênero no Rio Grande do Sul e no Brasil.

O CPERS seguirá vigilante, denunciando e exigindo que os crimes de ódio com motivação de gênero sejam punidos de forma exemplar. Exigimos justiça e a mais rápida apuração e responsabilização dos criminosos envolvidos.

Manu, Duda e Sâmia não estão sozinhas! Juntas iremos vencer este momento doloroso e vergonhoso da nossa história nacional. Todo o nosso carinho e solidariedade para estas guerreiras e suas famílias.

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Menos da metade dos estudantes brasileiros (39%) tiveram acesso as aulas de reforço durante o isolamento provocado pela pandemia de Covid-19, o que aumentou a desigualdade educacional.

Os dados são da pesquisa “Educação na perspectiva dos estudantes e suas famílias”, realizada pelo Datafolha, que traça os desafios na recomposição da educação básica com a volta das aulas presenciais no Brasil e mostra que falta de investimento na pandemia prejudicou a educação.

Segundo o levantamento, 34% dos alunos do ensino médio receberam apoio psicológico, outros 28% estão fortemente inclinados a abandonar os estudos. No Norte e Nordeste a situação é ainda pior, sobretudo em unidades das redes municipais.

Para a professora da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Dra. Marilda Gonçalves Dias Facci, o resultado da pesquisa reflete a falta de investimento na educação pública brasileira, sobretudo durante a pandemia de Covid-19. Para ela, os professores se sentem amedrontados, desvalorizados, por conta do pouco investimento na educação pública. “Vivemos uma situação de exploração da classe trabalhadora em relação ao seu trabalho”, diz.

“Temos que trabalhar com política de valorização do trabalho do professor, dar estrutura física, ou seja, uma infraestrutura na escola para que os professores e alunos possam ter um ambiente adequado, o docente para ensinar e o discente aprender”, continua a professora.

Após dois anos de pandemia, professores/as e estudantes ainda lidam diariamente com diversos desafios como a ausência de estrutura em salas de aulas, dificuldade de adaptação ao ensino remoto, perda da convivência com o meio escolar, falta de estudo adequado para o Enem, e até a falta de merenda escolar, que é uma das poucas refeições nutritivas feitas no dia.

Omissão do governo

De acordo com um relatório aprovado no mês passado pela Comissão de Educação da Câmara, o governo de Jair Bolsonaro foi omisso nas ações para reduzir os impactos negativos da pandemia na educação.

Muitas escolas foram fechadas, muitos alunos ficaram sem internet e sem conseguir ter acesso às lições, o que resultou nos efeitos negativos na educação básica. O relatório concluiu ainda que o Ministério da Educação teve um desempenho precário e falhou na coordenação de políticas educacionais, deixando estados e municípios desamparados.

O pesquisador de políticas educacionais e professor da Universidade Federal do ABC (UFABC), Fernando Cássio, afirma que o governo federal aprofundou a desigualdade educacional no Brasil, que teve início com o governo de Michel Temer (MDB).

“O governo do Bolsonaro aprofundou uma série de coisas com agendas educacionais reacionárias que são relacionadas ao retrocesso. O MEC está mais preocupado em fazer balcão de negócios, loteamento e enfiar políticas contra raça, gênero, etc.”, afirma.

Pais relataram dificuldade

A pandemia impactou na rotina da casa e muitos pais se sentiram sobrecarregados e relataram dificuldade de conciliar o trabalho com aulas online dos filhos. Para a maioria dos pais, a falta de equipamentos adequados em casa, como computadores e celulares, foi um dos principais problemas enfrentados durante a suspensão das aulas presenciais.

De acordo com dados da UNICEF, para se ter uma ideia do impacto devastador da Covid-19 na educação, mais de 137 milhões de crianças e adolescentes ficaram sem atividades escolares na América Latina e no Caribe. Se contarmos apenas o Brasil, são 4 milhões de estudantes do ensino fundamental sem acesso a nenhuma atividade escolar.

Segundo Marilda, além dessas dificuldades, há muitos professores e professoras afastados da sala de aula por adoecimento – houve um acirramento da precarização do trabalho.
“Com a pandemia as condições de trabalho só pioraram porque o professor ou a professora teve que trabalhar por conta própria, utilizar os seus recursos e equipamentos e sua própria casa para dar aula”, reitera.

Fonte: CNTE

 

 

 

 

 

 

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Nesta terça-feira (2), o CPERS voltou à estrada com a Caravana pela Democracia: nas escolas, nas ruas e nas urnas. 

Os primeiros núcleos visitados foram os de São Borja (16° Núcleo) e Uruguaiana (21° Núcleo). Na ocasião, os dirigentes do Sindicato conversaram com a categoria sobre o futuro da educação pública no Rio Grande do Sul e também em âmbito nacional.

Confira no vídeo o recado do presidente em exercício do CPERS, Alex Saratt, durante visita à primeira escola desta caravana, a EEEM Dr. João Fagundes, em Uruguaiana:

Durante a visita, Alex ainda reforçou que o objetivo do Sindicato é promover o debate e a reflexão junto aos colegas, mostrar a história, comparar experiências, projetos e compromissos e apontar perspectivas para vencer a crise geral da sociedade e tornar a educação referência e suporte para um novo tempo, livre do autoritarismo e das políticas de privatização e exclusão.

“Nós não estamos aqui para falar em quem vocês devem votar, nós estamos aqui para debater que projeto interessa para a educação pública e os educadores, o novo Ensino Médio nos interessa? O fim dos serviços públicos nos interessa? Darcy Ribeiro já dizia: a crise da educação no Brasil não é uma crise; é um projeto, por isso, precisamos nos manter atentos e informados”, destaca Saratt. 

Luta histórica pela democracia 

Já em 1979, o magistério foi a primeira categoria do estado e a segunda do Brasil a entrar em greve após o golpe militar.

A coragem dos educadores(as) mostrou que novos tempos estavam chegando e serviu de alento a trabalhadores(as) de todas as carreiras, que sufocaram seus anseios durante todo o período repressivo.

Com o exemplo das décadas passadas, o CPERS busca manter esse debate. O diretor do Sindicato, Cássio Ritter, reforça que essa luta é de todos(as). 

“Independente do governo que vier, nós precisamos nos mobilizar para recuperar o que nos roubaram. Nos anos 70 o CPERS foi um dos primeiros sindicatos a sair as ruas para defender a democracia na época da ditadura, por isso, entendemos, que nesse momento de nova ameaça aos nossos direitos precisamos reagir e resistir”, diz o diretor. 

Olhar o passado para decidir o futuro 

Durante visita a escolas de São Borja, a secretária-geral do CPERS, Suzana Lauermann, destaca a importância de estar atento na hora da decisão, porque recordar o passado e analisar o presente é fundamental para decidir o futuro. 

“Esse ano votaremos para senador, deputados, governador e presidente. Trazemos em nossa Sineta um encarte que mostra como cada deputado(a) e senador votou em projetos importantes para a categoria. O Legislativo costuma passar livre da nossa observação. É importantíssimo ver como cada um e cada uma votou, por exemplo, nas reformas da Previdência e Trabalhista”, ressaltou Suzana.

“A política permeia toda a nossa vida. E esse ano é decisivo. Estamos conversando com a categoria para lembrar que diante do cenário político atual, infelizmente, não conseguimos avançar. Na verdade,  estamos resistindo, com muita luta, para que não nos retirem mais direitos. Precisamos estar atentos e eleger quem defende os educadores e a educação pública”, frisou a tesoureira e diretora da Comissão de Educação do CPERS, Rosane Zan. 

Realidade das escolas estaduais segue na pauta da Caravana

Durante a passagem nas escolas, os dirigentes do Sindicato também aproveitam para verificar a estrutura das instituições estaduais de ensino. 

O IEE Padre Francisco Garcia, em São Borja, é exemplo de que, mesmo após seis meses do início do ano letivo, alguns problemas ainda persistem. 

“Pela estrutura da escola que atende nos três turnos, precisaríamos de mais funcionários para limpeza. Hoje temos quatro. É necessário pelo menos seis, pois nossa escola é polivalente, só de sala de aula temos 18. Há ainda oito banheiros,  laboratório, sala de vídeo e demais estruturas. E para enviar o número de funcionários consideram apenas o número de salas de aula”, explica a vice-diretora, Marisélda de Souza Gonçalves.

A visita ao Núcleo de Uruguaiana foi acompanhada representantes: Jonia Pereira, Maria de Fatima Rigonatto e Vera Regina Carvalho da Silva. 

A #CaravanaPelaDemocracia segue na estrada até o dia 9 de setembro, visitando  escolas das regiões dos 42 Núcleos do Sindicato para mobilizar a categoria e fortificar que projeto de futuro queremos para a educação pública gaúcha.  

Clique aqui e confira o roteiro das próximas semanas. Organiza teu núcleo, chama os colegas e vamos somar na mobilização em defesa da democracia e da educação.

Confira abaixo as escolas visitadas neste primeiro dia de Caravana Pela Democracia:  

➡️ São Borja (16° Núcleo)

IE Padre Francisco Garcia
EEEF Franco Baglione
Colégio Estadual São Borja
EEEF Viriato Vargas
IE Getúlio Vargas

➡️ Uruguaiana (21° Núcleo) 

EEEF Sen. Salgado Filho
EEEM Dr. João Fagundes
EEEF Hermeto Bermúdez
EEEM Uruguaiana
EEEM Rondon
EEEM Elisa Ferrari Valls
EEEM Dom Hermeto
CE Roberval

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A partir desta terça-feira, 2 de agosto, o CPERS coloca na estrada a Caravana pela Democracia: nas escolas, nas ruas e nas urnas.

A iniciativa, aprovada no último Conselho Geral da entidade, tem o objetivo de promover um amplo debate na base da categoria a respeito dos projetos de Estado em disputa, denunciar a deformação dos direitos trabalhistas, o franco desmonte do bem-estar social e reforçar a importância da defesa intransigente da educação pública e a valorização dos profissionais da educação.

Até o dia 9 de setembro, serão visitadas escolas das regiões dos 42 Núcleos do Sindicato para conversar com educadores(as), estudantes e a comunidade escolar.

A atual conjuntura política, dominada por governos autoritários e neoliberais, exige resistência. Os direitos conquistados ao longo de décadas de lutas e enfrentamentos com os mais diversos governos estão ameaçados.

O Rio Grande do Sul corre o grande risco de ter que optar entre o desastroso continuísmo neoliberal e uma radicalização autoritária desse projeto, através de uma liderança bolsonarista. Não se engane! Estes projetos representam a mesma face de uma política de morte: lucro acima da vida, ataques à escola pública, destruição de direitos, confisco de aposentados(as), desmonte, precarização e privatização.

Neste ano, nossa principal missão é derrotar o fascismo e o neoliberalismo. Estes projetos querem acabar com tudo que é público no Brasil. Não podemos permitir!

Organiza teu núcleo, chama os colegas, vamos somar na mobilização em defesa da democracia e da educação pública e de qualidade.

▶️ Confira o roteiro completo: 

CARAVANA PELA DEMOCRACIA: NAS ESCOLAS, NAS RUAS E NAS URNAS!

>> SEMANA 1:

ROTEIRO 1

02/08 – Uruguaiana
03/08 – Alegrete
04/08 – Santana do Livramento
05/08 – São Gabriel

ROTEIRO 2

02/08 – São Borja
03/08 – São Luiz Gonzaga
04/08 – Cerro Largo
05/08 – Santo Ângelo

>> SEMANA 2:

ROTEIRO 1

09/08 – POA 38
10/08 – POA 39

ROTEIRO 2

09/08 – Taquara
10/08 – São Leopoldo

>> SEMANA 3:

ROTEIRO 1

16/08 – Santa Rosa
17/08 – Três de Maio
18/08 – Três Passos
19/08 – Frederico Westphalen

ROTEIRO 2

16/08 – Santiago
17/08 – Santa Maria
18/08 – Santa Cruz do Sul
19/08 – Cachoeira

>> SEMANA 4

ROTEIRO 1

23/08 – Bagé
24/08 – Rio Grande
25/08 – Pelotas
26/08 – Camaquã

ROTEIRO 2

23/08 – Palmeira das Missões
24/08 – Carazinho
25/08 – Passo Fundo
26/08 – Guaporé

ROTEIRO 3

23/08 – Estrela
24/08 – Bento Gonçalves
25/08 – Caxias do Sul
26/08 – Montenegro

>> SEMANA 5

ROTEIRO 1

31/08 – Lagoa Vermelha
01/09 – Vacaria
02/09 – Erechim

ROTEIRO 2

31/08 – Ijuí
01/09 – Cruz Alta
02 /09 – Soledade

>> SEMANA 6

ROTEIRO 1

08/09 – Gravataí
09/09 – Guaíba

ROTEIRO 2

08/09 – Canoas
09/09 – Osório

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