Foto: divulgação

Ações afirmativas já eram adotadas no ensino superior público, mas a norma federal de 2012 impulsionou o movimento. A trajetória de alunos que entraram por esse modelo expõe os resultados e desafios das cotas, como a demanda por políticas de apoio pedagógico e financeiro aos alunos, os primeiros passos no mercado de trabalho e a adoção de estratégias para inclusão além da reserva de vagas.

Levantamento do Consórcio de Acompanhamento de Ações Afirmativas, formado por pesquisadores de diferentes universidades, indica que em 2012 estudantes pretos, pardos e indígenas (PPI) correspondiam a 43,7% dos universitários de 18 a 24 anos. Em 2021, essa fatia saltou 20%, para 52,4% – a proporção de PPI no Brasil é de cerca de 57%, segundo dados do IBGE.

Sancionada em 29 de agosto de 2012, a Lei de Cotas prevê que as instituições federais de educação superior vinculadas ao Ministério da Educação (MEC) reservem, para cada graduação, no mínimo metade das vagas para estudantes que tenham cursado integralmente o ensino médio na rede pública. Metade delas (25% do total) deve ser para alunos de famílias com renda igual ou inferior a 1,5 salário mínimo por pessoa. Ao mesmo tempo, as instituições devem destinar vagas específicas, dentro dessa metade reservada, a vestibulandos que se autodeclaram pretos, pardos e indígenas e, desde 2016, para pessoas com deficiência. A proporção varia conforme o perfil demográfico do Estado.

Leia a matéria completa no site da UOL clicando aqui.

Com informações do jornal O Estado de S. Paulo (29/08/2022)

 

Fonte: CNTE

 

 

 

 

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Celebrar o presente, resgatar o passado e debater os desafios do futuro foram os pontos que nortearam o primeiro dia do IV Encontro de Aposentados(as) do CPERS. Reunidos em Bento Gonçalves, professores(as) e funcionários(as) aposentados(as) dos 42 núcleos do Sindicato reuniram-se, pela primeira vez, desde a pandemia.

O primeiro dia foi marcado por momentos emocionantes, que entrelaçaram a luta e a história destes educadores(as) que, apesar dos governos que insistem em desprezar a educação, não desistem da luta.

A abertura contou com a entrada das bandeiras do CPERS, da CNTE, de Bento Gonçalves, do Rio Grande do Sul e do Brasil ao som da música Ordem e Progresso, interpretada por Beth Carvalho. 

Na sequência, o Coral de Aposentados(as) do 12º Núcleo de Bento Gonçalves apresentou o Hino à Capital do Vinho, Hino ao Rio Grande e canção Volare, clássico do Gipsy Kings. 

Dentre os presentes, a professora aposentada Jussara Domingues, deixou um importante recado sobre a luta histórica da categoria. 

Conjuntura política e a preparação para a luta marcam a primeira mesa do encontro

Celebrar a vida para recarregar a energia para a luta: durante o encontro, diversas mesas promoveram o debate sobre a atual conjuntura política e os próximos passos para a mobilização da categoria. 

A primeira mesa foi formada pelos representantes do 12º Núcleo, que recebe o Encontro, nesta segunda e terça (29 e 30), e da Direção Central do Sindicato. 

O diretor do 12⁰ Núcleo, Leonildo da Luz de Moura, saudou os presentes e a luta dos aposentados(as) pela educação pública e de qualidade.

“É um prazer estar recebendo vocês aqui na cidade sede do nosso Núcleo. Por mais desvalorizados que estejamos, não podemos desistir, porque ser educador é muito mais que uma profissão. Parabéns a todos os aposentados que seguem na luta e acreditam no futuro da educação”. 

A diretora do Departamento de Aposentados do CPERS, Juçara de Fátima Borges, deu as boas-vindas aos presentes, ressaltando a importância do Encontro para renovar as forças dos educadores(as). 

“Sabemos que os governos não valorizam a educação, mas nós valorizamos, se hoje estamos aqui, é porque vocês, lá atrás, lutaram pelos nossos direitos, muito obrigada pela árdua luta de vocês aposentados da educação”, 

Em sua fala, a diretora do Departamento de Aposentados(as), Alda Maria Bastos Souza, exaltou a importância dos educadores(as) aposentados para a construção da história do CPERS. 

“Desde 2014, estamos com essa incumbência de fazer acontecer esse Encontro, que está em dua quarta edição. Embora tenhamos governantes que nos desvalorizam, os nossos aposentados seguem unidos e fortes, seja na resistência ou nos momentos de celebração, como o de hoje”. 

Emocionada, a diretora Glaci Weber, do Departamento de Aposentados(as), destacou que o CPERS é construído por muitas mãos e que a resistência e as conquistas só foram concretizadas graças à luta coletiva, como os tricôs da resistência, exibidos no Encontro e que serão levados para a Marcha dos Aposentados(as) no próximo dia 13 de setembro. 

“Estamos aqui hoje exibindo esses tricôs, feitos com os pontos da indignação. Um dos tricôs aqui expostos foi confeccionado na greve de 1987. Então, olhem a preciosidade de relembrarmos a nossa luta. Estas mantas servirão para abrir a Marcha dos Aposentados, para mostrar a nossa insatisfação com o que fizeram com o nosso Plano de Carreira, com a Previdência, com os educadores”. 

O presidente em exercício do CPERS, Alex Santos Saratt, debateu a conjuntura política atual e destacou que este ano eleitoral é crucial para definirmos o futuro da educação no Rio Grande do Sul e no Brasil.

“Nós estamos na realidade do desemprego, do osso como opção para a alimentação. Nós vivemos no Brasil da pandemia que enlutou milhares de famílias e estamos vendo a miséria crescer, e os de cima crescendo e nós seguimos perdendo. Precisamos derrotar o fascismo e o neoliberalismo no Rio Grande do Sul e no país e eleger um projeto que defenda o povo, ou estaremos fadados ao fracasso”. 

Alex ainda ressaltou a importância da luta dos aposentados(as): “Todas as nossas conquistas tiveram os pés e as mãos de vocês, então eu agradeço a luta de todos. Viva os nossos aposentados, que esse encontro seja mais um marco na nossa luta para mudar os rumos do nosso país. Basta de ódio, de mentira, de violência, queremos amor e queremos mudança”. 

“Nós temos pouco mais de 40 mil aposentados associados ao CPERS Sindicato. Isso representa mais de 50% dos nossos sócios. Essas pessoas, que dedicaram 20, 30, até 40 anos das suas vidas à educação e não abriram mão da luta, são exemplos que precisamos seguir”, finalizou o presidente.

A visão da CNTE sobre os ataques aos aposentados do Rio Grande do Sul

Na segunda mesa de discussão do dia, a secretária-geral da CNTE, Fátima da Silva, e o representante dos Aposentados(as) na CNTE, Sérgio Antônio Kampfer, debateram sobre “O Brasil e a Crise Mundial e a Visão da CNTE em relação aos ataques com os aposentados(as) do Rio Grande do Sul”. 

Para Fátima, a luta dos aposentados(as) por direitos e valorização precisa ser mantida também durante a aposentadoria.

“Vocês vivem numa grande encruzilhada, principalmente após a aprovação da Reforma da Previdência estadual, com a taxação dos aposentados. O funcionalismo é desvalorizado e o momento político exige defender candidaturas que possibilitem reverter as perdas dos últimos governos. Esse Brasil, que está colocado por Bolsonaro, é o Brasil da miséria e da perda de direitos. Precisamos lutar para impedir a sequência desse projeto”. 

Sérgio destacou a importância de manter a unidade na luta: “Eu quero parabenizar o CPERS e a sua representatividade de aposentados. São 40 mil sócios aposentados no Sindicato, essa unidade é o que nos mantêm. Somos muitos! Por isso, nossa união e nossa participação junto às lutas das entidades e das ações da CNTE são muito importantes e fundamentais para resistir aos ataques e construir direitos”. 

É possível a sexualidade ativa de qualidade na 3ª idade?

O público ficou atento à palestra da psicóloga e terapeuta sexual de adultos e casais, Aline Garziera, que falou sobre a vida dos educadores(as) após a aposentadoria e a importância de conservar um debate sobre a sexualidade também na terceira idade.

“Vivemos a vida profissional tão intensamente que ela acaba tomando muito tempo das nossas vidas. Levamos trabalho para casa. Às vezes, perdendo hora de lazer com a família ou outras vivências”.

Aline explica que, mesmo após a aposentadoria, é importante manter as amizades e os grupos com interesses em comum: “Como aqui, vocês pertencem a um grupo, os aposentados do CPERS”, destacou.

E continuou a explicar: “O grupo que eu pertenço conhece as minhas dores, as minhas lutas. Eu tenho empatia pelo outro. Nossas lutas são as mesmas.”

A psicóloga defende que os aposentados(as) devem participar de algum grupo ou atividade que lhe dê bem-estar. “Quanto mais citocina e adrenalina meu corpo produz, menos dores eu vou sentir e minha autoestima vai aumentar”, finalizou.

Apresentações culturais abrilhantam a tarde do Encontro de Aposentados

O Encontro de Aposentados(as) do CPERS foi marcado por momentos culturais emocionantes e de descontração. 

O violinista Luis Ricardo Florêncio Brittes, ex-aluno do CE Emílio Zuñeda, do município de Alegrete, onde aprendeu a tocar no projeto Mais Educação, emocionou os presentes executando obras eruditas e populares ao violino. 

Já o grupo de Danças do 35º Núcleo, de Três de Maio, realizou um verdadeiro arraial no palco do Encontro. 

A diretora do CPERS, Sandra Teresinha Severo Regio, foi a responsável pela atividade laboral e colocou todos os presentes para dançar ao som de músicas populares. 

Noite das Danças Folclóricas Brasileiras

Para encerrar o primeiro dia do IV Encontro de Aposentados(as) do CPERS, o Departamento de Aposentados(as) do Sindicato promoveu uma verdadeira viagem pelas Danças Folclóricas Brasileiras.

O evento contou com a apresentação de nove grupos classificados nos Encontros Regionais de Aposentados(as), em 2019.

A noite começou com apresentações de danças internacionais que influenciaram as tradições no Brasil, como o tango, a dança do ventre e as danças dos imigrantes que vieram ao Rio Grande do Sul.

Na sequência, os grupos de dança dos núcleos apresentaram as seguintes danças folclóricas: Fandango de Salão do Núcleo de Três de Maio; Catira ou Cateretê do Núcleo de Guaporé; Samba do Núcleo de Uruguaiana; Samba de Roda do Núcleo de Santiago; Frevo do Núcleo de Cruz Alta; Xaxado do Núcleo de Lagoa Vermelha; Bumba Meu Boi do Núcleo de Pelotas; Carimbó do Núcleo de Cachoeira do Sul; e Maracatu do Núcleo de Porto Alegre.

Além das danças, a noite também foi marcada por manifestações políticas, que evoluíam conforme os locais por onde as danças levavam, como o Palácio Piratini em Porto Alegre, Brasília e a Amazônia.

Nesta terça-feira (30), o encontro segue com mais mesas temáticas e apresentações culturais.

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Este 29 de agosto, Dia Nacional da Visibilidade Lésbica, marca a luta permanente das mulheres lésbicas por uma sociedade com igualdade de direitos e respeito. Tornou-se data de defesa, organização e luta por políticas públicas específicas e para o reconhecimento da cidadania de mulheres lésbicas, enquanto mulheres que pagam impostos, trabalham, estudam, votam, têm filhos e contribuem para o desenvolvimento de nosso país.

A data tem como objetivo chamar atenção para problemas e particularidades compartilhadas especificamente por mulheres lésbicas, tanto na sociedade quanto também dentro do movimento LGBTQIA+. Alguns desses temas são a lesbofobia, o machismo, a invisibilidade na sociedade e o acesso adequado a serviços de saúde, educação e empregabilidade.

A organização lésbica no Brasil surge no início de 1979, dentro do incipiente Movimento Homossexual Brasileiro (MHB), mais precisamente no grupo Somos, de São Paulo.

Durante o 1º Seminário Nacional de Lésbicas (Senale), em 1996, o dia 29 de agosto foi estabelecido como o Dia Nacional da Visibilidade Lésbica. Desde então, agosto vem se tornando cada vez mais um mês dedicado a eventos e comemorações voltados a esse público tão esquecido e invisibilizado durante o ano todo.

Desde os períodos mais remotos da história da humanidade, as mulheres são invisibilizadas e excluídas do espaço público. Contudo, a organização das mulheres sempre influenciou nos rumos da história. Desta maneira, o controle à sexualidade das mulheres se expressa na falta de atendimento à saúde, nos estupros corretivos, assassinatos, espancamentos, que nem chegam aos noticiários.

Os direitos sexuais e reprodutivos são uma forte demanda das mulheres lésbicas. A invisibilização destas pessoas é perpetuada nos debates e nas políticas públicas referentes a direitos sexuais e reprodutivos, que tendem a refletir normas sociais heteronormativas.

Diretrizes de educação sexual muitas vezes não contemplam relações entre mulheres, cujo afeto é, também, insuficientemente presente na mídia, nos meios de comunicação e em outras manifestações culturais.

Esses fatores tornam ainda mais frágil a proteção de mulheres lésbicas contra doenças sexualmente transmissíveis e à violência sexual. Sem acesso a informação adequada, mulheres lésbicas e bissexuais continuam a manter relações sexuais sem o uso de métodos preventivos.

Lésbicas e bissexuais sofrem cotidianamente por serem desviantes ao padrão heteronormativo. Muitas vezes, a lesbofobia se manifesta por meio da violência sexual. Exemplos recorrentes são o estupro corretivo, o estupro conjugal e, ainda, os casamentos forçados.

Neste dia tão importante para as mulheres lésbicas, o CPERS segue lutando pela defesa dos direitos básicos do ser humano, considerando o direito de ser respeitado pela sua orientação sexual, como um direito tão sagrado quanto todos os outros.

Foto: Paulo Pinto/FotosPublicas

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A #CaravanaPelaDemocracia segue firme e forte em seu giro ao encontro do povo gaúcho denunciando os ataques dos governos federal e estadual e mobilizando centenas de educadores(as) em cerca de 190 escolas, na sua quarta semana, para o voto consciente em defesa da educação e dos direitos dos trabalhadores(as).

Nesta sexta (26), o CPERS desembarcou em Montenegro (5º), Guaporé (3º) e Camaquã (42º) debatendo a conjuntura política, valorização salarial, direitos dos educadores(as) e defesa da democracia em escolas, além de rádios e jornais locais.

“É perceptível a indignação e a revolta dos nossos colegas, professores e funcionários, da ativa e aposentados, com as políticas de destruição, privatização dos serviços públicos e retirada de direitos. Precisamos da participação massiva da categoria nas mobilizações, nas escolas, nas redes, nas ruas e também nas urnas. Temos a responsabilidade de escolher que tipo de projeto queremos para a educação pública e os educadores”, asseverou o presidente em exercício do CPERS, Alex Saratt.

Para o vice-presidente Edson Garcia, a quarta semana da Caravana foi de trabalho árduo, mas de muitos frutos positivos.

“Tivemos, mais uma vez, a oportunidade de esclarecer dúvidas dos nossos colegas e levar informações importantes. Também percebemos que a categoria está fazendo uma avaliação muito nítida da realidade atual, de retirada de direitos. A cada encontro percebemos que os professores e funcionários estão cientes da necessidade de mudarmos esse cenário, com muita disposição para a luta para termos uma educação de qualidade, transformadora e que venha a somar na vida das pessoas”, afirmou.

Falta de educadores é mais um atestado do descaso do governo

Na EEEF Dr. Jorge Guilherme Moojen, falta professor(a) de matemática, merendeira, monitor(a), orientador(a) e funcionário(a) de limpeza. Para piorar a situação, a escola está com duas merendeiras em licença saúde.

A instituição atende dois cadeirantes, dois autistas e uma aluna especial. Sem monitor, duas professoras se revezam para ficar na sala de aula auxiliando os estudantes especiais. 

“Estamos trabalhando no faz de conta, o aluno acaba ficando ocioso por não ter professor. Acaba perdendo períodos importantes para a formação. Esse ano a Seduc conseguiu se superar no descaso com a educação pública”, desabafa a diretora da instituição Simone Garcia.

A escolha de futuro digno para a educação está em nossas mãos

No encerramento da Caravana no 3° Núcleo do CPERS, na região de Guaporé, educadores(as) – da ativa e aposentados(as) -, conselheiros(as) e representantes de escola se reuniram na sede do núcleo para uma plenária de mobilização e debate sobre os projetos em disputa nas próximas eleições. 

Para a tesoureira do CPERS, Rosane Zan, é preciso evitar uma tragédia para a educação e a sociedade gaúcha e brasileira.

“Se nós não fizermos uma análise até o dia 2 de outubro, corremos o risco de cometer os mesmos erros do passado. Desde o governo Sartori nós estamos constantemente pressionando os deputados e perdemos tanto. Precisamos renovar nossos representantes e priorizar quem defende a educação e os educadores”.

De acordo com o diretor Leonardo Preto, a unidade na luta é fundamental para firmar a resistência: “todas as conquistas que temos é devido à nossa luta pelo Sindicato. Nós só não perdemos mais direitos, devido à nossa mobilização. Por isso, é importante ser filiado e se somar conosco”, destaca.

“Temos o dever de observar os projetos de cada candidato. Não estamos aqui para dizer em quem vocês devem votar, mas, nós, funcionários públicos, temos que votar em quem vai nos representar”, afirmou o diretor Amauri Pereira da Rosa.

Acompanharam as visitas em Montenegro (5°), a diretora do Núcleo, Elisabete de Vargas Pereira, a vice-diretora Cleia Tavares, a membro da direção, Rosane Vier da Silva, e as educadoras Cláudia Maria Rossoni e Ilda Domingues.

Já em Guaporé (3°), marcaram presença a diretora-geral do Núcleo, Marli Grosselli Toldi, tesoureiro, Claudio Grando, a secretária, Marisa Lacerda, e as diretoras Josélia Donida e Bertolina Miotto.

 O CPERS segue na estrada, até o dia 9 de setembro, visitando  escolas das regiões dos 42 Núcleos do Sindicato para mobilizar a categoria e fortalecer o projeto de futuro que queremos para a educação pública gaúcha e brasileira.

Clique aqui e confira o roteiro das próximas semanas. Organiza teu núcleo, chama os colegas e vamos somar na mobilização em defesa da democracia e da educação.

>> Confira abaixo as escolas visitadas na #CaravanaPelaDemocracia nesta semana:

> Guaporé (3° Núcleo)
EEEF Sagrado Coração de Jesus (Anta Gorda)
EEEM Padre Domenico Carlino (Putinga)
Escola Padre Alfredo Antonelli (Itapuca)
CE de Ilópolis (Ilópolis)
EEEM Frei Caneca (Guaporé)
EEEF Alexandre Ferreira (União da Serra)
EEEF Geny Pinto Cadore (Serafina Correa)
EEEF Dr. Felix Engel Filho (Guaporé) 

> Camaquã (42º Núcleo)
EEEM Ana César

> Montenegro (5° Núcleo)
EEEF Adão Martini
EEEF José Garibaldi
EEEF Dr. Jorge Guilherme Moojen
EEEF  Aurélio Porto
EEEF Adelaide Sá Brito
EEEF Delfina Dias Ferraz
EEEF Osvaldo Brochier
EEEF Tanac
EEEM Dr. Paulo Ribeiro Campos
EEEF Manoel de Souza Moraes
EEEF Álvaro de Moraes
EET São João Batista
EEEF Junto ao Núcleo Habitac Promorar
EEEM Jacob Hoff (Harmonia)
EEEF José do Maratá (São José do Sul)

> Estrela (8º Núcleo)
IEE Monsenhor Scalabrini (Encantado)
EEEF Farrapos (Encantado)
EEEB Padre Fernando (Encantado)
EEEM Guararapes (Arroio do Meio)
EEEF Fernandes Vieira (Lageado)
CE Presidente Castelo Branco (Lageado)
EEEM Santo Antônio (Lageado)
EEEM Monsenhor Seger (Travesseiros)
EEEM Ana Neri (Marques de Souza)
EEEF Henrique Geiss (Marques de Souza)
EEEF Frei Antônio (Marques de Souza)
EEEM Hugo Oscar Spohr (Canudos do Vale)
EEEB São Francisco (Progresso)
EEEF Afonso Mathias Ferrari (Progresso)
EEEF José Preto (Progresso)
EEEM Pouso Novo (Pouso Novo)

> Bagé (17º Núcleo)
EEEB Professor Justino Costa Quintana
EEEF Felix Contreiras Rodrigues
EEEM Dr. Luiz Mércio Teixeira

> Carazinho (37º Núcleo)
EEEF Rodolfo Bolzani
EEEM Paulo Frontin
EEEF Carlinda de Brito
EEEB José Gomes Portinho
IEE Júlia Billiart
EEEF Aloysio Hofer
EEEF Israelina Martins Silveira
EEEF Geny Vieira da Cunha
IEE São Francisco Solano
EEEB José Maria de Castro
EEEM Santo Antônio do Planalto
EEEB Érico Veríssimo
EEEB Alfredo Ferrari
CE Blau Nunes
EEEF 19 de Novembro
EEIEF Kame Mre Kanhrukre
EEEF Manuel Arruda Câmara

> Bento Gonçalves (12º Núcleo)
CE Dona Isabel (Bento Gonçalves)
EEEF Carlos Dreher Neto (Bento Gonçalves)
EEEM Onze de Agosto (Nova Prata)
EEEF Carlos Barbosa (Carlos Barbosa)
EEEM Dante Grossi (Garibaldi)
IEE Tiradentes (Nova Prata)
CE Padre Colbachini (Nova Bassano)

> Rio Grande (6 Núcleo)
EEEM Bibiano de Almeida
EEEF Marechal Emílio Luiz Mallet
EEEM Roberto Bastos Tellechea
EEET Getúlio Vargas
EEEF Barão de Cerro Largo
EEEF Almirante Tamandaré

> Palmeira das Missões (40º Núcleo)
IEE Borges do Canto
EEEF Cacique Neenguiru
EEEF CIEP
EEEB Palmeira das Missões (Polivalente)
EEEF Professora Carimela Puglieli Bastos
EEEF Antonio de Souza Neto – Gleba
EEEF Erci Campos Vargas
EEEM Lucila Nogueira (Boa Vista das Missões)
EEEM São João Batista (Novo Barreiro)
EEEM Dr. Aldo Conte (Sarandi)
EEEB Antonio João Zandoná (Barra Funda)

> Caxias do Sul (1º Núcleo)
EET Caxias do Sul
EEEM Província de Mendoza
IEE Cristovão Mendonça
EEEM Dr. Assis Antônio Mariani
EEEM Erico Veríssimo
EEEM São Caetano
EEEF Eng. Dario Granja Sant Anna
EEEM Olga Maria  Kayser

> Passo Fundo (7º núcleo)
EEEF Cel. Gervásio Lucas Annes
EEEM Prestes Guimarães
EEEM Adelino Pereira Simões
IEE Cecy Leite Costa
EEEM Alberto Pasqualini
CE Joaquim Fagundes dos Reis
EEEF Irmã Maria Margarida
EEEM Maria Dolores Freitas Barros
EEEM Professora Eulina Braga
EEEM Protásio Alves
EEEM Meibe Ribeiro

> Pelotas (24º Núcleo)
IEE Assis Brasil
EEEM Adolfo Fetter
EEEM Dr. Joaquim Duval
EEEF Luiz Carlos Correa da Silva
EE 1°Grau Dr Dario da Silva Tavares (Capão do Leão)
EEEM Presidente Castelo Branco (Capão do Leão)

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Foto: Pedro Gontijo – Senado Federal

Representantes do Comitê Nacional dos Secretários da Fazenda dos Estados (Comsefaz) e do Conselho Nacional de Secretários da Saúde (Conass) reuniram-se nesta quinta-feira (18) com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, para pedir que o Congresso avalie os vetos do presidente Jair Bolsonaro à lei que reduziu o ICMS sobre combustíveis (Lei Complementar 194, de junho deste ano).

Os vetos atingem artigos que determinavam que a União compensaria os estados pela perda de arrecadação, para que os gastos mínimos constitucionais em educação e saúde, assim como do Fundeb, tivessem as mesmas disponibilidades financeiras existentes antes da sanção da lei do ICMS. Partes dos vetos que impediam a compensação já foram derrubados pelo Congresso em julho, mas ainda há itens pendentes de análise.

Em uma rede social, Pacheco afirmou após o encontro que o Senado busca formas para compensar para estados e municípios.

“O Senado está atento a essa diminuição de recursos e está trabalhando para buscar novas fontes de custeio e meios para a utilização dos recursos disponíveis”, disse o presidente do Senado.

De acordo com o presidente do Comsefaz, Décio Padilha, o veto de Bolsonaro retira, apenas entre julho e dezembro de 2022, pelo menos R$ 17 bilhões das verbas estaduais de educação e saúde.

— O artigo vetado obriga a União a compensar as perdas estaduais em educação e saúde. É imprescindível derrubar o veto, ou o legado será um déficit e o comprometimento na prestação de serviços absolutamente essenciais a toda a população. Nenhum gestor vai fechar escolas e hospitais, os custos são permanentes, mas os recursos sumiram. A perda de arrecadação do ICMS, de julho a dezembro, será de R$ 17 bilhões para educação e saúde — informou.

O presidente do Comsefaz acrescentou que, para marcar a data da apreciação do veto, Pacheco levará em conta se a compensação da União prevista na lei do ICMS é somente para 2022, ou se será permanente. Se for permanente, “é possível aguardar cerca de um mês”, avaliou. Mas se a compensação prevista for apenas para 2022, a análise dos vetos deverá ser urgente.

Piso da enfermagem

Outra pauta do Comsefaz é o debloqueio de recursos da Saúde — cerca de R$ 2 bilhões — destinados ao combate à pandemia que estão parados nos estados. Os estados pedem que o prazo para uso desses recursos seja ampliado até dezembro de 2023. E por fim, que o Parlamento também se debruce sobre a definição de novos recursos visando honrar o piso salarial da enfermagem, sancionado neste mês.

— O piso da enfermagem torna ainda mais essencial derrubar os vetos à lei do ICMS. Esse piso dobra a folha da Saúde, dependendo do estado, naqueles que pagavam bem abaixo do piso — informou Décio Padilha.

Nésio Fernandes, presidente do Conselho Nacional de Secretários da Saúde, disse que o impacto orçamentário do piso da enfermagem sobre as contas de estados e municípios beira os R$ 10 bilhões.

Outro participante da reunião com Pacheco foi Fernando Pigatto, presidente do Conselho Nacional de Saúde (CNS), que reivindica a derrubada de vetos à LDO para o Orçamento de 2023 que diminuem as verbas para a área. Os participantes aguardam também a definição de uma mesa de negociações com o Congresso Nacional em busca de recursos para honrar o piso da enfermagem.

Fonte: Agência Senado (18/08/2022)

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Trabalhar mais para ganhar menos: a Reforma da Previdência (Emenda Constitucional 103), aprovada em 2019 pelo governo Jair Bolsonaro, aumentou o tempo de contribuição e reduziu os valores de aposentadorias e pensões. Além disso, acabou com a redução de 5 anos no tempo de contribuição do magistério.

Acesse o site www.politicoscontraaeducacao.com.br e veja quem são os parlamentares que aprovaram essa lei que desvalorizou a aposentadoria dos trabalhadores/as, em especial os/as da educação. No site é possível filtrar o nome de senadores/as, deputados/as, o estado de cada um e as reformas que já foram votadas.

“Toda quinta-feira a CNTE vai apresentar aos leitores a lista de parlamentares que votaram contra a educação durante os últimos anos, para que a população tenha conhecimento e não os elejam. É fundamental escolhermos candidatos e candidatas que defendem a educação pública de qualidade”, afirmou o presidente interino da CNTE, Roberto Leão. “Quem vota contra a educação não se elege mais” é o lema da campanha.

Saiba quais foram os principais retrocessos da Reforma da Previdência

A Reforma da Previdência, para a grande maioria dos/as trabalhadores/as, representa o fim do sonho da aposentadoria. Na avaliação do Dieese, o valor das aposentadorias e das pensões acima do salário mínimo irá diminuir muito, mesmo para aqueles que têm salários pouco acima do mínimo legal. Para muitas pessoas, a elevação da idade mínima de aposentadoria poderá significar a permanência durante alguns anos na inatividade, sem renda do trabalho ou de proventos da previdência – veja a nota técnica do Dieese na íntegra.

Para trabalhadores/as da educação as perdas foram imensas e as professoras estão entre as mais prejudicadas. A idade para a aposentadoria das docentes (mulheres) no serviço público federal e na média para quem leciona em regime celetista (INSS) aumentará 7 anos, e o tempo de contribuição, 15 anos. As mulheres compõem 80% da categoria do magistério de nível básico no país.

A Reforma praticamente acaba com a aposentadoria especial do magistério, pois os professores e as professoras terão que contribuir por 40 anos (com exceção das filiadas ao INSS) para terem acesso a 100% do salário de contribuição que se alcançava aos 25 anos para as mulheres e aos 30 anos para os homens.

As principais mudanças são o rebaixamento dos valores das aposentadorias e pensões e o aumento do tempo de contribuição. Até então, todos os segurados do INSS podiam ingressar com pedido de aposentadoria a partir do 15º ano contributivo. E a aposentadoria era equivalente a 70% dos maiores salários de contribuição.

Com a reforma, apenas as mulheres do INSS manterão o direito à aposentadoria aos 15 anos de contribuição, porém os proventos serão equivalentes a 60% de todo o período contributivo. Para alcançar 100% da média de proventos, a mulher segurada do RGPS/INSS terá que contribuir por 35 anos e os homens por 40 anos.

Fonte: CNTE

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A #CaravanaPelaDemocracia desembarcou nesta quinta-feira (25) nos núcleos de Caxias do Sul (1º), Passo Fundo (7º) e Pelotas (24º).

Em visita às escolas e entrevistas para rádios e jornais dessas regiões, os dirigentes do CPERS destacaram que o voto em projetos que, de fato, valorizem os educadores(as) e a educação pública será decisivo para o respeito aos direitos da categoria e os investimentos necessários no ensino público.

Em cada conversa com professores(as) e funcionários(as) os dirigentes apresentam o comparativo entre os últimos quatro governos. O conteúdo integra o jornal Sineta, que também traz um encarte mostrando como votaram os deputados(as) – estaduais e federais – em projetos que retiraram direitos dos educadores(as), como as reformas da Previdência e Trabalhista, o desconto dos aposentados(as) e o desrespeitoso reajuste de 6%

O objetivo ao apresentar essas informações é mostrar cenários vivenciados e as possibilidades diante das eleições que se aproximam e que serão decisivas para o futuro da categoria e da educação.

“Nos últimos anos, devido aos atuais governos, nós sofremos duros golpes como a Emenda Constitucional 95, que congelou o orçamento público por 20 anos, as Reformas Trabalhistas e da Previdência, assim como a Reforma da Previdência Estadual. O que nós queremos é o fortalecimento do setor público e não o contrário, como desejam os liberais. Para a grande maioria da população, a escola pública é a única oportunidade de educação para os filhos, é o SUS que garante o atendimento para essas pessoas, precisamos de governos que valorizem e fortaleçam essas políticas”, observou o presidente em exercício do CPERS, Alex Saratt.

Saratt e os dirigentes estaduais do CPERS, Rosane Zan e Amauri Pereira Júnior estiveram em escolas do 7º Núcleo (Passo Fundo). Acompanharam o grupo o diretor do Núcleo, Orlando Marcelino da Silva Filho, a vice-diretora Elica Cavalheiro e o representante 1/1000, Mauro Calliari.

“Nós não estamos aqui para decidir por vocês, mas para fazer uma reflexão. Precisamos refletir sobre quem colocamos lá, não só o presidente ou o governo, mas no parlamento e no senado, essas pessoas também decidem o nosso futuro e precisam estar ao nosso lado e não dos nossos algozes”, pontuou a diretora Rosane Zan.

“Nós jamais vamos dizer aqui em quem vocês têm que votar, porque esse não é o nosso papel. Trazemos um material para refletirem e tomarem suas decisões. Precisamos desenvolver a consciência de classe. Usamos serviços públicos, mas na hora de votar parece que muitos votam como elite. Temos que depositar nosso voto em candidatos que votam conosco, que defendem a educação pública e os educadores”, enfatizou o vice-presidente do CPERS, Edson Garcia.

A diretora Juçara Borges, que esteve na região do Núcleo de Caxias do Sul (1º), com Garcia e o diretor Leonardo Pretto Echevarria, destacou a necessária valorização dos funcionários(as) de escola. “A nossa luta é por uma educação pública de qualidade e por serviços públicos que nós também precisamos. Então temos que votar em projetos que priorizem a educação e percebam a importância de investir na valorização dos funcionários de escola e dos professores”, afirmou.

A vice-diretora do Núcleo, Solange Carvalho e Thais Leite, membro da direção do Núcleo, acompanharam a visita às escolas.

As diretoras Suzana Lauermann e Carla Cassais visitaram escolas de Pelotas (24º Núcleo). Estiveram com elas o diretor do Núcleo, Mauro Rogério da Silva Amaral, a vice-diretora, Renata Petrucci Souto Allemand, a educadora, Tidy Peduzzi, e os representantes 1/1000 do Núcleo, Maria Virgínia Moreira e Antônio Alberto Andreazza.

Estrutura precária escancara o descaso do governo com a educação

 Um prédio anexo, de madeira, construído ainda na década de 1990 abriga duas salas de aula e um depósito da EEEM General Prestes Guimarães, em Passo Fundo. Mesmo com pequenas reformas feitas pela direção da instituição, a estrutura é bastante precária.

“O prédio tem mais de 30 anos. Já fizemos algumas reformas como pintura e troca de piso, pois precisamos das salas. Temos esperança de que um dia essa estrutura deixe de ser provisória”, explica a diretora da instituição, Itatiane Chiaradia.

Segundo ela, há oito anos veio a última verba do governo para a realização das reformas. “Depois disso, mais nada. Nenhum retorno sobre essa situação”, afirma.

Além dos problemas estruturais no prédio, o muro da escola tem risco de desabar. O presidente em exercício do CPERS, Alex Saratt, esteve na escola nesta quinta e conferiu a situação. “É um ambiente provisório que, infelizmente, parece que virou permanente. Essas condições deixam claro o descaso do governo com a educação pública, os educadores e a comunidade escolar. Mais uma vez constatamos que o Executivo estadual se exime de sua responsabilidade”, ressaltou.

A #CaravanaPelaDemocracia segue até o dia 9 de setembro em defesa da educação. No dia 13, o CPERS realizará um grande ato, em Porto Alegre, com aposentados(as), funcionários(as) de escola e professores(as) para apontar que é preciso um novo caminho para o Rio Grande do Sul e para o Brasil.

Clique aqui e confira o roteiro das próximas semanas. Organiza teu núcleo, chama os colegas e vamos somar na mobilização em defesa da democracia e da educação.

>>Confira as escolas visitadas nesta quinta-feira:

>Caxias do Sul (1º Núcleo):

EET Caxias do Sul
EEEM Província de Mendoza
IEE Cristovão Mendonça
EEEM Dr. Assis Antônio Mariani
EEEM Erico Veríssimo
EEEM São Caetano
EEEF Eng. Dario Granja Sant Anna
EEEM Olga Maria  Kayser

>Passo Fundo (7º núcleo)

EEEF Cel. Gervásio Lucas Annes
EEEM Prestes Guimarães
EEEM Adelino Pereira Simões
IEE Cecy Leite Costa
EEEM Alberto Pasqualini
CE Joaquim Fagundes dos Reis
EEEF Irmã Maria Margarida
EEEM Maria Dolores Freitas Barros
EEEM Professora Eulina Braga
EEEM Protásio Alves
EEEM Meire Ribeiro

>Pelotas (24º Núcleo)

IEE Assis Brasil
EEEM Adolfo Fetter
EEEM Dr. Joaquim Duval
EEEF Luiz Carlos Correa da Silva
EE 1°Grau Dr Dario da Silva Tavares (Capão do Leão)
EEEM Presidente Castelo Branco (Capão do Leão)

 

 

 

 

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Luta, direitos, conjuntura política, informes jurídicos e defesa do IPE Saúde pautaram a Plenária de Mobilização do CPERS, que mobilizou professores(as) e funcionários(as) de escola – da ativa e aposentados(as) – de São Francisco de Assis (19º Núcleo), nesta quarta-feira (24).

Para a diretora do Departamento Administrativo, Sandra Regio, a categoria precisa estar unida e forte para firmar a luta, sobretudo neste ano eleitoral, que é decisivo para o futuro dos educadores(as) e da educação pública do Rio Grande do Sul e do Brasil.

“O poder de escolha está em nossas mãos. É fundamental dar um basta em governos que não priorizam a educação e os educadores. Nestas eleições, precisamos escolher projetos políticos que valorizem a categoria: professores e funcionários, da ativa e aposentados”, asseverou Sandra.

De acordo com a diretora do 19º Núcleo, Rosa Maria Agostini Dotta, o debate é essencial para dar um basta a tantos ataques e escolher quem – de fato – defende a educação nestas eleições.

“Os últimos governos atacaram duramente os nossos direitos e a educação, mas fizemos a luta e resistimos bravamente. Agora é hora de votarmos em quem está do nosso lado nas trincheiras”, afirmou.

Informes jurídicos

O advogado da assessoria jurídica, representada pelo escritório Buchabqui e Pinheiro Machado, Marcelo Fagundes, explanou sobre o confisco do salário dos aposentados(as) com a Reforma da Previdência estadual, o falso reajuste de 32% aos educadores(as), o vergonhoso “aumento” de 6% a servidores e as ações judiciais na defesa dos direitos da categoria.

Sobre a Reforma da Previdência no Estado, o advogado Marcelo explicou que se trata de uma medida inconstitucional. Em fevereiro de 2020, o CPERS e a União Gaúcha em Defesa da Previdência Social e Pública (UG) ingressaram com a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI).

“Este desconto faz muita falta para os aposentados pagarem as contas no final do mês. Seguimos aguardando a data do julgamento, que seria em janeiro deste ano se o governo não tivesse recorrido”, explicou.

Quanto ao reajuste imoral e não linear de 32%, a assessoria jurídica entrou com ação para garantir que o índice seja concedido para todos os educadores(as) gaúchos, e não apenas a uma pequena parcela da categoria.

O advogado também criticou o mísero índice de 6% a servidores(as). Em sua maioria, funcionários(as) de escola não sentiram no bolso o reajuste de 6% da revisão geral, concedido no início do ano, e vários tiveram UM CENTAVO de “aumento” no contracheque.

Para mais informações, entre em contato com a assessoria jurídica, representada pelo escritório Buchabqui e Pinheiro Machado, pelo telefone (51) 3073.7512

IPE Saúde

O sucateamento do IPE Saúde foi abordado pela diretora do Departamento de Saúde do Trabalhador e representante do CPERS no Conselho de Administração da entidade, Vera Lessês.

“Se os últimos governos tivessem dado a inflação anual como reposição salarial, esta crise do IPE Saúde seria menor do que é hoje. Estamos pressionando para que o Estado encontre saída para sanar o déficit atual do IPE Saúde”, afirmou Vera.

Atualmente, o IPE-Saúde deve mais de R$ 1 bilhão a prestadores de serviços, especialmente hospitais e clínicas, que registram a maior parte do passivo.

Para a diretora Vera, a crise do IPE Saúde é responsabilidade da má gestão que o Estado tem feito nos últimos anos. 

“O IPE Saúde está com o sexto presidente, o que demonstra uma alta rotatividade e falta de compromisso dos gestores com a qualidade do serviço para os segurados e dependentes. A verdade é que o Instituto é usado como casa de passagem de políticos que ficam na presidência até conseguirem um cargo na Assembleia”, frisou. 

“O CPERS fará toda a luta necessária para manter o IPE público e solidário, porque a nossa categoria precisa disso”, finalizou a diretora.

Também estiveram presentes a diretora do Instituto Estadual Salgado Filho, Roseli de Fátima Denardi Martins, a diretora do Núcleo, Margarete Ayres Machado, o suplente de 1/1000 do Núcleo, Fábio Dorneles, e o vice presidente do Sindicato dos Bancários e Presidente do Conselho Municipal de Saúde de Alegrete, José Luiz Machado de Andrade.

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A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul instalou, nesta quarta-feira (24), a “Frente Parlamentar em Defesa do Instituto de Educação General Flores da Cunha e seu conjunto Arquitetônico como Escola Pública”. O projeto de restauro da instituição foi discutido com o governo, aprovado pela comunidade escolar, licitado e contratado pela primeira vez em 2014. Porém, até o momento as obras ainda não foram concluídas.

Há oito anos, os governos que se sucederam realizaram novas licitações, com enormes períodos de interrupção e paralisação dos trabalhos. As obras foram retomadas pelo governo atual no início deste ano, mas seguem em ritmo extremamente vagaroso.

Além da morosidade nas obras, em outubro do ano passado o governo anunciou uma mudança unilateral do projeto licitado, informando que destinará parte do espaço da instituição para instalar um museu privado, o Museu do Amanhã. Se o projeto se concretizar, resultará na redução de aproximadamente mil vagas para estudantes.

O Instituto foi construído em 1930 e é considerado um prédio histórico de Porto Alegre. Chegou a ter cerca de 3.500 alunos e é um símbolo da educação pública no Rio Grande do Sul. Atualmente, devido às obras no local, os alunos(as) da instituição têm aulas em quatro locais diferentes na capital.

Trajetória das lutas em defesa do Instituto é destacada

Após apresentar a trajetória de luta para que as obras no Instituto se concretizem, a proponente da Frente, a deputada Sofia Cavedon, destacou o objetivo da iniciativa. “Essa Frente é para dar institucionalidade a uma luta que já existe e para proporcionar o empoderamento e a escuta da comunidade escolar. Ninguém é contra o Museu do Amanhã. Queremos o respeito à gestão democrática, à autonomia pedagógica e à comunidade escolar. A Frente Parlamentar vai continuar gritando e dando voz ao movimento do Instituto”, afirmou.

A presidente da Comissão do Restauro do Instituto de Educação, Maria da Graça Morales, destacou que o novo desenho da escola difere daquele projetado pelo governo do Estado em 2014. “Não houve debate e participação da comunidade escolar, secretarias estaduais e órgãos do patrimônio na sua elaboração. Sempre defendemos o projeto construído e aprovado pela comunidade, que é de cem por cento escola pública. A Frente vai aprimorar o debate público junto À  sociedade e o estado. Será a nossa ferramenta de mobilização política”.

CPERS defende o projeto aprovado pela comunidade escolar

O Movimento em Defesa do Instituto de Educação, que congrega diversas entidades e representações sociais, entre elas o CPERS, defende a permanência da instituição como 100% escola pública, sem alterações no projeto original, pois contempla os espaços para a função escolar e prevê áreas de tecnologia, ciência, esportes, cultura, inclusão, acessibilidade, segurança, climatização e, principalmente, as vagas previstas aos estudantes.

“É direito dos educadores e dos educandos retornar para o prédio histórico do Instituto de Educação, com todos os espaços em plenas condições e de acordo com o projeto aprovado pela comunidade escolar. O governo precisa respeitar essa escolha”, observou a tesoureira e diretora da Comissão de Educação do CPERS, Rosane Zan.

“A precariedade das escolas públicas é intencional, pois o governo quer sucatear para vender para a iniciativa privada. O Museu que queremos no Instituto é a escola viva e funcionando plenamente. Eles combinaram que vão nos matar no cansaço e nós combinamos que vamos resistir”, destacou o presidente da CUT/RS, Amarildo Cenci.

A presidente do Conselho Escolar do Instituto, Ceniriane Vargas, afirmou que a posição do grupo é a de não recuar do projeto aprovado pela comunidade. “Não aceitaremos recuar nenhum milímetro, pois construímos um projeto que torna o Instituto uma escola do futuro com toda a estrutura necessária e valorizando os educadores e os educandos. Hoje, nossa escola, que já foi referência, é um símbolo do descaso do atual governo”, lamentou.

Integrantes do Conselho Escolar e do Grêmio Estudantil do Instituto, as alunas Andréa Beltrão da Silveira e Laura Gomes Oliveira de Souza, expressaram a esperança de ver a instituição restaurada. “Nos sentimos muito honradas em representar os alunos do passado, do presente e do futuro do Instituto de Educação. Nossos professores enchem os olhos de lágrimas quando lembram da história do Instituto. E nós, como futuras educadoras, queremos o respeito a nossa instituição e queremos voltar para o nosso prédio de origem com todas as condições”.

O CPERS seguirá atento e mobilizado para fazer a luta necessária para que o Instituto de Educação retorne ao seu prédio original, restaurado conforme a vontade da comunidade escolar e oferecendo o que é de direito dos estudantes e educadores(as): uma educação pública de qualidade!

Fotos: Celso Bender/Assembleia Legislativa RS

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Seguindo com o compromisso de levar à categoria a fundamental reflexão sobre a importância do voto para mudar o cenário de descaso com os educadores(as) e a educação pública, a #CaravanaPelaDemocracia esteve, nesta quarta-feira (24), nos núcleos de Bento Gonçalves (12º Núcleo), Palmeira das Missões (40º Núcleo) e Rio Grande (6º Núcleo).

Ao conversar com professores(as) e funcionários(as) das escolas visitadas, os dirigentes estaduais e regionais do Sindicato também evidenciaram a importância da mobilização da categoria contra a retirada de direitos, aprofundada nos últimos governos.

Além disso, ao fazer a análise da conjuntura política atual, os representantes do Sindicato ressaltaram como primordial conhecer os projetos em disputa e verificar quem defende os educadores(as) e prioriza a educação pública.

“Precisamos fazer uma reflexão sobre o poder que o nosso voto tem, mas, principalmente, fazer uma avaliação se a forma como nós temos vivido nos últimos tempos nos serve. Precisamos refletir se existe uma outra opção. Chegamos até aqui graças a luta e a resistência, não podemos desistir”, destacou o presidente em exercício do CPERS, Alex Saratt.

Saratt visitou escolas de abrangência do 40º Núcleo (Palmeira das Missões), acompanhado do diretor Joel da Silva Oliveira e as educadoras, Maria de Lourdes, Marisa Konig, Sergia Andreia Amaral, Lucia Ribas, Neuza Lopes e Darleni Frolich.

Na EEEM São João Batista, de Novo Barreiro, a #CaravanaPelaDemocracia foi recebida com uma roda de conversa, onde os professores(as) e funcionários(as) da instituição debateram sobre o futuro da educação e a necessária valorização dos educadores(as).

A diretora da escola, Daniela Sganzerla, ressalta que nesse período eleitoral todos amam a educação, mas é preciso comparar o discurso e a prática. “Nesse ano recebemos uma verba para reformas e a nossa escola está ficando muito bonita, mas é muito fácil a gente se iludir. A nossa escola está bonita porque a gente faz festa para arrecadar dinheiro, porque as famílias colaboram, porque nós colaboramos, porque se a gente depender do que o governo normalmente a realidade seria outra.”

No diálogo com os educadores(as) das escolas de Bento Gonçalves (12º Núcleo), o vice-presidente do CPERS, Edson Garcia, chamou a atenção para o desrespeito à carreira e ao futuro da categoria. “Além do governo Leite/Ranolfo que nos ataca, temos hoje na Assembleia Legislativa 42 deputados que votam contra a educação e os educadores. Somente 13 deles votam conosco. Temos que ter conscientização coletiva para mudar esse cenário político.”

Acompanharam as visitas no 12° Núcleo, os educadores(as) Leonildo da Luz de Moura, Elda Maria Borille  Falcade, Katiuska Izaguirry Marçal e Terezinha Tureck.

Durante a passagem da Caravana, os dirigentes do Sindicato destacam a importância de fortalecer a luta para defender os direitos históricos de professores(as) e funcionários(as) de escola. Compreendendo a importância de intensificar as mobilizações, a merendeira Maria Cristina Rodrigues Fernandes filiou-se ao CPERS. “Todo funcionário de escola tem que se associar, seja ele concursado ou contratado, pois é o sindicato que defende e protege os trabalhadores”, destacou.

Escola em Rio Grande aguarda há quatro anos por reparos no piso das salas de aula

Três salas de aula interditadas, duas funcionando em situação precária, salão e biblioteca interditados parcialmente. Essa é a situação verificada na EEEF Marechal Emílio Luiz Mallet, em Rio Grande, pela Caravana.

O diretor da instituição, William Rocha, explica que os problemas ocorrem no piso desses locais. “Estão bastante danificados, é piso em parquet. O chão das salas ficou com buracos, pois o parquet soltou”, relata.

De acordo com ele, em 2019 o governo licitou uma obra emergencial. O valor total estava na ordem de aproximadamente R$ 270 mil e contemplava a substituição total ou parcial do piso de oito salas de aula, da biblioteca e do salão da escola, além da reforma dos banheiros masculino e feminino, a substituição de janelas de algumas salas de aula e o reparo na caixa d´água.

A empresa licitada iniciou a obra em janeiro de 2019 e tinha o prazo de três meses para concluir. “Em um mês de obras, apenas substituíram o forro dos banheiros, que em seguida caiu, e retirou o piso antigo das salas. Em algumas foi feito o contrapiso, outras sequer isso. E logo após abandonaram”, explica, salientando que o governo levou mais dois anos para romper o contrato com a empresa.

No ano passado, após o rompimento do contrato, o estado licitou mais três empresas, porém nenhuma quis assumir a reforma.

Esse ano a Coordenadoria Regional de Obras Públicas (CROP) foi até a escola e fez um relatório sobre a situação atual. “No documento eles afirmam que a escola necessita de cuidados urgentes, mas não emergenciais. É um absurdo. Já perdemos alunos e fecharam turmas em função dessa situação de precariedade”, expõe o diretor.

“Indignação e tristeza, é isso que sinto ao ver a escola nessas condições e não ter muito o que fazer, pois são coisas que fogem da alçada da direção da escola que tenta fazer o possível com aquilo que entra de recursos mensalmente. Isso afeta também a auto estima de quem atua diariamente na escola, professores, funcionários, estudantes e comunidade escolar em geral”, desabafa.

“Passa o tempo e as escolas continuam com obras paradas e em situação cada vez pior, pois não há uma ação efetiva por parte do governo para sanar os problemas”, indigna-se a diretora do CPERS, Carla Cassais, que esteve na escola acompanhada da tesoureira do Sindicato, Suzana Lauermann. Elas estiveram em outras instituições da região acompanhadas do diretor do Núcleo, Cledir Lopes, da vice-diretora, Andréa Nunes da Rosa, Sirlei Nunes de Nunes e as educadoras representantes dos aposentados do Núcleo, Arlete Rosa, Isabel Veleda e Gilda Amaral.

O Sindicato seguirá acompanhando a situação da instituição e atuando nas instâncias necessárias para que as obras sejam retomadas e finalizadas o quanto antes.

A #CaravanaPelaDemocracia segue até o dia 9 de setembro em defesa da educação. No dia 13, o CPERS realiza um grande ato, em Porto Alegre, com aposentados(as), funcionários(as) de escola e professores(as) para apontar que é preciso um novo caminho para o Rio Grande do Sul e para o Brasil.

Clique aqui e confira o roteiro das próximas semanas. Organiza teu núcleo, chama os colegas e vamos somar na mobilização em defesa da democracia e da educação.

>>Confira as escolas visitadas nesta quarta-feira:

>Bento Gonçalves (12º Núcleo):

CE Dona Isabel (Bento Gonçalves)

EEEF Carlos Dreher Neto (Bento Gonçalves)
EEEM Onze de Agosto (Nova Prata)

EEEF Carlos Barbosa (Carlos Barbosa)
EEEM Dante Grossi (Garibaldi)
IEE Tiradentes (Nova Prata)
CE Padre Colbachini (Nova Bassano)

>Rio Grande (6 Núcleo):

EEEM Bibiano de Almeida

EEEF Marechal Emílio Luiz Mallet

EEEM Roberto Bastos Tellechea

EEET Getúlio Vargas

EEEF Barão de Cêrro Largo

EEEF Almirante Tamandaré

>Palmeira das Missões (40º Núcleo):

IEE Borges do Canto

EEEF Cacique Neenguiru

EEEF CIEP

EEEB Palmeira das Missões (Polivalente)

EEEF Professora Carimela Puglieli Bastos

EEEF Antonio de Souza Neto – Gleba

EEEF Erci Campos Vargas

EEEM Lucila Nogueira (Boa Vista das Missões)

EEEM São João Batista (Novo Barreiro)

EEEM Dr. Aldo Conte (Sarandi)

EEEB Antonio João Zandoná (Barra Funda)

 

 

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