O CPERS manifesta solidariedade ao presidente nacional do PSTU, Zé Maria de Almeida, condenado pela Justiça Federal em decisão relacionada a um discurso realizado em 2023, no qual denunciava os crimes cometidos pelo Estado de Israel contra o povo palestino. A condenação representa um grave sinal de ataque à liberdade de expressão e ao direito democrático de manifestação política.

É preocupante que, em um país que se afirma democrático, uma liderança política seja punida por exercer algo elementar da vida pública: o direito de expressar ideias, denunciar violações de direitos humanos e criticar ações criminosas de um Estado. Criminalizar a crítica abre precedentes perigosos para toda a sociedade, mas, especialmente, para movimentos sociais, sindicatos, entidades populares e organizações políticas comprometidas com a justiça social.

Criticar o sionismo enquanto projeto político de colonização e denunciar os crimes promovidos por Israel não se confunde com racismo ou antissemitismo. Pelo contrário, é um posicionamento necessário contra políticas de ocupação, apartheid, massacre e expulsão do povo palestino de sua terra. Confundir crítica política com preconceito é uma tentativa de silenciar vozes solidárias à causa palestina.

Enquanto isso, o mundo assiste há anos ao aprofundamento da violência contra o povo palestino, especialmente na Faixa de Gaza, onde milhares de vidas foram destruídas pelo ataque e cerco humanitário. Diante desse cenário, o dever de quem acredita nos direitos humanos é denunciar o genocídio, exigir cessar-fogo imediato e defender a autodeterminação dos povos.

O CPERS Sindicato reafirma seu compromisso histórico com as liberdades democráticas, com o direito à organização política e sindical, e com a solidariedade internacional entre os povos. Nenhuma condenação poderá calar quem se levanta contra a barbárie e em defesa da justiça.

Cessar-fogo já! Do rio ao mar, Palestina livre!

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O Dia dos Trabalhadores e das Trabalhadoras de 2026 será marcado, no Rio Grande do Sul, por uma ampla mobilização descentralizada, com atividades em cinco cidades. Organizado pela CUT/RS e outras entidades sindicais, o “Festival dos Trabalhadores e das Trabalhadoras” ocorre em um momento estratégico, com possibilidade concreta de avanço em duas pautas históricas da classe: o fim da escala 6×1 e a regulamentação da Convenção 151.

Na última semana, o governo federal encaminhou ao Congresso Nacional dois projetos de lei que dialogam diretamente com essas reivindicações. O PL 1838/2026 propõe o fim da escala 6×1 e a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas. Já o PL 1.893/2026 trata da regulamentação da Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que garante a negociação coletiva no serviço público. Ambas as propostas estiveram no centro da Marcha da Classe Trabalhadora, realizada em Brasília, e devem enfrentar resistência de setores empresariais e do parlamento, o que reforça a importância da mobilização popular.

Com o lema “Lutar, celebrar e ocupar as ruas”, o Festival busca articular cultura, consciência política e organização social. Além das apresentações culturais, a programação inclui feiras de economia solidária e ações voltadas à defesa de direitos, como a redução da jornada sem redução de salários, o combate à pejotização, a valorização dos serviços públicos, a luta contra a reforma administrativa, o enfrentamento aos feminicídios e a defesa da democracia e da soberania nacional.

Cultura como ferramenta de mobilização

Mais do que um evento comemorativo, o Festival se propõe a ser um espaço de diálogo e construção coletiva. Para as(os) organizadoras(es), a cultura cumpre um papel central na aproximação com a população e no fortalecimento das lutas sociais.

“As manifestações artísticas ajudam a traduzir as pautas sindicais para o cotidiano das pessoas, transformando o 1º de Maio em um momento de reflexão, mas também de celebração e esperança”, destacam as(os) produtoras(es) culturais envolvidos na organização em Porto Alegre.

Programação nas cidades

A iniciativa acontece simultaneamente em Porto Alegre, Caxias do Sul, Santa Maria, Passo Fundo e Pelotas, com atividades ao longo de todo o dia. Confira a programação completa:

Porto Alegre
Praça da Alfândega, das 10h às 22h
Shows de Chico Chico, Bloco da Laje, Moreno Morais, Eduardo Branca, Imperadores do Samba, Gilsou, Terreira da Tribo, Gelson e Nelson, Yustedes, Dj Ninguém, Preconceito Zero e mais. O espaço também contará com Feira de Economia Solidária.

Pelotas
Praça Coronel Pedro Osório, das 14h às 22h
Shows: Produto Nacional e 50 Tons de Pretas, além de artistas locais como Xana Gallo e Banda Dona da Noite. O espaço também contará com Feira de Economia Solidária.

Caxias do Sul
Pavilhões da Festa da Uva, a partir das 14h
Apresentações de Modello, Mercosul, Cosmo Express e show de encerramento com San Marino.

Passo Fundo
Parque da Gare, das 13h às 21h
Shows de Pedro Munhoz, Julia Hellen e Ricardo Pacheco durante a tarde. À noite, apresentações de Blues Jazzmine e da banda Chimarruts.

Santa Maria
Das 14h às 20h (local a confirmar)
Feira de Economia Solidária, intervenções culturais locais e shows de Igorzinho Peres e Marcelo Amaro.

O 1º de Maio no Rio Grande do Sul reafirma, assim, a tradição de luta da classe trabalhadora, combinando mobilização política com cultura, arte e participação popular nas ruas.

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O CPERS Sindicato vem a público manifestar seu apoio à greve das(os) professoras(es) municipais de Canoas, iniciada em 22 de abril de 2026. A mobilização das educadoras e dos educadores expressa uma luta legítima por valorização profissional, melhores condições de trabalho e respeito à educação pública. Defender os direitos da categoria é também defender qual ensino é ofertado à comunidade, pois não há educação de qualidade sem profissionais valorizadas(os), com carreira digna e condições adequadas para o exercício da profissão.

Entre as principais reivindicações da categoria estão a reposição salarial na folha de abril, o pagamento do piso nacional do magistério, um aumento salarial real de 10%, revisão dos planos de carreira e a ampliação do quadro de recursos humanos, com a contratação de monitoras(es) para a inclusão, profissionais para a sala de aula e apoio, auxiliares administrativos, porteiros e guardas.

Mesmo diante da desvalorização, do desrespeito e das tentativas do prefeito Airton Souza (PL) de desmobilizar o movimento — buscando colocar a comunidade contra as trabalhadoras e os trabalhadores da educação e deslegitimar a greve — a categoria mantém-se firme, mobilizada e organizada.

O CPERS reafirma que a valorização da educação exige compromisso dos gestores públicos com políticas que garantam salários justos, o cumprimento do piso nacional, planos de carreira estruturados e investimentos efetivos nas escolas. A greve é um instrumento legítimo diante da ausência de diálogo e de respostas concretas às reivindicações apresentadas.

Neste momento, nos somamos ao Sindicato dos Professores Municipais de Canoas (Sinprocan), às professoras e aos professores municipais, fortalecendo essa luta coletiva. Seguiremos firmes, em unidade, na defesa da educação pública e na garantia de direitos para todas e todos que fazem a escola acontecer.

Foto: Patrícia Araujo/ Sinprocan

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Entre 2014 e 2025, o Rio Grande do Sul perdeu 31,6% das matrículas da rede estadual no Ensino Fundamental. Apenas entre 2019 e 2025, a queda foi de 18,5%. No mesmo período, a rede municipal cresceu apenas 1,9%, índice insuficiente para absorver as(os) estudantes que deixaram a rede estadual. Os dados são do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) e revelam que o que está em curso no Rio Grande do Sul é uma retração concreta da presença do Estado na educação pública.

No estudo, é possível observar claramente a queda da rede estadual  — que sai de cerca de metade das matrículas para aproximadamente 36% em 2025.

>> Leia a íntegra do estudo aqui

Esse movimento se torna ainda mais evidente ao se observar o fechamento de escolas. Entre 2018 e 2025, o Rio Grande do Sul encerrou as atividades de 195 escolas estaduais, colocando o estado no topo desse ranking, à frente inclusive de unidades da federação como Mato Grosso e São Paulo.

Ao reduzir a oferta, o governo Eduardo Leite (PSD) induz a municipalização e transfere responsabilidades aos municípios, sem garantir as condições necessárias para que isso ocorra com qualidade.

A análise dos dados do DIEESE mostra que a diminuição da rede estadual não está sendo acompanhada por uma expansão equivalente da rede municipal. Isso significa que parte das(os) estudantes não está sendo plenamente reabsorvida pelo sistema público, o que pode levar tanto à migração para o ensino privado quanto ao aumento das dificuldades de acesso, especialmente em regiões mais vulneráveis.

Esse cenário revela uma mudança estrutural no sistema educacional gaúcho. A rede estadual perde protagonismo e capacidade de planejamento, enquanto os municípios assumem um papel cada vez maior, mesmo enfrentando limitações fiscais e estruturais.

Desde 2018, 102 escolas estaduais foram municipalizadas no Rio Grande do Sul, atingindo dezenas de municípios. O problema é que esse processo ocorre em um contexto de fragilidade das redes municipais.

Segundo dados citados no estudo, mais de 37 mil crianças estavam fora da educação infantil em 2025, evidenciando que muitos municípios já não conseguem atender plenamente suas próprias responsabilidades. Ao assumir novas escolas, a tendência é de sobrecarga, com impactos diretos na qualidade do ensino.

Na prática, isso se traduz em turmas mais cheias, falta de infraestrutura adequada e aumento das desigualdades entre regiões.

Qualidade não acompanha discurso oficial

O argumento do governo Eduardo Leite (PSD) de que a municipalização melhora a qualidade da educação não se sustenta nos dados. O DIEESE aponta que não há evidência de que a transferência de gestão para os municípios gere melhores resultados educacionais.

O estudo do Departamento compara o desempenho no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) entre redes estaduais e municipais em diferentes estados do Brasil. Os dados demonstram que, na maioria das unidades da federação, a rede estadual apresenta resultados iguais ou superiores aos da rede municipal — desmontando o argumento de que a municipalização, por si só, representa melhoria na qualidade do ensino.

Além disso, o levantamento apresenta evidências concretas de escolas no Rio Grande do Sul que registraram queda no IDEB após a municipalização, reforçando que a simples mudança de gestão, sem a devida estrutura e investimento, pode resultar em retrocesso na qualidade da educação.

Há casos emblemáticos em que unidades com bom desempenho sob a gestão estadual passaram a registrar índices inferiores após a transferência, evidenciando que a municipalização, quando não acompanhada de condições adequadas, pode comprometer diretamente o processo de ensino e aprendizagem. Um exemplo é a EEEF Mineiro Nicácio Machado, que alcançava 5,9 no IDEB em 2013 e, dez anos depois, caiu para 5,3.

A municipalização também tem efeitos importantes sobre as(os) trabalhadoras(es) da educação. O processo fragmenta carreiras, amplia vínculos precários e dificulta a valorização profissional. Municípios, com menor capacidade de investimento, enfrentam mais dificuldades para cumprir o piso salarial e manter planos de carreira estruturados.

Além disso, a dispersão da categoria em diferentes redes enfraquece a organização coletiva e a capacidade de luta por direitos.

O estudo do DIEESE também chama atenção para o contexto demográfico: o número de estudantes está diminuindo no estado. Esse cenário poderia ser aproveitado para melhorar a qualidade da educação, com turmas menores e mais investimento por aluna(o).

No entanto, a política iniciada por José Ivo Sartori (MDB) e aprofundada por Eduardo Leite (PSD) segue na direção oposta. Em vez de qualificar a oferta, o que se observa é o fechamento de escolas e a redução da presença do Estado.

Uma escolha política

Os dados apresentados pelo DIEESE deixam claro que a municipalização, da forma como vem sendo implementada no Rio Grande do Sul, é uma decisão política dos últimos governos. O CPERS reafirma seu posicionamento contrário à municipalização das escolas estaduais e denuncia essa política como parte de um projeto de desmonte da educação pública no estado.

“O Sindicato, historicamente, se posiciona de forma firme contra a municipalização indiscriminada das escolas estaduais. Essa prática, muitas vezes, resulta na precarização do ensino, fragiliza a carreira dos profissionais da educação, gera insegurança quanto aos direitos de educadores concursados e contratados emergencialmente, além de transferir responsabilidades sem o devido repasse de recursos financeiros”, afirma a presidenta da entidade, Rosane Zan.

Ao transferir responsabilidades sem garantir estrutura e financiamento adequados, o governo Leite (PSD) contribui para um sistema mais desigual, fragmentado e precarizado. O impacto recai diretamente sobre estudantes, comunidades escolares e trabalhadoras(es) da educação. Diante desse cenário, é preciso definir qual é o papel do Estado e qual projeto de ensino público se quer construir no Rio Grande do Sul. Educação exige compromisso, investimento e responsabilidade pública. Não à municipalização!

Leia também:

>> Censo Escolar 2025 escancara o desmonte da educação estadual no RS sob o governo Leite
>> EJA no RS encolhe mais de 60%
>> Contratos temporários disparam no governo Leite

>> Educação em Tempo Integral gaúcha não atende à demanda e enfrenta falhas de implementação

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Entre os meses de março e abril, o CPERS realizou um amplo levantamento sobre a realidade das escolas da rede estadual do Rio Grande do Sul. A sistematização dos dados do Radar 2026 revela um diagnóstico contundente: a precarização das escolas caminha lado a lado com o adoecimento físico e mental das trabalhadoras e dos trabalhadores da educação.

Os dados consolidados evidenciam que os problemas relatados não são isolados, mas estruturais e persistentes, atingindo a maioria das instituições de ensino em diferentes regiões do estado.

Enquanto o governador Eduardo Leite (PSD) anuncia avanços, os dados e relatos expõem a falta de prioridade efetiva para a educação pública.

Adoecimento da categoria emerge como principal alerta

Entre todos os temas, o dado mais alarmante é o avanço do adoecimento das educadoras e dos educadores, apontado de forma expressiva no levantamento.

>> Os relatos indicam crescimento de:

  • Estresse e exaustão;
  • Problemas de saúde mental; e
  • Afastamentos por questões físicas e psicológicas.

Ao todo, das(os) 468 respondentes, 209 afirmaram haver sobrecarga de trabalho em suas escolas, com impacto direto em sua saúde física e mental. Entre os principais fatores estão o excesso de tarefas burocráticas — como preenchimento de planilhas, formulários e relatórios — e demandas administrativas incompatíveis com a carga horária regular.

Essa realidade resulta em sobrecarga, prejuízos à qualidade do ensino, comprometimento do planejamento pedagógico e impactos diretos na saúde das(os) educadoras(es).

A gravidade da situação também foi confirmada durante a Caravana do CPERS, que percorreu o Rio Grande do Sul nos meses de março e abril. Nas visitas às escolas, o diagnóstico se repetiu: trabalhadoras e trabalhadores adoecendo diante de um sistema que não oferece condições dignas de trabalho.

Sobrecarga e falta de profissionais agravam a crise

Outro eixo central apontado pelos dados é a insuficiência de profissionais, especialmente de funcionárias(os) de escola, o que gera acúmulo de funções e intensificação do trabalho. A sobrecarga aparece como um fator decisivo na deterioração das condições de trabalho, sobretudo diante da ausência de políticas efetivas de reposição de pessoal.

>> Os dados evidenciam essa realidade:

  • 147 respondentes relataram falta de professoras(es), totalizando 338 profissionais;
  • 203 apontaram falta de funcionárias(os), somando 693 trabalhadoras(es);
  • 145 indicaram ausência de especialistas, com déficit de 319 profissionais.

Infraestrutura precária segue como realidade nas escolas

Diferente do discurso apresentado nas redes do governo, a sistematização do Radar confirma que uma parcela significativa das escolas ainda enfrenta problemas estruturais recorrentes, como falta de manutenção, instalações inadequadas e ambientes que comprometem o processo de ensino-aprendizagem.

>> Entre as(os) 468 respondentes, 174 informaram que sua escola apresenta problemas estruturais. Os principais são: 

  • Problemas elétricos: 112
  • Problemas hidráulicos: 49
  • Infiltrações: 59
  • Rachaduras estruturais: 41
  • Muro comprometido: 29
  • Quadra esportiva sem condições de uso: 42
  • Biblioteca sem estrutura adequada: 70
  • Obra inacabada: 35
  • Obra atrasada: 32

Essas questões impactam diretamente o cotidiano escolar e reforçam a sensação de abandono vivida por muitas comunidades.

Mobilização contra o assédio institucional e a sobrecarga

Diante desse cenário — que não é isolado e está diretamente relacionado às condições precárias de trabalho, à sobrecarga e à falta de suporte institucional — o CPERS lançou, na última quarta-feira (15), um abaixo-assinado contra o assédio institucional e o excesso de demandas burocráticas impostas a professoras(es) e funcionárias(os) da rede pública estadual.

A mobilização ocorrerá em todo o estado: os 42 núcleos do CPERS percorrerão as escolas para coletar assinaturas e dialogar com a comunidade escolar.

Seguiremos em luta por uma educação pública de qualidade

A partir dos dados, o Sindicato reafirma seu compromisso histórico com a defesa da educação pública e com a categoria. O CPERS seguirá mobilizado na luta por melhores condições de trabalho, valorização salarial, investimento real nas escolas, garantia de infraestrutura adequada e políticas que enfrentem o adoecimento das(os) trabalhadoras(es) da educação.

Seguiremos percorrendo escolas, ouvindo a base e denunciando a realidade vivida nas comunidades escolares. Essa é a nossa missão e nosso principal propósito: lutar por uma educação pública de qualidade para todas e todos, com dignidade para quem a constrói todos os dias.

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A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) trouxe para o centro do debate, durante o Conselho Nacional de Entidades, realizado nos dias 16 e 17 de abril, em Brasília, experiências que reafirmam o papel transformador da escola pública a partir do protagonismo juvenil. Entre os projetos apresentados, um deles representa o Rio Grande do Sul e evidencia como a educação pode dialogar diretamente com a realidade social, cultural e econômica dos territórios.

No encontro, que reuniu educadoras(es) de todo o país, iniciativas do concurso “Juventude que Muda a Educação Pública” revelaram que a inovação pedagógica não está dissociada da prática cotidiana das escolas. Pelo contrário, ela nasce do chão das escolas, nas comunidades e na vivência com as(os) estudantes.

Foto: Geovana Albuquerque/CNTE

Representando a região Sul, a professora Paola Rezende Schettert, da Escola Estadual de Ensino Profissional de Carazinho, localizada no município  de Carazinho, apresentou o projeto “O Campo é Delas: vozes e lutas das mulheres reais”. A proposta articula educação, gênero e realidade rural, promovendo debates sobre o papel das mulheres no campo, a divisão do trabalho e os direitos sociais, a partir de pesquisas, entrevistas e produção de narrativas com estudantes.

A experiência gaúcha evidencia uma concepção de educação comprometida com a formação crítica e com a valorização de mulheres historicamente invisibilizadas. Ao colocar as(os) estudantes como protagonistas da produção do conhecimento, o projeto reforça o vínculo entre escola e comunidade e aponta caminhos para uma educação pública mais democrática, inclusiva e socialmente referenciada.

>> Confira aqui os demais vencedores do concurso!

A educadora destaca que participar do concurso e ser uma das vencedoras foi muito emocionante. “Ter o projeto selecionado para o concurso da CNTE foi emocionante. Muitas vezes não enxergamos o potencial transformador de nossas práticas. Estar participando do evento foi ser valorizada por esse projeto”, observou.


Foto: Geovana Albuquerque/CNTE

Paola explica que o projeto é relevante por contar a história de mulheres em uma escola que historicamente é mais masculina, ou seja, por muito tempo as turmas em sua maioria eram compostas por meninos. “É importante por demonstrar e fortalecer o vínculo das meninas com a escola. O projeto busca valorizar as experiências das professoras mulheres e das mulheres trabalhadoras da área técnica do curso profissional em Agropecuária, no norte do Rio Grande do Sul.”

O trabalho, que segue em execução na instituição, trata também sobre a temática do empoderamento feminino para as alunas. “Dentro da escola o projeto inova por discutir temáticas sensíveis e de extrema importância. Além disso, com o projeto é possível fortalecer a presença das meninas no curso”, explica Paola.

O projeto já vinha sendo reconhecido: em 2025, a educadora participou da 6ª Mostra Pedagógica do CPERS e conquistou o primeiro lugar na modalidade Ensino Profissional. “Essa conquista é também das minhas alunas, das quais eu me orgulho por serem as protagonistas desse projeto que é feito com amorosidade e diálogo”, concluiu.


Foto: CPERS/Sindicato

O CPERS parabeniza a professora Paola e suas alunas pelo reconhecimento nacional, que reafirma a potência da educação pública gaúcha. A iniciativa evidencia o compromisso das(os) educadoras(es) e estudantes com uma educação crítica, inclusiva e socialmente referenciada — princípios que o Sindicato defende na luta pela valorização da educação pública e de suas e seus profissionais.

Para a entidade, assim como descrito no projeto, a proposta representa um respiro e um incentivo às alunas, para que possam permanecer no campo e projetar suas carreiras a partir dessa experiência. Viva a escola pública!


Foto: CPERS/ Sindicato

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Há 81 anos, nascia uma entidade que se tornaria sinônimo de luta, coragem e compromisso com o povo gaúcho. Neste 21 de abril, o CPERS Sindicato celebra mais de oito décadas de uma trajetória construída por milhares de educadoras e educadores que, geração após geração, escolheram não se calar diante das injustiças, mas se organizar, resistir e transformar a realidade.

Ao longo de sua história, o CPERS consolidou-se como uma das principais vozes em defesa da educação pública no Rio Grande do Sul e no Brasil. Hoje, representando cerca de 80 mil professoras(es), funcionárias(os) de escola e especialistas da rede estadual — da ativa e aposentadas(os) —, o Sindicato se mantém firme em seus propósitos: lutar por dignidade e valorização profissional, defender de forma intransigente a democracia e garantir uma educação pública, universal, laica e de qualidade para todas e todos.

A atuação do CPERS nunca se limitou aos muros das escolas. Nossa luta sempre esteve conectada com as grandes causas da classe trabalhadora, na defesa de direitos, na resistência contra retrocessos e na construção de uma sociedade mais justa, igualitária e democrática. Em cada mobilização, em cada greve, em cada ato, reafirmamos que não há educação pública forte sem trabalhadoras e trabalhadores valorizadas(os), e não há democracia sem organização popular.

Chegar aos 81 anos é, acima de tudo, reafirmar compromissos. É olhar para a nossa história com orgulho, honrando quem veio antes de nós, e seguir adiante com ainda mais disposição para enfrentar os desafios do presente. O CPERS seguirá na batalha, com mais intensidade no próximo período, mantendo viva sua missão de defender, sem qualquer recuo, a escola pública e quem a constrói todos os dias. 

Seguimos sendo referência na luta e na organização de classe no Rio Grande do Sul e no país, justamente porque jamais desviamos dos nossos propósitos. E assim continuaremos: com unidade, coragem e determinação, no chão das escolas, nas ruas e em todos os espaços onde for necessário lutar.

CPERS Sindicato — 81 anos de história, resistência e luta. Ontem, hoje e sempre!

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Foi aprovado, nesta sexta-feira (17), o calendário de mobilizações para o ano de 2026 no encerramento do Conselho Nacional de Entidades (CNE) da CNTE. Depois de dois dias de reflexões sobre a conjuntura atual, inclusive das tramitações no Congresso Nacional e no Judiciário, as(os) dirigentes da CNTE e representantes sindicais presentes definiram as próximas lutas da Confederação e suas bases.

As mobilizações em 2026 terão como foco a defesa da educação pública, da soberania do Brasil, a rejeição à Reforma Administrativa e outras causas que promovam o bem-estar da classe trabalhadora. Confira o calendário completo ao final da matéria! 

O CPERS foi representado no encontro pela presidente Rosane Zan, o 1º vice-presidente, Alex Saratt, o 2º vice-presidente, Edson Garcia, o diretor Guilherme Bourscheid, além das representantes de base: Sônia Solange Viana, Cira Kauffmann, Juliana Kussler, Neida de Oliveira e Joana Boaventura. 

Durante o segundo dia do Conselho Nacional de Entidades da CNTE, a presidente do CPERS, Rosane Zan, foi reconduzida à coordenação do Departamento dos Especialistas da Confederação (DESPE).

Semana de conquistas

A presidenta do CNTE, Fátima Silva, fez um balanço sobre o CNE, considerando também a semana que contemplou a sanção do Plano Nacional de Educação (PNE), a Marcha da Classe Trabalhadora e o envio da Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e do fim da escala 6×1 ao Congresso Nacional, além da reunião das centrais sindicais, onde a CNTE esteve ao lado da CUT.

“Os dois dias foram muito produtivos, mas foi dentro de um contexto de muitas vitórias nessa semana, de toda uma luta. O PNE não foi uma coisa momentânea, é uma construção de dois anos, desde as conferências municipais, da Conferência Nacional de Educação e de um amplo processo de negociação com o Congresso Nacional. É uma grande realização para nós”, reiterou Fátima.

Ela também analisou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) no tema 1308, que reconheceu o direito das(os) professoras(es) contratadas(os) temporariamente pelas redes de ensino do país ao piso salarial nacional da categoria: “É a reafirmação daquilo que a gente sempre defendeu. O piso é para todos os professores e professoras, independente do vínculo e de onde que ele esteja”.

Políticas permanentes

Ainda durante o encontro, representantes dos sindicatos filiados à CNTE foram chamadas(os) a reforçar as pautas de luta a serem adotadas como política permanente na Confederação. As principais sugestões levantadas foram: incentivo à defesa de temas transversais à educação (causas raciais, feministas, das pessoas com deficiências e outras lutas sociais), a aproximação do movimento coletivo da juventude, políticas de saúde da(o) trabalhadora(or) e a exigência de mais concursos para o ensino público.

Calendário de mobilizações

Nos próximos meses de 2026, a classe trabalhadora em educação irá se mobilizar nas seguintes datas:

MAIO

  • Dedicar o mês, com intensas ações nas redes sociais, contra a escala 6×1 e a favor da regulamentação da convenção 151 da OIT;
  • Mobilizações em todo o Brasil para rejeitar a Reforma Administrativa de Hugo Motta e em defesa dos Serviços Públicos;
  • 1°/05 – Mobilizações no Dia das(os) Trabalhadoras(es), em todo o Brasil;
  • 16/05 – Dia Mundial em defesa dos Direitos das(os) Funcionárias(os) da Educação;
  • 17/05 – Mobilização pelo Dia Internacional contra a LGBTfobia;
  • 18/05 – Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes;
  • 25 a 29/05 – Semana de Ação Mundial (SAM), junto com a Campanha Nacional pelo Direito à Educação, em todo o Brasil, e Semana da África, ampliando o debate sobre as leis nº 10.639 e nº 11.645;
  • 30/05 – Dia Nacional de Luta em Defesa da Educação Pública, junto com a Campanha Nacional pelo Direito à Educação e com o Movimento Estudantil.

JUNHO

  • Realizar levantamento das Candidaturas das(os) Trabalhadoras(es) da Educação do nosso campo político para os poderes Executivos e Legislativos;
  • Divulgar Carta Compromisso da CNTE às(aos) candidatas(os) com as principais pautas da educação pública e de seus profissionais;
  • 3/06 – Debates nos locais de trabalho, no Dia Nacional da Educação Ambiental;
  • 12/06 – Debates nos locais de trabalho, no Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil;
  • 28/06 – Mobilizações pelo Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+ e promoção de atividades do calendário da CNTE contra a homofobia.

JULHO

  • Fazer levantamento das Candidaturas das(os) Trabalhadoras(es) da Educação do nosso campo político para os poderes Executivos e Legislativos;
  • 3/07 – Debates nos locais de trabalho, no Dia Nacional de Combate à Discriminação Racial;
  • 25/07 – Mobilizações sobre a situação da Mulher Negra no seu Município, no Dia Internacional da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha (Promover o “Julho das Pretas”).

AGOSTO

  • 5/08 – No Dia Nacional da Saúde, conversar com as(os) Eleitoras(es) e candidatas(os) que se preocupam e atuam em defesa da saúde pública para todas as pessoas;
  • 6/08 – No Dia das(os) Profissionais da Educação, conversar com elas e eles sobre a importância do voto consciente pela Educação Pública;
  • 7/08 – No Dia da Aprovação da Lei Maria da Penha, conversar com as(os) Eleitoras(es) sobre a Campanha Governo Lula contra o Feminicídio;
  • 9/08 – No Dia Internacional dos Povos Indígenas, realizar atividade sobre a importância do voto para atender as demandas dos Povos originários;
  • 11/08 – No Dia do Estudante, promover debates sobre a importância do voto para o Ensino Médio e Superior no Brasil;
  • 12/08 – No Dia Internacional da Juventude, promover rodas de diálogos com jovens eleitoras(es) sobre a importância do voto para sua formação profissional.

SETEMBRO

  • 7/09 – Ocupar as ruas para defender a Independência e a Soberania do Brasil, que só terá avanço na perspectiva de um Governo Democrático e Popular (Grito dos Excluídos);
  • 16 a 18/09 – Conferência Mundial de Mulheres da IE, em Salvador/BA;
  • 19/09 – No Aniversário de Paulo Freire, fazer rodas de conversas com eleitoras(es) sobre Educação e Política;
  • 21/09 – Promover rodas de conversas com Eleitoras(es) sobre a Política Nacional do Governo Federal para a Pessoa com Deficiência.

OUTUBRO

  • 1°/10 – Dia Internacional e Nacional da pessoa Idosa;
  • 4/10 – Dia do Voto Consciente da Classe Trabalhadora (1º turno das eleições);
  • 5/10 – Neste Dia Mundial da(o) Docente, realizar rodas de conversas sobre o voto consciente para garantir o trabalho decente;
  • 15/10 – Mostrar para a população brasileira que a(o) Professora(or) faz a diferença na vida das pessoas e divulgar pautas da educação e de suas(eus) trabalhadoras(es);
  • 16/10 – No Dia Mundial da Alimentação, mostrar às(aos) eleitoras(es) como e porquê o Brasil saiu do Mapa da Fome;
  • 25/10 – Votar para avançar nos nossos Direitos (2º turno das eleições);
  • 28/10 – Mostrar em todos os lugares a Importância da(o) Servidor(a) Pública(o) para a vida das pessoas.

NOVEMBRO

  • 5 a 7/11 – Atividades da IEAL, na Colômbia, com encontros da Juventude, de Professoras(es) Indígenas e do Movimento Pedagógico Latino-americano (Paulo Freire);
  • 17/11 – Reunião da Diretoria Executiva, em Brasília;
  • 18 e 19/11 – Reunião do Conselho Nacional de Entidades;
  • 20/11 – Mobilizações de Combate ao Racismo, no Mês da Consciência Negra;
  • 25/11 – Debates nos locais de trabalho e outras manifestações no Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres (21 dias de ativismo), em todo o Brasil.

DEZEMBRO

  • 1°/12 – Dia Mundial de Luta Contra a AIDS – manter engajamento da CNTE;
  • 3/12 – Dia Internacional das Pessoas com Deficiência;
  • 10/12 – Propor material e manifestações no Dia Mundial dos Direitos Humanos;
  • 12/12 – Divulgar análise sobre a aprovação e a implementação dos Planos Decenais de Educação.

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O primeiro dia do Conselho Nacional de Entidades (CNE) da CNTE, que ocorre em Brasília nesta quinta (16) e sexta-feira (17), colocou no centro do debate os desafios da luta das(os) trabalhadoras(es) em educação na conjuntura atual, marcada por disputas nas redes e por conflitos internacionais.

O CPERS está representado no encontro pela presidente Rosane Zan, o 1º vice-presidente, Alex Saratt, o 2º vice-presidente, Edson Garcia, o diretor Guilherme Bourscheid, além das representantes de base: Sônia Solange Viana, Cira Kauffmann, Juliana Kussler, Neida de Oliveira e Joana Boaventura.

A presidenta da CNTE, Fátima Silva, iniciou seu discurso de abertura com comentários sobre a Marcha da Classe Trabalhadora, realizada no dia anterior ao CNTE, quando milhares de trabalhadores e trabalhadoras de todo o país ocuparam a Esplanada dos Ministérios, em Brasília, para pressionar por melhores condições de trabalho e pela defesa de direitos.

“Foi uma alegria para nós todos que fizemos parte. Nós botamos ontem milhares de pessoas nas ruas, boa parte da CNTE. Então, o nosso agradecimento a cada filiada que investiu, que atendeu o chamado da CNTE, que esteve presente”, avalia Fátima.

A presidente do CPERS , Rosane Zan, fez uma breve análise da luta da categoria e destacou a relevância da Caravana do Sindicato, realizada nos meses de março e abril deste ano. Ela enfatizou a importância de estar presente no cotidiano das escolas, dialogando e mobilizando as(os) educadoras(es).

“Estivemos com a Caravana para discutir as pautas da categoria, mas também para debater qual é o projeto de educação pública que nós queremos para o Rio Grande do Sul, para o Brasil e para o mundo, diante de tantos retrocessos nas políticas públicas e sociais. Aquilo que lá em 89 lutávamos contra e tínhamos dificuldade de discutir política dentro do espaço da escola, hoje nós temos um chão muito fértil para estar conversando dentro de tantas perdas que tivemos em termos de educação pública”, concluiu.

Análise de conjuntura marca primeiro dia do CNE

Durante o primeiro dia do CNE foi apresentado um panorama político e social amplo, articulando debates nacionais e internacionais centrais para a luta das(os) trabalhadoras(es) em educação.

Entre os principais temas, destaca-se a análise da conjuntura internacional, com ênfase nas disputas geopolíticas e nas ações dos Estados Unidos na América Latina e Ásia Ocidental, apontadas como tentativa de manter sua hegemonia global. Esse cenário é relacionado diretamente com os desafios enfrentados no Brasil, inclusive no contexto eleitoral.

Outro eixo importante é o papel estratégico da educação na transformação social. As falas reforçaram a escola como espaço fundamental para o debate de temas estruturais, como desigualdades, racismo, misoginia e LGBTfobia, além de denunciar os ataques recorrentes aos projetos educacionais.

Por fim, a solidariedade internacional foi apresentada como elemento essencial, com destaque para o apoio a Cuba diante da crise energética e do bloqueio econômico, reforçando a importância da cooperação entre os povos da América Latina.

Informações: CNTE
Fotos: Geovana Albuquerque/CNTE

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O CPERS, em conjunto com a CNTE, celebra a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que garantirá o pagamento do Piso Nacional do Magistério também às professoras e aos professores contratados temporariamente. A medida representa um avanço importante na luta histórica pela valorização da categoria e no enfrentamento à precarização do trabalho docente, realidade que atinge milhares de profissionais em todo o país. Ao reconhecer esse direito, o STF reafirma a centralidade da educação pública e a necessidade de assegurar condições dignas para quem sustenta o cotidiano das escolas, ao mesmo tempo em que evidencia a urgência de políticas que ampliem os concursos públicos e fortaleçam vínculos efetivos nas redes de ensino.

No Rio Grande do Sul, esse direito já é garantido às(aos) educadoras(es) contratadas(os), mas o CPERS esteve ao lado da CNTE nessa luta por entender que o projeto deve se estender a todo o Brasil.

O Sindicato reafirma seu compromisso com a defesa do concurso público como forma de ingresso no magistério e seguirá firme na luta para que todas as(os) professoras(es) e funcionáris(os) de escola  – da ativa e aposentadas(os) – sejam efetivamente valorizadas(os), com carreira, direitos e condições dignas de trabalho.

>> Confira a nota da CNTE na íntegra: 

STF garante piso do magistério a professores temporários

Em julgamento na tarde de 16/04, o plenário do Supremo Tribunal Federal reconheceu por unanimidade o direito das professoras e professores contratados temporariamente pelas redes de ensino do país ao piso salarial profissional nacional da categoria, que, neste ano de 2026, é de R$ 5.130,63.

O processo em julgamento foi o Tema 1308, com repercussão geral, oriundo de recurso manejado pelo Estado de Pernambuco (ARE nº 1487739).

A CNTE esteve ao lado da CUT, SINTEPE-PE, SINPROESEMMA-MA, CONATRAM e CONFETAM neste julgamento que foi marcado pela perplexidade dos ministros do STF quanto ao descaso na contratação de professores nas redes públicas do Brasil. O relator, ministro Alexandre de Moraes, expôs os dados do Censo Escolar 2025 que mostram quase 50% de contratos temporários na educação básica, verdadeira burla, segundo o Ministro, ao dispositivo da Constituição que permite a contratação temporária em casos de necessidades excepcionais.

Outra preocupação dos membros do STF referiu-se ao alto índice de cessões de professores para áreas alheias à educação, o que acaba gerando a necessidade de contratos temporários e por consequência desorganiza as redes de ensino, reduzindo a capacidade de financiamento. De modo que o julgamento também adentrou nesta questão.

Ainda cabe recurso do Estado de Pernambuco à decisão do STF, que fixou a seguinte tese para o Tema 1308: “1. O valor do piso nacional previsto na Lei nº 11.738/2008 aplica-se a todos os profissionais do magistério público da educação básica, independentemente da natureza jurídica do vínculo firmado com a Administração Pública, observando-se o decidido no Tema 551 de RG e na ADI 6.196. 2. O número de professores efetivos cedidos para outros órgãos, dos Três Poderes, não pode ultrapassar 5% do quadro efetivo de cada unidade federada (percentual esse que vigorará até que lei regulamente a matéria)”.

A CNTE e seus sindicatos filiados continuam na luta pela ampliação de concursos públicos para todos os profissionais da educação básica – condição essencial para valorizar a educação e seus trabalhadores -, ao mesmo tempo em que exalta a importância de se reconhecer o piso para professores contratados sob quaisquer vínculos, medida que evita precarizar ainda mais a mão de obra docente e que concede o mínimo de dignidade a esses profissionais que ajudam a manter a educação pública no chão da escola.

Brasília, 17 de abril de 2026
Diretoria da CNTE

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