Nesta segunda-feira (29), CPERS e demais entidades que compõem a Frente dos Servidores Públicos (FSP) se reuniram com deputados da bancada do Partido dos Trabalhadores (PT) para debater a proposta de reestruturação do IPE Saúde, protocolada pelo governador Eduardo Leite (PSDB).

Durante o encontro, os representantes dos servidores(as) explicitaram a sua posição: não há remendo que melhore a proposta de reformulação do Instituto. A FSP entende que para tirar a autarquia do vermelho é preciso revisão geral nos salários das categorias e que o governo pague o que deve ao IPE Saúde e pediram aos deputados o voto contrário à proposta.

A presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, ressaltou que educadores(as) amargam uma defasagem histórica e não podem aceitar qualquer desconto em seus contracheques. “Nossa categoria está na pobreza e atolada em dívidas. Não se pode aceitar a injustiça de que os que ganham menos paguem mais, enquanto os privilegiados, como o governador, têm suas contribuições reduzidas”.

A hora é agora! O projeto de reforma do IPE Saúde deve ser votado no próximo mês, na Assembleia Legislativa. Servidores(as) estaduais de todas as categorias devem ficar atentos(as) para as mobilizações de resistência contra este projeto nefasto, que mais uma vez pesará no bolso de quem ganha os menores salários do Estado.

Ao longo das próximas semanas, o Sindicato e a FSP seguem na estrada com as plenárias que alertam as categorias e a sociedade sobre os riscos da aprovação do projeto.

Participaram do encontro os deputados do PT, Sofia Cavedon, Zé Nunes, Luiz Fernando Mainardi e Jeferson Fernandes. A diretora do CPERS, Carla Cassais, também esteve presente.

   

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Clique aqui para baixar e ler o documento com a íntegra das moções aprovadas no XI Congresso do CPERS, realizado entre 26 e 28 de maio de 2023 em Bento Gonçalves.

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Clique aqui para baixar e ler o documento com a íntegra das resoluções aprovadas no XI Congresso do CPERS, realizado entre 26 e 28 de maio de 2023 em Bento Gonçalves.

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Após três dias de intensos debates sobre os rumos da luta sindical e da defesa da escola pública, o XI Congresso Estadual do CPERS – Democracia Viva, Educação Presente, encerrou, neste domingo (28), com a aprovação, de forma unânime, da Carta de Bento Gonçalves e do Manifesto “Rompendo as correntes da opressão: não ao trabalho escravo, sim ao trabalho decente”.

Desde a última sexta-feira (26), cerca de 1.500 educadores(as) debateram e deliberaram questões da conjuntura política atual, pauta de reivindicações e o plano de lutas da entidade.

>> Clique aqui para conferir as fotos do último dia do XI Congresso do CPERS

Os congressistas também realizaram o balanço da atuação do Sindicato desde o último Congresso, realizado em 2019, e analisaram e aprovaram as teses elaboradas pelas diferentes correntes políticas que compõem o Sindicato.

No encerramento do encontro, a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, ressaltou que o 11º Congresso da entidade renovou as esperanças para a luta. “Saímos deste Congresso mais fortalecidos e unidos. E é com esta força e unidade que seguiremos a nossa resistência contra tudo e todos que atacam a nós e a educação pública deste Estado”

A educadora ainda ressaltou: “Juntos, firmes e cientes da nossa justa luta, vamos seguir exigindo o respeito e a valorização dos professores e funcionários de escola, da ativa e aposentados, e defendendo o IPE Saúde público e solidário. Nossas plenárias seguem, e no dia da votação do projeto na Assembleia Legislativa, seremos milhares para impedir mais esse ataque do governo Eduardo Leite”.

A culminância dos trabalhos se deu com a leitura e aprovação da Carta de Bento Gonçalves e do Manifesto contra o trabalho escravo.

>> Clique aqui e baixe o Manifesto “Rompendo as correntes da opressão: não ao trabalho escravo, sim ao trabalho decente”

>> Clique aqui e baixe a Carta de Bento Gonçalves | Democracia Viva, Educação Presente

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O segundo dia do XI Congresso Estadual do CPERS, em Bento Gonçalves, foi marcado, neste sábado (27), pela disputa de uma ampla gama de opiniões sobre a organização sindical e a luta em defesa da educação e da escola pública.

Os cerca de 1.500 delegados e delegadas, eleitos pela categoria em todo o estado, organizam-se de forma independente ou em forças políticas e defendem suas resoluções para debate e aprovação.

As propostas, aclamadas pela maioria dos participantes, são sistematizadas para orientar a atuação do Sindicato. Embora sem caráter deliberativo, as formulações servem como indicativos para as demais instâncias.

O Congresso, realizado de três em três anos, é a democracia interna do CPERS em sua dimensão mais profunda, com discussões que começaram ainda pela manhã e se estendem até a noite.

Estrutura e organização

Para viabilizar a permanência dos delegados(as) no evento, realizado no Fundaparque, os participantes contam com facilidades como área de cuidados, recreação para crianças e refeições no próprio local.

Nos intervalos dos três dias, o músico Cris Mithra descontrai os presentes com um repertório variado de músicas nacionais e internacionais.

Neste domingo (28), o evento se encerra com a leitura e aprovação do Manifesto contra o trabalho análogo à escravidão e a Carta de Bento Gonçalves. 

>> Clique aqui e confira o álbum de fotos do segundo dia do XI Congresso Estadual do CPERS.

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Organizar a luta, refletir sobre a atuação do Sindicato e debater o presente e o futuro da mobilização por direitos da categoria e em defesa da escola pública. É com estes objetivos que o CPERS iniciou, nesta sexta-feira (26), o XI Congresso Estadual da entidade.

Com o tema “Democracia Viva, Educação Presente”, a iniciativa, realizada em Bento Gonçalves, reuniu quase dois mil educadores(as) para discutir e traçar estratégias, coletivamente, com foco nos rumos da resistência e nos passos da luta para os próximos anos da organização sindical.

A abertura do Congresso contou com a bela apresentação do Coral das Educadoras Aposentadas do 12º Núcleo do CPERS (Bento Gonçalves).

A presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, abriu o evento ressaltando a importância da iniciativa, para pensar, de forma unitária, os próximos passos da luta do Sindicato.

“Não serão passos fáceis, mas o primeiro e mais importante nós já demos, quando tiramos da presidência da República o representante mais fiel do fascismo, Jair Bolsonaro. Ele nos colocou como seus inimigos, como doutrinadores. Mas se fôssemos doutrinadores, ele jamais teria sido presidente desse país.”

“Vencemos, mas o desafio ainda é grande, pois aqui no Rio Grande do Sul temos um governador que nos ataca dia e noite”, pontuou.

Helenir também salientou a necessidade de fortalecer a luta pela revogação do Novo Ensino Médio.

“Retiraram disciplinas importantíssimas para a construção de cidadãos e cidadãs com capacidade crítica. Defenderemos o direito dos nossos alunos a disputar vagas nas universidades públicas.”

Outro ponto ressaltado pela presidente foi a reforma desumana do IPE Saúde, proposta pelo governo Eduardo Leite (PSDB), e que deve ser votada em junho.

“Estamos fazendo plenárias em todo o estado para fortalecer a mobilização. No dia em que ocorrer a votação na Assembleia Legislativa, faremos tremer Porto Alegre. Seremos milhares e vamos impedir que este projeto cruel seja aprovado”, afirmou.

Por fim, Helenir conclamou a unidade da categoria no fortalecimento da luta. “Vamos traçar estratégias e elaborar coletivamente um Plano de Lutas. Tenho certeza que todos sairemos fortalecidos.”

Centrais sindicais ressaltam a importância da união da classe trabalhadora

O fortalecimento da defesa do IPE Saúde, através das plenárias que estão sendo realizadas em todo o estado, a necessária revogação do Novo Ensino Médio (NEM), a valorização e o respeito aos direitos das categorias, a importância da retomada da democracia, através da eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e a unidade da classe trabalhadora foram alguns dos pontos defendidos pelos representantes das centrais sindicais, que participaram da cerimônia de abertura do Congresso.

Integraram a mesa Amarildo Cenci, da CUT, Guiomar Vidor, da CTB, Neiva Lazzarotto, da Intersindical e Régis Etur, da CSP-Conlutas.

Presidente da CNTE pontua os desafios e conclama unidade para barrar ataques aos educadores

O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Heleno Araújo, apresentou uma análise da conjuntura nacional, com foco na educação.

“Precisamos reafirmar os pontos positivos, lembrar o que falta e definir ações para fortalecer a nossa luta. O tema do Congresso do CPERS ‘Democracia Viva, Educação Presente’ nos faz sentir, de fato, que estamos vivenciando a democracia viva”, afirmou.

Heleno ressaltou que a realidade dos últimos anos deixa claro o cenário de aumento das desigualdades sociais, econômicas e culturais.

“Mais do que nunca, nossas ações coletivas são essenciais para fazermos uma luta forte e reverter esse cenário. Um dos desafios é ir além da resistência, fazer com que coloquem em prática as leis que já conquistamos nesse país.  Por isso, o povo brasileiro precisa conhecer e entendê-las.”

Outros pontos classificados como fundamentais por Heleno foram a necessidade de retirar o Fundeb do arcabouço fiscal, revogar o programa das escolas cívico-militares e elaborar e aprovar um novo Plano Nacional da Educação.

Novo Ensino Médio atende aos interesses do mercado e desconsidera os anseios dos estudantes

Para apresentar as consequências do Novo Ensino Médio (NEM), o Congresso do CPERS trouxe a palestrante, Suzane da Rocha Vieira Gonçalves, presidente da Associação Nacional pela Formação dos Profissionais da Educação (ANFOPE).

A educadora fez um resgate sobre o contexto em que surgiu o NEM, após o impeachment da presidente Dilma Roussef (PT), em 2016, e observou que a proposta desconsidera o papel dos professores(as). “Ou seja, podemos classificar como uma visão abolicionista da BNCC no contexto da sala de aula”, observou.

Outro ponto destacado por Suzane foi de que o NEM atende principalmente aos interesses do mercado e desconsidera o dos estudantes.

“Visa a formação de um trabalhador que não questiona, que abaixa a cabeça para o que os patrões impõem.”

Segundo ela, a reforma promete revolucionar o Ensino Médio, porém, não olha as condições das escolas e, menos ainda, as de trabalho dos profissionais que atuam nas instituições, ferindo a concepção da Educação Básica.

“A infraestrutura das escolas não está na discussão. Inúmeras não têm local adequado para a prática de esportes, acesso à água potável, internet e outras, sem transporte escolar, acabam vendo muitos alunos desistirem dos estudos”, observou.

“A questão da infraestrutura não entra na discussão da reforma. O não investimento na educação é uma escolha política. Por tudo que analisamos e expusemos é urgente a revogação do Novo Ensino Médio”, frisou.

Defesa das teses encerra primeiro dia do Congresso

A última atividade do primeiro dia do XI Congresso Estadual do CPERS foi a apresentação das 19 teses inscritas pelas forças políticas que compõem a entidade.

Um momento importante do processo, que envolve intensa discussão sobre a conjuntura, a situação da educação, a pauta de reivindicações e o Plano de Lutas, além do balanço da atuação do Sindicato desde o último Congresso, realizado em 2019.

Neste sábado (27), será realizado o debate e a aprovação das resoluções de conjuntura internacional, nacional, estadual e educacional.

>> Clique aqui e confira o álbum de fotos do primeiro dia do XI Congresso Estadual do CPERS.

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Bento Gonçalves recebe, nestes dias 26, 27 e 28 de maio, cerca de 1.600 educadores(as) de todo o estado, eleitos pela categoria, para debater o passado, o presente e o futuro da luta sindical em defesa da escola pública.

Os três dias de evento na Serra Gaúcha serão de intensa discussão sobre a conjuntura, a pauta de reivindicações e o plano de lutas, além do balanço da atuação do Sindicato desde o último Congresso, realizado em 2019.

Neste ano, o tema do encontro “Democracia viva, educação presente!” destaca a importância da educação para a manutenção da democracia em nossa sociedade. 

O Congresso Estadual, criado na reforma estatutária de 1994, é a instância máxima para a definição da linha política, educacional e sindical do CPERS. A cada três anos, a categoria é convocada para revisar o estatuto, propor alterações e debater as teses elaboradas pelas diferentes correntes políticas que compõem a entidade.

As primeiras delegações chegam ao longo da manhã e da tarde desta sexta-feira (26).

À tarde, a abertura, marcada para as 14h, contará com falas do presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Heleno Araújo, e da Presidenta da Associação Nacional pela Formação dos Profissionais da Educação/ANFOPE, Suzane da Rocha Vieira Gonçalves, que debaterá sobre a revogação do Novo Ensino Médio. 

À noite, os presentes debatem as 19 teses apresentadas pelas diferentes forças políticas e atores independentes inscritos para o Congresso.

Acompanhe todas as informações nas nossas redes, pela tag #CongressoCPERS

Confira, abaixo, a programação completa do XI Congresso Estadual do CPERS:

26/05 (sexta-feira)

8h às 22h – Credenciamento dos(as) Delegados(as)
12h30min – Almoço
14h – Cerimônia da Abertura – XI Congresso do CPERS DEMOCRACIA VIVA. EDUCAÇÃO PRESENTE
16h Discussão e aprovação do Regimento do XI Congresso Estadual do CPERS/Sindicato – “DEMOCRACIA VIVA – EDUCAÇÃO PRESENTE”
18h – Intervalo e Jantar
19h30min – Apresentação das Teses

 27/05 (sábado)

8h às 12h – Credenciamento dos(as) Delegados(as) Suplentes
8h – Debate e aprovação de resoluções de Conjuntura Internacional, Nacional, Estadual e Educacional
10h – Debate e aprovação de resoluções de Balanço
12h30min – Intervalo e almoço
14h – Debate e aprovação de resoluções de Organização Sindical e Reforma Estatutária
16h- Debate e Aprovação de resoluções Específicas e Plano de lutas
18h – Intervalo e jantar

19h30min – Debate e aprovação das moções apresentadas no congresso
23h – Confraternização e Baile com a Banda Cia Show 4 no Centro de Eventos Malbec do Dall‘Onder Grande Hotel (Rua Henry Hugo Dreher, 197 – Planalto)

 28/05 (domingo)

10h- Ato Político – APROVAÇÃO DO MANIFESTO QUE SERÁ ENTREGUE PELA DIREÇÃO E NÚCLEO PARA A DELEGACIA REGIONAL DO TRABALHO: TRABALHO ESCRAVO NÃO, TRABALHO DECENTE SIM!
– Aprovação da Carta de Bento Gonçalves – PELA VALORIZAÇÃO DOS TRABALHADORES DA EDUCAÇÃO; NA DEFESA INCONDICIONAL DO IPE/SAÚDE; PELA REVOGAÇÃO DO NOVO ENSINO MÉDIO E PELA SEGURANÇA NAS ESCOLAS

12h30min – Almoço

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O  Ministério da Educação (MEC)  está com uma consulta pública aberta para ouvir a sociedade sobre o Novo Ensino Médio (NEM) e a CNTE orienta que trabalhadoras(es) participem e opinem até o dia 6 de junho, prazo final para a escuta.

O Conselho Nacional de Entidades da CNTE aprovou recomendação aos trabalhadores(as), alunos(as) e funcionários(as) das escolas para discordarem de todas as 11 perguntas do formulário do MEC, elaborado para conhecer a opinião dos brasileiros a respeito do Novo Ensino Médio (veja abaixo como participar).

O NEM apresentou uma reorganização curricular das escolas e trouxe graves problemas a profissionais da educação e a milhares de estudantes ao reduzir disciplinas básicas como Física, Química e Biologia e introduzir um conjunto de aulas, conhecido como itinerários formativos, como forma de ampliar o acesso do setor privado aos recursos públicos por meio da oferta de materiais didáticos e audiovisuais.

Na prática, a reforma não cumpriu a proposta de trazer um caráter mais dinâmico às escolas e não ofereceu alternativas aos estudantes que buscam uma preparação voltada ao ingresso no mercado de trabalho. Diante de tamanhos prejuízos, a CNTE pede a imediata revogação do NEM.

O presidente da CNTE, Heleno Araújo, aponta a importância de uma ampla mobilização por parte dos movimentos sociais para denunciar os prejuízos causados pela reforma, especialmente às famílias mais pobres.

“O ensino médio que está sendo aplicado é um desastre para o Brasil. Como o governo não agiu para revogar de forma imediata, a consulta é um instrumento importante para nossa categoria e para os/as estudantes. Temos que dizer o que está acontecendo e fazer do questionário uma forma de acabar com esse retrocesso”, afirma.

COMO RESPONDER À CONSULTA

PASSO 1

O primeiro passo é o cadastro na plataforma de autenticação do governo federal, a Acesso GovBR (clique aqui para se cadastrar). ATENÇÃO: Se você já é cadastrado no GOV, siga direto para o próximo PASSO 2.

PASSO 2

Acesse a pesquisa clicando na plataforma PARTICIPA+BRASIL.

PASSO 3

No canto superior direito, clique em “ENTRAR”. Insira seus dados de identificação com CPF e senha cadastrados no GOV.

PASSO 4 

Leia as orientações da pesquisa, descendo o cursor para baixo: as perguntas estarão disponíveis a partir da metade da página, após as orientações iniciais do texto do MEC intitulado “Avaliação e Reestruturação da Política Nacional de Ensino Médio”.

2023 03 09 mec

PASSO 5

Para cada pergunta, você tem que marcar “concordo com a proposição” ou “discordo da proposição” e também inserir um comentário. A CNTE orienta responder “discordo da proposição” em todas as questões, além de incluir um comentário para cada uma das perguntas, conforme documento anexo. 

Para facilitar, também disponibilizamos os comentários para cada questão, a seguir:

Comentário questão 1 (marcar discordo da proposição), copie e cole o texto abaixo: 

Além de definir critérios mínimos para a oferta do ensino noturno nas etapas fundamental e médio, com carga horária presencial de 2.400 horas no regular e de 1.200 horas na EJA, é preciso assegurar currículos sólidos para a educação em tempo integral e garantir a oferta regular nas escolas diurnas que não possuem estruturas físicas para ofertar o integral, respeitando-se, ainda, a disponibilidade de tempo dos estudantes que não podem cursar o período integral e nem o noturno.

Comentário questão 2 (marcar discordo da proposição), copie e cole o texto abaixo:

O NEM comprovou a incompatibilidade dos itinerários com a organização curricular das escolas, dada a dicotomia criada entre a FGB e as áreas específicas de conhecimento. O desafio consiste em articular o currículo para que as escolas ofertem conjugadamente a parte comum (de no mínimo 2.400h para o EM parcial de 3.000h) e as áreas específicas. Já a educação técnica-profissional possui regulamentação própria na LDB e deve ser priorizada na forma articulada, integrada e presencial.

Comentário sobre questão 3 (marcar discordo da proposição), copie e cole o texto abaixo:

A BNCC precisa ser revista na lógica de se retomar a organização curricular da Resolução CNE/CEB nº 02/2012, composta por FGB e por uma parte diversificada que considere as diversidades, os interesses dos estudantes e as especificidades regionais. Além das disciplinas listadas nesta questão III, é preciso assegurar a língua materna aos povos indígenas, o estudo da cultura afro-brasileira e indígena, a língua espanhola visando a integração regional, entre outras especificidades.

Comentário sobre questão 4 (marcar discordo da proposição), copie e cole o texto abaixo:

Somos contrários aos itinerários da Lei 13.415, pois criam dicotomia entre a FGB e a parte diversificada, contrariando os artigos 26 e 35 da LDB, que primam pela integração curricular sem blocos distintos. A parte diversificada precisa manter coerência com o currículo geral, ser presencial, manter-se vinculada à formação profissional docente e ter acompanhamento pedagógico consistente para aprofundar as áreas da ciência, da tecnologia, da cultura e do mundo do trabalho.

Comentário sobre questão 5 (marcar discordo da proposição), copie e cole o texto abaixo:

Há concordância no que se refere a oferta presencial da formação geral básica. Contudo, os itinerários precisam ser substituídos pelas áreas de conhecimento integradas à formação geral, compondo a Parte Diversificada, de forma presencial, cabendo ao Conselho Nacional de Educação sua futura normatização.

Comentário sobre questão 6 (marcar discordo da proposição), copie e cole o texto abaixo:

A formação técnica-profissional de nível médio está regulamentada em seção própria na LDB (arts. 36-A a 36-D), devendo sua forma articulada e integrada – com profissionais licenciados para cada eixo tecnológico, sem a necessidade do Notório Saber – ser priorizada pelos sistemas de ensino que a ofertarem. A permanência deste itinerário na estrutura da Lei 13.415 mantém a dicotomia entre a FGB e as partes diversificadas, algo que havia sido superado, em 2004, pelo Decreto 5.154.

Comentário sobre questão 7 (marcar discordo da proposição), copie e cole o texto abaixo:

As populações de que tratam essa questão residem geralmente em localidades com apenas uma escola de ensino médio. De modo que os modelos de itinerários da Lei 13.415 não cabem nesses estabelecimentos. Também por essa razão é que precisa ser retomada a organização da formação geral básica integrada com as partes diversificadas do currículo, possibilitando a adequação do projeto pedagógico escolar a cada uma das realidades sociais de um país continental e plural.

Comentário sobre questão 8 (marcar discordo da proposição), copie e cole o texto abaixo:

Por óbvio são necessários mais investimentos em infraestrutura e em outras áreas não só do ensino médio, mas de toda a educação básica pública, como a valorização profissional. A política de financiamento deve primar pelo regime de cooperação federativa, sobretudo através do FUNDEB e da aprovação do Sistema Nacional de Educação e do Custo Aluno Qualidade. Os programas com prazos e valores findos não garantem a perenidade da política pública e não agregam os sistemas de ensino.

Comentário sobre questão 9 (marcar discordo da proposição), copie e cole o texto abaixo:

Os pressupostos da formação docente para atuar no ensino médio não podem ser os conteúdos da BNCC, como definiu a Resolução CNE/CP nº 2/2019 (BNC-Formação), mas sim os componentes curriculares que integram, indissociavelmente, a FGB e as partes diversificadas do currículo escolar, além das áreas da gestão. Por esse motivo, precisam ser revogadas e reformuladas a BNC-Formação e a própria BNCC, e incluir a profissionalização dos funcionários da educação entre as prioridades.

Comentário sobre questão 10 (marcar discordo da proposição), copie e cole o texto abaixo:

O Enem não pode avaliar somente aspectos da FGB. É preciso contemplar também os conteúdos curriculares das áreas de aprofundamento, como os direitos humanos, as questões ambientais, o processo de envelhecimento e a valorização do idoso, os diferentes aspectos sociais, políticos, culturais e econômicos da sociedade, além de problematizar conteúdos de empreendedorismo e projeto de vida, por exemplo, que negam à maioria dos jovens sua condição de integrantes da classe trabalhadora.

Comentário sobre questão 11 (marcar discordo da proposição), copie e cole o texto abaixo:

Os Indicadores de Qualidade do Ensino Médio não são suficientes para a avaliação institucional. É preciso avançar na regulamentação do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica – Sinaeb (estratégias 7.3 e 7.21 da Lei 13.005), no aperfeiçoamento do Enem, além de incluir a EVASÃO no referencial de cálculo do IDEB. A ausência dessa variável tem causado muitas distorções nos sistemas de ensino, que priorizam o fechamento de turmas e escolas para melhorar a nota no IDEB.

Fonte: CNTE

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Nesta quarta-feira (24), o CPERS e a Frente dos Servidores(as) Públicos (FSP) debateram dois assuntos de extrema relevância em audiência pública proposta pela vereadora e diretora do Sindicato, Carla Cassais: o projeto cruel de Eduardo Leite (PSDB) de reforma do IPE Saúde e a Revisão Geral do salário dos educadores(as) e demais servidores(as). 

O diálogo com a sociedade lotou a Câmara Municipal de Pelotas, cidade do governador.

“O problema do IPE Saúde não é dos servidores públicos. Se Eduardo Leite tivesse uma política de valorização dos trabalhadores, o Instituto não estaria deficitário. Defender o IPE Saúde é defender o SUS e a saúde da população. Quando o trabalhador se move, ele move a sociedade”, asseverou Carla Cassais.

Pela manhã, a presidente do Sindicato, Helenir Aguiar Schürer, o representante da entidade no Conselho de Administração do IPE Saúde, Antônio Andreazza, e o presidente do Sindicaixa, Érico Corrêa, denunciaram os danos da proposta cruel de reestruturação da autarquia na imprensa local. 

A proposta, tramada por Leite (PSDB), intensificará os descontos mensais dos trabalhadores(as) que dependem do IPE Saúde, ameaçando o poder de compra e a subsistência de milhares de famílias.

São mais de um milhão de servidores(as), que contam com a assistência médica e hospitalar do Instituto, e correm o risco de serem abandonados à própria sorte por não conseguirem suportar esses novos custos.

O congelamento dos salários é diretamente responsável pelo déficit que o Instituto enfrenta. É urgente que o governo reconheça a necessidade de remuneração justa.

A presidente Helenir, questionou com veemência: “Como podemos arcar com esses descontos em nossos contracheques quando nossa categoria está na pobreza e atolada em dívidas? Como vamos suportar mais esse assalto do governo?”

“Não se pode aceitar a injustiça de que os que ganham menos paguem mais, enquanto os privilegiados, como o governador, veem suas contribuições reduzidas com essa reforma”, pontuou o presidente do Sindicaixa, Érico Corrêa.

Além de Helenir, Érico e Carla, a mesa foi composta por Tiago Rommel, dirigente da Aspra, e Nivea Carpes, representante Sindpenn.

“Eduardo Leite quer sufocar o IPE Saúde. É um projeto de governo. É inadmissível que os servidores paguem a conta do déficit do Instituto”, destacou Rommel.

Já Nivea Carpes foi enfática: “a política cruel do governador penaliza os servidores(as) mais antigos, um tamanho desrespeito com quem tem mais idade”.

Diante da impossibilidade de suportar o impacto financeiro causado pelo aumento na contribuição do IPE Saúde, os servidores(as) podem ser forçados a migrar em massa para o SUS, sobrecarregando ainda mais este sistema de saúde público. Para piorar, o governo está devendo ao IPE Saúde R$ 356,6 milhões em precatórios e RPV retidos pela CAGE. Isso só comprova que a crise atual foi criada propositalmente pelas últimas administrações.

Para a diretora do CPERS e representante da entidade no Conselho de Administração do IPE Saúde, Vera Lessês, a luta em defesa da autarquia passa pela valorização salarial. 

“É preciso fazer uma luta massiva contra essa reestruturação. As melhorias só serão possíveis se houver reposição salarial e política séria por parte do governo”, destacou.

“Nós somos trabalhadores, não somos privilegiados, exigimos direitos básicos. Não podemos nos curvar a esse governador que quer aniquilar com os servidores e o serviço público”, afirmou Antônio Andreazza, também representante do CPERS no Conselho de Administração do Instituto.

A dívida total do Instituto com os servidores(as), somando imóveis e contribuições paritárias dos pensionistas (pagas sem juros ou correção), se aproxima de um bilhão de reais. Isso é pura inadimplência e apropriação indébita. Sem contar que a proposta de reforma abre as portas para a privatização sorrateira do IPE Saúde, colocando em risco a qualidade e a acessibilidade dos serviços oferecidos aos servidores(as).

Do CPERS, também participaram da audiência as diretoras Juçara Borges, Sandra Régio e Sônia Solange Viana, o diretor do 24⁰ Núcleo, Mauro Amaral, e a Conselheira 1/1000, Virgínia Moreira.

Integraram ainda a atividade representantes da Susepe, SindTCE, Sintergs, Sindisepe, Afocefe, Sindijus, SindiÁgua, SindTCE, Amapergs, Ugeirm, vereadores(as) pelotenses, entre outros.


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Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

Em votação extraordinária e convocada de última hora na noite de 23.05.2023, após reuniões ao longo do dia com os detentores do PIB nacional, especialmente banqueiros representados pela Federação Brasileira de Bancos – FEBRABAN, a Câmara dos Deputados aprovou o texto-base do PLP nº 93/2023, que trata do estabelecimento de novo regime fiscal imposto pela emenda constitucional (EC) nº 126/2022, em substituição à EC nº 95.

Ao modificar o texto original do projeto de lei complementar apresentado pelo Poder Executivo, o relator da matéria, deputado Claudio Cajado (PP-BA), retirou das exceções do novo regime fiscal diversas despesas e investimentos, entre eles, os mínimos constitucionais da saúde e da educação (arts. 198 e 212 da Constituição Federal de 1988 – CF/1988) e a complementação federal ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação – FUNDEB, disposto no art. 212-A da CF/1988.

Embora a argumentação do relator e da maioria dos parlamentares que votou favoravelmente à matéria, e do próprio governo federal, seja de que os mínimos constitucionais e o FUNDEB terão suas rubricas preservadas no novo arcabouço fiscal, dois esclarecimentos precisam ser feitos:

i) os recursos da educação e da saúde serão mantidos em patamares mínimos, diferente de outros momentos, sobretudo nos primeiros mandatos do Presidente Lula, em que o Ministério da Educação contou com transferências acima do mínimo constitucional e que resultaram na ampliação das Universidades Federais e dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, com valorização de seus profissionais; e

ii) a inclusão dessas transferências constitucionais obrigatórias no cômputo do novo teto de gastos comprime outras despesas e investimentos, especialmente em áreas sociais e de combate à fome.

No caso do FUNDEB, espanta o fato de que até mesmo a EC nº 95/2016 (PEC da Morte) o havia preservado do teto de gastos, mas o novo arcabouço fiscal resolveu incluí-o em total afronta aos anseios da maioria da população que elegeu o atual Governo com a esperança de resgatar os direitos sociais, a dignidade e a cidadania do povo brasileiro.

A CNTE, na condição de entidade representativa dos(as) trabalhadores(as) da educação básica pública no país, repudia veementemente a forma precipitada como a matéria foi pautada e votada na Câmara dos Deputados, sem qualquer debate com a sociedade civil, bem como a opção da maioria dos parlamentares em manter dentro das contenções fiscais as rubricas de educação e saúde, além do FUNDEB, áreas extremamente sensíveis e determinantes para o bem-estar da sociedade e para o desenvolvimento inclusivo.

Esperamos que, no Senado Federal, a sociedade seja ouvida e respeitada, a fim de que o novo arcabouço fiscal não reedite os equívocos da EC nº 95 – responsável pelo crescimento recorde da miséria no Brasil e por sucessivos cortes e contingenciamentos no orçamento da União –, momento em que se priorizou exclusivamente um suposto equilíbrio fiscal apartado das responsabilidades sociais do Estado brasileiro, com o objetivo de manter inabalável a vergonhosa remuneração aos rentistas da dívida pública.

Brasília, 24 de maio de 2023.
Diretoria da CNTE

Fonte: CNTE
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