Nesta quinta (20) e sexta-feira (21), o Coletivo dos Funcionários da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) se reuniu, em Brasília, para debater sobre a conjuntura educacional e geral da categoria. O evento contou com a participação de 26 sindicatos.

Representando o CPERS, a diretora do Departamento de Funcionários(as) da Educação, Juçara Borges, participou da atividade.

Aqui no Rio Grande do Sul, enfrentamos desafios com o governo de Eduardo Leite, que, infelizmente, não tem dado a devida valorização aos funcionários de escola. Nossos salários estão defasados em mais de 60% e há quase nove anos não recebemos qualquer reajuste. A falta de diálogo por parte de Eduardo Leite em relação a essa questão tem sido um obstáculo para avançarmos”, asseverou.

A diretora também enfatizou que o CPERS está empenhado na luta pela discussão salarial e pela pressão para a realização de concursos públicos para os funcionários(as) da educação. “É crucial que o governo abra espaço para o diálogo e reconheça a importância de valorizar os servidores de escola, que são fundamentais para o funcionamento das instituições de ensino e para a educação de qualidade no estado”, afirmou.

O secretário de Funcionários da Educação da CNTE, José Carlos Bueno do Prado, o Zezinho, comemorou a volta dos encontros presenciais dos coletivos, já que nos últimos anos a pandemia impossibilitou esses momentos. “Foram anos difíceis que agora a gente tem que acelerar para recuperar”, destacou.

Ele lembrou que os trabalhadores(as) da educação elegeram o presidente Lula (PT), mas ainda assim é preciso muita luta pela garantia dos seus direitos. “Em alguns ministérios, principalmente no que mais nos interessa, o MEC, é uma batalha imensa que estamos travando e teremos que continuar”, ressaltou.

Secretário executivo da CNTE, José Valdivino Moraes, fez coro com Zezinho ao dizer que é muito importante entender que, por mais que o atual governo seja de esquerda, a sociedade votou em políticos que não têm afinidade com a pauta dos trabalhadores(as) em educação.

Nesse contexto, ele destacou que é necessário retomar a formação dos funcionários(as) das escolas públicas, seja por meio do Programa Profuncionário, do Ministério da Educação (MEC), ou através de outras políticas públicas. Valdivino defendeu, também, que o piso salarial não seja fixado apenas para o magistério, mas para todos os profissionais da educação. “Assim, unimos a força que temos enquanto funcionários, juntamos com os professores e nós teremos um piso salarial nacional.”

Secretária de Assuntos Educacionais da Confederação, Guelda Andrade, seguiu a linha de que é preciso olhar, primeiro, para o cenário político. Mas ela foi além ao destacar que o governo Lula tem uma frente ampla. “Precisamos ter muita cautela e pensar estrategicamente as nossas ações para que a gente consiga dar continuidade aos nossos planos”, disse.

Para Guelda, o processo de formação é fundamental para que todos esses trabalhadores se tornem, de fato, educadores(as), como está definido na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, a LDB. “Lá está bem designado como eu sou reconhecida como profissional da educação. Se eu não tiver essa formação, eu estou no chão da escola como trabalhadora da educação”, alertou.

A ex-senadora Fátima Cleide, autora do Projeto de Lei que deu origem à LDB, em 2009, contou que só chegou ao parlamento devido à luta da classe trabalhadora. “Tudo isso tornou possível a gente alterar a Constituição Federal, onde mudamos de ‘valorização do magistério’ para ‘valorização dos profissionais’.”

Fátima falou em esperança para a retomada de políticas que não mudem apenas o nome no plano de cargos, mas que realmente reconheçam o profissional que tenha jornada de trabalho estabelecida, formação e salário. “Que a gente possa retomar os espaços que precisamos para fortalecer a nossa luta”, concluiu.

João Alexandrino, presente!

Os funcionários da educação também fizeram um minuto de silêncio em homenagem a João Alexandrino, companheiro de muitas lutas da categoria. Ele faleceu em março deste ano.

Alexandrino foi dirigente do Sindicato dos Trabalhadores(as) em Educação do Estado de Pernambuco (Sintepe) e ocupou como coordenador o Departamento de Funcionários da Educação (DEFE) da CNTE. Ele defendia o lema de “funcionário da educação é também educador”, enquanto participava da política sindical para romper a invisibilidade dos funcionários e funcionárias das escolas brasileiras.

>> CLIQUE AQUI PARA ACESSAR O ÁLBUM DE FOTOS DO PRIMEIRO DIA DE REUNIÃO, NO FACEBOOK DA CNTE

Assessor jurídico da CNTE reforça a necessidade de profissionalização dos trabalhadores da educação

Já nesta sexta-feira (21), o Coletivo debateu sobre um assunto de muito interesse da categoria: o piso salarial nacional para todos os profissionais do setor.

Estavam na pauta de discussão os projetos de Lei (PLs) 3.817/20  e 2.531/21. O primeiro, que está pronto para a pauta da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados (CCJC), institui o piso salarial profissional nacional do secretário escolar. O outro, que ainda começará a tramitar na Casa, institui o piso para os profissionais que trabalham nos setores técnico e administrativo das escolas de educação básica.

Informações: CNTE

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Na última quinta-feira (20), foi lançado o aplicativo do IPE Saúde para dispositivos móveis, proporcionando aos segurados(as) uma forma de acessar os serviços da instituição.

Através desta nova ferramenta, os usuários(as) poderão verificar resultados de exames, extratos de utilização, boletos e faturas, além de acompanhar o andamento de solicitações. O aplicativo também disponibiliza o Guia Médico, contendo informações sobre especialistas em diversas áreas, canais de atendimento, perguntas frequentes e um simulador de contribuição.

Inicialmente, o aplicativo oferece 14 dos 32 serviços disponíveis no site do IPE Saúde. Para os que ainda não estão integrados, os usuários(as) serão direcionados para o site oficial de forma automática.

O aplicativo já está disponível para dispositivos Android na Play Store, e nos próximos dias, a versão para iOS será disponibilizada na App Store.

O CPERS continuará atento e vigilante nas questões políticas e administrativas relacionadas ao IPE Saúde, promovendo debates e discussões, a fim de garantir uma análise aprofundada sobre as consequências das decisões desumanas tomadas por Eduardo Leite (PSDB) e assegurar a qualidade dos serviços disponibilizados aos usuários(as) do sistema de saúde como um todo.

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Nesta quinta-feira (20), o Fórum Brasileiro de Segurança Pública divulgou o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, com um capítulo que aborda exclusivamente a violência nas escolas. O estudo mapeou as percepções de diretores escolares sobre a violência e condições de segurança nas instituições de ensino.

A urgência do debate sobre o tema se deve à crescente onda de casos de ataques às escolas.

>> Clique aqui para conferir a íntegra do estudo. 

Os pesquisadores afirmam que as ocorrências são motivadas sobretudo por discursos de ódio, bullying, racismo, misoginia, intolerância étnica ou religiosa, e “exigem uma resposta pública que compreenda e considere a complexidade do fenômeno”.

Em 2021, no Rio Grande do Sul, o bullying foi sinalizado por 49,5% das escolas, acima da média nacional (35,7%), sendo o principal problema das instituições gaúchas. Outros estados nesta situação são Santa Catarina (60,2%), seguido pelo Distrito Federal (51,7%) e São Paulo (50,6%).

Outros problemas apontados pelos educadores(as) foi o vandalismo (22,8%), grades e muros que isolam as escolas em estado impróprio (21%), condições de segurança inadequadas nas entradas e saídas das instituições de ensino (19%) e discriminação (18,4%).

Cerca de 1,7% das escolas brasileiras sofrem com tiroteios e balas perdidas oriundas de confronto entre a polícia e criminosos, e 2,3% relataram casos de assédio sexual. “Pode parecer pouco, mas isso significa que milhares de alunos e alunas, bem como professores e professoras, têm na violência uma das experiências mais indeléveis de suas trajetórias pessoais e profissionais; da sua relação com a escola”, apontam os pesquisadores.

O governo Lula (PT) vem implantando uma série medidas quanto ao tema e anunciou nesta quinta (21), que irá propor um projeto de lei para que ataques a escolas sejam punidos como crime hediondo.

Para o CPERS é inaceitável que tanto educadores(as) quanto estudantes tenham sua segurança em risco no ambiente escolar. É necessário encarar o problema e fomentar o debate sobre a violência nas escolas, para que assim se encontre uma forma efetiva de combate.

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Desejamos aos educadores e educadoras que conseguirão aproveitar este período de recesso, o merecido e revigorante descanso para recarregar as energias, a fim de enfrentarmos os desafios do próximo semestre.

Aos nossos colegas funcionários(as) de escola e das equipes diretivas que não poderão desfrutar desse período, desejamos muita força nos plantões.

Sabemos que não tem sido fácil e que as dificuldades impostas pelo governo Eduardo Leite (PSDB) são diárias. Mesmo com o arrocho salarial e a sobrecarga de trabalho, nossa categoria se mantém firme e resiliente, demonstrando sua dedicação inabalável aos nossos alunos(as) e à causa da educação pública.

A esperança se renova com a política nacional, registrando importantes avanços neste campo, destacando-se o reajuste do valor da merenda, o fim do Teto de Gastos (EC 95), a extinção das Escolas Cívico-Militares, além da convocação da Conferência Nacional de Educação (Conae) extraordinária, entre outras conquistas significativas.

Seguiremos resistindo e cerrando fileiras contra os desmandos do governo Leite (PSDB) e atentos(as) ao governo Lula (PT). Juntos(as), unidos(as) e fortes, enfrentaremos o segundo semestre com coragem e determinação, buscando sempre o melhor para nossos estudantes e a justa valorização para TODOS os profissionais da educação, da ativa e aposentados(as).

Que este período de recesso seja um tempo de descanso e renovação, pois vocês merecem todo o reconhecimento e apoio da comunidade escolar e de toda a sociedade. Vamos enfrentar o futuro com esperança e força, seguindo em frente, com os olhos sempre voltados para uma educação pública de qualidade e para um futuro melhor para todos e todas!

 

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Foto: Gustavo Mansur

Levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), divulgado neste mês de julho, revela mais um dado preocupante do governo Eduardo Leite (PSDB): apenas em 2022, o executivo estadual fez com que o Rio Grande do Sul deixasse de arrecadar R$ 13,7 bilhões por conta de renúncias fiscais. O montante representa 21,8% da receita do Estado no ano.

>> Clique aqui para acessar a íntegra do estudo.

De acordo com o levantamento, realizado a partir de demonstrativos produzidos pela Secretaria da Fazenda do RS, estão incluídas nesse montante as renúncias de ICMS, IPVA e ITCD. O Dieese destaca ainda que este percentual é mais do que o dobro do que concedem, por exemplo, os estados de São Paulo e Minas Gerais.

Segundo o relatório, não há a transparência esperada sobre dados tão impactantes, “restando muitas dúvidas sobre privilégios a determinadas empresas em detrimento de outras de um mesmo setor, onde o Estado pode estar proporcionando vantagem comparativa e fomentando uma concorrência desleal”, aponta o Dieese.

Enquanto beneficia empresas, Leite penaliza servidores

Ao mesmo tempo que professores(as) e funcionários(as) da escola estão tendo que escolher entre comer e pagar as contas, o governo Eduardo Leite (PSDB) concede privilégios a grandes empresas, com renúncias que cresceram mais de 70% desde 2015 – percentual acima da inflação do período. 

Vale ressaltar que os servidores(as) estaduais, responsáveis pelo atendimento à população gaúcha, entre eles os educadores(as), receberam apenas 6% de reajuste salarial no mesmo período, frente a uma inflação acumulada de 60,97% (INPC/IBGE de jan/2015 a dez/2022).

O Dieese também evidencia que o uso generalizado de incentivos fiscais tem consequências desastrosas para as finanças públicas, pois distorcem a alocação de recursos, interferem na concorrência e criam oportunidade para a corrupção.

Diante destes dados, é inevitável não se questionar sobre: qual o impacto real destas renúncias para o desenvolvimento do Estado? E principalmente, qual a eficácia econômica dessas medidas?

Para o CPERS, este é mais um demonstrativo da verdadeira face do governo Leite (PSDB), tirar de quem menos tem e distribuir para aqueles que já têm muito, um verdadeiro Robin Hood ao contrário.

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A Polícia Federal determinou a abertura de um inquérito contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), para apurar suspeitas de crimes em discurso no qual ele comparou professores(as) a traficantes. A fala foi proferida, no dia 9 de julho, em um evento pró-armamentista.

Como o deputado tem direito a foro privilegiado, a abertura da investigação deverá ser submetida ao Supremo Tribunal Federal (STF) nos próximos dias.

A PF ainda vai definir quais crimes o parlamentar é suspeito de ter cometido no episódio, a partir da análise dos fatos. Uma das hipóteses é a de incitação ao crime, por estimular violência contra os professores(as).

Após a violenta declaração, o CPERS publicou uma nota reforçando que o posicionamento de Eduardo Bolsonaro fomenta uma cultura de ódio e violência. Clique aqui para conferir a nota completa!

Já a CNTE promove um abaixo-assinado cobrando a cassação do deputado. Atualmente, o documento conta com mais de 275 mil assinaturas e deverá ser entregue ao Conselho de Ética da Câmara dos Deputados. Clique na imagem abaixo para assinar!

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Eduardo Leite (PSDB): inimigo número um da educação e dos servidores(as) públicos!

Nesta terça (18), o CPERS lançou uma nova campanha de mídia expondo para a sociedade a real situação dos trabalhadores(as) da educação e a mais recente maldade do governo Leite (PSDB): a reforma do IPE Saúde, que penalizou quem ganha menos e aliviou para os maiores salários. Mas vale ressaltar: a crise orçamentária do IPE Saúde não é do servidor(a), e sim da falta de reajuste real há quase nove anos.

Confira abaixo o comercial do CPERS e, na sequência, um recado da presidente do Sindicato, Helenir Aguiar Schürer:

Fique atento às nossas mídias, compartilhe os conteúdos e marque o CPERS nas redes sociais. O Rio Grande do Sul e o Brasil precisam saber quem é Eduardo Leite (PSDB)!

#ReajusteJá #LeiteInimigoDaEducação

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Aposentados sim, inativos jamais!

Mesmo com todas as dificultadas enfrentadas, resultado das maldades perpetradas pelo governo Eduardo Leite (PSDB), inimigo número um da educação, professores(as) e funcionários(as) de escola aposentados(as), de diversas regiões do estado, participaram do Encontro Regional dos Aposentados do CPERS, realizado nesta quarta-feira (19), em Ijuí (31° Núcleo).

Além do núcleo sede, também participaram da atividade educadores(as) de Cruz Alta (11º), Santa Rosa (10º) e Santo Ângelo (9º).

Durante o encontro, as(os) aposentadas(os) receberam informações sobre a conjuntura política, tanto a nível estadual quanto nacional. Além disso, foram abordadas as ações jurídicas em andamento e dicas sobre cuidados com a saúde mental e física. Para enriquecer ainda mais o encontro, diversas apresentações culturais encantaram a todos.

Na abertura do encontro as Irmãs Madruga do 29º Núcleo (Santiago) embalaram os aposentados(as) com lindas canções.

A diretora do Departamento dos Aposentados(as) do CPERS, Glaci Weber, destacou a importância dos encontros e a influência da música e da dança na vida dessa importante parcela da categoria. “Nosso encontro é de muita luta e mobilização, mas também não podemos deixar de viver. A dança nos faz viver, nos faz renascer, a música também. Desta forma, nossas atrações culturais e nosso desafio de dança são muito significativos para a nossa atividade”, apontou.

Alda Souza, diretora do Departamento de Aposentados(as) e do Departamento de Cultura do Sindicato, fez uma breve análise dos nove anos de Encontros de Aposentados(as) do CPERS, frisando o acolhimento aos educadores(as). “Nosso sentimento é de gratidão. Temos aposentados e aposentadas, que durante nove anos nos acompanharam, nos acolheram e fizeram a luta sempre junto conosco. São sempre esses rostinhos que vemos em frente ao Palácio Piratini, lutando pelos nossos direitos”, afirmou.

“O encontro das aposentadas e aposentados é um dos momentos mais importantes do CPERS Sindicato, além de ser um encontro político e de luta, são momentos de reencontros e arte, daquelas e daqueles que fazem a luta dia a dia, desde sempre. Parabéns”, reforçou o diretor do CPERS, Leonardo Preto Echevarria.

Sergio Antonio Kumpfer, professor de história e secretário de Aposentados(as) e Assuntos Previdenciários da CNTE, realizou a análise da conjuntura política, estadual e nacional. “Após a reforma trabalhista de Temer, começou a mudar a gestão democrática na educação pública, naquilo que é maior, no Fórum Nacional da Educação, no Conselho Nacional da Educação e se começou a retirar a participação civil, a participação das entidades”, destaca Sergio.

Cuidados com a saúde mental e física

Iris Fátima Alves Campos, psicóloga, mestre em educação pela UFRGS, doutoranda na UFSM e professora aposentada, palestrou sobre saúde mental npós-pandemia. “Tem instâncias da vida que a gente tem que agir e não esperar. A saúde mental vai passar pela nossa capacidade de ação.”

A nutricionista, Ana Griep, destacou a importância de uma alimentação saudável. “Todo mundo gosta de pelo menos uma fruta e uma verdura. E nós não somos crianças, mesmo não gostando, temos que consumir, pois, faz bem para a saúde.”

A diretora do CPERS, Sandra Régio, realizou a dinâmica “Dançando com o Nosso Corpo”, colocando os aposentados e aposentadas para mexerem-se com entusiasmo e alegria.

Informações jurídicas

A advogada Daniela Heller, da assessoria jurídica do CPERS, escritório Buchabqui e Pinheiro Machado, explicou o andamento das ações de interesse dos aposentados, entre elas o desconto da previdência. A ação começou a ser julgada no dia 23 de junho, virtualmente, mas foi cancelada. “Foi pedido destaque pelo ministro Luiz Fux, isso significa que não vai ser julgado no plenário virtual, e sim presencial. Então estamos aguardando uma nova data para o julgamento”, explica.

Desafio de Danças Folclóricas Internacionais

À tarde, ocorreu a apresentação dos grupos participantes do Desafio de Danças Folclóricas Internacionais do CPERS. Os grupos selecionados nas etapas regionais, posteriormente, participam da etapa estadual dos encontros.

Os grupos de dança dos núcleos de Cruz Alta (11º), Santa Rosa (10º) e Santo Ângelo (9º) apresentaram-se com o ritmo do bolero e foram avaliados pela mesa de jurados composta por: Renato Golle Casagrande, ator e bailarino, Daniela Markevitz, professora e vice-diretora do 31º Núcleo (Ijuí), Antonia de Fátima Gobo, professora e tesoureira do 31º Núcleo, e Jamília do Nascimento Fernandes, bailarina, professora e coreógrafa.

O grupo vencedor, que está classificado para a etapa estadual, é o do 9º Núcleo (Santo Ângelo).

Participaram também do evento: o diretor do CPERS, Amauri Pereira da Rosa, a diretora do 31º Núcleo, Teresinha Mello, a diretora do 9º Núcleo, Maria Celeste Pereira Ramos Paiva, a diretora do 11º Núcleo, Vera Maria Fischer, e a diretora do 10º Núcleo, Eloisa Maria Womer.

Nesta sexta-feira (21), o núcleo de Erechim será sede para o Encontro Regional dos Aposentados, que também contará com a participação de educadores(as) dos núcleos de Passo Fundo (7º), Soledade (28º) e Carazinho (37º).

 

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“Um cenário de esperança”, essa é a avaliação feita por Guelda Andrade, secretária de Assuntos Educacionais da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), após as reuniões do Coletivo Educacional, realizadas em Brasília nesta segunda (17) e terça-feira (18). A análise foi feita com base nas lutas e conquistas na retomada das políticas públicas em tão pouco tempo de governo Lula (PT).

Representando a Comissão de Educação do CPERS, participam dos dois de encontro o 1° vice-presidente do Sindicato, Alex Saratt, o 2° vice-presidente, Edson Garcia, a tesoureira Rosane Zan e a diretora Vera Lessês.

No segundo dia de encontro, os participantes debateram sobre temas importantes, como a garantia dos direitos à educação e as diversidades no território brasileiro. Em outro momento, também foi apresentado a todos o projeto Paz nas Escolas, desenvolvido pelo Governo Federal.

A professora Dra. Cláudia Borges Costa, da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi), do Ministério da Educação (MEC), falou sobre a importância de defender as minorias, público atendido pelo órgão. “Precisamos sempre trazer e pensar nas nossas políticas, lembrando das minorias, dos indígenas, dos quilombolas”, disse.

No entanto, ela afirmou que é uma grande responsabilidade e um compromisso importante cuidar desse público. “Ao longo de seis anos de desgoverno, esse povo foi silenciado, tratado com um descaso tremendo e grande parcela foi exterminada. Por isso o nosso compromisso é com o direito à educação”, reforçou.

Cláudia apresentou dados que demonstram as desigualdades na educação. Por exemplo: apenas 30% das escolas quilombolas possuem material didático adequado à sua cultura; há baixa oferta de escolarização de indígenas em todos os níveis e de formação inicial e continuada de professores(as); em torno de 9,5 milhões de pessoas de 15 anos ou mais não alfabetizadas.

Diante das desigualdades, a professora propõe a implementação de políticas públicas e de um Plano Nacional de Educação (PNE) nas condições de uma nova configuração. “É preciso reconhecer os padrões estruturais de desigualdades e construir uma agenda estruturada de programas e políticas educacionais com o objetivo de criar condições que estabeleçam estratégias de equidade.”

A secretária de Assuntos Educacionais da CNTE, Guelda Andrade, reforçou que foram seis difíceis anos, mas que mostram a dimensão do desafio para que a Confederação se fortaleça. “Quando voltarmos para os nossos espaços, que a gente consiga criar habilidade e sabedoria para agregar mentes e corações e chegarmos aos nossos objetivos.”

Em sua apresentação, o professor Dr. Luiz Fernando Dourado, da Universidade Federal de Goiás (UFG), destacou as divergências existentes no Brasil como fator determinante para as desigualdades. “É um país que, ao mesmo tempo, já foi a oitava potência mundial, mas convive com o trabalho escravo, que tem um alto advento tecnológico, mas temos situações díspares como a falta de acesso à água potável e à saúde.”

Ele também defendeu a retomada de uma maior organização das políticas educacionais, para se alcançar um ensino público, gratuito, com gestão pública, laica, inclusiva, democrática e de qualidade socialmente referenciada para todos(as).

Dourado, colocou como desafio para a CNTE a tarefa de construir o Plano Nacional de Educação nos diferentes espaços. “A discussão do PNE deve implicar a discussão dos planos estaduais, distrital e municipais. Ela deve nos envolver nessa política, na ambiência dos conselhos, dos fóruns e da perspectiva da Conferência Nacional de Educação.”

Paz nas Escolas 

Outro integrante da Secadi, Yann Evanovick, apresentou o projeto Paz nas Escolas, desenvolvido pelo Governo Federal. Ele contou que, apesar da pauta violência nas escolas não ser nova, só agora o assunto é tratado com prioridade. Por isso, um grupo de trabalho interministerial de prevenção e enfrentamento à violência foi criado.

De acordo com Evanovick, esse grupo tem procurado compreender o que a CNTE e o movimento educacional falam a respeito do assunto, além de outros atores que podem dar embasamento científico. Até a primeira semana de outubro o grupo deve apresentar um relatório com o diagnóstico e um conjunto de opiniões das entidades envolvidas. “O presidente Lula tem o compromisso de manter esse tema na agenda da educação, para seguir pautando essa perspectiva da segurança no ambiente escolar”, afirmou.

Tecnologia na educação

Sobre a gestão democrática e a tecnologia na educação, Guelda Andrade, ressaltou que é preciso alinhar algumas concepções. “A tecnologia, por exemplo, o conceito e a concepção das plataformas, como trabalhar no espaço do profissional.”

Ela explicou ser importante pensar a tecnologia em dois momentos: a que chega na escola no sentido de gerenciar o trabalho do profissional de educação; e a tecnologia na organização curricular, como pode contribuir com o trabalho do profissional. “Nós queremos uma educação que pode, sim, agregar a tecnologia, mas jamais substituir a figura do professor, porque nós estamos falando de seres humanos”, enfatizou.

Plano Nacional de Educação 

Outro desafio citado por Guelda, é o Plano Nacional de Educação (PNE), pois ele precisa ser construído nesse novo cenário político. “A disputa pelo ‘público’ vem de forma acirrada e nós defendemos, intransigentemente, que recurso público é para garantir educação pública e gratuita.”

Agenda 

Após os debates, o Coletivo Educacional decidiu que os sindicatos nos municípios e nos estados se mobilizarão para participar das conferências municipais, estaduais e, por último, da Conferência Nacional Extraordinária da Educação.

Também ficou definido o encaminhamento, aos estados e municípios, do material da CNTE sobre política educacional com a posição histórica da organização em defesa da escola pública, além da Carta de Natal, para subsidiar a atuação dos sindicatos em suas localidades.

Por último, foi firmado o compromisso de reforçar a convocatória para o ato em defesa da educação pública, dia 9 de agosto, em Brasília.

Abaixo, o calendário das conferências a serem realizadas pela CNTE e seus sindicatos filiados:

Etapa municipal: 23 a 29 de outubro

Etapa estadual/distrital: 1 a 19 de novembro

Etapa nacional: 28 a 30 de janeiro de 2024

>> CLIQUE AQUI PARA ACESSAR O ÁLBUM DE FOTOS DO SEGUNDO DIA DO COLETIVO EDUCACIONAL.

Fonte: CNTE

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Na tarde desta terça-feira (18), os dirigentes do CPERS se reuniram com a secretária de Educação, Raquel Teixeira, e outros representantes da Secretaria Estadual de Educação (Seduc), para debater questões fundamentais para a categoria.

Dentre os assuntos abordados estiveram o pleito por salários dignos para todos os educadores(as), a necessidade de realização de concurso público para mais vagas, além da preocupação com a exoneração de contratados(as) em licença-saúde, desligamento dos contratados(as) com 20h pela não adesão às 40h, entre outros pontos relevantes.

Com forte pressão do Sindicato, o encontro foi marcado pela busca de soluções conjuntas em defesa da educação e da valorização dos profissionais da área.

Confira, abaixo, ponto a ponto.

Exoneração de educadores contratados em licença-saúde

Após o escândalo envolvendo o governo de Eduardo Leite (PSDB), que resultou na demissão de professores(as) e funcionários(as) de escola contratados(as) que estavam afastados para tratamento de saúde, inclusive em situações graves como câncer, o CPERS prontamente exigiu explicações à Seduc sobre esses casos.

Em resposta, a secretária de Educação, Raquel Teixeira, informou ao Sindicato que o ofício que orientava a dispensa dos servidores(as) com contrato temporário em licença-saúde foi suspenso a partir de 12 de julho, assegurando que educadores(as) não sejam penalizados em situações delicadas como essa.

A presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, questionou com veemência: “Como podemos permitir que, em meio a lutas e desafios de saúde, esses profissionais sejam desligados de seus empregos? É uma situação profundamente dolorosa e injusta. Educadores dedicaram suas vidas à educação, e agora, em seus momentos de maior fragilidade, merecem ser amparados e apoiados, não punidos”.

Helenir também enfatizou que a luta será incansável na busca por reverter a situação dos contratados(as) que foram exonerados antes do dia 12.

“Não descansaremos até buscar, judicialmente, reverter essa condição. Para nós, é de extrema importância agir nesse sentido, pois estamos defendendo os direitos e a dignidade desses profissionais que foram injustamente afastados de seus empregos”, destacou.

Raquel Teixeira, reforçou o compromisso de avaliar individualmente todos os casos relacionados às demissões ocorridas antes do dia 12.

“Decidimos, de forma imediata, suspender a decisão anterior. Promovemos uma reunião com o RH, a área jurídica e a PGE para examinar cuidadosamente as opções em relação ao que já havia sido implementado. É essencial analisar cada situação com atenção e sensibilidade. Por isso, tomamos a decisão de tratar cada caso de forma específica”, enfatizou.

Exoneração dos contratados com 20h por recusa da troca para 40h

Na reunião, foi comunicado que o procedimento de desligamento dos contratados(as) que possuem carga horária de 20h, em virtude da não aceitação da jornada de 40h, encontra-se suspenso, mesmo sem vagas disponíveis. Está sendo buscada uma solução emergencial para ampliar o número de temporários.

A Seduc está empenhada em incentivar os educadores(as) a aderirem à carga horária de 40h. Atualmente, apenas cerca de 28% dos professores(as) efetivos possuem essa jornada, sendo a grande maioria dos temporários. Os esforços estão sendo direcionados para encorajar a progressão dos professores(as) rumo às 40h com dedicação exclusiva, visando estabelecer um ambiente profissional mais sólido em cada escola. 

O CPERS considera de extrema importância a realização de concursos públicos e a valorização salarial para oferecer melhores condições de trabalho aos educadores(as). É relevante que o governo demonstre interesse em abrir oportunidades com carga horária de 40h, desde que garanta condições de trabalho e salário dignos. 

A realidade enfrentada por muitos professores(as) contratados(as), incluindo problemas como exonerações, infelizmente ocorrem no Estado, que não é reconhecido por oferecer a melhor remuneração aos profissionais da educação. Essas questões têm gerado um sentimento de indignação entre a categoria.

Greve de 2017 e 2019: pendências e atualizações

A questão da efetividade, licença–prêmio e outras atividades temporais dos servidores(as), durante a greve de 2017, está em andamento. Os descontos suspensos judicialmente referentes a este período devem ser atualizados no portal do servidor.

Em relação à greve de 2019, servidores(as) que foram exonerados e dispensados a partir de 1º de março de 2020, mas conseguiram recuperar os dias de trabalho, já tiveram a remuneração devida paga em folha suplementar, bem como suas efetividades regularizadas, que devem também ser atualizados no portal do servidor para as concessões de aposentadorias.

Já os trabalhadores(as), desligados em novembro de 2019, devem solicitar o pagamento dos dias recuperados diretamente nas escolas. Cerca de 400 casos de falta de abono estão em fase de comprovação. Essas situações dizem respeito apenas à efetividade.

Jornada Pedagógica

Conforme informações do departamento de Desenvolvimento da Educação da Seduc, a orientação oficial é que o professor(a) necessita estar disponível em momentos específicos para realizar a Jornada: uma parte online, com transmissão ao vivo nas redes da Seduc, e uma parte presencial, organizada por cada escola de acordo com seu projeto político-pedagógico. Caso o educador(a) atue em mais de uma instituição de ensino ou em mais de um turno, é necessário acompanhar a Jornada em mais de um momento.

Tutoria Pedagógica

O CPERS solicitou esclarecimentos sobre o projeto-piloto “Tutores Pedagógicos”, após receber relatos surpreendentes de escolas onde os tutores, indicados pelas Coordenadorias Regionais de Educação (CRE), realizam visitas semanais ou quinzenais nas instituições.

A Seduc não havia divulgado oficialmente detalhes sobre o projeto, o que levantou questionamentos sobre a atuação desses profissionais.

Durante a reunião, a Secretaria informou que os tutores(as) passam por orientações e capacitação para exercerem o acompanhamento pedagógico. Durante as visitas nas escolas, eles têm como objetivo identificar pontos de melhoria, resgatar projetos em andamento e fornecer orientações para revisar o plano de ação do primeiro semestre.

O Sindicato demonstrou preocupação com a possibilidade de demissão de trabalhadores(as) da educação ou de preparação de parcerias público-privadas, mas a Secretária negou a existência dessa intenção.

Ponto da Assembleia Geral 

Na última semana o CPERS realizou dois importantes encontros, o Conselho Geral e a Assembleia Geral de Mobilização da categoria, no entanto, foi obtida a liberação de ponto apenas para o Conselho, conforme divulgado no Diário Oficial. A concessão para a Assembleia Geral ainda está pendente. Conforme a Seduc, neste caso, a dispensa ocorre com a apresentação de atestado emitido pelo Sindicato.

Representando o CPERS, estavam presentes na reunião a secretária-geral, Suzana Lauermann, os diretores(as) Leonardo Preto, Juçara Borges, Sonia Solange Viana, Cássio Ritter e o advogado da assessoria jurídica (escritório Buchabqui e Pinheiro Machado), Raphael Chlaem.

Acompanharam ainda o subsecretário de Desenvolvimento da Educação, Marcelo Jerônimo, a subsecretária de Governança e Gestão da Rede Escolar, Janaína Audino, o subsecretário adjunto de Infraestrutura e Serviços Escolares, Rômulo Medeiros Saraiva, a superintendente de Educação Profissional, Tamires Fakih e a diretora do Departamento de Gestão de Pessoas, Marie Cristine Fortes Rocha.

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