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O CPERS convoca todas as educadoras(es), da ativa e aposentadas(os), a se unirem na luta por dignidade e valorização salarial que merecemos, sobretudo diante do descaso de Eduardo Leite (PSDB) em meio à tragédia climática.

No dia 12 de julho (sexta-feira), às 9h, em frente ao Palácio Piratini, vamos nos reunir em um grande Ato Estadual, juntamente com a Frente dos Servidores(as) Públicos (FSP). No mesmo dia, às 13h30 (primeira chamada) e às 14h (segunda chamada), estaremos juntas(os) na Assembleia Geral do Sindicato, na Casa do Gaúcho.

Nossa pauta é urgente: Revisão Geral dos Salários, Piso Salarial para funcionárias(os) de escola (PL 2531/21) e fim do desconto previdenciário das aposentadas(os).

Exigir salário digno é questão de sobrevivência. Professoras(es) e funcionárias(os) de escola, da ativa e aposentadas(os), precisam colocar comida na mesa, pagar as contas e garantir um futuro digno para suas famílias. É inaceitável que ainda tenhamos que lutar pelo básico: um salário que permita viver com dignidade. Vamos mostrar nossa força, nossa união e nossa determinação. Vamos fazer nossa voz ser ouvida e lutar pelos nossos direitos! 

Revisão Geral dos Salários

Mais um ano passa e as professoras(es) e funcionárias(os) de escola seguem largadas(os) pela negligência de Eduardo Leite (PSDB). A Revisão Geral de Salários é urgente para corrigir as injustiças acumuladas por anos de puro descaso. As perdas salariais que somam 63,17% entre 2014 e 2024 não são só números; são o reflexo de um sistema que prefere discursos vazios a melhorar a vida das educadoras(es). O funcionalismo estadual recebeu uma revisão de apenas 6% em 2022.

As promessas de diálogo do governo Leite (PSDB) são palavras ocas, sem compromisso real. Como confiar em um governo que ignora as necessidades básicas das suas trabalhadoras(es)?

Exigimos ação imediata e respeito pelos anos de dedicação e serviço prestado. Os salários precisam refletir não só a inflação, mas também o justo reconhecimento pelo trabalho duro e essencial que realizamos todo dia. Chega de promessas vazias! Queremos justiça salarial plena e imediata para todos os servidores públicos do estado!

Piso Salarial para Funcionárias(os) de Escola (PL 2531/21)

Não estamos pedindo luxo, mas o básico: comida na mesa e dignidade para as funcionárias(os) de escola e suas famílias. Quantas histórias mais precisaremos ouvir sobre agentes educacionais sem dinheiro suficiente para comprar alimentos ou pagar contas básicas? Isso é cruel e desumano!

O Projeto de Lei 2531/21 precisa ser aprovado sem mais delongas, em Brasília. Estamos falando de secretárias(os) escolares, vigias, assistentes de direção, auxiliares de bibliotecas, merendeiras(os), auxiliares de sala, motoristas de transporte escolar, auxiliares de limpeza e tantos outros que são o verdadeiro coração das nossas escolas.

O valor do piso para formação em nível médio será igual a 75% do valor do Piso Salarial profissional nacional das(os) profissionais do magistério da educação básica, para jornadas de, no máximo, 40 horas semanais. A aprovação do PL 2531/21 não pode mais esperar! Precisamos de justiça, e precisamos agora!

Fim dos descontos previdenciários das aposentadas(os)

Milhares de professoras(es) e funcionárias(os) de escola aposentadas(os) têm seus direitos violados e suas rendas dilapidadas pela Reforma da Previdência. Essas mulheres e homens dedicaram suas vidas à educação, formando gerações e contribuindo para o desenvolvimento do país. No entanto, são penalizados com descontos abusivos em seus já modestos salários.

No dia 19 de junho, o Supremo Tribunal Federal (STF) retomou o julgamento das Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) que contestam a Reforma da Previdência (EC 103/19) do governo Bolsonaro. Com um placar inicial de 7 x 3 pela inconstitucionalidade dos descontos, foi uma vitória, especialmente para quem recebe valores abaixo do teto do Regime Geral.

Mas o ministro Gilmar Mendes pediu vista e adiou a decisão. Continuamos pressionando para que o STF não só declare a inconstitucionalidade dos descontos, mas também determine a restituição imediata dos valores extorquidos até agora. O CPERS Sindicato está vigilante e ativo em Brasília, lutando incansavelmente pelos direitos das(os) aposentadas(os). Exigimos respeito!

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A diretora do CPERS, Sônia Solange, visitou Montenegro, cidade que abrange o 5º Núcleo do Sindicato, nesta quarta-feira (26). Ela esteve em escolas afetadas pelas enchentes de maio e junho no Rio Grande do Sul. Algumas instituições ficaram submersas durante a catástrofe, enquanto outras funcionaram como abrigos, fornecendo refeições e acolhendo famílias desabrigadas.

A primeira escola visitada foi a EEEF Aurélio Porto, diretamente atingida pelas enchentes. A água chegou a atingir mais de um metro dentro do prédio, deixando o imóvel submerso e comprometendo uma série de equipamentos.

“Eles conseguiram se recuperar por conta da gestão da escola, que é extremamente competente. A direção se virou por conta própria para recuperar as perdas, com a comunidade e empresários locais, enquanto o governo não fez nenhuma ação até agora”, conta a diretora do CPERS, Sônia Solange.

Os relatos das(os) profissionais que trabalham na Aurélio Porto foi o mesmo: um trabalho muito exaustivo e árduo, com muitas demandas. Ainda assim, a instituição recebeu muitas doações, que visam a reconstrução de uma escola ainda mais forte e unida.

Além disso, a diretora do CPERS visitou a EE Técnica São João Batista e a EEEM Delfina Dias Ferraz, também localizadas em Montenegro. De acordo com a prefeitura da cidade, estima-se que 11 mil pessoas foram afetadas pelas enchentes de maio no município. Além disso, a água atingiu mais de 11 metros, acima de qualquer outro registro feito anteriormente.

Apesar de não ter sido diretamente afetada, a EE Técnica São João Batista acabou envolvida na catástrofe climática. A direção da escola ficou responsável por produzir refeições diárias para pessoas que foram acolhidas em abrigos, além de fornecer comida para voluntários e funcionários da Defesa Civil.

“As escolas que nós visitamos foram afetadas pelas enchentes, seja na estrutura, ou contribuindo voluntariamente com refeições. Não tem nenhuma ação do governo voltada para ajudar essas escolas e, por isso, elas tiveram que tomar iniciativas próprias”, explica Sônia.

Ainda nesta quarta-feira (26), o 5º Núcleo do CPERS promoveu a palestra “Alternativas e Soluções para Minimização dos Efeitos das Cheias na Bacia do Rio Caí”, com o biólogo e presidente do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Caí, Rafael Altenhofen. O evento foi realizado na EEEM Delfina Dias Ferraz e tinha como propósito ser um espaço de debate para conscientizar as pessoas sobre a catástrofe climática, além da população se apropriar do assunto para ajudar a comunidade.

Foi debatida a necessidade de políticas públicas voltadas para ações de enfrentamento e prevenção, para que essas áreas não sejam tão afetadas como na catástrofe de 2024. Além disso, foram pautadas maneiras de contribuir para aquelas famílias e instituições que perderam tudo ou grande parte de seus pertences nas enchentes.

“Nosso evento foi de extrema importância. Como sindicato, nós sabemos que é um momento muito delicado, e todo apoio é válido. Por isso, a gente está tentando levar isso para o nosso povo e os nossos colegas. Saímos do evento com um grupo para realizar atos para ajudar a população a saber mais detalhes sobre a situação”, explica Elisabete de Vargas Pereira, diretora do 5º Núcleo.

Desde o início da catástrofe climática, o CPERS tem disposto sua sede e as sedes dos núcleos como espaços de acolhimento e ponto de coleta de doações para famílias afetadas pelas enchentes. O Sindicato também lançou a campanha “Pés Quentinhos”, mobilizou as funcionárias(os) de escola e professoras(es) aposentadas(os) dos 42 núcleos do CPERS para confeccionar peças que serão doadas para as crianças atingidas pelas enchentes. Além disso, pela campanha “Esperança nas Estantes”, o Sindicato tem recebido doações de livros infantis e infantojuvenis para as instituições atingidas pelas enchentes.

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Neste 28 de junho, celebramos o Dia do Orgulho LGBTQIA+, uma data que marca a luta e a resistência da comunidade LGBTQIA+ em busca de direitos e reconhecimento.

Em meio à tragédia climática que enfrentamos no Rio Grande do Sul, é importante lembrar que a comunidade, por ser uma minoria, também é severamente afetada, sobretudo aqueles que vivem à margem da sociedade, excluídos pela lógica conservadora que ainda predomina em muitas regiões do Brasil.

Precisamos reforçar nossa solidariedade e assistência à comunidade LGBTQIA+ afetada, assegurando seus direitos e liberdades, especialmente em momentos delicados como o que estamos vivendo.

Contexto histórico

Essa data, comemorada mundialmente, tem em sua origem na Rebelião de Stonewall, no ano de 1969, na cidade de Nova York, quando uma série de protestos foram realizados por membros da comunidade em resposta à truculência policial no bar Stonewall Inn, que era conhecido, na época, como um dos redutos gays mais famosos.

Até 1962, não ser heterossexual era considerado crime nos Estados Unidos. A Rebelião de Stonewall foi um marco por direitos e liberdade na história da comunidade LGBTQIA+, já que, pela primeira vez, a comunidade encurralou a polícia, que até então sempre a havia encurralado. Um ano depois, em 1970, mais de dez mil pessoas se reuniram para comemorar o primeiro aniversário da Rebelião, dando origem às Paradas LGBTQIA+ que conhecemos hoje.

Atualmente, o Brasil registra o maior número de crimes de ódio contra pessoas LGBTQIA+ no mundo, destacando a urgência da resistência. Em contraste, a Parada do Orgulho LGBTQIA+ de São Paulo é considerada a maior do mundo, reunindo milhões de pessoas anualmente para celebrar a cultura e a diversidade. No Rio Grande do Sul, a primeira Parada Livre de Porto Alegre ocorreu em 1998.

O CPERS, por meio do seu Departamento de Gênero e Diversidade, reafirma seu compromisso com a causa LGBTQIA+, destacando a importância de garantir proteção e apoio contínuo à comunidade. Celebrar o orgulho de ser quem se é e promover uma sociedade inclusiva são pilares essenciais. O CPERS acredita firmemente que, com solidariedade e respeito, o amor sempre vencerá!

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Na tarde desta quinta-feira (27), a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, o 2º vice-presidente do Sindicato, Edson Garcia, acompanhados da assessoria jurídica da entidade (escritório Buchabqui e Pinheiro Machado), reuniram-se com o presidente do Banrisul, Fernando Lemos, e o membro da diretoria do banco, Ivanor Antonio Duranti, para buscar soluções para as educadoras(es) sobre a situação dos empréstimos consignados e a vida financeira da categoria.

Confira, abaixo, os pontos acordados:

1) Quem está dentro do Mapa Único do Plano Rio Grande (MUP)
Para as afetadas(os) que tenham domicílio e residência em municípios em estado de calamidade pública reconhecida nos termos do Decreto Estadual 57.646/2024, e cadastrados junto ao Banrisul até maio de 2024, em local considerado “Diretamente Atingido” pelo Mapa Único do Plano Rio Grande (MUP), é indicado optarem pelo não desconto das quatro parcelas do empréstimo consignado a partir do mês de maio. Estas serão transferidas para o final do contrato, sem incidência de juros adicionais.

2) Quem não optar pelo parcelamento e não está dentro do MUP
Estas servidoras(es) terão a parcela do empréstimo consignado do mês de junho descontado de sua conta corrente.

A parcela de maio, que ficará pendente, o Banrisul se comprometeu a apresentar uma proposta para que esse pagamento não seja pesado às trabalhadoras(es).

3) Quem optar pelo parcelamento e não está dentro do MUP
Estas servidoras(es) devem entrar no aplicativo do Banrisul e confirmar a sua solicitação. Estes empréstimos consignados terão a vigência de seis meses, a partir de maio, e os juros devidos no prazo da carência, capitalizados mensalmente e incorporados ao saldo devedor da operação de crédito consignado.

4) Prazo para aderir ao parcelamento de quem não está dentro do MUP
Todas as trabalhadoras(es) têm até os primeiros dias de julho para aderir à carência pelo período de seis meses, com a cobrança de juros.

5) Pagamentos dos cartões de crédito
No mês de julho, serão cobradas as faturas dos meses de maio, junho e julho, restando a opção de negociar o parcelamento com o cartão, através da Central de Atendimento do Banrisul pelo 0800 646 1515.

Os representantes do Sindicato se dirigiram à Procuradoria Geral de Justiça do Estado e Defensoria Pública Geral do Estado, mas não obtiveram agenda. O CPERS enviou um ofício solicitando reunião com eles e está aguardando uma resposta. Continuaremos pressionando por soluções favoráveis às servidoras(es).

 

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou, nesta quarta-feira (26), o Projeto de Lei que institui o novo Plano Nacional de Educação (PNE) para o período de 2024 a 2034. O texto, que foi encaminhado para análise do Congresso Nacional, prevê 18 objetivos, compreendidos nas temáticas de Educação Infantil, Alfabetização, Ensino Fundamental e Médio, Educação Integral, Diversidade e Inclusão, Educação Profissional e Tecnológica, Educação Superior, Estrutura e Funcionamento da Educação Básica.

A proposta possui 58 metas e, para cada uma, um conjunto de estratégias que expressam as principais políticas, programas e ações envolvendo a União, os estados e os municípios, para o alcance dos objetivos propostos. Entre as inovações do novo PNE, está a ênfase na qualidade da oferta do ensino, com objetivos e metas focados no alcance de padrões de qualidade na educação infantil, na educação profissional e tecnológica, no ensino superior e na formação de docentes.

O documento também traz objetivos específicos para as modalidades de educação escolar indígena, educação do campo e educação escolar quilombola, relacionados à ampliação do acesso para estes estudantes. O projeto mantém metas para os públicos-alvo da educação especial e educação bilíngue de surdos.

Objetivos do texto entregue ao Congresso Nacional

  1. Ampliar a oferta de matrículas em creche e universalizar a pré-escola;
  2. Garantir a qualidade da oferta de educação infantil;
  3. Assegurar a alfabetização ao final do 2º segundo ano do Ensino Fundamental para todas as crianças, em todas as modalidades educacionais, com inclusão e redução de desigualdades;
  4. Assegurar que crianças, adolescentes e jovens em idade escolar obrigatória concluam o Ensino Fundamental e o Ensino Médio na idade regular, em todas as modalidades educacionais, com inclusão e redução de desigualdades;
  5. Garantir a aprendizagem dos estudantes no Ensino Fundamental e no Ensino Médio, em todas as modalidades educacionais, com inclusão e redução de desigualdades;
  6. Ampliar a oferta de educação integral em tempo integral para a rede pública;
  7. Promover a educação digital para o uso crítico, reflexivo e ético das tecnologias da informação e da comunicação, para o exercício da cidadania;
  8. Garantir o acesso, a qualidade da oferta e a permanência em todos os níveis, etapas e modalidades na educação escolar indígena, na educação do campo e na educação escolar quilombola;
  9. Garantir o acesso, a oferta de atendimento educacional especializado e a aprendizagem dos estudantes público-alvo da educação especial e dos estudantes público-alvo da educação bilíngue de surdos, em todos os níveis, etapas e modalidades;
  10. Assegurar a alfabetização e ampliar a conclusão da educação básica para todos os jovens, adultos e idosos;
  11. Ampliar o acesso e a permanência na educação profissional e tecnológica, com inclusão e redução de desigualdades;
  12. Garantir a qualidade e a adequação da formação às demandas da sociedade, do mundo do trabalho e das diversidades de populações e seus territórios na educação profissional e tecnológica;
  13. Ampliar o acesso, a permanência e a conclusão na graduação, com inclusão e redução de desigualdades;
  14. Garantir a qualidade de cursos de graduação e instituições de ensino superior;
  15. Ampliar a formação de mestres e doutores, de forma equitativa e inclusiva, com foco na prospecção e solução dos problemas da sociedade;
  16. Garantir formação e condições de trabalho adequadas aos profissionais da educação básica;
  17. Assegurar a participação social no planejamento e gestão educacional;
  18. Assegurar a qualidade e equidade nas condições de oferta da educação básica.

>> Leia a apresentação completa aqui.

Fontes: Carta Capital e Agência Brasil

Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República

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A campanha “Pés Quentinhos”, lançada no dia 21 de maio pelo CPERS, mobilizou as funcionárias(os) de escola e professoras(es) aposentadas(os) dos 42 núcleos do CPERS, exaltando os laços de solidariedade entre educadoras(es).

Foram centenas de peças confeccionadas pelas mãos daquelas que doaram anos das suas vidas à educação pública estadual, e agora doam seu amor para as crianças atingidas pelas enchentes que assolaram nosso Rio Grande do Sul.

Cada ponto de tricô ou crochê é um gesto de carinho, uma promessa de dias melhores, e uma prova de que, juntas(os), podemos transformar a adversidade em esperança.

A sala da diretora do Departamento das(os) Aposentadas(os) do CPERS, Glaci Weber, transbordou de amor, preenchida por diversas caixas que tomaram conta do espaço. Dentro delas, encontravam-se meias, mantas, sapatinhos, gorros, casacos e calças, todos confeccionados com profunda dedicação e solidariedade das aposentadas(os) do Sindicato.

“Com a chegada do inverno rigoroso é importante distribuirmos o material que as nossas aposentadas fizeram na campanha ‘Pés Quentinhos’, temos uma grande quantidade de material e estamos entregando em todo Rio Grande do Sul. Nossa ação está sendo uma campanha muito bonita, séria e solidária que atingiu plenamente seus objetivos. Estamos levando um pouco de conforto e carinho das vovós do CPERS Sindicato para os atingidos pelas enchentes”, detalha Glaci.

Doações entregues pelo RS

As entregas estão sendo realizadas por representantes da Direção Central e pela Direção de núcleos. O objetivo é alcançar os municípios mais atingidos pelas enchentes, onde toda ajuda é bem-vinda.

Na última quinta-feira (20), a tesoureira do CPERS, Rosane Zan, e as diretoras, Glaci e Juçara Borges, levaram as doações na EEEM Firmino Acauan, localizada em São Leopoldo (14º Núcleo).

Rosane frisa que a campanha beneficia não só quem vai receber a doação, mas sim todas(os) que se comprometeram e ajudaram, seja confeccionando as peças ou doando material. “Ajudar o outro traz benefícios não só para quem está necessitado, mas nos alimenta também, nos beneficia, faz a gente crescer. Se todos nós pensarmos cada vez mais dessa forma, teremos um mundo bem melhor. É nisso que acredito que é pela evolução que trabalhamos muito e plantamos o bem. O CPERS sempre chama pela consciência de classe, assim, ajudar o próximo também nos ensina a sermos conscientes”, relata Rosane.

Já nesta terça-feira (25), a diretora Juçara juntamente com a diretora do 28º Núcleo (Soledade), Magale Eicheler da Rocha, e o grupo de aposentadas do Núcleo entregaram as roupas na EMEF Nossa Senhora da Glória e no Pavilhão da Comunidade Evangélica, todas localizadas no município de Sinimbu, fortemente atingido pela tragédia climática no estado.

“Receber o CPERS em nossa escola foi uma alegria muito grande, vocês mostraram a força e união dos professores e funcionários de escola. Essa campanha realizada por vocês é  encantadora. Quanto amor em cada peça costurada ou tricotada por vocês. Orgulho da nossa profissão, o capricho e o carinho em cada item doado demonstram o que é ser educador: amar e cuidar de cada criança”, relata Claisi Goetze Behling, diretora da EMEF Nossa Senhora da Glória.

A diretora Juçara destaca a emoção de participar desse momento junto com as aposentadas do Núcleo, ressaltando a alegria e brilho no olhar das colegas ao fazerem a entrega. “Fomos muito elogiadas pelas peças confeccionadas feitas com carinho, amor e capricho. Só quem está em um momento desses sabe o quanto é emocionante. A campanha ‘Pés Quentinhos’, organizada pela professora Glaci e o CPERS Sindicato, está de parabéns, pois foi uma ação que chegou no momento certo para aqueles que precisam. Estão todas de parabéns pelo lindo trabalho que fizeram e ainda estão fazendo”, afirma Juçara.

“São vários sentimentos vividos nos últimos dois meses, desde que ocorreu esta tragédia em nosso município. Muitas vezes acabamos desacreditando que realmente as coisas irão ser como eram antes do ocorrido. Então, recebemos mensagens e doações de pessoas e lugares que muitas vezes nem conhecemos, isso acalenta e nos proporciona uma alegria enorme. Agradeço de coração o grupo de aposentadas do Núcleo de Soledade pelas doações”, destacou Lilian Raquel Kist, chefe de Departamento Assistência Social – CRAS de Sinimbu.

O CPERS seguirá fazendo as doações das peças confeccionadas pelas aposentadas do Sindicato. Alguns núcleos seguem na confecção e outros já encerraram a campanha.

 

 

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A Câmara dos Deputados promoveu uma audiência, na última quinta-feira (20), para debater os desafios de regulamentar e implementar a Lei n.º 14.817, de 16 de janeiro de 2024, que estabelece as diretrizes para a valorização das(os) profissionais da educação escolar básica. O debate elencou como fator determinante a valorização das(os) profissionais, das(os) merendeiras(os) às(aos) diretoras(es) de escola, para que se tenha a garantia de uma educação de qualidade.

A audiência foi realizada na Comissão de Educação, a pedido da deputada Socorro Neri (PP-AC). O evento contou com a participação de diversas entidades vinculadas à educação, como a Confederação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Educação (CNTE), da qual o CPERS é filiado.

De acordo com a deputada Socorro (PP-AC), os principais pontos da lei incluem remuneração justa, o incentivo à formação e capacitação, a adoção de carga horária adequada, medidas de valorização da carreira, além de boas condições de trabalho – pautas, estas, defendidas pelo CPERS.

“A implementação dessa lei é crucial para a qualidade do ensino e para a criação de um ambiente estimulante para os profissionais da educação. Contudo, o processo de regulamentação e aplicação prática destas diretrizes exige um diálogo aprofundado entre os diversos atores da educação”, destacou a parlamentar.

A lei carrega grande importância ao condensar os principais elementos estabelecidos pela Constituição Federal, pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), Lei do Piso Salarial, diretrizes do Conselho Nacional de Educação, entre outras legislações que compõem o cenário de valorização da profissional educadora.

Porém, questões como o avanço da terceirização dessas(es) trabalhadoras(es) e a tentativa de inserir outros profissionais que não são da educação no rol de educadoras(es) tem dificultado o alcance de uma valorização profissional. Além disso, um dos desafios centrais para garantir a valorização é o cumprimento de metas do Plano Nacional de Educação 2014-2024, que se atualizam no novo texto construído na Conferência Nacional de Educação (Conae 2024).

Fonte: CNTE

Foto: Caco Argemi/CPERS

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Na tarde desta segunda-feira (24), o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), por meio da Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor de Porto Alegre, em conjunto com a Defensoria Pública do Estado e os Procons Estadual e Municipal, assinou um acordo com o Banrisul para estender as operações de crédito consignado dos servidores(as) públicos estaduais e municipais afetados diretamente pelas enchentes.

O acordo, firmado pelo procurador-geral de Justiça, Alexandre Saltz, representantes das instituições envolvidas e a Presidência do Banrisul, estabelece que o banco concederá quatro meses de carência (maio, junho, julho e agosto) nas operações de crédito consignado, sem cobrança de juros, encargos adicionais ou aumento no valor das parcelas.

>> Leia o acordo completo aqui.

Este benefício se destina aos servidores(as) ativos, inativos e pensionistas que tenham domicílio e residência em município com estado de calamidade pública reconhecida nos termos do Decreto Estadual 57.646/2024, e cadastrados junto ao Banrisul até maio de 2024, em local considerado “Diretamente Atingido” pelo Mapa Único do Plano Rio Grande (MUP).

Aos demais trabalhadores(as), que não se enquadrem como diretamente atingidos nos termos anteriores, será possibilitada a repactuação do consignado com carência de seis meses, mas com encargos contratuais e parcelas incorporadas ao saldo devedor; os juros e as parcelas não pagas serão diluídos nas prestações seguintes.

Também será reaberto o prazo para que o servidor(a) opte por aderir ou não às propostas, podendo escolher manter as condições atuais de seu contrato. Para aderir formalmente, o servidor(a) público deve comparecer em uma agência do banco ou acessar o aplicativo Banrisul Digital. A adesão do servidor(a) estadual deve ser feita entre os dias 25 de junho e 10 de julho.

Em caso de dúvidas, entre em contato com o Banrisul clicando aqui, pelo WhatsApp neste link ou pelo telefone 0800 646 1515.

*Com informações do MPRS

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Neste sábado (22), a Frente dos Servidores Públicos do Rio Grande do Sul, que reúne diversas entidades, incluindo o CPERS, realizou uma live pelo Facebook do Sindicato para debater “O impacto da crise climática: desafios, ações necessárias e o papel dos servidores públicos”.

O evento contou com a participação dos geólogos Rualdo Menegat, professor titular do Instituto de Geociências da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e coordenador do Atlas Ambiental de Porto Alegre, e Rafael Fernandes, servidor público da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (FEPAM). A mediação foi da presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, e do secretário-geral do Sindjus, Fabiano Zalazar.

O professor Rualdo Menegat destacou a importância do evento, ressaltando a união entre a expertise técnica e a experiência dos movimentos de resistência dos servidores(as) públicos do Estado.

“A capacidade técnica do funcionalismo estadual, aliada à ciência, permite prognosticar e compreender as questões decorrentes de desastres climáticos. Isso cria uma consciência de que a sociedade pode e deve enfrentar essas questões com a capacitação do Estado e de seus funcionários”, afirmou Menegat.

Além disso, Menegat sublinhou a importância de conceitos ambientais, elevando a inteligência social e destacando o papel decisivo da educação e das políticas públicas no futuro.

Rafael Fernandes enfatizou a necessidade de ações concretas para enfrentar as mudanças climáticas e a importância de cobrar providências das autoridades.

“Discutimos sobre as mudanças climáticas e sua influência na nossa sociedade gaúcha. É essencial que medidas sejam tomadas para mitigar os efeitos destes desastres e atender às demandas da sociedade, como moradia digna e segurança no dia a dia”, destacou Fernandes.

“Vamos criar um grupo de estudos e organizar seminários, envolvendo Rafael e Rualdo, e promover uma conversa com a UFRGS para desenvolver um curso sobre a questão climática. Queremos, também, produzir uma cartilha educativa sobre o clima para ser distribuída nas escolas”, anunciou a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer.

As enchentes recentes no Rio Grande do Sul afetaram duramente o Sindjus, causando danos significativos às suas instalações. As entidades que integram a Frente dos Servidores(as) Públicos estão na linha de frente da reconstrução, coordenando esforços para reconstruir o estado.

“A Frente dos Servidores Públicos desempenha um papel fundamental para garantir que as necessidades urgentes das famílias afetadas pelas enchentes sejam atendidas de maneira eficiente e que os recursos sejam alocados de forma justa e transparente.”, informou Fabiano, representante do Sindjus.

A crise climática trouxe à tona críticas à gestão do governador Eduardo Leite (PSDB) e do prefeito Sebastião Melo (MDB).

A negligência e o afrouxamento de regras ambientais por parte do governo estadual colocaram em risco a vida de milhares de famílias. “Enquanto Leite e Melo sucateiam os serviços públicos e retiram direitos dos servidores, fica evidente que estes trabalhadores são fundamentais na defesa do meio ambiente e do bem-estar de todos os cidadãos”, concluiu a presidente Helenir.

A crise climática exige ações urgentes e eficazes, destacando a necessidade de uma resposta imediata e comprometida das autoridades para garantir um futuro sustentável para todos.

      

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