Durante audiência pública realizada na Câmara dos Deputados para discutir o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), na terça-feira (9), especialistas ressaltaram a necessidade de mais recursos para a garantia da alimentação escolar.

Segundo a coordenadora-geral do Pnae, Karine Silva dos Santos, apesar da necessidade de reajuste, atualmente, parte dos recursos destinados ao programa não são aplicados.

“De fato, a gente não consegue nem atingir os 10% do nosso PIB. Mas, enquanto os recursos não forem totalmente utilizados na destinação do objeto do programa, é muito difícil o Governo Federal conseguir garantir o aumento do valor desse recurso”, disse.

O programa é gerenciado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), atendendo cerca de 40 milhões de estudantes da rede pública de 150 mil escolas. Anualmente, cerca de R$5,5 bilhões são destinados para a garantia da merenda; desse total, R$1,6 bilhão vai para a agricultura familiar, produzida por cerca de 40 mil agricultores.

Os repasses seguem critérios que consideram o número de alunos registrados no censo escolar do ano anterior; o valor per capita específico de cada região e a quantidade de dias letivos, que são 200 segundo determina a Lei de Diretrizes e Bases da Educação.

Segundo salientou o secretário Executivo da CNTE, José Valdivino de Moraes, manter a qualidade da alimentação escolar é uma condição imprescindível para assegurar o direito, permanência e qualidade na educação enquanto garantia constitucional e social.

“Dentro das escolas não pode existir fome!”, ele reitera. “O artigo 11 da lei do Pnae detalha que é responsabilidade dos nutricionistas dizer quais são os alimentos necessários para suprir as necessidades nutricionais das crianças e jovens que estão dentro das escolas. Isso quer dizer que, se há uma falha nesse processo, a primeira pessoa que devemos procurar para cobrar é esse profissional, já que ele tem todo o poder perante a lei de dizer o que é necessário para a alimentação adequada”, aponta o dirigente.

Valdivino ainda destacou a necessidade de fiscalização sobre o uso dos recursos do Pnae por entes federados. “Não acredito que tenha um ente federado que esteja investindo tanto na alimentação escolar a ponto de poder dispensar os recursos do FNDE. Então precisamos investigar quais são os entes federados que estão fazendo isso. O Conselho da Alimentação escolar precisa notificar o ministério público sobre as carências que há nesses estados”, considera.

“No estado do Paraná, por exemplo, gastamos o equivalente a duas vezes o recurso que vem para o Pnae. Com a verba do programa conseguimos comprar apenas frutas e verduras. Para os outros alimentos, temos de usar o recurso do estado. Então acredito ser necessário o reajuste constante desse repasse, bem como a investigação de como anda a administração desses entes que não usam todo o valor destinado à alimentação escolar”, Completa.

Em 2023, foi registrado o aumento de 36 para 50 centavos por aluno, entretanto, trata-se de um valor suplementar, já que o programa  conta com a participação dos governos estaduais e municipais.

O repasse do valor para o Pnae é dividido em oito parcelas para estados e municípios ao longo do ano, considerando o número de alunos em cada uma das redes.

Congresso Nacional

Atualmente, mais de 120 projetos se encontram em discussão no Congresso Nacional com o intuito de modificar a lei do Pnae (Lei 11.947/09).

Um deles, o PL 2754/23, que tramita no Senado, foi defendido pela coordenadora da Fian Brasil – Organização pelo Direito Humano à Alimentação e à Nutrição Adequadas, Mariana Santarelli.

O projeto propõe um reajuste automático dos valores no Pnae conforme a inflação de alimentos medida pelo IPCA. Com base nesses cálculos, entre 2014 e 2021, os valores atualizados estão defasados em R$ 2,33 bilhões. Em compensação, houve reajuste de 34% em 2023.

Outro problema relacionado à condução do Pnae foi revelado pelo Observatório da Alimentação Escolar (ÓAÊ). Segundo a organização, cerca de 36% das escolas possuem infraestrutura e cozinhas escolares inadequadas, número insuficiente de nutricionistas e cozinheiros, além de baixo investimento financeiro por parte do estado e município.

“É um setor que precisa de gente qualificada e profissionalizada. Precisamos superar a terceirização, pois é algo completamente prejudicial e que acaba não permitindo a criação de vínculo do profissional com o trabalho”, ressalta Valdivino.

Outro destaque do dirigente, diz respeito à mais investimentos que garantam o espaço adequado para o preparo dos alimentos e para a refeição dos estudantes.

“Nós do Conselho também precisamos estar juntos, dialogando com as novas escolas, para saber se a engenharia está pensando nesses espaços, seja com reformas ou na construção de novos espaços.”

Debates

A audiência Pública atendeu pedido do deputado Daniel Barbosa (PP-AL), que confirmou a realização de mais encontros para debater a nutrição nas universidades e nas escolas públicas do País. Segundo o parlamentar, por fornecer condições para melhorar a saúde, o Programa Nacional de Alimentação Escolar tem importância direta na aprendizagem dos estudantes.

“As políticas públicas são respostas a demandas da sociedade. Toda hora que a sociedade tem uma demanda, nós devemos debater, nós devemos nos reunir e discutir políticas públicas para que elas sejam mais assertivas, e não a gente ficar falando sem dados, sem provas, sem ter um norte”, ressaltou.

Foto de capa: Sergio Amaral/ Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social
Fonte: CNTE

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A manhã desta sexta-feira (19) foi marcada pela intensa mobilização do CPERS, que realizou uma Assembleia Geral Extraordinária reunindo educadoras(es) de todo o estado, na Praça da Matriz. A categoria, unida e determinada, expressou um contundente NÃO ao PL 240/2024, proposto pelo governador Eduardo Leite (PSDB).

A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul tinha previsto a votação do projeto para a tarde de hoje. No entanto, a pressão constante exercida sobre o governo Leite (PSDB) resultou na suspensão da Sessão Extraordinária. Um acordo entre as bancadas do PT, PCdoB e PSOL garantiu a suspensão das propostas, permitindo que elas sejam debatidas com calma. Uma nova Sessão deve ser convocada até o dia 31.

O pacote, composto por três projetos que totalizam 373 páginas e alteram 156 leis, foi enviado à Assembleia por Leite (PSDB) na terça-feira (16). Entre eles está o PL 240/2024, que propõe mudanças nas carreiras das servidoras(es).

Durante a semana, o CPERS intensificou a pressão sobre o governo Leite (PSDB) e as 55 deputadas(os) da Assembleia Legislativa, destacando os pontos críticos do pacote do governo. Professoras(es) e funcionárias(os) de escola, tanto da ativa quanto aposentadas(os), participaram do Dia de Luta Estadual, em busca de dignidade e valorização profissional e salarial, conforme deliberado na Assembleia Geral do dia 12.

“Nossa luta não termina aqui,” destacou o 1º vice-presidente do CPERS, Alex Saratt. “Exigimos um tempo adequado para analisar detalhadamente o PL 240/2024 e garantir que nossos direitos não sejam prejudicados por medidas precipitadas”.

“Estar aqui hoje demonstra que temos a capacidade de responder a este governo. Estamos plenamente aptos a defender os direitos de toda a categoria. Ninguém solta a mão de ninguém”, destacou a tesoureira do CPERS, Rosane Zan.

O Sindicato continua em estado de alerta, monitorando cada movimento do governo Eduardo Leite (PSDB), na Assembleia Legislativa. Seguimos unidas na defesa da educação e por valorização para toda a categoria.

> > Confira a live da Assembleia Geral Extraordinária do CPERS

>> Confira o vídeo do 1º vice-presidente do CPERS, Alex Saratt

     

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Nesta quinta-feira (18), o Conselho Nacional de Entidades (CNE) da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) reuniu, em Brasília, educadoras(es) de todo país para traçar as ações de luta em prol da educação no Brasil. O evento se estendeu até esta sexta-feira (19) e contou com a presença do 2º vice-presidente do CPERS e Secretário de Assuntos Jurídicos e Legislativos da  CNTE, Edson Garcia. 

“Na reunião do CNE, atualizamos as agendas de lutas nacionais de todos os Sindicatos e Federações filiadas e aprovamos o Calendário Nacional de Mobilizações do segundo semestre de 2024”, explica o professor Edson. 

Além disso, o dirigente agradeceu oficialmente, em nome da Direção Estadual do CPERS, a todas as entidades que contribuíram com a campanha SOS RS, organizada pela CNTE em apoio às(aos) educadoras(es) gaúchas(os). O montante arrecadado somou R$157.410,78, que foram repassados a 437 sócias(os) do CPERS impactados pelas enchentes no Rio Grande do Sul. 

A tesoureira do Sindicato, Rosane Zan, não pôde comparecer ao CNE, mas fez um agradecimento aos doadores por meio de um vídeo, no qual professoras(es) e funcionárias(os) de escola beneficiadas(os) também destacam a importância da iniciativa.

>> Confira o conteúdo: 

Cofira o Calendário de Mobilizações

Foram definidas as seguintes datas de mobilizações da classe trabalhadora em educação para o segundo semestre de 2024:

Julho

* 22 e 23/7- Labour 20 (L20) CUT/OIT- Centro de Eventos.

* 26/7 a 1/8- Congresso da IE/ Argentina.

* Dia 30/07 – Manifestação Nacional contra os Juros Altos.

Agosto

* Plataforma Eleitoral – Buscar votos para eleger bancada de Trabalhadoras/es em Educação (Vereadoras/es e Prefeitos/as).

* Dia 6.8 – Manifestações pela Valorização dos/as Profissionais da Educação.

* Dia 14.08 – Realizar Atos Públicos em Defesa da Educação Básica.

Setembro

* Buscar votos para eleger Trabalhadoras/es em Educação para vereadoras/es e prefeitas/os.

* Dia 7.09 – Mobilizar e participar das manifestações do Grito dos/as Excluídos/as.

* Dia 19.09 – Ocupar as redes sociais divulgando as ideias e pensamentos de Paulo

Freire, por uma escola emancipadora.

Outubro

* Atuar nas eleições municipais (06 e 27.10.24).

* Dia 5.10 – Manifestações para divulgar o Dia Mundial do Docente.

* Dia 24.10 – Realizar atos públicos pela valorização das/os profissionais da

educação.

* Dias 29 e 30.10 – Seminário Internacional da Educação, em Fortaleza/CE – ação

paralela ao encontro dos/as ministros/as da Educação do G20.

* Dia 30.10 – Reunião da direção da CNTE, a partir das 18h.

* Dias 31.10 e 1.11 – Reunião do CNE-CNTE.

Novembro

* Dia 11.11 – Atos públicos em defesa do PNE como projeto de nação.

* Dia 14 a 19 – G20 Social e Cúpula dos Povos no Rio de Janeiro

* Dia 20.11 – Manifestações de combate ao racismo.

* De 20.11 a 10.12 – 21 dias de Ativismo pelo fim da violência contra as mulheres.

Dezembro

* Dia 01.12 – Manifestações de combate à AIDS.

* Dia 10.12 – Manifestações pelo fortalecimento dos direitos humanos.

Fotos: Geovana Albuquerque / CNTE

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Nesta sexta-feira (19), data de votação do PL 240/2024 de Eduardo Leite (PSDB), o CPERS convoca as sócias(os) do Sindicato para Assembleia Geral Extraordinária, com primeira chamada às 10h e segunda chamada às 10h30, na Praça da Matriz.

A partir das 16h, professoras(es) e funcionárias(os) de escola, da ativa e aposentadas(os), acompanharão a votação do PL 240/2024, na Assembleia Legislativa. Proposto pelo governador Eduardo Leite (PSDB), o PL tem despertado intensos debates entre educadoras(es).

“Estamos unidas para defender nossos direitos e a valorização da educação pública. A presença de todas é fundamental. Nossa voz precisa ser ouvida, e nossa presença é o reflexo do compromisso com o futuro da educação em nosso estado”, destacou a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer.

A expectativa é a participação de educadoras(es) de todas as regiões do estado convergindo para a capital. As associadas(os) deverão apresentar o Cartão de Sócia ou contracheque com o desconto para o CPERS, acompanhados de Carteira de Identidade, no credenciamento que ocorrerá nas tendas montadas na Praça.

>> Confira, aqui, o edital de convocação.

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Em resposta ao recente desastre que devastou o Rio Grande do Sul, o CPERS e a CNTE realizaram a entrega de doações em PIX para educadoras(es), sócias(os) do Sindicato, afetadas pelas enchentes no estado. As doações são fruto da união e solidariedade de trabalhadoras(es) e entidades de todo o Brasil que se mobilizaram para apoiar a campanha SOS RS, promovida pelo CPERS e Confederação.

A iniciativa buscou atender às necessidades urgentes de professoras(es) e funcionárias(os) de escola, ativas e aposentadas, proporcionando-lhes os meios necessários para reconstruir suas vidas.

Laura Wesner, professora aposentada de Estrela (8º Núcleo), uma das regiões mais afetadas pela tragédia climática, compartilhou o sentimento após enfrentar a quarta enchente: “Desde setembro, estou sofrendo a quarta enchente. A gente perdeu tudo, eu e a minha mãe perdemos a casa. É muito triste, mas agora estamos mais aliviadas com a ajuda do CPERS e CNTE”.

“Fui lesada com a enchente, muito triste, mas graças ao Sindicato e à CNTE, estou aqui para receber a colaboração”, desabafou Edina Rodrigues, servente da EEEF Adelaide Alvim de Rio Grande (6º Núcleo).

Já Antônio Marques, professor em São Leopoldo (14° Núcleo), descreve o desafio de recomeçar após as enchentes: “O recomeço pós-enchente, que tem tantas fases, desde a limpeza, reconstrução e imobiliária, nos atingiu pessoal e psicologicamente. Rumo ao novo normal, toda ajuda é bem-vinda. Agradeço a ajuda do CPERS e CNTE.”

“O espírito de solidariedade que sempre marcou o nosso Sindicato está mais uma vez se manifestando. Juntas, conseguimos ajudar as educadoras sócias do CPERS a reconstruírem suas vidas”, afirmou a tesoureira do CPERS, Rosane Zan.

O Sindicato definiu o prazo até o dia 24 de junho para que os núcleos enviassem os nomes das sócias(os) que foram totalmente atingidas e perderam tudo. A medida buscou mapear e prestar auxílio às educadoras(es) que enfrentam dificuldades extremas devido às recentes adversidades.

Além do CPERS e da CNTE, a iniciativa contou com o apoio de diversos sindicatos de educação de todo o país, incluindo:

SINTE/PI
SINPROJA/PE
SINTEPP/PA
SINTESE/SE
SINPRO/DF
APP/SINDICATO
SINPC/PE
SINTEP/PB
FETMES/MS
SINDIPEMA/SE
SINTE/RN
SISMMAC/PR
SINTEPE/PE
SINTEP/MT

 

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A Comissão de Educação, Cultura, Desporto, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa do RS (ALRS) apresentou, na manhã desta terça-feira (16), o Relatório de Monitoramento das escolas estaduais referente ao primeiro semestre de 2024. A sessão da Comissão de Educação ocorreu na sala Salzano Vieira da Cunha, da ALRS,  de forma virtual.

De acordo com o relatório, das 1.558 demandas de obras registradas pelo Monitoramento das Obras Escolares, 90,3% não foram sequer iniciadas.

“Seguimos monitorando a situação das escolas. O monitoramento é interativo e está disponível na página da Assembleia. Foram 483 escolas que enviaram informações. O relatório completo tem um anexo com a situação das escolas atingidas pelas enchentes. Não são meros acompanhamentos, eles geram um relatório completo, que será entregue, como sempre fazemos, à Secretaria Estadual de Educação, ao Tribunal de Contas e ao Ministério Público”, ressaltou a deputada estadual e presidente da Comissão, Sofia Cavedon (PT).

“O Relatório de Monitoramento das escolas estaduais do RS, apresentado pela Comissão de Educação, escancara a falta de comprometimento do Governo Estadual com a educação pública. Os dados beiram uma catástrofe ao nos cientificarmos em relação falta de investimentos, desmontes e desvalorização profissional de professores(a) e funcionários(as)”, destaca o 2º vice-presidente do CPERS, Edson Garcia que acompanhou o evento de forma hibrida.

São 1.407 obras que não foram iniciadas. Apenas 42 começaram e outras 109, ou seja, 7% do total de 483 escolas, tiveram obras concluídas no período. Entre as principais demandas estão as relacionadas ao sistema elétrico (37,36%), ao conserto ou troca do telhado (33,5%) e a manutenções gerais (30,2%). Pelo menos 36,4% aguardam obras estruturais e 24,6% precisam fazer a manutenção ou construir muros.

Sobre alimentação escolar, das 483 escolas monitoradas pela Comissão, 197, ou 40,8%, apontaram alguma demanda relativa à reforma ou construção de cozinhas ou refeitórios. Apenas uma escola, das 56 que solicitaram obras, foi atendida.

As demandas relativas à prática esportiva foram solicitadas por 308 das 483 escolas. Dessas, 88 pediram reforma em ginásios e apenas quatro foram atendidas. Das 220 escolas que solicitaram a reforma de quadras poliesportivas, somente quatro tiveram seus pedidos atendidos.

Uma das situações mais preocupantes aparece nos Planos de Prevenção Contra Incêndios (PPCI), em que das 154 escolas com prazo até o final de 2024 para adequação dos espaços, 56,5% não iniciaram nenhuma obra; 13,6% começaram os trabalhos e apenas 29,9% concluíram as adequações. O governo do estado prorrogou o prazo para adequação até 2026.

A demanda de recursos humanos nas escolas registra 25.114 horas faltantes, sendo 5.024 para professores, 18.460 horas para funcionários e 1.590 para a equipe diretiva. Entre os professores, a principal demanda está na falta de professores de Matemática (624 horas), Educação Física (605 horas), Português (545 horas); Ciências (480 horas) e Inglês (430 horas).

No item Bibliotecas Escolares, apenas 44,9% das 483 escolas monitoradas pela Comissão possuem uma sala para o acervo de livros. Dessas, 217 solicitaram 8,7 mil horas para bibliotecários.

A presidente da Comissão de Educação apresentou dados do Ministério da Educação (MEC) relativos às escolas estaduais atingidas pelas enchentes de maio, registrando danos em 526 instituições, das quais 522 foram afetadas parcialmente e quatro ficaram totalmente destruídas. Sofia destacou que essas escolas estão em reconstrução com recursos federais: 228 já passam por reformas e 518 já foram limpas, pintadas e passam por pequenas reformas.

Fonte: Extra Classe

Foto: Celso Bender/ALRS

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Nem mesmo a chuva impediu a luta e a garra das educadoras(es) gaúchas(os). Na manhã chuvosa desta terça-feira (16), em frente ao Piratini, o CPERS realizou o Dia de Luta Estadual, em busca de dignidade, valorização profissional e salarial e contra o pacote do governador Eduardo Leite (PSDB).

Entre as mais afetadas(os) estão as funcionárias(os) de escola; servidoras(es) da alimentação e manutenção de infraestrutura recebem os mais baixos salários do serviço público estadual, com o básico a partir de R$ 657.

Em meio às negociações entre o Executivo e o Legislativo para definir a pauta de votação do pacote de Leite (PSDB), representantes da Direção Central e dos núcleos do CPERS visitaram os gabinetes das deputadas e deputados, entregando às(aos) parlamentares um documento com dados e argumentos que apontam prejuízos às educadoras(es), da proposta publicizada pelo governo.

O ofício foi protocolado em todos os 55 gabinetes e bancadas, reforçando a posição do Sindicato pela retirada do pacote ou sua rejeição – caso o projeto não abranja devidamente as servidoras(es) de escola – em caso de votação.

No final da manhã, o governador reuniu-se com deputadas(os) para debater sua proposta de reetruturação de carreiras. Educadoras(es), da ativa e aposentadas(os), enfrentaram a chuva e o frio e pressionaram as parlamentares pelo lado de fora do Palácio.

A proposta de Leite (PSDB) negligencia os dez anos com salários praticamente congelados, as perdas inflacionárias superiores à 60% e não inclui todas as funcionárias(os) da educação.

Na próxima sexta-feira (19), quando está prevista a votação do projeto, as professoras(es) e funcionárias(os) de escola, da ativa e aposentadas(os), realizarão o Dia Estadual de Paralisação, às 9h, em frente ao Palácio Piratini, conforme deliberação da Assembleia Geral da categoria. Nesta data, as escolas serão fechadas, na luta em defesa da educação pública de qualidade.

No documento entregue às deputadas(os), o CPERS expressou preocupação com o projeto de alteração do Plano de Carreira das agentes educacionais, apresentado pelo governo Leite (PSDB) sem qualquer diálogo com o Sindicato. A proposta abrange apenas uma parte da categoria, negligenciando a maioria que necessita de maior valorização e apoio. O Sindicato solicitou veementemente que as parlamentares revisem a proposta, garantindo que ela contemple todas as servidoras e servidores.

Em resposta à pressão do CPERS, o líder do governo, Frederico Antunes (PP), recebeu representantes do Sindicato e anunciou mudanças no projeto de reestruturação de carreira. A presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, também pressionou o governador Eduardo Leite (PSDB), por telefone.

“Mesmo sob chuva, fizemos pressão e temos, neste momento, uma sinalização positiva. Vamos discutir o Projeto de Lei e informar a categoria sobre o que o governo está propondo para os nossos agentes educacionais, incluindo merendeiras e o pessoal da manutenção das escolas. Continuamos firmes, fortes, atentos e na luta!”, asseverou a presidente Helenir.

O Sindicato permanece mobilizado e aguarda a versão oficial do projeto. Há uma indicação favorável quanto à inclusão das agentes educacionais I na reestruturação de carreira, o que, se for confirmado, significa um avanço em potencial.

No entanto, é essencial analisar minuciosamente todos os aspectos das alterações propostas para assegurar que os direitos e interesses das(os) profissionais da educação sejam resguardados. O tema foi discutido de forma taxativa no debate na Assembleia Legislativa, e a decisão final do CPERS será baseada em uma avaliação criteriosa.

O Sindicato segue firme na mobilização, atento e ativo na luta pela valorização da educação e das educadoras(es), da ativa e aposentadas(os).

     


   

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O pacote cruel e desumano de Eduardo Leite (PSDB), que ataca as diferentes carreiras do funcionalismo estadual, deve ser votado nesta semana, na Assembleia Legislativa. A medida deixa de fora quem recebe menos, como as funcionárias(os) de escola, que sobrevivem com um salário base de míseros R$ 657. A proposta atual do governo Leite (PSDB) é discriminatória, desrespeitosa e visa deliberadamente separar a base.

Nesta terça-feira (16), às 9h, no Palácio Piratini, o CPERS fará o “Dia de Luta Estadual”, como resposta direta ao governo Leite (PSDB). A ação vai expor às deputadas(os) estaduais e à sociedade a flagrante exclusão das funcionárias(os) de escola, que ganham os menores salários, da valorização salarial.

>> Pressione, abaixo, Eduardo Leite (PSDB) e os parlamentares contra o pacote desumano do governo!

Governador
▶️ Eduardo Leite (PSDB)
Insta: https://www.instagram.com/eduardoleite45/
E-mail: gabinete-governador@gg.rs.gov.br
Telefone: (51) 3210.4339

Vice-governador
▶️ Gabriel Souza (MDB)
Insta: https://www.instagram.com/gsouza.rs
E-mail: gvg@gvg.rs.gov.br
Telefone: (51) 3288-6778

Deputados estaduais

⏭️ MDB
▶️ Carlos Búrigo
Insta: https://www.instagram.com/carlosburigo15
E-mail: carlos.burigo@al.rs.gov.br

▶️ Edivilson Brum
Insta: https://www.instagram.com/edivilsonbrum
E-mail: edivilson.brum@al.rs.gov.br

▶️ Luciano Silveira
Insta: https://www.instagram.com/lucianosilveirars
E-mail: luciano.silveira@al.rs.gov.br

▶️ Patrícia Alba
Insta: https://www.instagram.com/deppatriciaalba
E-mail: patricia.alba@al.rs.gov.br

▶️ Vilmar Zanchin
Insta: https://www.instagram.com/depzanchin/
E-mail: zanchin@al.rs.gov.br

▶️ Rafael Braga
Insta: https://www.instagram.com/rafael_braga_15/
E-mail: rafael.braga@al.rs.gov.br

⏭️ PODE
▶️ Prof. Claudio Branchieri
Insta: https://www.instagram.com/prof.claudiobranchieri
E-mail: prof.claudio@al.rs.gov.br

▶️ Airton Lima
Insta: https://www.instagram.com/deputadoairtonlima
E-mail: airton.lima@al.rs.gov.br

⏭️ PP
▶️ Adolfo Brito
Insta: https://www.instagram.com/deputadoadolfobrito
E-mail: ajbrito@al.rs.gov.br

▶️ Frederico Antunes
Insta: https://www.instagram.com/depfredericoantunes
E-mail: frederico.antunes@al.rs.gov.br

▶️ Guilherme Pasin
Insta: https://www.instagram.com/guilhermepasin
E-mail: guilherme.pasin@al.rs.gov.br

▶️ Joel Wilhelm
Insta: https://www.instagram.com/joel_wilhelm
E-mail: joel.wilhelm@al.rs.gov.br

▶️ Marcus Vinícius
Insta: https://www.instagram.com/marcusviniciusrgs
E-mail: marcus.vinicius@al.rs.gov.br

▶️ Professor Issur Koch
Insta: https://www.instagram.com/issurkoch/
E-mail: professor.issurkoch@al.rs.gov.br

▶️Silvana Covatti
Insta: https://www.instagram.com/silvanacovatti/?hl=pt-br
E-mail: silvana.covatti@al.rs.gov.br

⏭️ PSDB
▶️ Delegada Nadine
Insta: https://www.instagram.com/delegadanadine
E-mail: delegada.nadine@al.rs.gov.br

▶️ Pedro Pereira
Insta: https://www.instagram.com/deppedropereira
E-mail: pedro.pereira@al.rs.gov.br

▶️ Neri, O Carteiro
Insta: https://www.instagram.com/neriocarteiro
E-mail: neri.ocarteiro@al.rs.gov.br

▶️ Kaká D’ Àvila
Insta: https://www.instagram.com/kakadavila.oficial
E-mail: kaka.davila@al.rs.gov.br

▶️ Professor Bonatto
Insta: https://www.instagram.com/professorbonatto/
E-mail: professor.bonatto@al.rs.gov.br

⏭️ PRD
▶️ Elizandro Sabino
Insta: https://www.instagram.com/elizandrosabino
E-mail: elizandro.sabino@al.rs.gov.br

⏭️ PSB
▶️ Elton Weber
Insta: https://www.instagram.com/eltonroberto.weber
E-mail: elton.weber@al.rs.gov.br

⏭️ NOVO
▶️ Felipe Camozzato
Insta: https://www.instagram.com/felipecamozzato
E-mail: felipe.camozzato@al.rs.gov.br

⏭️ PL
▶️ Adriana Lara
Insta: https://www.instagram.com/dep.adrianalara
E-mail: adriana.lara@al.rs.gov.br

▶️ Cláudio Tatsch
Insta: https://www.instagram.com/claudiotatsch
E-mail: claudio.tatsch@al.rs.gov.br

▶️ Kelly Moraes
Insta: https://www.instagram.com/dep.kellymoraes
E-mail: kelly.moraes@al.rs.gov.br

▶️ Paparico Bacchi
Insta: https://www.instagram.com/paparicobacchi
E-mail: paparico.bacchi@al.rs.gov.br

▶️Rodrigo Lorenzoni
Insta: https://www.instagram.com/rodrigolorenzoni/
E-mail: rodrigo.lorenzoni@al.rs.gov.br

⏭️ REPUBLICANOS
▶️ Capitão Martim
Insta: https://www.instagram.com/capitaomartim
E-mail: capitao.martim@al.rs.gov.br

▶️ Delegado Zucco
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E-mail: delegado.zucco@al.rs.gov.br

▶️ Eliana Bayer
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Nessa semana, a educação brasileira viveu mais um ataque e retrocesso. A aprovação da proposta para o novo Ensino Médio pela Câmara Federal, desconsiderando boa parte dos avanços conquistados na versão aprovada pelo Senado a partir do relatório da senadora Dorinha (União-TO), revela os interesses obstinados e quase ocultos por trás daquele projeto.

Tudo isso começou ainda no ano de 2017: depois do golpe político contra a democracia brasileira, que se deu no afastamento da ex-presidenta Dilma Rousseff no ano anterior, o governo golpista de Michel Temer, em uma direção absolutamente oposta ao programa político eleito nas urnas em 2014, decide por meio da gestão de seu Ministério da Educação (MEC), comandado por Mendonça Filho (União-PE), impor via Medida Provisória (MP), uma reforma do Ensino Médio com profundas alterações curriculares no Brasil.

Como como no ditado popular, “pau que nasce torto, nunca se endireita”. Desde a edição da Lei 13.415/2017 (Reforma do Ensino Médio), o país passou por 4 anos de um governo de extrema direita, que intensificou a implementação daquela reforma da última etapa da nossa educação básica, e chegou até os dias de hoje, com a eleição de Lula em 2022 para o seu terceiro mandato como presidente, tendo essa mesma pauta no debate educacional.

As pressões sobre esse novo governo de Lula para a revogação da Reforma do Ensino Médio começaram já em seu primeiro dia de mandato, mas, apesar de um clima de mais diálogo e de representatividade instaurado no país a partir de 2023, rompendo com as trevas a que o país foi submetido em 4 anos de governo Bolsonaro, as resistências a enterrar de vez aquela reforma insistiam em persistir, mesmo no novo governo de Lula (PT).

Tratava-se mesmo daquele tipo de proposta que, mesmo com as denúncias e mobilizações sociais de amplos e majoritários setores da sociedade civil organizada e do movimento educacional brasileiro mais identificado com um modelo de educação emancipador, insistia em se impor sobre todos.

A luta política que se travou para a revogação daquele modelo de ensino médio se deu nas ruas e no Parlamento brasileiro. A intensa disputa sinalizou o momento em que a pauta da revogação total deu lugar aos esforços de melhoria daquela proposta, diante de um quadro de opinião pública que, se consolidando, forjou a ideia na sociedade que o Brasil precisava mesmo de um novo ensino médio, e aquele antigo não interessava mais a ninguém.

Com o debate travado no âmbito do Congresso Nacional, a primeira surpresa não demorou a chegar: a escolha do nome do relator da matéria na Câmara Federal, um deputado muito ligado à proposta original daquela reforma que o país rechaçou.

O então ministro da educação de Michel Temer, lá em 2017, e hoje deputado federal Mendonça Filho, foi o nome escolhido. Quando o seu substitutivo chegou ao Senado Federal recebeu por lá inúmeras melhorias em seu texto, tendo a senadora Professora Dorinha tido muito mais sensibilidade para ouvir a sociedade brasileira e o seu movimento educacional.

De nada adiantou o esforço de escuta feito no Senado. Ao retornar para a Câmara, o ministro do governo golpista, hoje travestido de relator da matéria que era alvo das mudanças propostas, o que, diga-se de passagem, causaria constrangimento em qualquer pessoa, retrocedeu nas principais e mais centrais questões que no Senado foram incorporadas por Dorinha. De surpresa e supetão, colocou para votação em plenário na última terça-feira, dia 9 de julho, em regime de urgência.

A pista que fica sobre os porquês dessa obstinação persistente dos representantes do golpismo e da direita brasileira só pode estar dentro dessa proposta de novo ensino médio. E é a partir dela que temos que encontrar os motivos da insistência dessa elite concentradora de renda em querer aprová-la a qualquer custo, mesmo sob os marcos e também a anuência de um governo de esquerda, ou de parte dele.

A falta de coragem e de iniciativa em ter revogado ainda nos primeiros dias do governo Lula todo o entulho autoritário e golpista, representado por aquela proposta de reforma do ensino médio de Mendonça Filho e Michel Temer, cobrou o seu preço agora.

E qual é um dos principais motivos dessa proposta ter tido tanta sobrevida? A divisão curricular em uma parte comum e outra diversificada indicada na Lei 13.415/2017, que foi o resultado daquela Medida Provisória do começo de 2017, permitia que grande parte dos itinerários formativos (que era justamente a parte diversificada do novo currículo proposto pela reforma) fosse oferecida de forma remota. E como isso poderia se dar se não pelo uso de plataformas tecnológicas de educação a distância, hoje dominadas pelos setores privados ávidos de abocanhar os recursos públicos da educação.

O fundo desse debate sobre a plataformização da educação é que existiria uma necessidade no mundo moderno de se lançar mão e uso das tecnologias educacionais. E é claro que todos e todas precisamos de tecnologia e ela pode, sim, ser usada e incorporada nos processos educacionais.

A questão central aqui é que essas plataformas tecnológicas são hoje, no Brasil e em grande parte do mundo, dominadas por grandes empresas. E aqui é a chave da nossa questão. Que tal se parte do orçamento da educação, que em 2023 foi de quase 10 bilhões de reais, fosse canalizada e direcionada para as mãos daquelas grandes empresas?

De fato, são esses os interesses ocultos que moveram os atores a aprovar de forma perseverante e persistente esse “novo” ensino médio. Se tivéssemos no país plataformas tecnológicas públicas usadas nas nossas escolas, como poderiam eles quererem capturar esse volume imenso de recursos?

Em nosso próximo artigo, vamos aprofundar o debate do programa Escolas Conectadas paraTodos (da parceria entre o Banco Mundial e Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID), relacionando com a plataformização educacional que, de forma pioneira, já começa a acontecer nos estados do Paraná e de São Paulo.

A busca permanente da elite do dinheiro em sucatear a nossa e ducação pública, mas com um discurso que envolve os governos estaduais e parte da sociedade de se ter internet e tecnologia nas escolas, será nosso fio condutor para continuarmos nesse papo. Até lá!

Artigo escrito pelo presidente da CNTE, Heleno Araújo, para o site da Revista Forum. 

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Nesta sexta-feira (12) e sábado (13), a sede do CPERS, em Porto Alegre, foi palco de um evento marcante dedicado à valorização e ao reconhecimento das contribuições da luta antirracista na educação e na sociedade.

O evento, promovido pelo Coletivo Estadual de Igualdade Racial e Combate ao Racismo do Sindicato, fez parte das celebrações do Julho das Pretas e foi uma homenagem ao Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e ao Dia Nacional de Tereza de Benguela, comemorados no dia 25 deste mês.

Conduzido por Edson Garcia, 2º vice-presidente do CPERS e coordenador do Coletivo, o Encontro reuniu representantes da Direção Central (tesoureira Rosane Zan e diretoras Vera Lessês, Sonia Solange, Juçara Borges e Sandra Regio), professoras(es) e funcionárias(os) de escola, ativas(os) e aposentadas(os) dos 42 núcleos, além de ativistas.

Todas(os) estavam unidas(os) por um objetivo comum: celebrar e reforçar a importância da luta pelos direitos e pelo reconhecimento das pessoas pretas.

“Estamos aqui no CPERS Sindicato, em mais um Julho das Pretas, realizando um encontro do nosso Coletivo Estadual de Igualdade Racial e Combate ao Racismo. Estamos, mais uma vez, denunciando essa chaga que é o racismo e destacando o dia 25 de julho, Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e ao Dia Nacional de Tereza de Benguela”, destacou Edson.

“Nossa categoria é majoritariamente feminina, com funcionários de escola que são imprescindíveis, entre eles, a maioria são mulheres pretas. Isso é muito significativo para nós em termos de políticas e avanços. As questões sociais não estão separadas da luta sindical e da luta por melhores salários e condições de trabalho, pois tudo isso se traduz em valorização”, completou.

Dinâmica e leituras inspiradoras marcam primeiro dia do Encontro

No primeiro dia do evento, realizado na sexta (12), Edson conduziu uma dinâmica especial. Ele distribuiu folhas de papel, cada uma contendo o nome de lideranças pretas com papel relevante na educação ou na academia. Os participantes que receberam essas folhas se levantaram, foram até o centro da sala e, com voz firme, compartilharam sobre a pessoa citada antes de depositar a folha no centro, homenageando figuras importantes, educando e inspirando os presentes sobre as contribuições valiosas dessas personalidades.

As presentes foram convidadas(os) a trazer livros de autores pretos. Cada participante escolheu uma passagem para ler e, em seguida, forneceu contexto sobre a autora ou autor. As leituras foram diversas e enriquecedoras, abordando temas que variaram desde a resistência e a luta por direitos até a celebração da cultura e da identidade preta, trazendo à tona a rica produção literária das pessoas pretas e promovendo um espaço de aprendizado e reflexão.

Também foi realizado o lançamento dos Encontros Periódicos Afro-Filosóficos e instalação do Coral do Coletivo, conduzido pela percussionista e professora de música Alexsandra do Amaral.

Painel sobre Letramento Racial mostra a realidade do racismo no Brasil e fortalece a luta coletiva

No segundo dia do evento, foi dado prosseguimento às atividades de formação do Coletivo Estadual de Igualdade Racial e Combate ao Racismo.

Na manhã de sábado (12), Isis Garcia, bancária e secretária de Combate ao Racismo da CUT-RS, realizou um painel sobre Letramento Racial. Na ocasião, ela abordou a complexidade do racismo e as formas como ele é sistematicamente enraizado na sociedade.

Isis destacou que os conceitos são amplos e possuem várias vertentes dentro do Letramento Racial. Enfatizou também que a sociedade foi moldada para se adequar a um modelo único, eurocêntrico, abrangente e masculino.

“O racismo e o capitalismo são irmãos gêmeos, sustentando e reforçando um ao outro. Para combater as desigualdades, precisamos de uma abordagem crítica e integrada que desafie ambos os sistemas”, asseverou.

Essa perspectiva aponta para uma interligação entre os sistemas econômicos e a perpetuação das desigualdades raciais, ressaltando a necessidade de uma abordagem crítica e integrada para combater ambos.

Em seus dois dias de realização, o Encontro proporcionou uma reflexão profunda sobre as estruturas sociais e econômicas que sustentam o racismo, incentivando as participantes a questionar e desafiar esses sistemas, além de compartilharem seus relatos como vozes ativas dentro do Coletivo e do Sindicato.

Além disso, a atividade reforçou a importância de ações contínuas para o reconhecimento e valorização das pessoas pretas na sociedade, especialmente na educação.

O CPERS, por meio do Coletivo Estadual de Igualdade Racial e Combate ao Racismo, continuará promovendo eventos como este, visando manter viva a luta por igualdade, respeito e justiça racial para todas e todos.


        

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