Apenas 75% dos jovens  completam o Ensino Fundamental até os 16 anos em Porto Alegre. O resultado está abaixo da média nacional, de 83%, e da média de todas as demais capitais brasileiras, que é de 86%.

Em relação às crianças da rede municipal entre quatro e cinco anos, a realidade na capital gaúcha também não é boa. Apenas 79% das crianças estão na pré-escola, enquanto a média do Brasil é de 94% e nas demais capitais é de 90%.

Os dados constam em um levantamento do Todos Pela Educação, uma organização da sociedade civil. A base de dados chamada Educação Já Municípios vai levantar informações de todas as 5.565 cidades do país – por enquanto, o estudo se restringe às capitais.

— A intenção é pautar a educação no debate eleitoral. Fazer com que os candidatos falem mais sobre o tema, além de entregar bons diagnósticos e boas recomendações para os próximos gestores — explica Ivan Gontijo, gerente de Políticas Educacionais do Todos Pela Educação.

Ensino Fundamental

Segundo o estudo, 75% dos alunos terminam o Ensino Fundamental em Porto Alegre até os 16 anos. A capital gaúcha está atrás da média nacional, que é de 83%, e das demais capitais, de 86%.

— Quando olhamos esse dado, podemos observar que ou você tem tido um Ensino Fundamental com muito problema de fluxo, ou com reprovação, ou abandono ou evasão — explica Gontijo.

Pré-escola

Um dado avaliado pelo Todos Pela Educação como “crítico” é que 79% das crianças entre quatro e cinco anos de Porto Alegre estão na pré-escola. A média nacional é de 94% e entre as capitais é de 90%. Porto Alegre está em 24º lugar entre as 26, ficando à frente apenas de Porto Velho e Macapá.

— É um resultado finalístico bem crítico hoje, porque redes organizadas não têm essa preocupação — diz Gontijo.

Na frequência escolar, analisados os Anos Iniciais, 50% das crianças de zero a três anos da Capital frequentam escolas de Educação Infantil. Porto Alegre está à frente da média nacional, que é de 40%, e também das capitais, que é de 38%. É a sexta capital com maior participação.

 Indicador de escolaridade

Ao analisar os Anos Iniciais da rede municipal do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que é o principal indicador de qualidade da Educação do Brasil, Porto Alegre está na 19ª posição, entre 26 capitais. Sobre os Anos Finais, a cidade fica na 13ª posição, entre 22 capitais.

Português e Matemática

Ainda no panorama de dados, em 2019, 27% dos estudantes de 9º ano da rede municipal de Porto Alegre tinham aprendizagem adequada em Língua Portuguesa. A média nacional foi 33% e, nas capitais, 35%.

Sobre matemática, em 2019, 8% dos estudantes de 9º ano da rede municipal de Porto Alegre tinham aprendizagem adequada. A média nacional e das capitais é de 17%.

— Porto Alegre não tem conseguido avançar nos dados educacionais por causa do suporte pedagógico aos professores. A cidade não tem problemas de remuneração ou plano de carreira, tem problemas de suporte pedagógico — explica o gerente.

Ensino em tempo integral 

O Todos pela Educação avalia que Porto Alegre é a terceira Capital em percentual de matrículas em tempo integral do país, que é um ponto positivo. A cidade registra 45% das matrículas nessa categoria. Entre as capitais, fica atrás apenas de Fortaleza e Curitiba. A média nacional e das capitais é de 23%.

Investimento por aluno 

Outro dado de destaque para a Capital é o investimento por aluno: Porto Alegre aplica R$ 14.286,9 por aluna(o), sendo mais do que a média nacional, de R$ 12,4 mil, e das capitais, de R$ 13 mil.

O crescimento ao longo dos últimos anos não teve mudanças significativas. Entre 2011 e 2023, o investimento por aluna(o) na rede municipal teve variação de aproximadamente 5% em Porto Alegre, enquanto a média nas outras capitais foi de cerca de 49%.

 Remuneração de professores

Outro dado positivo para Porto Alegre é o fato de se posicionar em primeiro lugar, entre as capitais, em remuneração média de professoras(es) do país. O valor médio é de R$ 10,7 mil. A média nacional é praticamente a metade, com R$ 5,6 mil e das capitais é de R$ 7,2 mil.

— Em elementos mais ligados a insumos, como tempo integral, salário de professor, não ter muito professor temporário, e outros dados, Porto Alegre está equipada, mas em resultados de aprendizados está defasada — comenta Gotijo.

Bibliotecas

O Todos pela Educação destaca que 40% das escolas públicas de Porto Alegre contam com bibliotecas, quando a média das capitais é de 55%. Segundo Gontijo, isso não significa obrigatoriamente a inexistência de uma cultura leitora:

— Mas, por conta do investimento que se tem com os alunos e remuneração dos professores, deveria ter índices melhores — explica Gontijo.

Os levantamentos do Todos Pela Educação analisaram dados do Ministério da Educação (MEC), do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) entre outros órgãos.

Com informações de GZH

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Na luta pelos direitos da categoria, o CPERS convoca educadoras(es) de todo o Rio Grande do Sul para uma mobilização, nesta terça-feira (30), às 9h, em frente ao Palácio Piratini, em Porto Alegre.

Professoras(es) e funcionárias(os) de escola, da ativa e aposentadas(os), acompanharão a votação do Projeto de Lei (PL) 243/2024, imposto pelo governador Eduardo Leite (PSDB), na Assembleia Legislativa.

Trata-se de uma proposta que não abrange todos os servidores de escola; 24,2% dos servidores de escola efetivos estão fora do PL 243. Como se vê, o projeto não contempla toda a categoria, atingindo somente uma parcela de servidoras(es) do Plano de Carreira atual, causando uma divisão da categoria e levando ao esquecimento – e até mesmo à extinção – os demais cargos vinculados à educação.

Reivindicamos a valorização de todas as profissionais da educação. A pressão popular é fundamental neste momento para assegurar o reconhecimento e os direitos das trabalhadoras(os).

“A nossa luta em defesa dos direitos das educadoras não pode parar. Nossa mobilização é firme e essencial para impedir retrocessos nas conquistas da categoria”, afirma o 1º vice-presidente do Sindicato, Alex Saratt.

Em Assembleia Geral Extraordinária, a categoria se manifestou contra o PL 243/2024, já que não contempla todas as funcionárias(os) de escola no Projeto.

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“Pautas sociais não estão descoladas da luta sindical e da luta por melhores salários e condições de trabalho. Tudo isso se traduz em valorização”, enfatiza o 2º vice-presidente do CPERS e coordenador do Coletivo Estadual de Igualdade Racial e Combate ao Racismo do Sindicato, Edson Garcia.

O Julho das Pretas, mês alusivo à luta antirracista e à resistência das mulheres negras ao capitalismo e ao colonialismo, é fruto do Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, celebrado neste 25 de julho e criado em 1992 durante o Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-Caribenhas, em Santo Domingo, na República Dominicana.

No Brasil, em 2 de junho de 2014, durante o governo de Dilma Rousseff (PT), a Lei 12.987 estabeleceu o dia 25 de julho como o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra. Tereza de Benguela, que liderou o Quilombo do Quariterê entre 1750 e 1770 após a morte de seu companheiro, José Piolho, desempenhou um papel fundamental na resistência à escravidão. O Quilombo do Quariterê estava localizado entre o rio Guaporé e a atual cidade de Cuiabá, capital de Mato Grosso. Sob sua liderança, a comunidade resistiu à escravidão por duas décadas.

Essa data realça o enfrentamento ao racismo e ao patriarcado, estruturas que, em conjunto, produzem as desigualdades de gênero e raça que empurram as mulheres negras aos cargos de emprego mais precarizados, aos locais de moradia mais irregulares, aos trabalhos de cuidado mais exaustivos e às condições de renda mais baixas.

Para Edson, as mulheres negras estão no centro da política antirracista desenvolvida pelo Coletivo Estadual de Igualdade Racial e Combate ao Racismo do CPERS. “Temos como princípio a valorização e o respeito à mulher negra, pois ela está na base da pirâmide, estruturando a sociedade e é quem realmente provoca mudanças sociais”, afirma o 2º vice-presidente.

No que diz respeito à educação, boa parte das funcionárias de escola são mulheres pretas, que exercem um papel indispensável no funcionamento das instituições de ensino. Apesar disso, são elas também as mais vulneráveis à emergência climática e às violações de direitos humanos. Não há, portanto, emancipação da classe trabalhadora sem a emancipação das mulheres pretas.

Aos que desejam uma sociedade mais justa e igualitária em todas as instâncias, não existe outro caminho senão o de trabalhar ativamente pela dignidade das mulheres negras. Uma das intelectuais mais relevantes do país, Lélia Gonzalez, escreveu há mais de 30 anos sobre um horizonte que deve permanecer almejado:

“Ao reivindicar nossa diferença enquanto mulheres negras, enquanto amefricanas, sabemos bem o quanto trazemos em nós as marcas da exploração econômica e da subordinação racial e sexual. Por isso mesmo, trazemos conosco a marca da libertação de todos e de todas.”

O CPERS, por meio do Coletivo Estadual de Igualdade Racial e Combate ao Racismo, celebra a vida e a potência das mulheres pretas e seguirá comprometido em garantir mais direitos àquelas que são o cerne do funcionamento da sociedade. À luta companheiras!

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Milhares de professoras(es) e funcionárias(os) de escolas aposentadas(os) estão sofrendo com a violação de seus direitos e a redução de suas rendas pela Reforma da Previdência, enfrentando descontos abusivos nos seus já modestos salários.

Em junho, o STF retomou o julgamento das ADIs contra a Reforma da Previdência do governo Bolsonaro (PL). O placar inicial foi de 7 x 3 pela inconstitucionalidade dos descontos, favorecendo especialmente quem recebe valores abaixo do teto do Regime Geral. Mas, o ministro Gilmar Mendes pediu vista, adiando a decisão. Exigimos que o ministro vote a nosso favor!

>> Receba notícias do CPERS pelo WhatsApp

Mande um e-mail para audienciasgilmarmendes@stf.jus.br e pressione Gilmar Mendes com o seguinte texto:

Vossa Excelência,
O confisco de pensões e aposentadorias é uma grande injustiça contra as servidoras(es) que dedicaram suas vidas à educação. Nós, aposentadas(os), exigimos que vote em nossa defesa, pela inconstitucionalidade desse ataque cruel aos nossos direitos. Contamos com o seu voto para proteger aquelas que construíram a base da nossa sociedade. Muito obrigada!

Contate o seu núcleo e mobilize-se!

Leia também:
>> Com 7 votos favoráveis e 3 contrários, STF forma maioria para derrubar parte da reforma da Previdência

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O Banrisul cumpriu a liminar obtida pelo CPERS e reabriu a opção de prorrogação dos consignados em quatro parcelas sem a incidência de juros.
O Sindicato orienta as associadas(os) a manifestarem a opção no aplicativo ou nos demais canais do Banrisul.

No início de julho, o CPERS entrou com uma Ação Civil Coletiva em defesa das professoras(es) e funcionárias(os) de escola. A ação buscou garantir os termos iniciais da prorrogação dos empréstimos consignados contratados com o Banrisul.

>> Receba notícias do CPERS pela comunidade do WhatsApp

O pedido liminar foi deferido para que fossem “suspensas as cobranças das parcelas mensais dos meses de maio, junho, julho e agosto postergando-se o prazo final por 4 meses, não implicando refinanciamento ou recálculo do valor das parcelas pactuadas, na forma prevista na Instrução Normativa SEFAZ nº 03/24”.

Para mais informações, contate o seu núcleo ou a assessoria jurídica do Sindicato, representada pelo escritório Buchabqui e Pinheiro Machado, pelo telefone (51) 3073-7512.

Leia também:
>> CPERS garante decisão liminar favorável sobre consignados do Banrisul
>> Liminar favorável ao CPERS: Entenda os detalhes sobre empréstimos consignados do Banrisul

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O Ministério da Educação (MEC) divulgou nota nesta quarta-feira (24) enfatizando que as inscrições para o Programa Universidade para Todos (ProUni) são gratuitas e que o canal oficial e exclusivo para inscrição online  para o segundo semestre de 2024 é o Portal Único de Acesso ao Ensino Superior.

Desde 2004, o programa do governo federal oferta bolsas de estudo, integrais e parciais, em cursos de graduação em instituições de educação superior privadas.

As afirmações do MEC foram feitas após um site falso para inscrições no processo seletivo ser retirado do ar, na manhã desta quarta-feira. A página falsa tinha a mesma identidade visual da página oficial para induzir o internauta a erro. Porém, o endereço da rede mundial de computadores, conhecido como URL, era diferente.

Golpe

Antes de ser derrubado, o site falso solicitava a inserção de dados do candidato para então direcioná-lo a uma mensagem falsa que dizia ser necessário o pagamento da taxa de inscrição de R$ 100 para finalizar o cadastro no programa.

A mensagem do golpe ainda ameaçava o inscrito de ser desclassificado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano e de todas as futuras edições, caso não pagasse o valor.

No entanto, a cobrança de qualquer valor para inscrição no Prouni é indevida e ilegal.

Inscrições oficiais

As inscrições foram abertas pelo MEC nesta terça-feira (23) e os candidatos podem se inscrever até sexta-feira (26), somente pelo Portal Único de Acesso ao Ensino Superior.

Nessa segunda edição de 2024, o Ministério da Educação (MEC) oferece 243.850 bolsas, sendo 170.319 integrais (100%) e 73.531 parciais (50%), distribuídas em 367 cursos de 901 instituições participantes do programa.

Para se inscrever, o candidato precisa ter acesso ao portal único de serviços digitais do governo federal, o Gov.br, com login de Cadastro de Pessoa Física (CPF) e senha cadastrados.

No momento da inscrição, é preciso informar endereço de e-mail e número de telefone válidos; preencher dados cadastrais próprios e referentes ao grupo familiar; e selecionar, por ordem de preferência, até duas opções de instituição, local de oferta, curso, turno, tipo de bolsa e modalidade de concorrência dentre as disponíveis, conforme a renda familiar bruta mensal per capita do candidato.

Os interessados em fazer as inscrições podem fazer a consulta detalhada das bolsas, por curso, turno, instituição e local de oferta também no mesmo Portal Único de Acesso ao Ensino Superior.

Entre os critérios para participar do processo seletivo, é necessário que o candidato tenha participado do Enem nas edições de 2022 ou 2023, obtendo nota mínima de 450 pontos na média das cinco provas e nota acima de zero na redação.

Outra condição é ter renda familiar per capita que não exceda um salário mínimo e meio para bolsas integrais e três salários mínimos para bolsas parciais.

O público-alvo do programa federal é o estudante sem diploma de nível superior.

Fonte: Agência Brasil
Foto de capa: Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil

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O Ministério da Educação (MEC) iniciou nesta terça-feira, 23 de julho, o período de inscrição para o processo seletivo do Programa Universidade para Todos (Prouni) referente ao segundo semestre de 2024. Os interessados em participar do programa têm até as 23h59 de sexta-feira, 26 de julho, para se inscrever, por meio do Portal Único de Acesso ao Ensino Superior.

Essa edição do  Prouni  oferecerá 243.850  bolsas ao todo,  sendo  170.319  integrais (100%) e 73.531 parciais (50%), distribuídas em 367  cursos de  901  instituições participantes do programa. O candidato poderá se inscrever nas bolsas integrais (se sua renda familiar bruta mensal per capita não excede o valor de um salário mínimo e meio) ou parciais (se sua renda familiar bruta mensal per capita não excede o valor de três salários mínimos).

A fim de fazer a inscrição, o participante precisa ter cadastro no Login Único do governo federal e criar uma conta no gov.br. Caso já seja cadastrado, basta realizar o login com o Cadastro de Pessoa Física (CPF) e a senha. As inscrições para o Prouni são gratuitas e devem ser feitas exclusivamente pela internet, no Portal Acesso Único.

Confira, a seguir, o passo a passo para efetuar a inscrição no Prouni:

O primeiro passo é acessar o Portal Único de  Acesso  ao Ensino  Superior. Em seguida, clicar em “Inscreva-se”, na segunda caixa informativa do cronograma.

O portal direcionará o usuário para o sistema do Prouni (SisProuni). Nessa tela, bastará clicar no botão “ENTRAR COM GOV.BR”. Caso o usuário ainda não tenha cadastro no portal do governo federal, será necessário se inscrever. Poderá clicar no link “Clique aqui para saber como acessar” se quiser mais informações.  

Ao acessar o portal gov.br, o usuário deve realizar o login com o CPF e a senha cadastrados.

Quando o candidato realizar o login no Prouni, o sistema vai recuperar, automaticamente, as notas obtidas nas edições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) válidas para o processo seletivo. Então, bastará preencher os campos com os dados cadastrais, informando e-mail e telefone de contato válidos.  

Ao final da tela, o usuário precisará conferir a documentação exigida e confirmar se está de acordo. Na sequência, irá clicar em “Salvar e prosseguir”.  

Na etapa seguinte, o candidato precisará responder ao questionário referente a informações sobre raça/cor; se é pessoa com deficiência; e escolaridade. Também será necessário informar em qual escola cursou o ensino médio, se é professor da rede pública de ensino e se tem vínculo acadêmico. Ao final da tela, o candidato irá marcar o campo de preenchimento da declaração de confirmação dos dados declarados.  

A terceira etapa da inscrição trata do grupo familiar. Nela, o usuário deverá informar as pessoas que integram o seu grupo familiar, a renda delas e a sua renda bruta mensal.  

A última etapa serve para o candidato selecionar os cursos, na ordem de preferência. Ele pode escolher até duas opções de instituição de ensino, local de oferta, curso, turno, tipo de bolsa e modalidade de concorrência. É importante ficar atento à comprovação de renda exigida na hora da matrícula na instituição de ensino. Caso o participante tenha informado renda que ultrapasse o valor de um salário mínimo e meio, só serão apresentados no sistema os cursos e as instituições que oferecem bolsas parciais. 

Por último, o MEC fornecerá um relatório dos dados preenchidos no SisProuni. Confirmada a inscrição, o participante deverá acompanhar a sua classificação no Portal Único de Acesso.  

Resultado –O processo seletivo do segundo Prouni de 2024 será constituído por duas chamadas sucessivas. Os resultados com a lista dos candidatos pré-selecionados estarão disponíveis no Portal Único de Acesso em 31 de julho (primeira chamada) e 20 de agosto (segunda chamada) deste ano.      

Confira o cronograma completo do Prouni:  

Prouni – Criado em 2004, pela Lei nº 11.096/2005, o Programa Universidade para Todos oferta bolsas de estudo integrais e parciais em cursos de graduação e sequenciais de formação específica, em instituições de educação superior privadas. O Prouni ocorre duas vezes ao ano e tem como público-alvo o estudante sem diploma de nível superior.     

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu).

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O Projeto de Lei 3824/23 institui a Política Nacional de Indução à Docência na Educação Básica, com o objetivo de atrair estudantes de graduação para atuarem futuramente como professoras(es) em escolas públicas e privadas.

Pelo texto, já aprovado no Senado e atualmente em análise na Câmara dos Deputados, serão princípios da política nacional:

  • a valorização das(os) docentes da educação básica
  • o fomento à escolha da carreira docente entre as(os) alunas(os) da educação superior
  • a universalização do atendimento escolar
  • a melhoria da qualidade da educação básica
  • a superação das desigualdades educacionais
  • a equidade na formação das(os) docentes da educação básica entre as diferentes regiões do país

Serão medidas prioritárias o aprimoramento de concursos públicos para valorizar o conhecimento reflexivo da prática docente e a oferta de bolsas de estudos para aquelas(es) que optarem por curso superior de pedagogia ou por graduação de licenciatura.

Também serão prioritárias iniciativas que busquem o cumprimento do piso salarial profissional nacional para professoras(es) da educação básica e a substituição progressiva dos contratos temporários por vínculos efetivos.

Pela proposta, o Poder Executivo deverá elaborar regulamento a fim de permitir o monitoramento da política nacional com a participação de especialistas, fóruns de formação de professoras(es), entidades da sociedade civil e outros atores sociais.

“Estudos revelam que, em 2040, faltarão cerca de 235 mil docentes na educação básica”, disse o autor da proposta, senador Flávio Arns (PSD-PR). “Nesse cenário, atrair professores, desenvolvê-los e mantê-los nas escolas é um desafio”, avaliou.

Próximos passos

O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Educação, de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Se for aprovado sem mudanças na Câmara dos Deputados, poderá seguir para a sanção presidencial. Caso sofra alterações, terá de retornar ao Senado para nova análise.

Fonte: Agência Câmara de Notícias
Foto: Henderson Alves/SEED-PR

 

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Foi publicada no Diário Oficial da União, na sexta-feira (12), a Medida Provisória 1242/24 que autoriza o governo Lula (PT) a transferir recursos financeiros para reparar as escolas públicas da educação básica no Rio Grande do Sul. O instrumento irá beneficiar exclusivamente as unidades que sofreram abalos em sua estrutura por conta das enchentes que atingiram o estado.

Segundo o texto, poderão ter acesso ao recurso as escolas públicas da educação básica localizadas em áreas efetivamente atingidas em municípios com estado de calamidade pública ou situação de emergência reconhecida pelo governo federal. Os requisitos seguem a delimitação georreferenciada, nos termos definidos em resolução do Conselho Deliberativo do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

O repasse do dinheiro ficará condicionado à assinatura do termo de compromisso por parte do estado do Rio Grande do Sul ou dos municípios, conforme estabelece a resolução do Conselho Deliberativo do FNDE.

Os recursos serão repassados em caráter emergencial nos termos do Decreto Legislativo 36/24. As despesas decorrentes da MP são de natureza discricionária, ou seja, há a liberdade de ação administrativa do recurso, dentro dos limites permitidos em lei, e serão cobertas pela dotação orçamentária do Ministério da Educação, mediante previsão orçamentária, em ação orçamentária específica.

Ainda segundo o texto, o Conselho Deliberativo do FNDE editará as normas complementares necessárias e os recursos financeiros que não forem utilizados ou forem disponibilizados indevidamente serão revertidos à União, sem prejuízo de outras medidas cabíveis.

Segundo informou a presidente do Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul (CPERS), Helenir Schürer, com as enchentes que tomaram o estado, 22 escolas foram totalmente destruídas. Ela conta que, somente na semana passada, algumas unidades conseguiram retomar as aulas, mas ainda existem escolas, como as das Ilhas em Porto Alegre, que ainda não retomaram o ano letivo.

“Como consequência, isso vai atrasar o ano letivo. A Secretaria de Educação decidiu manter o mesmo calendário, então, para aqueles que ainda faltam aplicar conteúdo, continuaram o ano letivo de 2024 em 2025”, diz.

A dirigente ainda lamenta as poucas informações que chegam a respeito da Medida Provisória para a reconstrução das escolas no estado. De acordo com Helenir, a própria gestão do estado tem boicotado as políticas públicas federais, tendo o governador alegado que o governo federal apenas promete, mas não envia nada para a ajuda.

“Entretanto, sabemos por informações seguras que já foram depositados mais de R$ 17 bilhões para o Rio Grande do Sul. É bom que tenhamos o amparo desses recursos, pois o estado está precisando. Cabe salientar ainda que o estado está com dívida suspensa por três anos com a União. Então, será mais um incremento nesses recursos”, aponta Helenir.

Outra questão preocupante, criticada por ela, é a proposta de parceria público-privada feita pelo governador Eduardo Leite (PSDB) para a reconstrução de 99 escolas. Muitas delas, segundo Helenir, sequer foram atingidas pela catástrofe.

Foto de capa: Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil
Fonte: CNTE

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A campanha de solidariedade do CPERS, “Pés Quentinhos”, está em sua reta final. As peças, confeccionadas pelas aposentadas dos 42 núcleos do Sindicato, estão sendo distribuídas em todas as regiões do Rio Grande do Sul, ajudando centenas de crianças por todo o estado.

Nesta segunda-feira (22), as diretoras do Departamento das(os) Aposentadas(os) do CPERS, Glaci Weber e Juçara Borges, entregaram doações no Hospital de Campanha de Mathias Velho, em Canoas. O material foi recebido por Cristiane Kenes Nunes, enfermeira responsável pela maternidade da instituição.

“É triste de se ver a desolação que ficou a cidade de Canoas após as enchentes, metade da cidade praticamente não existe. Tenho certeza que o nosso material vai dar conforto para muitas crianças, que ficarão com os pés quentinhos e levarão, em cada ponto de tricô ou crochê, o acalento e amor das vovós do Sindicato”, afirma Glaci.

“A campanha e a diretora Glaci estão de parabéns. É emocionante ver a alegria daqueles que recebem as roupas, sabendo o quanto elas irão ajudar os que mais precisam. É uma forma de acarinhar aqueles que perderam tudo ou quase tudo nas enchentes”, destaca a diretora Juçara Borges.

Já na quinta-feira (11), a tesoureira do CPERS, Rosane Zan, e as diretoras do Sindicato, Vera Lessês e Juçara Borges, entregaram as doações para o Hospital Santa Casa de Misericórdia, de Porto Alegre, para crianças em vulnerabilidade social.

“Esta tragédia ressaltou a importância de sermos humanos, de nos doarmos e nos solidarizarmos com a dor do próximo. As aposentadas dos 42 núcleos demonstraram sua grandeza com gestos de solidariedade, confeccionando e doando meias, toquinhas e roupinhas de tricô e crochê. Parabéns pela bela ação de solidariedade”, asseverou a tesoureira do CPERS, Rosane Zan.

Ajuda para quem precisa

Maria Izabel Pires, assistente social na Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, ficou emocionada com a entrega das doações. Sua avó, falecida no ano passado, Eloá de Freitas Pires, foi ex-vice-diretora do 21º Núcleo (Uruguaiana). “O CPERS sempre fez parte da minha vida, em função da minha vó, que era muito atuante no Sindicato. Eu, quando pequena, acompanhava ela em atos e mobilizações”, relembra Maria Izabel.

As roupinhas serão destinadas para a maternidade do Hospital Santa Clara (complexo da Santa Casa) para bebês recém-nascidos em situação de vulnerabilidade social. “Nesse período recebemos muitas famílias atingidas pelas enchentes e receber roupinhas que possam auxiliar em seus enxovais no frio do nosso estado são essenciais na rotina da nossa maternidade”, destaca a assistente social.

As entregas continuarão na próxima semana, favorecendo mais crianças atingidas pela tragédia climática no Rio Grande do Sul. “Agradecemos o compromisso e a solidariedade de todos que participaram da campanha ‘Pés Quentinhos’, seja na confecção das peças ou na doação de materiais. Graças a vocês, nossa campanha está sendo concluída com sucesso”, conclui a diretora Glaci.

 

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