Unidade na luta marcou o Acampamento da Resistência do CPERS desta quarta-feira (23). Estudantes do Colégio Cândido José de Godoi somaram forças a educadores(as), integrantes da direção central e direções de Porto Alegre, Canoas, Gravataí e Guaíba.

Eles ergueram as bandeiras do CPERS e tocaram sinetas em frente ao Palácio Piratini, caminhando pelo entorno da Praça da Matriz para chamar atenção da sociedade para os ataques de Eduardo Leite aos educadores(as) e à educação.
“Estamos unindo forças para combater o governo Leite, que só pretende prejudicar mais a nossa educação. Acho que todo mundo deveria vir para participar das atividades que o Sindicato está fazendo, pois os educadores precisam do apoio da sociedade”, diz Wellington Luiz, aluno do Colégio Cândido José de Godoi.

Os ataques de Eduardo Leite são muito fortes para a categoria. É o que diz Clarice Dal Médico, vice-diretora do Colégio Cândido José de Godoi: “Se o projeto de Eduardo Leite passar, ele estará acabando com a vida do funcionalismo e, principalmente, com a educação pública. Nós defendemos um ensino gratuito de qualidade. Esperamos que o governador tome uma atitude diferente do que ele vem fazendo”.
A professora aposentada Rosa Bot, que já enfrentou muitas lutas junto ao CPERS, explica que o governo Leite muito diz e pouco faz pela educação. “Uma coisa é o discurso na hora da eleição. Outra, é depois, na ação. Isso está acontecendo agora”, afirma.
Todas as manhãs, as atividades começam com um sinetaço para “acordar Eduardo Leite”.
Luís Moro de Fraga é sócio do Sindicato desde a década de 70, quando ingressou no Estado, e participa de todas as lutas e mobilizações do CPERS. “Acho que a participação é fundamental, só assim a gente consegue avançar. Por isso temos que angariar essa luta com toda a comunidade, como hoje está acontecendo aqui na praça”, explica.

Para Érico Fernandez, diretor do 38º Núcleo do CPERS (Porto Alegre), o governo Leite tem sido uma continuação terrível do anterior. “O governador está se esforçando para nos retirar todas as vantagens conquistadas historicamente com muita luta dos trabalhadores e trabalhadoras da educação”, diz.

Ele destaca ainda a importância da categoria mobilizar toda a sociedade gaúcha para a luta. “O problema da educação que nós estamos enfrentando não diz respeito só à figura do educador, mas também a toda a sociedade gaúcha, duramente atingida por esse ataque violento que o governo Leite está fazendo”.

O Acampamento da Resistência é o marco inicial da greve, a ser deflagrada se Eduardo Leite enviar os projetos de mudança no Plano de Carreira ou na Previdência Estadual. Os 42 núcleos do CPERS se revezam para manter as atividades até o final do ano.
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Saiba tudo sobre os novos ataques de Eduardo Leite:
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