A origem da violência está no gabinete do governador Sartori (PMDB)


Após mais um caso de latrocínio em Porto Alegre, o governo do estado anunciou o pedido de exoneração do Secretário de Segurança Pública, Wantuir Jacini. O pedido de exoneração aconteceu no início da noite de ontem, após o assassinato estúpido de Cristine Fonseca Fagundes, que foi morta dentro do seu carro, quando tinha ido buscar seu filho na escola. Junto com o anúncio da exoneração de Wantuir Jacini, o governo Sartori/PMDB anunciou, também, a instalação de um Gabinete de Crise, que será coordenado pelo vice-governador José Paulo Cairoli. Está prevista para a manhã desta sexta-feira (26) uma entrevista coletiva do Governador e da equipe de Segurança Pública do Estado, talvez já com o novo Secretário de Segurança.

O que tem que mudar é a política do governo

O governo do Estado reagiu da mesma forma que tem se comportado desde o início do seu governo. A saída do Secretário de Segurança não vai resolver a crise da Segurança Pública do nosso estado. Como a troca do Chefe de Polícia no início do ano não resolveu os problemas epidemia de violência. Na época da troca do Chefe de Polícia, a UGEIRM já alertava que a atitude mais parecia uma cortina de fumaça para tentar ocultar o verdadeiro problema do governo Sartori/PMDB e que o problema não era de nomes. Novamente o governo tenta a mesma tática que já se demonstrou totalmente equivocada. A crise da segurança Pública não é decorrente da atuação do secretário Wantuir Jacini, que sempre se mostrou uma pessoa aberta ao diálogo, diferente do governador Sartori/PMDB. A crise é causada pela falta de política de segurança pública do governo. A violência é resultado da desastrosa política do governador Sartori/PMDB. A origem das mortes estúpidas, como a de Cristine Fonseca, está no gabinete do Governador e de seu Secretário de Fazenda, Giovane Feltes. Mortes como essas acontecem em todos os lugares, a diferença é que a população não consegue enxergar no governador Sartori/PMDB alguém capaz de combater a violência. Para comprovar essa incapacidade, no momento em que a população se revoltava com mais uma morte brutal, o governador não estava nem mesmo no RS. Ao invés de voltar e encarar a crise de frente, continuou em Brasília para pedir socorro ao governo Temer, também do seu partido. O corte de investimentos públicos, os constantes parcelamentos de salários, o congelamento das contratações de servidores, que resultou em um enorme déficit de policiais, e a política econômica recessiva, que colocou nosso estado em uma crise econômica sem precedentes, são os verdadeiros responsáveis pela morte de Cristine e de vários outros que morrem todos os dias, às vezes sem nem mesmo chegar às páginas de jornais.

Gabinete de Crise formada por burocratas não vai resolver a violência

Junto com a exoneração do secretário, o governo anunciou a instalação de um Gabinete de Crise, sob o comando do vice-governador José Paulo Cairoli. Essa é mais uma cortina de fumaça. O governador vai instalar um gabinete de crise formado pelos mesmos que foram incapazes, até agora, de elaborar uma linha sequer sobre Segurança Pública. O govenador Sartori/PMDB deveria ter a humildade de se declarar incompetente na área de segurança e chamar a sociedade civil para procurar soluções. Ao invés de um Gabinete de Crise, é urgente a convocação dos vários setores da sociedade civil, incluindo as entidades da Segurança Pública, para uma grande discussão de uma verdadeira política de segurança pública. Devemos lembrar que a menos de dois meses atrás, o governo anunciava com toda pompa um Pacote de Segurança Pública. Na época a UGEIRM já alertava que o pacote não resolveria nenhum problema na área de segurança. O que vemos agora é que a crise se aprofundou. A visão de que a violência vai se resolver com abertura de mais vagas em presídios e convocação de mais alguns policiais, além da realização de operações policiais midiáticas, já colocou o Rio Grande do Sul em um poço que parece não ter mais fundo.

Problema dos presídios não vai ser resolvido pela Guarda Nacional

Na madrugada desta sexta-feira (26), o governo emitiu uma nota, comunicando que pedirá, ao governo federal, apoio da Força Nacional de Segurança para exercer a guarda externa de presídios no Rio Grande do Sul. Mais uma cortina de fumaça. O problema dos presídios é muito mais complexo do que a sua guarda externa. O sistema carcerário tem que ser completamente revisto. Os presídios gaúchos estão completamente falidos. Em um ano e meio de governo, Sartori/PMDB só conseguiu anunciar a construção de novos pavilhões. Nenhuma política para o sistema prisional. Os presídios são constantemente interditados pela justiça e o governo não se move. A presença da Guarda Nacional para a guarda externa dos presídios é um desperdício de dinheiro, não vai adiantar nada. Não terá nenhum reflexo na epidemia de violência do Estado.

“Quem tem que pedir para sair é o governador Sartori e o PMDB”

Para o presidente da UGEIRM, Isaac Ortiz, “o que falta ao nosso estado é uma política real de segurança pública. O governador brinca com a vida dos gaúchos e gaúchas. A origem da violência está no gabinete do governador Sartori/PMDB. O secretário Wantuir Jacini não é o culpado pelas mortes que atormentam o nosso estado. Essas mortes tem uma digital e ela é do governador Sartori/PMDB. Quem tem que pedir para sair é o governador Sartori/PMDB, que deve se declarar incompetente para exercer o cargo para o qual foi eleito. A população gaúcha deve exigir que o governador ouça a sociedade civil. Será que nem em um momento grave como esse, o governador vai sair da sua arrogância? Quando os policiais paralisaram no início desse mês, o governador chamou os policiais de irresponsáveis. Na época nós dissemos que irresponsável era o governador. Hoje a população gaúcha está vendo quem tinha razão. A UGEIRM se solidariza com a família de Cristine e de todos que perdem suas vidas por causa da política suicida do governo Sartori/PMDB. Reafirmamos também nosso compromisso em defender a vida dos gaúchos. Apesar de todas as dificuldades impostas por esse governo assassino, vamos continuar trabalhando e arriscando nossas vidas para cumprir o nosso dever. Se não conseguimos fazer mais e evitar mortes como a de Cristine, é porque o governador Sartori/PMDB não nos deixa executar nosso trabalho”.

Fonte: Ugeirm Sindicato

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