Representantes da Direção Central e dos núcleos do CPERS visitaram escolas da Região das Missões, na tarde desta quinta-feira (15), para reafirmar a luta por salário digno e alertar a categoria sobre os prejuízos da Reforma Administrativa (PEC 32).
A atividade integra a agenda de mobilizações no interior e na capital – organizadas pelo Sindicato – para ouvir, informar e organizar a luta.

As escolas Achilino de Santis e Tolentina Barcelos Gonçalves (TBG), de Santo Antônio das Missões, receberam o vice-presidente do CPERS, Alex Saratt, e o diretor do 33° Núcleo, Joner Nascimento.
Eles abordaram a situação dramática enfrentada por professores(as) e funcionários(as) que estão com mais de sete anos de salários congelados, agravados pelas recentes perdas de direitos, eliminação de vantagens, redução de adicionais e alterações na Previdência.
“O Sindicato está iniciando um grande movimento por reajuste salarial. Estamos investindo em conteúdos para as redes sociais e também em outros veículos de comunicação. Precisamos ter o esteio da sociedade diante da situação calamitosa que nós, educadores, estamos passando”, afirmou o vice-presidente do CPERS, Alex Saratt.

Alex destacou ainda que é fundamental a mobilização em todos os espaços, incluindo no engajamento virtual da categoria com o compartilhamento de cards pelas redes sociais, participação de tuitaços e demais atividades promovidas pelo CPERS.

Além disso, a pressão também se dá no campo político pelo diálogo com vereadores e deputados da base do governo, solicitação de audiências e aprovação de Moções de Apoio.
“Esses governos neoliberais querem acabar com os nossos direitos. Por isso temos que dialogar com a sociedade e fazer uma cobrança em cima disso”, destacou o diretor do 33º Núcleo, Joner Nascimento.

Para a professora do Colégio Estadual Tolentina Barcelos Gonçalves (TBG), Greice Fonseca, os educadores, além de estarem endividados, têm que lidar com a sobrecarga de trabalho, o que acaba comprometendo a saúde mental de grande parte da categoria.
“Estamos nos desdobrando em várias pessoas ao mesmo tempo e o governo só nos cobra. Precisamos de um governo verdadeiramente comprometido com a educação. Estamos ficando doentes e também precisamos de apoio psicológico”.

Reforma Administrativa e o ataque aos educadores(as)
Outro ponto discutido foi a Reforma Administrativa (PEC 32). A PEC 32 representa a destruição dos serviços públicos, das carreiras e dos direitos dos educadores(as) e do conjunto do funcionalismo público.
“Com a Reforma, perderemos a paridade e haverá uma diminuição drástica do salário dessas pessoas ao longo de sua vida. É para nos matar de fome. Se aprovada, a Reforma também vai acabar com a estabilidade do servidor, um direito constitucional. Será um grande retrocesso. Por isso precisamos unir forças”, disse o diretor do 33º Núcleo, Joner Nascimento.

“É a destruição de um dos pilares daquilo que a gente pensa o bem estar nacional que é o bem estar social. Existe uma mobilização dos movimentos sociais e sindicatos. Nesse jogo de forças ganhamos tempo e condições de convencer a sociedade sobre o caráter maligno dessa proposta. Temos uma campanha que visa esclarecer a população e a categoria sobre a Reforma Administrativa”, asseverou o vice-presidente Alex Saratt.

Outras seis escolas do município de São Luiz Gonzaga receberam a visita da diretora Sandra Régio, que também denunciou os ataques da Reforma Administrativa (PEC 32) contra os educadores e demais servidores(as). Sandra destacou ainda a importância de unidade na luta por reposição salarial.
“Temos colegas que estão passando fome e estão endividados. Não podemos permitir isso. Por isso é importante estarmos juntos na luta para garantir os nossos direitos e barrar os ataques do governo”, afirmou a diretora Sandra.
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