Nesta quarta-feira (17), foi realizado, em Brasília, o III Encontro Regional em Defesa da Educação Pública. O evento reuniu especialistas, gestoras(es) públicas(os) e representantes da sociedade civil para debater os rumos da educação no Brasil e no cenário internacional, promovendo o diálogo em busca de soluções para os desafios do setor.
O CPERS esteve presente no encontro, representado pela presidente Rosane Zan, o 1° vice-presidente Alex Saratt, o 2° vice-presidente Edson Garcia e os diretores Guilherme Bourscheid, Luiz Henrique Becker e Vivian Zamboni.

Na abertura da mesa, o presidente da CNTE, Heleno Araújo, destacou a relevância do seminário: “A CNTE realiza o Congresso Nacional da Confederação a cada quatro anos e debatemos a conjuntura internacional, como isso reflete na nossa atuação, como estamos em nosso país. O Seminário tem o objetivo de avaliar esses últimos quatro anos, as nossas ações e nos prepararmos para os anos que virão”, afirmou Heleno.
Ainda na fala de abertura, Araújo afirmou ser essencial a atuação conjunta das(os) professoras(es), sindicatos e das instituições. “Precisamos pensar coletivamente, fazer um estreitamento das ações. A Inteligência Artificial, a escassez de professores, as guerras, tudo isso tem afetado muito a educação e é preciso levantar caminhos e ações, de forma conjunta”, explicou o presidente da CNTE.
Entre os diversos temas abordados, destacaram-se a defesa da democracia, o reconhecimento das educadoras(es) e a urgente necessidade de ampliar os investimentos na educação. Essas pautas foram o foco principal do painel Frente Nacional e Internacional de Lutas.
A partir dos debates realizados no encontro, foi elaborada a Carta de Brasília, documento que sintetiza os compromissos da categoria diante dos desafios atuais.
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A Carta reafirma a defesa da soberania e da democracia no Brasil e no mundo, condenando os ataques antidemocráticos, incluindo os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 e seus responsáveis. Além disso, defende o fortalecimento do multilateralismo e de instâncias como o BRICS e o G20, e exige a proteção da educação pública, gratuita, democrática, laica e de qualidade. Por conseguinte, repudia a militarização escolar e os ataques aos currículos críticos e emancipadores, e reafirma a necessidade de fortalecer sindicatos como instrumentos de resistência e mobilização.
O texto encerra com uma declaração contundente: “Não à anistia de Jair Bolsonaro e de todos os golpistas do 8 de janeiro de 2023.”




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