Cesta básica de Porto Alegre compromete 54,14% do salário do trabalhador


Enquanto o governo Eduardo Leite (PSD) mantém uma política de desvalorização salarial, deixando educadoras(es) — da ativa e aposentadas(os) — sem reajuste real há 12 anos, o preço dos alimentos nas prateleiras dos mercados segue aumentando.

Um estudo, divulgado nesta segunda-feira (11) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), aponta que Porto Alegre teve, em abril, a 6ª cesta básica mais cara entre as capitais do país, no valor de R$ 811,82, ficando atrás apenas de São Paulo, Cuiabá, Rio de Janeiro, Florianópolis e Campo Grande. No acumulado dos quatro primeiros meses de 2026, todas as 27 capitais brasileiras registraram aumento no preço da cesta básica.

Levando em consideração os custos de vida — como alimentação, moradia, saúde, educação e transporte —, a análise estima que, em abril, o salário mínimo necessário para sustentar uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 7.612,49, o equivalente a 4,7 vezes o salário mínimo atual, de R$ 1.621,00. A estimativa contrasta diretamente com a realidade vivida pelas(os) trabalhadoras(es) gaúchas(os).

Em abril, uma pessoa que recebe um salário mínimo mensal precisou comprometer 54,14% da renda, após o desconto da Previdência Social, apenas para adquirir a cesta básica. Isso significa que foram necessárias 110 horas e 11 minutos de trabalho no mês exclusivamente para garantir a alimentação básica.

Nos primeiros quatro meses deste ano, seis produtos registraram alta: tomate (42,50%), feijão preto (17,21%), leite integral (16,99%), batata (6,67%), pão francês (2,36%) e carne bovina de primeira (0,73%). Já os seguintes produtos apresentaram queda nos preços: óleo de soja (-10,40%), açúcar refinado (-7,36%), café em pó (-6,31%), banana (-4,32%), arroz agulhinha (-2,53%), manteiga (-2,46%) e farinha de trigo (-1,69%).

Cesta básica em Porto Alegre — abril de 2026:
• Valor da cesta: R$ 811,82
• Variação mensal: 1,50%
• Variação no ano: 3,52%
• Variação em 12 meses: 2,69%

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

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