O concurso público para o ingresso de 6 mil professoras e professores na rede estadual de ensino do Rio Grande do Sul sofreu novo atraso e teve o cronograma atualizado pela pasta.
Realizado em setembro de 2025, o certame tinha previsão inicial de divulgação do resultado final em março deste ano, mas a homologação agora está prevista apenas para 15 de junho, com nomeações prometidas para o segundo semestre de 2026.
Segundo a Secretaria de Educação (Seduc), o atraso ocorre em razão da análise de recursos relacionados à prova de títulos, etapa conduzida pela banca organizadora AOCP. Em fevereiro, a secretária estadual de Educação, Raquel Teixeira, chegou a indicar que o resultado seria divulgado em abril, o que também não se confirmou.
O concurso contempla vagas para diferentes áreas do conhecimento, incluindo Administração, Artes, Biologia, Educação Especial, Educação Física, Filosofia, Física, Geografia, História, Informática, Línguas Indígenas, Matemática, Português, Química e Sociologia, entre outras disciplinas.
Ao todo, 41,5 mil pessoas se inscreveram para disputar as 6 mil vagas ofertadas. A maior concorrência foi registrada para Educação Especial na região de Rio Grande, onde 135 candidatas(os) disputam apenas duas vagas.
Novo cronograma do concurso
- 22 de maio: divulgação do resultado da prova de títulos
- 26 de maio: divulgação do resultado final preliminar
- 15 de junho: homologação do resultado final
- Segundo semestre de 2026: início das nomeações
Enquanto o chamamento das(os) concursadas(os) segue sem efetivação, o governo Leite (PSD) continua recorrendo à contratação de professoras e professores temporários para atender a demanda da rede pública estadual, que possui mais de 700 mil estudantes.
Dados com base no Censo Escolar do Ministério da Educação, apontam que, em 2025, cerca de duas(dois) em cada três docentes da rede estadual gaúcha atuavam sob contratos temporários.
O cenário reforça críticas históricas do CPERS sobre a precarização das relações de trabalho na rede estadual e a falta de investimentos estruturais na educação pública. Para o Sindicato, a demora nas nomeações amplia a sobrecarga nas escolas, mantém milhares de profissionais em vínculos temporários e fragiliza a continuidade pedagógica para estudantes e comunidades escolares.
O CPERS também denuncia que a dependência crescente de contratos emergenciais é resultado de anos de ausência de concursos públicos e de políticas que desvalorizam a carreira do magistério. A nomeação imediata das(os) aprovadas(os) é fundamental para garantir estabilidade nas escolas, valorização profissional e melhores condições de ensino na rede estadual.




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