Enfrentando problemas que vão desde a fiação elétrica até espaços inteiramente interditados, as(os) profissionais da educação que trabalham na EEEM Galópolis, em Caxias do Sul, têm se sentido desamparadas(os). Na instituição, são atendidas(os) 335 alunas(os), nos turnos da manhã, da tarde e da noite, na modalidade de Ensino Médio e Atendimento Educacional Especializado (AEE), que atende duas cadeirantes.
Para além dos problemas estruturais, o Novo Ensino Médio (NEM) tem demandado ainda mais das(os) professoras(es), que acabam precisando lecionar mais disciplinas e, por isso, tendo sobrecarga de trabalho.

“Os professores estão tendo que lidar com a grande variedade de conteúdos, sem um grande apoio para com as disciplinas novas que se apresentam e, além de estudar por conta para lidar com as lacunas, temos toda a parte burocrática de preenchimento de planos e ações de cada disciplina, para cada ano, sem um respaldo maior”, desabafa Adam Alves Severo, professor de Geografia e Sociologia há nove anos na Galópolis.
Ao ser questionado sobre os problemas estruturais da EEEM Galópolis, Adam apresenta uma longa lista: fiação elétrica, acessibilidade, falta de salas de aulas e refeitório, biblioteca fechada, laboratório com problemas e sendo usado como depósito, grandes rachaduras na estrutura do prédio e zonas interditadas por conta das chuvas do ano passado.

No último mês, o “Radar do CPERS sobre a situação das escolas estaduais” expôs a preocupante realidade de abandono e negligência enfrentada pela educação sob a gestão de Eduardo Leite (PSDB). Os resultados da pesquisa revelam que 180 escolas no Rio Grande do Sul (RS) estão lidando com problemas estruturais alarmantes, os quais afetam diretamente a segurança e o bem-estar de toda a comunidade escolar.
Segundo o professor, já foram encaminhados ofícios para a Coordenadoria Regional de Obras Públicas (CROP) solicitando reformas e obras para os principais problemas estruturais, como a falta de refeitório e cozinha, por exemplo. Ele relata que laudos e averiguações já foram realizados pela CROP, mas o corpo pedagógico, assim como os alunos e alunas, ainda aguardam os reparos.

“Até onde sabemos, a Galópolis é a única escola de Caxias do Sul sem refeitório”, conta. “Como temos estudantes em todos os turnos e sabemos da lei que fala da importância da merenda com os estudos, muito estudantes reclamam da falta de merenda adequada e nutritiva”, completa.
Além da falta de cozinha e refeitório, a Galópolis precisou dar um novo destino ao seu laboratório de ciências: o chão próximo ao espaço está afundando e, por conta disso, acabou se tornando um depósito de livros e outros materiais, como de higiene, uma vez que não há segurança para as alunas(os) e professoras(es).

Mas a falta de segurança não se dá somente na área interna do prédio. A região externa da Galópolis também está em uma situação precária; isso por conta das fortes chuvas que atingiram a região do estado, no ano de 2023. O barranco que fica ao lado da escola teve uma parte levada pelo arroio, derrubando um pedaço da cerca e do muro de contenção, deixando o espaço sem proteção.
Por conta dessa falta de segurança, os alunos são impedidos de ficarem próximos à área, para que acidentes sejam evitados. “A situação da escola está precária”, resume o professor.

Se a sua escola também enfrenta dificuldades estruturais ou de pessoal, clique aqui e saiba como contatar o seu núcleo do CPERS e fazer uma denúncia. Chega de descaso! Vamos pressionar o governo Eduardo Leite (PSDB) para que, de fato, valorize a educação pública estadual e as(os) educadoras(es)!
Confira mais fotos:






Fotos: Adam Alves Severo




'