8 de março – Dia Internacional da mulher: nenhum direito a menos.


“Companheira me ajuda, que eu não
posso andar só. Eu sozinha ando bem,
mas com você ando melhor”.

Ao longo da história, as mulheres têm travado incessantes lutas por um mundo mais justo e igualitário. Grande parte das suas reivindicações representa uma crítica profunda à cultura política baseada no preconceito, na dominação e na violência. Para além da luta pela igualdade de direitos, o movimento de mulheres e as feministas incorporaram o questionamento das raízes culturais da desigualdade. A esta cultura damos o nome de machismo, que se evidencia através de valores sociais que depreciam as mulheres e sua capacidade de serem iguais aos homens. Para nós feministas, o mês de março é um momento muito importante de reafirmação da declaração do Dia Internacional das Mulheres e do feminismo enquanto teoria e prática da luta pela libertação das mulheres.
A luta das mulheres e sua organização em grupos são muito antigas e protagonizaram importantes reivindicações como: movimento pelos direitos políticos e sociais, ou seja, a luta pelo direito ao voto e por melhores condições de trabalho. Estas reivindicações contribuíram para questionar a separação entre o espaço público e o espaço privado, bem como para problematizar o papel masculino e o feminino em nossa sociedade.
Reafirmar nossas lutas e conquistas possibilita identificar nossos desafios. Especialmente, a luta pelo fim da violência contra a mulher, o direito ao trabalho descente e a autonomia do corpo e da vida das mulheres. Estes são elementos centrais para que as mulheres possam viver plenamente suas vidas.
É neste contexto de reivindicações e organização da luta das mulheres, que nossa categoria tem uma importante contribuição a dar para a luta da classe trabalhadora, pois as mulheres representam mais de 85% dos trabalhadores em educação na rede estadual de ensino. E, além disto, temos o CPERS/Sindicato que tem tido um papel estratégico nas lutas históricas, das quais temos obtido grandes conquistas. Esta importante ferramenta de luta em defesa da educação pública e de qualidade, também, pode contribuir para a promoção de uma educação não sexista e pelo fim dos estereótipos que enclausuram mulheres e homens em mundos divididos em rígidos padrões de comportamento.
Entendemos que potencializar a educação como um verdadeiro instrumento de democracia e equidade para o futuro que desejamos e lutamos é disputar na sociedade uma visão de educação inclusiva e libertadora. Capaz de ampliar os direitos das mulheres e a construção de uma educação livre de toda forma de opressão.

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