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Educadores decidem suspender a greve e fortalecer a luta pelos direitos da categoria

Em Assembleia Geral realizada na tarde desta sexta-feira (08), no Gigantinho, em Porto Alegre, professores e funcionários de escola decidiram, por ampla maioria, pela suspensão da greve, que hoje completou 94 dias. Esta foi a segunda maior paralisação do magistério estadual desde 1987.
Durante a manhã, o Conselho Geral do CPERS, através de votação, já havia apontado pela suspensão da greve. As assembleias regionais do Sindicato, realizadas nos dias 06 e 07, demonstraram que dos 42 Núcleos do Sindicato, 30 apontaram pela suspensão da greve, 10 pela continuidade e 2 decidiram acatar com a decisão da Assembleia Geral.
“Somente uma categoria unificada e fortalecida pode impedir o avanço dos ataques do governo Sartori. O bom combatente sabe a hora certa de recuar e reunir forças para fazer a resistência novamente. E é isso que esta aguerrida categoria fará a partir de agora, através do nosso calendário de fortes mobilizações pelo o Estado”, afirmou a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer.
Quando a categoria decretou a greve, em 05 de setembro, o governo anunciava que no final de setembro pagaria menos que os R$ 350,00 que tinha pago em agosto, e que em setembro e outubro haveria encontro de folhas. Isso quer dizer que os educadores receberiam os salários com mais de 30 dias de atraso. “Só por isso, já podemos considerar que essa greve foi vencedora.  Mas é claro que sabemos das dificuldades que teremos, como o pagamento do 13º, sobre o qual já vamos recorrer à justiça. Temos muitas lutas pela frente como a questão da reestruturação do IPE. Suspender a greve não é suspender a luta, é preservar a categoria para os enfrentamentos que virão”, destacou Helenir.
Na ocasião, foi aprovado um intenso calendário de mobilizações contra os ataques do governo aos direitos dos educadores e educadoras. Confira:

Propostas de mobilização aprovadas:

1.      Suspensão da Greve e continuidade da luta contra a Política de ajuste fiscal e arrocho salarial do Governo Sartori e contra os ataques do Governo Temer, reforma trabalhista e reforma da previdência;

2.      Participação da Audiência Pública construída pelos(as) contratados(as), chamada pela Frente Parlamentar em Defesa dos(as) Educadores(as) Contratados(as) no dia 11/12/2017 (2ª feira), às 9h, no Teatro Dante Barone, na Assembleia Legislativa. Neste dia acontece, Ato de entrega de documento ao Judiciário pedindo mediação para o pagamento do 13º Salário, conforme Constituição Estadual;

3.      Intensificar a pressão aos (às) deputados(as) da base do Governo Sartori, a partir da próxima semana:  

a)      Campanha “Se votar contra a Educação Pública e o RS, não voltará à Assembleia Legislativa”;

b)      Colagem de cartazes em todo o RS “PMDB e seus aliados: inimigos da educação e do RS”;

c)      Confecção de adesivos (lambe-lambe) com as fotos dos deputados(as) e o enunciado “Se votar contra a Educação Pública e o Povo Gaúcho, será TRAIDOR”;

d)      Atos de pressão aos deputados(as) da base do Governo nas cidades onde tem seu domicílio.

4.      Paralisação e Ato Unificado (MUS), dia 20/12/2017 (4ªfeira) pelo pagamento integral do 13º salário e contra os projetos que atacam os direitos dos Servidores Públicos do RS, especialmente o IPE;

5.      Paralisação e Atos Regionais contra a Reforma da Previdência, no dia de votação no Congresso Nacional. Se for chamada a Greve Geral, o CPERS/Sindicato ajudará a construí-la;

6.      Paralisação nos dias de votação dos Projetos na Assembleia Legislativa, da reestruturação do IPE e do Regime de Recuperação Fiscal (a previsão é para o final do mês);

7.      Em caso de suspensão da greve, realização de Atos/Plenárias no dia do pagamento enquanto houver parcelamento/escalonamento, bem como, elaboração de calendário de recuperação exigindo o respeito à autonomia das Escolas;

8.      Confecção de faixas para as escolas com chamadas sobre a realidade dos educadores(as) do RS;

9.      Construção do “MOVIMENTO: ESCOLA PÚBLICA, TÔ DENTRO”, contra o fechamento de turmas, escolas e a municipalização e defesa do emprego dos profissionais da educação;

10.  Moções de apoio e solidariedade ao povo palestino na defesa de Jerusalém como sua capital; à UFMG atacada pela operação da Polícia Federal “Esperança Equilibrista”; ao MPA, em relação à greve de fome contra a Reforma da Previdência; à Greve dos Técnicos Administrativos das Universidades e Institutos Federais.

 

Fotos: Carol Ferraz

 

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