Após pressão do funcionalismo, IPE Saúde começa a ampliar rede de atendimento


O IPE Saúde iniciou, na última terça-feira (4), a convocação dos primeiros médicos habilitados pelo programa Mais Assistência, dando início à recuperação da capacidade de atendimento às(aos) seguradas(os). As primeiras listas contemplam profissionais credenciadas(os) na 6ª Região Funcional, que abrange a Fronteira Oeste e a Campanha. O chamamento das demais regiões ocorrerá de forma escalonada ao longo dos próximos 90 dias.

Nesta primeira etapa, mais de seis mil profissionais estão sendo cadastradas(os). Em setembro, será aberto um novo processo de inscrições, com a meta de alcançar cerca de 10 mil médicas(os) credenciadas(os) em todo o Estado.

A medida representa um avanço para milhares de seguradas(os) que, nos últimos anos, enfrentaram o descredenciamento de profissionais, a redução da oferta de atendimento e longas esperas por consultas, exames e procedimentos. Mas esse resultado não pode ser atribuído apenas ao governo Eduardo Leite (PSD) e Gabriel Souza (MDB). Ele é fruto da mobilização permanente das entidades representativas do funcionalismo público, entre elas o CPERS, que denunciaram o sucateamento do IPE Saúde e pressionaram pela reconstrução da assistência oferecida às(aos) seguradas(os).

O anúncio também precisa ser analisado à luz da realidade financeira do Instituto. A recuperação de suas contas foi sustentada, principalmente, pelo aumento das contribuições das(os) servidoras(es), que passaram a pagar mais para manter o sistema funcionando. Por isso, o CPERS reforça que não existe futuro para o IPE Saúde sem a valorização do funcionalismo público.

É urgente que o governo implemente uma política de recomposição salarial, com revisão geral dos vencimentos das(os) servidoras(es). Além de reparar anos de perdas salariais, essa medida fortalece a base de financiamento do Instituto e contribui diretamente para sua sustentabilidade.

Defender salários dignos para as(os) servidoras(es) é defender também o futuro do IPE Saúde. Sem valorização do funcionalismo e concurso público, não há financiamento sustentável nem garantia de atendimento digno às(aos) milhares de seguradas(os) que dependem diariamente do Instituto.

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