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Após Assembleia Geral, educadores entregam pauta de reivindicações e arrancam do governo compromisso de abrir a mesa de negociação

Na primeira Assembleia Geral deste ano, realizada nesta sexta-feira (22), centenas de educadores e educadoras aprovaram a pauta de reivindicações da categoria e o calendário da Caravana “Em Defesa da Educação Pública – Contra o Desmonte do Estado”, que percorrerá o RS a partir do início de julho.
A pauta de reivindicações possui três eixos centrais para preparar os professores e funcionários de escola para o enfrentamento ao governo Sartori: desmonte do Estado, luta salarial e condições de trabalho.
Ao dar início a Assembleia, a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, reforçou que o Sindicato exige a abertura de uma mesa de negociação com o governo para que apontem um caminho que tire a categoria da miserabilidade em que se encontra. “Não podemos viver com o salário defasado como estamos. Sartori continua desrespeitando a lei ao não nos pagar o valor do Piso. Hoje, é necessário um reajuste de 94,84% para alcançarmos o valor do Piso Salarial Nacional. Enquanto não vem o Piso, exigimos, pelo menos, que no devolvam o poder de compra que tínhamos em 2014. Para isso, a urgente reposição salarial de 23,29%”, afirmou.
Durante a Assembleia, foram expostos outros pontos importantes da luta dos educadores, como o não fechamento de escolas, recentemente o governo tem se esforçado para fechar a escola de saúde pública, por exemplo, deixando claro seu objetivo de terceirizar e municipalizar.
O Fundeb, que termina em 2020, também é outra preocupação da categoria, pois ainda não há nenhuma garantia de um novo fundo. Sobre a Reforma do Ensino Médio, foi destacada a importância de fortalecer a discussão com a comunidade escolar ressaltando suas consequências, entre elas fechar as portas das universidades aos filhos e filhas dos trabalhadores (as).

Pressão dos educadores faz com que governo se comprometa em abrir a mesa de negociação

Ao término da Assembleia, os educadores (as) realizaram carreata até o Palácio Piratini. No local, foram recebidos pelo secretário de educação, Ronald Krummenauer, e pelo secretário adjunto da Casa Civil, João Carlos Mocellin. Durante a reunião, Helenir entregou a pauta de reivindicações da categoria e destacou a urgência de estabelecer uma mesa de negociação com o governo para discutir as questões salarias da categoria.
Krummenauer afirmou que dentro de 15 dias devem chamar o CPERS para dar início a organização da mesa de negociação.
“Mais do que nunca, a nossa mobilização é importante para podermos avançar na mesa de negociação. A força do nosso movimento influencia diretamente nos avanços que queremos. Agradecemos a cada um e cada uma que esteve aqui hoje. Vamos começar a organizar as caravanas e preparar a categoria para termos grandes atos em todo o Estado. A luta vale a pena”, ressaltou Helenir.

Confira abaixo a pauta de mobilização aprovada:

  1. Aprovação da Pauta de Reivindicações da categoria dos(as) Trabalhadores(as) em Educação com a definição de 3 eixos centrais de campanha para embate com o governo: Desmonte do Estado, Luta Salarial e Condições de Trabalho;
  2. Aprovação do calendário da Caravana “Em Defesa da Escola Pública – Contra o Desmonte do Estado”, que ocorrerá no período posterior à Assembleia Geral;
  3. Continuidade da denúncia contra o governo Sartori pelo fechamento e/ou transferência de escola, que sucateia a Educação Pública, e em defesa dos contratados;
  4. Aula Cidadã com a temática da Soberania Nacional, tendo como subsídio o panfleto da Frente Brasil Popular “Combustíveis, Gás de Cozinha e Luz Elétrica – Por que Pagamos Tanto?”;
  5. Caminhada após o término da Assembleia Geral do Ginásio Gigantinho até o Palácio Piratini;
  6. Participar do Ato das Mulheres, dia 22/06, na Esquina Democrática, após a entrega da pauta de reivindicações no Palácio Piratini;
  7. Encaminhar os eixos prioritários da categoria para os candidatos ao governo do Estado para se posicionarem por escrito;
  8. Participar com a representação de duas dirigentes da Entidade na Mobilização pela decisão do Senado Argentino pelo aborto legal, seguro e gratuito;
  9. Campanha com “outdoor” e mídias para denunciar Sartori, sua base e o projeto que representam com exceção da mídia golpista que dá sustentação ao governo Sartori;
  10. Exigir a anistia da greve de 2017, visto que no portal do servidor segue greve com desconto suspenso;
  11. Moção contra a truculência da Polícia Militar do governo Welligton Dias (PT) do Piauí contra os servidores públicos estaduais;
  12. Moção de repúdio à política do Governo Trump, presidente dos Estados Unidos, para imigrantes com o enjaulamento das crianças;
  13. Moção de Repúdio ao Deputado Federal Alceu Moreira (MDB) pela declaração do uso de recurso de emenda parlamentar da saúde na construção de uma sede para a associação dos caminhoneiros;
  14. Pressão aos candidatos a governador e presidente pelo referendo revogatório das antireformas dos golpistas que lesaram o povo gaúcho e brasileiro.

 

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