Vicaricídio: nova lei fortalece o combate à violência de gênero e amplia a proteção às mulheres e suas famílias


A violência contra as mulheres no Brasil assume diferentes formas e, muitas vezes, ultrapassa a agressão direta à vítima. Em diversos casos, homens utilizam filhas(os), familiares, amigas(os) ou pessoas próximas como instrumento de vingança, controle e sofrimento psicológico. Essa prática, conhecida como violência vicária, passou a receber um tratamento mais rigoroso na legislação brasileira.

Em abril deste ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou a lei que cria o crime específico de vicaricídio. A nova norma prevê pena de 20 a 40 anos de reclusão para quem assassinar filhos, pais, mães ou outras pessoas próximas da vítima com o objetivo de provocar sofrimento extremo ao cônjuge ou companheira(o). O crime foi incluído entre os crimes hediondos, reconhecendo a gravidade dessa forma de violência e a necessidade de punição mais severa.

A tipificação representa um avanço importante no enfrentamento à violência de gênero ao reconhecer uma realidade que, durante anos, esteve presente em diversos casos de grande repercussão nacional, mas que não possuía previsão específica na legislação. Ao identificar o vicaricídio como uma estratégia de violência contra a mulher, o Estado amplia a proteção não apenas à vítima direta, mas também às pessoas que integram sua rede de afeto e apoio.

Embora a legislação avance, os desafios permanecem enormes. O Brasil segue registrando índices alarmantes de violência contra mulheres, evidenciando que o enfrentamento desse problema exige não apenas punição aos agressores, mas também políticas públicas permanentes, educação para a igualdade de gênero, fortalecimento da rede de proteção e transformação cultural.

Neste Agosto Lilás, o CPERS, através do Departamento de Mulheres, reforça o compromisso de seguir promovendo informação, conscientização e mobilização pelo fim da violência contra as mulheres. Porque nenhuma mulher deve viver com medo, e proteger quem educa também é um compromisso com uma sociedade mais justa, democrática e igualitária.

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