Solidariedade e luta: educadoras resistem em acampamento contra os ataques de Eduardo Leite


A semana chuvosa e o vento gelado do Guaíba põem à prova a resistência das educadoras que, há três dias, fincam pé, tocam sinetas e erguem as bandeiras douradas do CPERS em frente ao centro de poder do Estado.

São aposentadas que construíram o passado e o presente do Rio Grande do Sul e, inspiradas por lutas históricas, se doam para não perder tudo que conquistaram em décadas de mobilização.

“Participo dos acampamentos do CPERS desde os anos 80. De lá pra cá, sempre estive na Praça da Matriz”, conta Zila Teresinha Fidell, diretora do núcleo do CPERS de Uruguaiana.

“Tivemos um acampamento em que o lema era ‘Adote um Professor’. Não tínhamos sequer dinheiro para passagem e vivíamos de doações. Mesmo assim, não arredamos pé. É isso que queremos passar aos colegas de hoje: coragem para lutar e não entregar seus direitos”, conclui.

Todas as manhãs, as atividades começam com um sinetaço para “acordar Eduardo Leite”

A luta é árdua, mas não precisa ser triste. Com alegria, merendeiras que dedicaram suas vidas a alimentar estudantes, agora alimentam a mobilização. Diariamente elas preparam refeições para quem está acampado e visitantes.

Instalado no Dia do Professor, o Acampamento da Resistência permanecerá em operação até o final do ano para lembrar o governador, todos os dias, que uma categoria massacrada por salários congelados e atrasados há quase 5 anos não aceitará perder direitos ou dinheiro.

É o marco inicial da greve, a ser deflagrada se Eduardo Leite enviar os projetos de mudança no Plano de Carreira ou na Previdência Estadual. Os 42 núcleos do CPERS se revezam para manter as atividades, nesta semana sob responsabilidade dos educadores(as) de Uruguaiana, São Borja e Livramento.

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Saiba tudo sobre os novos ataques de Eduardo Leite:

– Série de vídeos detalha os ataques do pacote desumano de Eduardo Leite
– Como o pacote de Leite afeta funcionários de escola, professores e aposentados
– Eduardo Leite quer destruir a carreira e economizar às custas dos educadores
– Nota técnica da assessoria jurídica do CPERS 
– Eduardo Leite quer que os professores paguem o próprio piso

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