Setembro Amarelo: criando esperança por meio da ação


O CPERS apoia a campanha Setembro Amarelo, que visa conscientizar as pessoas quanto a prevenção ao suicídio, através da valorização da vida.

Em 2003 a Organização Mundial da Saúde (OMS) instituiu  o dia 10 de setembro, como o Dia Mundial da Prevenção ao Suicídio.

Os anos de 2020 e 2021 têm sido complexos para a saúde mental e emocional das pessoas no mundo todo. Com base nessa realidade, o IASP – Associação Internacional de Prevenção do Suicídio, sugeriu como tema para o 10 de setembro, a frase “criando esperança por meio da ação”. A frase serviu de inspiração ao CVV, que ao longo dos 30 dias que marcam o Setembro Amarelo, vai promover ações com esse conceito.

No mundo, as notificações apontam para um suicídio a cada 40 segundos. No Brasil, a cada 46 minutos uma pessoa tira a própria vida. São registrados cerca de 12 mil suicídios todos os anos no Brasil, quase 6% da população. Trata-se de uma triste realidade, que registra cada vez mais casos, principalmente entre os jovens.

Cerca de 96,8% dos casos de suicídio estavam relacionados a transtornos mentais. Em primeiro lugar está a depressão, seguida do transtorno bipolar e do abuso de substâncias. Com esses números, o suicídio encontra-se entre as três principais causas de morte em indivíduos com idade entre 15 e 29 anos no mundo.

Falar é a Melhor Solução!

O Centro de Valorização da Vida (CVV) realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo por telefone, email e chat 24 horas todos os dias.

O atendimento é feito pelo número 188, é o primeiro número sem custo de ligação para prevenção do suicídio.

A Origem do Setembro Amarelo

O Setembro Amarelo e todo esse movimento de conscientização contra suicídio começou com a história de Mike Emme, nos Estados Unidos. O jovem era conhecido por sua personalidade carinhosa e habilidade mecânica, tendo como sua marca um Mustang 68 que ele mesmo restaurou e pintou de amarelo.

Porém, em 1994, Mike cometeu suicídio, com apenas 17 anos. Infelizmente nem a família, nem os amigos de Mike, perceberam os sinais de que ele pretendia tirar sua própria vida.

No funeral, os amigos montaram uma cesta de cartões e fitas amarelas com a mensagem: “Se precisar, peça ajuda”. A ação ganhou grandes proporções e expandiu-se pelo país.

Diversos jovens passaram a utilizar cartões amarelos para pedir ajuda a pessoas próximas. A fita amarela foi escolhida como símbolo do programa que incentiva aqueles que têm pensamentos suicidas a buscarem ajuda.

 

Fonte:
Organização Mundial da Saúde(OMS)
Centro de Valorização da Vida (CVV)

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