Primeiro Conselho Geral do ano define agenda de mobilização da categoria


Reunidos na tarde desta sexta-feira(15), na sede do CPERS, os conselheiros do Sindicato deliberaram sobre as próximas ações da categoria e aprovaram uma forte agenda de mobilizações.

Ao dar início ao Conselho, a presidente do Sindicato, Helenir Aguiar Schürer, observou que 2019 será um ano que exigirá forte resistência dos(as) educadores(as) devido a conjuntura política que se apresenta, tanto em âmbito estadual quanto nacional.

Helenir ressaltou que no próximo dia 26 devem ir à votação, já em segunda instância, na Assembleia Legislativa, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que retira a obrigatoriedade de o governo realizar o pagamento dos salários dos(as) servidores(as) até o último dia do mês e a que prevê o fim da licença prêmio da categoria. Além da PEC que prevê a retirada de plebiscito para a venda das estatais.

“Será um ano extremamente difícil para a classe trabalhadora. Importante frisar que atualmente o governo conta com o apoio de 42, dos 55 deputados. Para aprovar um projeto são necessários 33 votos favoráveis. Nós percorremos todo o Estado e alertamos sobre as consequências de eleger um governador que representaria a continuidade do governo Sartori e um presidente que sempre se posicionou contra a pluralidade de ideias e as questões de humanidade. Portanto, não teremos outro caminho se não o de luta e resistência”, afirmou.

Durante a reunião foram eleitos os novos representantes do Conselho de Administração do IPE Prev (titulares e suplentes). Através de votação, acompanhada pela integrante da Comissão Eleitoral do IPE, Maria Cristina Moreira, foram escolhidos os educadores: Edson Rodrigues Garcia (titular), Guilherme Mateus Bourscheid (titular), Miriam Janete Neumann Trindade (1ª suplente) e Andréa Nunes da Rosa (2ª suplente).

Na ocasião, os conselheiros também realizaram um momento de homenagem, através de palmas, aos aguerridos educadores Sandra Rosseto e Ivo Sebastiani, falecidos recentemente.

Confira a agenda de mobilizações aprovada:

1. Dia 25 de fevereiro será Dia de Pressão em Defesa da Escola Pública da Comunidade. Articular com Direções e Conselhos Escolares para, concomitantemente, nas CREs e SEDUC, fazer pressão cobrando RH, manutenção de turmas, turnos, escolas, setores pedagógicos e Coordenadorias de Educação.

2. Assembleia Geral e Popular no dia 12 de abril.

3. Plenárias Regionais, em todos os núcleos, tendo como eixos de debate: mobilização contra a Reforma da Previdência e Pauta de Reivindicações, com ênfase na política salarial. O cronograma das plenárias acontecerá no período de 27/02 a 05/04.

4. Realização do X Congresso Estadual do CPERS nos dias 27, 28 e 29 de julho.

5. Retomada da mobilização em defesa dos Planos de Carreira de professores(as) e funcionários(as) com amplo esclarecimento na base da categoria.

6. Vigília na Assembleia Legislativa, por ocasião da votação das PECs e pressão aos(às) deputados(as) nas suas bases eleitorais.

7. Participação com um ônibus do CPERS no Ato do dia 20/02/2019 em São Paulo contra a Reforma da Previdência.

8. Organização de materiais contra o Dia D em que o governo pretende “debater” sobre a BNCC.

9. Busca de esclarecimentos legais sobre as exigências do governo quanto aos cargos de Supervisor e Orientador escolar e exigir do Estado providências para formação exigida, através de cursos gratuitos.

10. 8 de Março – Manhã: Reunião do Coletivo de Gênero(um representante por núcleo)
– Tarde: Onde houver, participar das atividades da região de forma unificada. Os núcleos que não tiverem atividades nas suas regiões podem participar com delegações de um ônibus em Porto Alegre das atividades conjuntas.

11. Organização de recreação das crianças nas próximas assembleias do CPERS.

12. Questionamento ao governo quanto à mudança, unilateral, dos critérios de distribuição de agentes educacionais e número de alunos.

13. Assinatura e divulgação da Carta “Pela Paz, Contra a Guerra, pela Autodeterminação do Povo Venezuelano”, do Comitê Gaúcho em Solidariedade ao Povo Venezuelano

14. Nota de Repúdio ao Governo pela imposição do calendário que fere a autonomia das escolas que é garantida pela LDB/ CF E Lei de Gestão Democrática, inclusive com férias parceladas como os salários.

15. Nota de Repúdio “Não foi tragédia, foi crime! Pela Reestatização da Vale”.

16. Nota de Apoio à Greve dos Servidores Municipais de São Paulo.

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