Ocorre no próximo dia 14, às 19h, através da plataforma Zoom, a plenária de lançamento do Plebiscito Popular no Rio Grande do Sul, organizado por centrais e entidades sindicais, entre elas o CPERS, e movimentos sociais.
A iniciativa aparece como resposta de mobilização e enfrentamento ao aprofundamento da política ultraliberal de privatização dos serviços públicos e de entrega do patrimônio aos grandes grupos privados transnacionais.
O alinhamento privatista dos governos federal, estadual e nas prefeituras das grandes cidades e muitos pequenos municípios podem deixar parcelas significativas da população sem serviços essenciais, como abastecimento de água, correios, saneamento, processamento de dados, agências bancárias, entre outros.
Atualmente, os governos estadual e federal se movimentam de forma orquestrada para se desfazerem de empresas estatais e bancos, apesar de muitos serem lucrativos. Estão na mira o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal, os Correios, a Eletrobras, a Petrobras (Refap no RS), Trensurb, Banrisul, Corsan, Procergs, CEEE, Sulgás e CRM. E, em Porto Alegre, a Carris, a Procempa e o DMAE.
O governo Leite aprovou recentemente, na Assembleia Legislativa, a PEC 280/20 que retira a exigência de plebiscito para privatização da Corsan, do Banrisul e da Procergs. Também já anunciou à imprensa que pretende enviar, antes do recesso parlamentar, o projeto de lei que autoriza a privatização da Corsan.
Aproveitam-se da pandemia para “passar a boiada” sem o devido acompanhamento da sociedade, aprovando privatizações como moeda de troca para outros projetos.
No Rio Grande do Sul, a CEEE-D foi vendida a preço de banana em troca de votos para a retomada das aulas presenciais em meio à pandemia.
É neste cenário que a realização de um plebiscito popular se apresenta como melhor ferramenta para esclarecer a população gaúcha dos danos irreversíveis das privatizações.
Para participar da plenária de lançamento basta preencher o formulário de inscrição neste link: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSe5OsrSi_o6PEtcry33wXd_l9KBev4hPIcsDlX-1albq5NoHw/viewform?usp=sf_link
O plebiscito
Ocorrerá no formato híbrido, através de votação online e em cédula para comunidades de periferias, quilombolas e rurais, assentamentos, entre outras.
Os locais de votação serão indicados pelos comitês populares de cada município. Escolas, associações de bairro, sindicatos, CTGs, igrejas e centros comunitários poderão ser utilizados.
O período de votação será de dez a 15 dias.




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