Nova façanha: salários de julho terão atraso recorde


Em coletiva à imprensa nesta terça-feira (23), Eduardo Leite anunciou que a folha de julho começará a ser quitada apenas no dia 13 de agosto. É o maior período sem pagamento já registrado desde o início dos atrasos, que já somam 44 meses desde o governo Sartori. Trata-se de uma medida adequada ao slogan adotado pelo governo. Novas façanhas, velhas práticas.

A primeira faixa salarial será de R$ 2,5 mil. O restante do calendário deve ser divulgado até o final do dia 31 de julho.

A última Assembleia Geral, no dia 12 de abril, definiu a entrada da categoria em estado de greve, e os(as) educadores(as) devem construir na base, em cada escola e cada comunidade, as condições para o enfrentamento. Não podemos mais esperar.

Estamos em situação de miséria, acumulando empréstimos impagáveis, sem dinheiro para ir trabalhar e escolhendo entre comer e pagar as contas.

O tempo dos “remédios amargos” já passou. Foram testados e não tiveram os resultados alardeados. Há 20 anos, Britto inaugurou o experimento neoliberal e afundou o estado em dívidas. Da mesma forma, Sartori legou ao Rio Grande do Sul o maior rombo dos últimos 16 anos.

Não podemos mais esperar. A categoria deve se preparar para um duro enfrentamento em defesa da escola pública e da sua própria existência. A última Assembleia Geral definiu a entrada  em estado de greve, e os educadores(as) devem construir em cada escola e cada comunidade as condições para uma luta árdua, mas vitoriosa. Nossa causa é justa.

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