Nota de repúdio: parasita é o sistema financeiro protegido por Guedes


O CPERS repudia a desastrosa declaração do ministro da Economia, Paulo Guedes, contra os servidores(as) públicos.

Na última sexta-feira, 7, durante evento realizado pela Escola Brasileira de Economia e Finanças, Guedes comparou funcionários(as) públicos a “parasitas” ao anunciar o envio da reforma administrativa ao Congresso Nacional.

Parasita, de acordo com o dicionário Michaelis, diz-se de um “organismo que vive em outro organismo (hospedeiro), dele retirando seu alimento e geralmente causando-lhe dano.”

Seria difícil encontrar metáfora melhor para classificar o próprio Paulo Guedes, banqueiro investigado pelo TCU por lucrar em cima do prejuízo de fundos de pensão de estatais. Seu banco, o BTG Pactual, possui filiais em dezenas de paraísos fiscais, conhecidos por esconder a sonegação de super ricos e grandes empresas, evadindo recursos que deveriam ser destinados a educação, saúde e segurança.

A intenção de Guedes é clara: fomentar as redes de ódio contra o serviço público, culpar o trabalhador(a) pelas mazelas do Estado, amplificar a realidade do custo e justificar sua terceirização a preço de banana para o capital internacional.

Captado o apoio popular à ideia rasa e obtusa, Guedes cria as condições para retirar a estabilidade do servidor(a). Sem estabilidade, os funcionários(as) passam a ser alvo fácil para o assédio e a pressão de superiores em cargos comissionados. Passam a servir aos interesses do governante, não ao da população.

Sua afirmação é uma afronta a quem trabalha diariamente para entregar serviços de qualidade ao povo brasileiro. Um ataque direto a nós, educadores(as), e a todos os outros profissionais que abraçaram a nobre tarefa de servir ao seu país, estado ou município.

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