Não podemos admitir a barbárie: justiça para Moïse Kabamgabe


Ao cobrar o pagamento de R$ 200 por um serviço prestado durante dois dias como ajudante de cozinha em um quiosque no Rio de Janeiro, Moïse Kabamgabe, jovem congolês de apenas 24 anos, foi brutalmente assassinado pelo gerente do local e mais quatro pessoas.

A violência contra o corpo de Kabamgabe, refugiado de guerra do Congo no Brasil, escancara a faceta de um país vergonhosamente racista e xenofóbico, bem como expõe um cenário crescente de precarização do trabalho.

Mas essa barbárie vai além e evidencia a violência e o preconceito sofrido diariamente pela população negra no país, que enfrenta as consequências do racismo estrutural enraizado em nossa sociedade.

O desafio de uma educação antirracista se coloca cada vez mais como pauta central e urgente no Brasil. Não podemos tolerar a leniência com que vem sendo tratado esse caso pelas autoridades. Urge, em primeiro lugar, prender imediatamente os responsáveis já identificados.

O CPERS, por meio do Coletivo Estadual de Igualdade Racial e Combate ao Racismo, está em luto e soma-se às inúmeras vozes que clamam por justiça pelo bárbaro assassinato de Moise Kamgabe. Não podemos nos calar diante desta atrocidade.

Exigimos que as autoridades sejam ágeis em tomar as providências necessárias para que os responsáveis por esse ato monstruoso sejam responsabilizados e punidos, conforme prevê a lei. Racismo é crime! Tortura é crime!

#JustiçaPorMoïse

Arte da capa: Thais Trindade

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