Mudanças na organização curricular não reduzirão carga horária nem resultarão em demissões, garante secretária


Em audiência com a secretária da Educação, Raquel Teixeira, na manhã desta terça-feira (10), a Direção Central do CPERS buscou esclarecimentos a respeito dos impactos da reorganização curricular do Ensino Fundamental e do Ensino Médio na vida funcional da categoria.

Publicada no dia 6 de agosto no Diário Oficial do Estado, a portaria nº 163/2021 estabeleceu mudanças que passam a vigorar a partir do dia 23 deste mês, incluindo a diminuição da hora-aula de 60 para 50 minutos e um maior enfoque nos componentes de Língua Portuguesa e Matemática.

As alterações, propostas para suprir as carências de aprendizado que se aprofundaram durante o ensino remoto, inquietam a categoria – em especial professores(as) de outros componentes curriculares – e pautaram a agenda com o governo.

“Queremos, muito claramente, sair daqui com o entendimento de que esta mudança não fará com que sobrem educadores de disciplinas como História, Sociologia ou Filosofia”, questionou a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer.

De acordo com a secretária, não haverá impacto na carga horária dos profissionais. Cleusa Flesch, diretora do Departamento de Recursos Humanos da Seduc, explicou:

“Os dez minutos que sobram das demais disciplinas serão somados em novos períodos de Português e Matemática. Professores de outros componentes deverão usar estes minutos para trabalhar conteúdos remotamente, como reforço aos estudantes.”

Contratações temporárias

Com o aumento no número de períodos das duas disciplinas, a Seduc prevê contratar mais de 4 mil professores(as) de Português e Matemática. Tanto os novos profissionais quanto os atuais devem participar de uma capacitação voltada ao programa de reforço.

A direção do CPERS aproveitou a agenda para cobrar a realização de concursos públicos e um olhar especial para os funcionários(as) de escola, carentes de políticas de valorização e formação. “Estamos, também, solicitando a liberação da cedência dos dirigentes sindicais que estão atuando nas escolas”, complementou Helenir.

Mais uma vez, a secretária se disse aliada da pauta por reposição salarial da categoria. “Sou parceira da luta e dentro do governo vou fazer o que estiver ao meu alcance”, disse Raquel.

O tema da campanha salarial voltará ao debate na próxima reunião com a Casa Civil, em data ainda a ser definida.

Além de Helenir, esteve presente na audiência a Comissão de Educação do CPERS, representada pelo 2º vice-presidente Edson Garcia e os diretores(as),  Leonardo Echevarria, Rosane Zan, Sonia Solange e Vera Lessês. Stefanie Eskereski, secretária adjunta, e Letícia Grigoletto, diretora do Departamento Pedagógico, também participaram da reunião.


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