#JulhoDasPretas: mês da luta e resistência das mulheres negras


Neste mês é celebrado o Julho das Pretas, momento para combater o racismo contra as mulheres negras e firmar a luta por direito a saúde, educação, emprego, renda, moradia e contra o tratamento do corpo da mulher negra como mercadoria.

As atividades do mês têm como referência o dia 25 de Julho, quando é celebrado o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e também o Dia Nacional da Mulher Negra e de Tereza de Benguela.

A data enaltece a vida dessas mulheres que contribuíram e contribuem na construção das resistências e na luta pela emancipação e libertação no Brasil e no mundo, embora esta contribuição seja constantemente apagada e silenciada.

Tereza de Benguela é, assim como outras heroínas negras, um dos nomes esquecidos pela historiografia nacional. Líder do Quilombo Quariterê, Tereza ou “Rainha Tereza”, comandou a resistência às ações de bandeirantes no século XVIII e uniu representantes das populações negras, brancas e indígenas para defender o território onde viviam.

Exemplo de resistência e motivação para continuar a luta pela libertação, Tereza de Benguela inspirou milhares e fez germinar outros quilombos.

Assim como a Rainha Tereza, tantas outras mulheres negras da América Latina e do Caribe seguem rompendo o silêncio, o chicote, a violência, o genocídio e o feminicídio.

Luta contra o racismo estrutural e a desigualdade

O Julho das Pretas também é marcado pela luta por igualdade, emprego e renda para as mulheres negras, primeiras a serem vitimadas por crises econômicas e sociais como a que o Brasil enfrenta atualmente.

Levantamento do Dieese intitulado “A Inserção da população negra e o mercado de trabalho”, referente ao 2° trimestre de 2021, aponta que, além de o desemprego entre as mulheres negras ser o dobro que o dos homens brancos, as que conseguem uma ocupação têm os piores salários e os trabalhos mais precarizados. Somente 1,9% delas ocupam algum cargo de direção.

Esta realidade está enraizada em um Brasil que ainda vive com a herança do colonialismo e dos quase 400 anos de escravidão, em que negros eram sequestrados da África e trazidos para o Brasil como mercadoria.

O Coletivo de Igualdade Racial e Combate ao Racismo Estadual acredita que rememorar as conquistas da Rainha Tereza é celebrar a vida dela e de tantas outras mulheres negras da América Latina que resistem e lutam por seu povo todos os dias. O Coletivo celebra este mês e reafirma o seu compromisso com esta luta! Parabéns à todas as mulheres negras! Salve Tereza de Benguela!

Em alusão à data, os Coletivos de Igualdade Racial e Combate ao Racismo dos núcleos do CPERS, vinculados ao Coletivo Estadual, realizam diversas atividades nesta segunda (25). Contate seu núcleo e saiba como participar!

#JulhoDasPetras

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