FSP define ações contra juros abusivos do Banrisul e em defesa do meio ambiente e de salário digno


Em reunião, realizada nesta sexta-feira (7), na sede do CPERS, a Frente dos Servidores Públicos (FSP) debateu diversos temas fundamentais para as trabalhadoras e trabalhadores e definiu importantes ações para denunciar o descaso do governador Eduardo Leite (PSDB) e do prefeito Sebastião Melo (MDB) com a população gaúcha, em meio à crise climática.

Abaixo, seguem os principais pontos abordados:

1. Cobrança de juros dos consignados pelo Banrisul

As servidoras e servidores manifestaram profunda indignação com a decisão do Banrisul de cobrar juros abusivos sobre os consignados que estavam suspensos por 180 dias. A opinião unânime entre os participantes é que o lucro está sendo colocado acima da vida das trabalhadoras(es), sobretudo em meio à tragédia climática, ambiental e social que assola o Rio Grande do Sul. A FSP considera essa medida inaceitável, especialmente diante das dificuldades financeiras enfrentadas pelas gaúchas e gaúchos neste momento crítico. 

Diante desse cenário preocupante, a FSP solicitou uma reunião urgente com o presidente do Banrisul, Fernando Lemos. Caso o banco se negue a reunir-se com as servidoras(es), medidas judiciais não estão descartadas, já que a decisão atual contraria a informação inicial fornecida pelo banco.

>> Leia a íntegra do ofício da FSP encaminhado ao Banrisul.

2. Debate sobre mudanças climáticas e ambientais

No dia 22 de junho (sábado), às 9h, as entidades que compõem a FSP promoverão um debate com especialistas das universidades públicas e técnicos do serviço público. O evento, que será transmitido ao vivo, terá como pauta principal as mudanças climáticas e ambientais. A iniciativa visa ampliar o conhecimento sobre esses temas e discutir soluções que possam ser implementadas para mitigar os impactos ambientais no Rio Grande do Sul.

3. Ato em defesa dos salários e dos serviços públicos

Foi marcada, para o dia 12 de julho, às 14h, uma manifestação em frente ao Palácio Piratini. O ato tem como objetivo defender os salários das servidoras(es), os serviços públicos e protestar contra o desmonte dos serviços essenciais para a sociedade. A FSP destacou que o descaso climático, ambiental e social está afetando toda a população, e essa mobilização busca chamar a atenção para essas questões urgentes.

O encontro de hoje deixou claro o compromisso das entidades que integram a FSP em defender os direitos das servidoras(es) e da sociedade. As medidas definidas refletem a urgência de se abordar questões financeiras, ambientais, políticas e sociais que estão afetando a todas e todos. A FSP continuará lutando por justiça e melhores condições de trabalho para os servidores públicos, bem como pela preservação do meio ambiente e dos serviços essenciais para a população.

 

Notícias relacionadas